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Política

Só mostrei o que é uma constatação, diz Mourão sobre 'fábrica de desajustados'

BAURU, SP (FOLHAPRESS) - Em Bauru, no interior de São Paulo, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), voltou a ser questionado sobre declaração polêmica dada nesta segunda-feira (17), de que famílias pobres "sem pai e avô, mas com mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico.

"Essa polêmica acontece com a presença da imprensa. Eu só mostrei o que é uma constatação. [O médico] Drauzio Varella já falou isso. Não é uma questão do dado, talvez do emissor. Pegam no meu pé".

Por telefone, o oncologista e colunista da Folha de S.Paulo negou ter abordado o assunto por esse viés como declarou Mourão. "Eu jamais disse e jamais diria isso. Não tem estudo que demonstre, não tem base científica. É a opinião dele."

O candidato a vice afirmou, ainda, que mulheres apoiam Bolsonaro. "A questão das mulheres é uma das formas pela qual a candidatura do Jair Bolsonaro está sendo atacada, inclusive de forma baixa pelo candidato do PSDB. Vamos aguardar essa mobilização das mulheres porque estou vendo grande quantidade de mulheres apoiando inclusive nas redes."

"Hoje tudo virou bullying, racismo. Tem que ter cuidado pra falar", afirmou o general da reserva. Ele concedeu entrevista a jornalistas e depois participou de palestra em uma faculdade. Em seguida, a previsão é que vá para São José do Rio Preto onde participa de palestra e de jantar com empresários.

MARIELLE

Mourão comentou o caso do esfaqueamento de seu colega de chapa, no início deste mês, e fez menção à morte da vereadora do PSOL Marielle Franco no Rio, em março.

"Quanto aos mandantes do atentado, o Adélio Bispo [autor da facada] não agiu de maneira pessoal. Tem angu aí. Não divulgar é bom. Alguém já viu a grande imprensa perguntar quem atacou Bolsonaro? Mas saber quem matou Marielle tão (sic) enchendo o saco aí".

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