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Cultura

Tenho um pacto com a palavra, diz Ruy Castro na Flip

PARATY, RJ (FOLHAPRESS) - Tal qual o personagem principal do clássico filme de Ingmar Bergman "O Sétimo Selo", Ruy Castro vem enganando a morte desde 2005. Mas, no caso do cronista, seu pacto é diferente.

"Tenho um pacto com a palavra, com a informação, com a opinião", disse Castro na primeira mesa da Casa Folha em Paraty, nesta sexta-feira (27), terceiro dia de Flip.

O colunista da Folha lembrou que até 2005 "passei sem dar um espirro". Desde então, "a bruxa resolveu me achar e me contemplou com dois cânceres, um infarto e uma encefalite viral".

"Só não fui embora nessas vezes todas porque eu tinha que entregar um livro, como se a palavra tivesse me salvado", contou o autor de biografias de Carmen Miranda, Garrincha, e também da bossa nova e do samba canção.

Em uma conversa com o editor-executivo da Folha de S.Paulo, Sérgio Dávila, Ruy falou sobre sua convivência com o escritor Carlos Heitor Cony, também colunista do jornal, morto em janeiro deste ano. Durante a Flip, a Três Estrelas -selo editorial do Grupo Folha- lança "Quase Antologia", reunião de crônicas de Cony publicadas na Folha e organizada pelo jornalista e escritor Bernardo Ajzenberg.

"O Cony tinha uma visão absolutamente cética de tudo. Dá pra perceber na primeira crônica. Na segunda você ia confirmar e na terceira você ia se empolgar", disse Ruy, que leu uma crônica de Cony pela primeira vez em 1962, no jornal carioca Correio da Manhã.

"Se você tem 14 anos de idade e se deixa impregnar por esse tipo de sentimento, isso me marcou pelo resto da vida. Continuei cético até hoje, graças a Deus, quer dizer, graças a Carlos Heitor Cony."

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