EUA

Trump: seremos vigilantes mas não vamos impor lockdown

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse há pouco em comício em Londonderry, no Estado de New Hampshire, que seu governo será "vigilante" em relação à pandemia de covid-19, mas que não pretende impor lockdown no país.

"Com lockdown, interromperíamos a maior recuperação da economia dos EUA dos últimos tempos. Lockdown leva ao uso de drogas, alcoolismo, suicídios", afirmou ele durante o evento, destacando que as medidas adotadas sob sua gestão para conter o avanço do coronavírus no país "salvaram 2 milhões de vidas".

"Temos as vacinas vindo muito antes do previsto", continuou. Trump mencionou ainda a segunda onda de casos na Europa, apesar de medidas mais severas terem sido adotadas em países do bloco.

"Vocês estão vendo o ressurgimento dos casos na Europa, e lá eles fizeram lockdown", afirmou o presidente dos EUA.

Cédulas

Trump criticou a decisão de alguns Estados americanos de permitir a votação por cédulas enviadas pelo Correio, a fim de evitar aglomerações em virtude da pandemia de covid-19. "O maior risco que corremos (nas eleições) são as cédulas falsas. Milhões de cédulas eleitorais não solicitadas estão sendo enviadas, na Califórnia estão enviando milhões de cédulas e as pessoas não as querem", afirmou Trump durante comício em Londonderry, no Estado de New Hampshire. "Podem me chamar de antiquado, mas prefiro votar presencialmente, quero ter uma eleição real", continuou.

Trump disse também que, em seu segundo mandato (se eleito), aprovará um corte de impostos para a classe média, acrescentando que seu adversário, o democrata Joe Biden, teria intenção de elevar impostos. "Vou reduzir impostos, não aumentar, e preservar a seguridade social. Biden tentou cortar a seguridade social e o Medicare (sistema de seguros de saúde gerido pelo governo americano", afirmou.

"Biden vai aumentar impostos até o céu e impor uma série de regulações. Nós precisamos de regulações e haverá mais, mas elas precisam ser razoáveis", acrescentou.