Alerta

Taxa de transmissão da Covid-19 não para de subir no Paraná desde 11 de julho

(Foto: Ari Dias/AEN)

A taxa de transmissão da Covid-19 do Paraná não para de crescer desde o dia 11 de julho, quando o índice chegou ao mais baixo desde 10 de fevereiro, segundo o sistema Loft. Science: 0,68. De acordo com dados do sistema, na segunda (2), a taxa estava já em 0,89. 

Na última quinta (29), o índice estava em 0,80. Na ocasião, era o terceiro menor do País. Ontem, no entanto, o Paraná já era o décimo quinto no ranking nacional. Apesar do crescimento da transmissão, vale a pena lembrar que o número ainda é menor em relação a outros picos, como 1,58 em 11 de março e 1,48 em 25 de junho. Porém, com a chegada da variante Delta, o Estado mantém o alerta.

Os dados são do sistema Loft.Science, que calcula o Rt médio de todos os estados e do País a partir de um algoritmo desenvolvido pela empresa. Os números foram atualizados na segunda (2(. O indicador tem como objetivo estimar o nível de contágio pelo vírus em um território durante a pandemia. A contaminação está acelerada se a taxa está acima de 1, estável se é igual a 1 ou em queda se está menor que 1 – o único caso em que a situação epidêmica demonstra melhora. Quanto menor o Rt, menores são as chances de contaminação pelo vírus.

Variante Delta

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, afirmou na segunda (2) que a variante delta tende crescer em circulação no Paraná a partir deste segundo semestre e alertou para que os paranaenses evitem lugares fechados mesmo com o frio“Nós tivemos a diminuição da ocupação dos hospitais, mas a pandemia não acabou. Nossa marcha da vacinação é a chave para superar esse momento e continuo pregando a necessidade do uso da máscara, da higienização das mãos, o uso do álcool em gel, distanciamento social quando possível e, principalmente, nesse momento de inverno e frio, evitar ambientes fechados e com muitas pessoas. Não é fácil, nós ainda não conseguimos superar totalmente esse momento”, disse ele.

Segundo a médica epidemiologista Denise Garrett, a tendência é que a onda provocada por essa cepa seja curta, com um sobe e cai rápido. O grande problema é que no Brasil a grande maioria das pessoas ainda não completou o ciclo vacinal, o que garantiria maior proteção - entre os vacinados (duas doses ou dose única), o risco de infecção é três vezes menor e o de morte, no mínimo 10 vezes menor.

Boletim atualizado

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (03) mais 3.069 casos confirmados e 141 mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas. Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma 1.379.780 casos confirmados e 35.227 óbitos.