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Educação

Sindicato relata demissões em Universidade Positivo após venda para Cruzeiro do Sul

Sinpes diz que vários coordenadores de cursos teriam sido demitidos na quarta-feira (01),
Sinpes diz que vários coordenadores de cursos teriam sido demitidos na quarta-feira (01), (Foto: Divulgação/assessoria de imprensa)

O Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (Sinpes) divulgou nota dizendo que, após a venda da Univesidade Positivo para o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, recebeu denúncias de aumento de demissões, diminuição da carga horária letiva e aumento do Ensino à Distância na instituição. De acordo com a entidade, as denúncias incluem ainda não pagamento de direitos como o adicional noturno e reformulações das matrizes curriculares de vários cursos com o objetivo único de diminuição da carga horária dos mesmos, com proibição expressa de não se ultrapassar o limite mínimo estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do Ministério da Educação (MEC), o que não garantiria cursos de qualidade.

Vários coordenadores de cursos teriam sido demitidos na quarta-feira (01), segundo o sindicato, depois de passarem por uma reunião de cerca de 5 minutos na qual foram informados de seu desligamento. Uma das demitidas foi a Coordenadora do Curso de Biologia da Universidade Positivo, a professora Ana Meyer. De acordo com o Sinpes, a demissão gerou revolta entre os alunos.

O Centro Acadêmico de Ciências Biológicas (CacBio) emitiu uma nota de repúdio contra a demissão da Coordenadora. Em um trecho da nota os acadêmicos destacam que “sabemos que esta demissão da Professora Ana se configura como um ato vilipendiador do respeito à comunidade acadêmica, que não poderá passar em silêncio, nem pode ser aceito e nem seguir somente as linhas dos caminhos puramente jurídicos”, dizem os estudantes.

Outra demitida teria sido a professora Solange Fernandes que ajudou a implementar o curso de Serviço Social (na modalidade semipresencial) na Universidade Positivo nas unidades de Curitiba e Pato Branco. A docente foi contratada com 12 horas/aula, sendo oito em sala de aula e 4 como apoio técnico. Ela destaca que, depois que a Cruzeiro do Sul comprou a Positivo, seu salário e o de outros professores foi reduzido, afirma o sindicato.

“Eu recebia R$ 2,400 por mês e no início de 2020 meu salário caiu para R$ 1,040. A Cruzeiro do Sul justificou que a perda de renda era por causa da diminuição da minha carga horária, algo do qual eu não tinha sido sequer avisada”, contaela . Depois da diminuição da carga horária veio a demissão, feita por vídeo em uma reunião de cinco minutos. “Tudo que tem acontecido na Universidade Positivo depois que ela foi comprada pela Cruzeiro do Sul tem deixado toda a comunidade acadêmica muito impactada. Desde as demissões até as mudanças curriculares, tudo encaminha a Positivo para exclusivamente oferecer cursos na modalidade EAD”, afirma.

Além das demissões, que segundo os professores e professoras da Positivo podem chegar às centenas nas próximas semanas, as horas de trabalho dos professores têm sido cortadas pela Cruzeiro do Sul que suspendeu inclusive projetos de extensão e projetos de ensino como forma de economia. A denúncia encaminhada ao Sinpes destaca uma diretriz de redução de custos de operação da ordem de no mínimo R$ 3 milhões por mês, em grande parte advinda da folha de pagamento.

Em nota, a Universidade Positivo informou "que as recentes demissões de docentes fazem parte da rotatividade normal de funcionários da instituição".

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