Inovação

Três universidades do Paraná aparecem entre campeãs de depósitos de patentes no INPI 

(Foto: Franklin de Freitas)

A Universidade Federal do Paraná (UFPR)  é a nona brasileira e a primeira paranaense em número de depósitos de patentes no Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI), do governo federal, em 2020. A UFPR registrou 38 depósitos, de acordo com o ranking anual divulgado em outubro. Também aparecem na lista de 'campeãs' de registro de patentes a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em 14º lugar com 34 de depósitos e a Universidade Estadual de Londrina (UEL)  em 19º  lugar com 29 depósitos

O professor Leonardo Fadel Cury, diretor da Agência de Inovação da UFPR, explica que o depósito da patente é um estágio do processo de inovação e reflete uma parte do esforço de grupos científicos da universidade, que trabalham na construção do futuro para sociedade. “Buscamos a qualidade nas patentes depositadas, que deve ser medida pelo grau de utilização ou interesse que uma invenção original, um índice um pouco menos dependente de números, mais relacionado com a importância e retorno para a sociedade. Considero que esse índice representa um cenário parcial, pois muitas pesquisas científicas da universidade não passam pela propriedade intelectual e transferência de tecnologia”, avalia.

Retorno para a sociedade

Para o superintendente da Superintendência de Parcerias e Inovação (SPIn) da UFPR, professor Helton José Alves, o depósito de patentes demonstra amadurecimento da pesquisa nacional em áreas que geram conhecimentos tecnológicos e revela a importância da universidade pública no desenvolvimento econômico e no sistema de inovação do país. Alves destaca que “o objetivo final da patente é a transferência tecnológica. A produção de inovações comerciáveis, como resultados de pesquisa científica e tecnológica, motiva o investimento nas universidades como produtoras de inovação e favorece as parcerias estratégicas entre a academia e o setor produtivo, disseminando o conhecimento científico a toda sociedade na forma de produtos e serviços inovadores que atendam suas demandas”.

Ainda de acordo com Alves, o número de patentes é um indicador importante, mas não é a única forma de realizar a transferência de tecnologia da universidade para a sociedade. “A boa colocação da UFPR no ranking representa a importância que a comunidade científica tem dado à proteção intelectual. Esse resultado fortalece o reconhecimento da UFPR como uma instituição importante na geração de inovação, não só em nível regional ou estadual, mas também em nível nacional”, afirma.

Ranking

A primeira colocação no ranking do INPI ficou com a Universidade Federal de Campina Grande, com 96 depósitos. Em segundo, aparece a Petrobrás, com 79 pedidos de patente. Entre os dez primeiros colocados, apenas a Petrobrás não é universidade pública.

O ranking considera os pedidos de patente protocolados no INPI e apresenta a listagem dos 50 maiores depositantes. O estudo é divulgado anualmente. A lista contabiliza patentes de invenção, modelos de utilidade, marcas, desenhos industriais e softwares.