Saúde

Vacina traz alívio e segurança, relatam pais e adolescentes no 1º dia do grupo abaixo de 18 anos

Na imagem, João Vitor Panizza Munhoz, 17 anos
Na imagem, João Vitor Panizza Munhoz, 17 anos (Foto: Lucilia Guimarães/SMCs)

O primeiro dia da vacinação contra covid-19 dos adolescentes com deficiência severa ou permanente e os com comorbidades em Curitiba foi marcado por um clima que misturou ansiedade, esperança e felicidade.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) começou nesta terça-feira (23/9) a vacinação do grupo prioritário abaixo de 18 anos. Também estão sendo atendidas gestantes e puérperas com 12 anos ou mais.

Vinte e dois pontos de vacinação da cidade estão recebendo nesta terça os adolescentes nascidos entre 24 de setembro de 2003 e 23 de setembro de 2009, com deficiência severa e permanente, para primeira dose da vacina. Além destes, estão sendo vacinados também os adolescentes com comorbidades, nascidos a partir de 24 setembro de 2003 e em 2004 todo.

“Não vejo a hora de tomar a vacina”, dizia, enquanto aguardava sua vez na Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho, um ansioso Pedro Vinícius de Matos, ator mirim de 14 anos.

“Hoje acordei para ser feliz, estou animado. Como diz minha mãe, meu coração está acelerado só esperando a vacina chegar no meu braço”, contou o adolescente, que tem Síndrome de Down.

Mãe de Pedro, a administradora Ana Cláudia de Mato conta que estava ansiosa no período em que aguardou a confirmação da vacinação do filho. “A gente ficava naquela expectativa se realmente viria essa vacina. O Pedro tem razão, acordamos com o coração acelerado.”

O adolescente comemorou a vacina levantando os braços e com sorriso no olhar.

“Esperança”, essa foi a palavra escolhida pela empresária Tatiane Panizza para definir o momento da vacinação do filho João Vitor Panizza Munhoz, 17 anos.

“Esperança de dias melhores, esperança de retornar a vida, esperança de um futuro melhor para ele", afirmou. "Muitos não tiveram essa oportunidade e se foram, então é muito gratificante, eu como mãe, estar protegendo meu filho.”

João Vitor, que faz parte do grupo prioritário em decorrência de obesidade, dizia sentir um misto de ansiedade e alívio. “É um alívio poder pensar que vou estar salvo dessa terrível covid; é muito gratificante”, contou o adolescente, que aguardava a chegada de vacina para seu grupo para poder votlar a frequentar as aulas presenciais.

Chamada pelo aplicativo Saúde Já, a adolescente Ana Flávia Bonaccorsi, 17 anos, compareceu cedo à imunização acompanhada do pai, o marceneiro Domênico Bonacorssi.

“A gente ficava apreensivo se ia pegar ou não a doença enquanto não saia a vacina das crianças, né. Agora, a gente fica um pouco mais tranquilo, já que ela está mais de protegida”, disse. A adolescente tem uma doença respiratória crônica.

Alegria em dose dupla
Para Thami Joanna Nascimento a alegria veio em dose dupla. Ela levou as filhas Caroline Hinteregger, de 12 anos, e a Geovana Hinteregger, de 15 anos, ambas com deficiência auditiva, para o primeiro dia da imunização dos adolescentes.
“Estamos esperando essa vacina desde o começo da covid, para poder voltar as aulas, sair um pouco de casa, mas continuando com os cuidados, claro", conta. "Hoje estou bem feliz. Espero que [a vacina] chegue logo para todo mundo.”

Usando a Língua Brasileira de Sinais (Libras), as duas irmãs mandaram um recado para a população: “Vacina já”!

Comorbidades - Nesta quarta-feira (22/9) o Ministério da Saúde publicou nova decisão autorizando a vacinação dos adolescentes sem comorbidades após o encerramento do grupo prioritário.

“Nós ficamos muito felizes com essa decisão. Como eu sempre digo, Curitiba está pronta para vacinar, queremos proteger todos os nossos curitibinhas, basta ter vacina”, disse a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

A SMS aguarda a chegada de imunizantes destinados para iniciar a vacinação dos demais adolescentes.