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Identificação

Sistema de biometria nos estádios é responsável por quatro prisões na Arena da Baixada

Sistema de biometria nos estádios é responsável por quatro prisões na Arena da Baixada
Os mandados foram identificados na catraca da Arena da Baixada no jogo entre Atlético Paranaense e Atlético Mineiro. (Foto: Divulgação)

Em virtude do sistema de Biometria nos Estádios, fruto do convênio celebrado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) com a Celepar, com o Detran-PR e com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, na partida entre Clube Atlético Paranaense e Clube Atlético Mineiro, realizada neste domingo (13/05) na Arena da Baixada, houve a identificação e o cumprimento de quatro mandados de prisões.

Os mandados foram identificados na catraca do estádio através de uma webservice de consulta aos dados de segurança pública, por meio da consulta biométrica. Somente as Polícias Civil e Militar têm acesso a esses dados, para viabilizar o cumprimento dos respectivos mandados.

Os infratores foram identificados na catraca por Policiais Militares e encaminhados para o cumprimento dos procedimentos legais.

O Juiz Auxiliar da 2ª Vice-Presidência do TJPR, Ricardo Henrique Ferreira Jentzsch, destacou o sucesso do projeto: “A ideia inicial do convênio sempre foi contribuir com a Segurança Pública no ambiente do futebol e dos eventos de grande porte. Com essa funcionalidade permitindo identificar-se na entrada do Estádio o indivíduo que tenha contra si alguma pendência com a justiça, como mandados em aberto, a sociedade tem a confiança de que o Estado cumpre o dever estabelecido pela Constituição Federal e pelo Estatuto do Torcedor, e o criminoso passa a perder a famigerada sensação de impunidade”.

A Desembargadora Lidia Maejima, 2ª Vice-Presidente do TJPR, lembrou da importância de incentivar e de aperfeiçoar o uso da tecnologia em favor da Segurança Pública: “O Estado do Paraná tem sido pioneiro em soluções tecnológicas de aprimoramento da Segurança Pública. A identificação biométrica dos cidadãos na entrada do estádio, com a identificação de eventuais mandados de prisão e ordens de restrição é algo inédito no Brasil, que merece ser difundido. Os resultados já começam a aparecer, e é cada vez mais sensível o baixo número de ocorrências no estádio e em seu entorno. Isso é um inequívoco sinal de que o Paraná conta com mecanismos efetivos de controle da violência”.

O Coordenador de Segurança do Clube Atlético Paranaense, Ronildo Finger Barbosa, ressaltou a importância da parceria para o êxito do trabalho. “O sucesso da operação é resultado do trabalho em conjunto das áreas internas e externas envolvidas, o que possibilitou ações rápidas, eficientes e discretas durante a tentativa de acesso dos torcedores com mandados em aberto. Ao tentarem acessar com suas digitais, essas pessoas foram identificadas pelas catracas do Clube. O supervisor local acionou a Polícia Militar, que encaminhou o torcedor à DEMAFE [Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos]. Os demais torcedores nem chegaram a perceber que isso estava ocorrendo, devido à discrição e à rapidez das ações.”

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