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JUSTIÇA ELEITORAL

Trabalhar de mesário nas eleições pode valer a pena

Yasmin: experiência influenciou
Yasmin: experiência influenciou (Foto: Franklin de Freitas)

Para muitos, trabalhar de mesário nas eleições pode ser um problema, mas para outros pode ser não só uma experiência enriquecedora, como garantir benefícios significativos. Os estudantes universitários de instituições que mantêm convênio com a Justiça Eleitoral, por exemplo, podem contabilizar até 30 horas/aula de atividades curriculares ao atuarem como mésarios. E é justamente nesse público que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) mira para tentar atrair mais voluntários para essa função, reduzindo assim a necessidade de convocação compulsória de eleitores.
Nas eleições de 2018, 128.425 eleitoras foram convocados pelo TRE para trabalharem como mesários. E 2.669 não atenderam a convocação. Ao todo, 39.167 eleitores se alistaram como voluntários para o trabalho.

Para as eleições deste ano serão necessários 120 mil eleitores em todo o Estado e 17 mil em Curitiba para a função. Até a última quinta-feira (26), apenas 21.359 haviam se inscrito voluntariamente para o serviço.
De acordo com a coordenadora de Comunicação Social do TRE/PR, Rubiane Kreuz, o ritmo de inscrições vem sendo de cerca de 3 mil por semana, o que não é pouco, mas poderia ser muito mais, caso as pessoas tivessem mais informações sobre as vantagens de ser mesário. Ela lembra que o Paraná tem um grande número de estudantes do ensino superior, mas muitos deles não sabem dos benefícios oferecidos pela Justiça Eleitoral para quem se voluntaria para essa tarefa. “São 10 horas de treinamento presencial, mais 10 horas de trabalho no primeiro turno e mais 10 horas em caso de segundo turno que contam como atividades extracurriculares”, explica.

Prazos - Segundo ela, o “sonho de consumo” da Justiça Eleitoral seria justamente atrair esse público, o que permitiria que todas as vagas de mesários fossem preenchidas por voluntários, sem a necessidade de convocações compulsórias.
Outro problema, diz Rubiane Kreuz, é a falta de informação sobre os prazos. O ideal seria que os interessados em trabalhar como mesários voluntários seria fazer a inscrição já no início do ano. Isso porque até 24 de julho, os juízes eleitorais devem concluir as convocações. “Muitos deixam para se inscrever depois do prazo”, afirma.
Para fazer a inscrição, não é preciso comparecer pessoalmente aos cartórios eleitorais. Basta acessar a página do TRE na internet (www.tre-pr.jus.br) e clicar no banner “Seja um mesário”, preenchendo o cadastro. 

Experiência e benefícios atraem alunos
A experiência de acompanhar de perto uma eleição e os benefícios oferecidos pela Justiça Eleitoral são dois dos fatores que atraem os estudantes universitários que se inscrevem voluntariamente para atuar como mesários. Aluna de Publicidade e Propaganda, Yasmin Cristina da Silveira Romeiro, de 21 anos, é uma das jovens eleitoras que já fizeram a inscrição no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) para a função nas eleições de outubro em Curitiba.

Ela conta que o fator decisivo para que se interessasse foi o fato de que a mãe trabalhou como mesária nas eleições de 2018, depois de ser convocada pelo TRE. “E ela gostou, falou que foi uma experiência muito bacana. Eu comentei com ela que dá próxima vez, ‘se não me chamarem, eu vou fazer’. Parece bacana”, conta.
A estudante diz que nunca teve qualquer envolvimento com a política partidária ou estudantil. “Não, nunca fui envolvida com política. Nunca participei de nada”, admite. E relata que os amigos acharam estranho que ela se dispussesse voluntariamente para a função. “A maioria não gosta, acha estranho e chato”, confessa ela, que diz ter tomado conhecimento da abertura das inscrições por uma propaganda da Justiça Eleitoral na televisão.

O estudante de Pedagogia e estagiário da Biblioteca Pública do Paraná, Klauber Lopes, também vai estrear como mesário voluntário nas eleições de outubro. Sobre o que o levou a se inscrever, ele afirma que foram diversos fatores. “Tanto pelo benefício que o tribunal oferece, tanto como experiência e vivência da eleição”, diz Lopes, que também afirma não ter qualquer envolvimento anterior com política.

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