Após Atletiba

Súmula de clássico relata itens que podem prejudicar o Coritiba; clube vai à CBF contra o árbitro

(Foto: Valquir Aureliano)

O Coritiba e a arbitragem do clássico Atletiba do último domingo (19) devem travar mais duelos nos próximos dias. No lado coxa-branca, há a intenção de entrar com uma representação junto à CBF. A súmula da partida, por outro lado, contém itens que podem prejudicar o clube paranaense.

Assinada pelo árbitro paulista Luiz Flávio de Oliveira, a súmula relata que houve invasão de campo e objetos arremessados em campo durante o jogo em que o Coritiba foi derrotado pelo Athletico por 1 a 0, com um gol de Khellven aos 54 minutos do segundo tempo. O jogo tinha apenas a torcida do Coritiba no Couto Pereira.

Segundo a súmula, um copo “com líquido amarelo” foi atirado em direção aos jogadores da equipe do Athletico” e “um dos atletas foi atingido”. O árbitro também relatou a invasão de campo por parte de dois torcedores do Coritiba. “O fato foi levado as autoridades competentes, os infratores identificados e confeccionado o boletim de ocorrência 2022/627377”.

Outros problemas após o gol do Athletico foram relatados. “Após o gol da equipe Athletico Paranaense, foram arremessados vários objetos no campo de jogo, dentre eles um isqueiro, vários copos plásticos, um tênis, uma fralda e um cigarro eletrônico”, diz a súmula. “Ao final da partida, os atletas da equipe do Coritiba vieram em minha direção com reclamações veementes, sendo necessário a presença do policiamento para contê-los”.

A súmula pode ser analisada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Dependendo disso, o Coritiba pode ser julgado e punido com multas ou até perdas de mandos de campo.

No Alto da Glória, a ideia de fazer uma representação junto à CBF contra o árbitro foi declarada pelo diretor coxa-branca René Simões. O ponto central da queixa é que o árbitro encerrou o jogo sem ter consultado o VAR em um lance polêmico – um suposto pênalti de Nico Hernandez em Leo Gamalho. Oliveira apitou o fim do jogo em seguida ao lance.

“Nenhum jogo pode ser encerrado com uma jogada na área sem que o VAR seja consultado. O sr. Luiz Flávio quebrou o protocolo. Quem dará cartão vermelho a ele? O mesmo que ele deu ao Warley”, disse Simões, ainda na saída de campo. “Quero essa resposta, em respeito aos mais de 30 mil que estiveram aqui, aos jogadores que fizeram aquele que acho que foi o melhor desses nossos 34 jogos”.