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Visual, locomotora, auditiva ou intelectual

Um em cada cinco paranaenses possui algum tipo de deficiência

Dia de sentir na pele as dificuldades de um deficiente
Dia de sentir na pele as dificuldades de um deficiente (Foto: Valquir Aureliano)

No Paraná, uma em cada cinco pessoas apresenta algum tipo de deficiência. Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), 21,4% dos paranaenses possuem, nos mais diferentes níveis de dificuldade, deficiência visual, auditiva, motora e/ou intelectual. Trazendo o porcentual, que consta no Censo 2010, para a realidade atual, existem 2.428.673 pessoas com algum tipo de deficiência no estado. Ao longo desta quinta-feira (11), inclusive, a Assessoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência fez uma capacitação na sede do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, no bairro Água Verde. Mais de 100 diretores participaram da ação, vivenciando a realidade de uma pessoa com deficiência.

Foram realizadas dinâmicas nas quatro áreas de deficiências: auditiva, visual, intelectual e física. Dessa forma, cada participante pôde sentir as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência nas tarefas do cotidiano e no ambiente de trabalho por meio de atividades como a locomoção com os olhos vendados e uso de bengalas; uma roda de conversa sem recursos da fala e do som; locomoção com cadeira de rodas, tendo de subir rampas e usar elevadores, entre outras.

“Sentimos na pele o que um cadeirante passa, até mesmo nas empresas, porque muitas não têm nada preparado para receber um cadeirante”, conta José Carlos Fagundes, operador multifuncional. Já Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, destaca que a intenção é “ embrar que a inclusão das pessoas com deficiência é importante e que a gente tem isso como pauta”.

Voltando aos dados do IBGE, a deficiência mais comumente verificada no estado é a visual, que afeta 16,6% da população – sendo que o percentual de pessoas cegas é de 0,25% do contingente, enquanto 13,47% apresenta alguma dificuldade e 2,83%, grande dificuldade.

Em seguida aparecem os casos de deficiência motora (6,76%), auditiva (4,94%) e mental/intelectual (1,37%). Na maior parte dos casos (considerando-se as deficiências motoras e auditiva), as dificuldades são de menor grau (“alguma dificuldade”), enquanto uma minoria entra na classificação “não consegue de modo algum”.

Acessibilidade é problema para idosos
Na última segunda-feira o Crea-PR promoveu o 1º Fórum de Acessibilidade de 2019. Durante o evento, o professor de educação física da PUCPR, Adriano Akira Ferreira Hino, apresentou os resultados parciais da cidade de Curitiba dentro do “Projeto Cidades Latino Americanas para um Envelhecimento Saudável”. E os dados mostram que a Cidade Modelo ainda tem muito a avançar em termos de acessibilidade para a terceira idade.

O estudo foi realizado em duas etapas. Na primeira, 620 idosos de diferentes regiões da Capital foram entrevistados, respondendo a um questionário e utilizando um acelerômetro e um GPS. Já numa 2ª etapa, 64 idosos foram selecionados e saíram pela cidade tendo em mãos um aplicativo no qual tiravam fotos e gravavam áudios sobre quais características em seus bairros eram identificadas como problemáticas.

O resultado foi que, na 2ª etapa, 65% dos idosos relataram dificuldades para caminhar pela cidade. “Dentre os principais resultados, nesse momento parciais ainda, o que identificamos é que, em termos de participação, os menores indicadores de satisfação reportados pelos idosos são: segurança, acesso e opções de lazer. O que mais elogiaram foi o número de amigos no bairro, o transporte público e o acesso ao comércio próximo”, explica Adriano.

No próximo dia 30, inclusive, será realizado um workshop no qual haverá a divulgação dos dados completos do estudo. A reunião contará com a participação de membros do Poder Público, da Sociedade Civil e de organizações e instituições voltadas ao idoso. “O grande objetivo é compreender melhor como é que o ambiente da cidade de Curitiba, as caracteristicas da cidade, podem afetar a atividade física dos idosos”, finaliza Adriano.

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