Cras do Boqueirão

Drive-thru é usado para atendimento de grupo risco em Centro de Assistência Social de Curitiba

(Foto: SMCS)

Em tempos de pandemia, as equipes da Fundação de Ação Social (FAS) vêm tomando medidas para garantir a proteção da população durante os atendimentos. No Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Boqueirão, a equipe adotou o serviço de drive-thru para atender as pessoas mais vulneráveis aos riscos da covid-19, como idosos e pessoas em tratamento médico, como de quimioterapia.

O atendimento é para quem precisa atualizar ou ser inserido no Cadastro Único, sistema do governo federal que dá acesso a benefícios sociais. Para o grupo atendido no drive-thru, os benefícios mais comuns solicitados são o Benefício de Prestação Continuada (BPC) – pago a idosos e pessoas com deficiência – e o Tarifa Social de Energia Elétrica que oferece descontos para pessoas que fazem tratamento médico e usam continuamente aparelhos elétricos, como concentrador de oxigênio.     

“Nos momentos de dificuldade podemos fazer surgir novas possibilidades e ativar nosso lado criativo. Então, diante do cenário mundial de grandes dificuldades que a humanidade está vivenciando, buscamos novas possibilidades de atendimento”, explica a coordenadora do Cras Boqueirão, Sandra Lucia Borges Schneider.

Agendamento

O serviço tem início com o agendamento, por telefone. Com data e horário marcados, a pessoa se dirige até o Cras mais próximo de onde mora, acompanhado de uma familiar que ficará responsável por entrar na unidade e informar os dados necessários para o cadastro.

Depois dos dados inseridos no sistema, o familiar e o técnico do Cras vão até o veículo para colher as assinaturas da pessoa que precisou do atendimento diferenciado.

“Desta forma, sem que haja contato, garantimos o atendimento e também a segurança necessária”, diz Sandra. 

O atendimento drive-thru começou no fim de abril e, desde então, foi usado por nove pessoas. Uma delas foi a idosa Dora Alice das Dores Vicente, que foi levada ao Cras pela filha Telma para solicitar o BPC para um filho que tem deficiência intelectual.

Nesta segunda-feira (27/7) foi a vez da idosa Marlene Heymodski, 82 anos, usar o drive-thru. Ele foi ao Cras acompanhada da filha Márcia para pedir também o BPC.