Projeto Vidora

Universidade Positivo oferece acolhimento psicológico gratuito para vítimas de violência doméstica

(Foto: Pixabay)

A pandemia fez crescer de modo significativo os casos de violência doméstica. De acordo com dados do Instituto Datafolha, uma em cada quatro mulheres foi vítima de violência no Brasil em 2020, ou seja, 17 milhões de brasileiras teriam sofrido algum tipo de agressão, sendo a maioria dentro de casa. Já o Sistema Único de Saúde (SUS) aponta que a cada uma hora um LGBTQIA+ é agredido no Brasil.

Com o objetivo de acolher pessoas que estejam ou estiveram em situações de violência, ou em relacionamentos abusivos, o Centro de Psicologia da Universidade Positivo (UP) amplia o projeto ”VIDORA” (Violência Doméstica e Relacionamento Abusivo). Criado há três anos, o projeto, que já atendeu diversas pessoas presencialmente, passa a atender de forma on-line pessoas de diferentes regiões do Brasil acima de 18 anos, independentemente do gênero ou da violência sofrida, seja psicológica, sexual ou física.

O plantão de acolhimento do projeto VIDORA repassa informações e dá suporte psicológico para pessoas em situação de sofrimento e que precisem de ajuda da psicologia para lidar com essas questões. O acolhimento dura cerca de 50 minutos, é on-line, gratuito e realizado por estudantes do 7.º ao 10.º períodos do curso de Psicologia da Universidade Positivo, supervisionado pela psicóloga e professora Valéria Ghisi. Os atendimentos são de segunda a sexta, nos períodos da manhã, tarde e noite, e aos sábados pela manhã.

“Por ser on-line, o plantão de acolhimento tem condições de atender pessoas residentes em qualquer localidade que tenha acesso à internet e a um local com a privacidade necessária para a conversa. A internet permite que nosso serviço saia da Universidade e cause cada vez mais impacto social. Além do Paraná, já atendemos também, mulheres de outros estados, como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia. Queremos atingir o público que está em busca de atendimento e não sabe onde procurar, ou não tem condições econômicas para esse tipo de serviço”, destaca a professora.

Além do acolhimento on-line, o projeto realiza outras atividades, como rodas de conversa, grupos de estudo e acompanhamento psicoterapêutico presencial restrito a pessoas de Curitiba e região metropolitana. Na página do Instagram do projeto é possível acompanhar informações sobre o assunto e detalhes das atividades realizadas. Para se inscrever no plantão de acolhimento é necessário preencher o formulário, informar a disponibilidade de horário para atendimento e aguardar contato da equipe do Projeto VIDORA.