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Vacinas contra a meningite estão quase em falta em Curitiba

Vacina contra a meningite: demanda em alta em Curitiba
Vacina contra a meningite: demanda em alta em Curitiba (Foto: Franklin de Freitas)

A procura por vacinas contra a meningite aumentou nos últimos dias ao ponto de diversas clínicas de imunização de Curitiba já sofrerem com a falta de estoque. A procura pela medicação aumentou desde o início da última semana, quando a adolescente Nathalia Ferreira Hernando, de 15 anos, faleceu em Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná. Depois, no dia 1º de março, veio a notícia do falecimento de Arthur, de apenas 7 anos e neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocando uma nova corrida atrás das vacinas.

Dentre as cinco clínicas privadas consultadas pela reportagem, quatro já não tinham mais doses da vacina contra a meningite tipo B. Na Inalar Vacinas, único estabelecimento que ainda tem disponível tanto a vacina B como a vacina ACWY, o estoque já está chegando ao fim e a previsão é que esteja esgotado até amanhã tanto a vacina B como a ACWY.

A boa notícia é que os estoques devem ser reabastecidos em breve. Na Proteção Vacinas, por exemplo, a previsão é de que até amanhã já voltem a ser comercializadas dose da vacina B. Na Immunizare, o produto deve chegar no final da tarde de hoje e as doses voltam a ser vendidas também amanhã. Já na Clínica do Hospital Pequeno Príncipe, a previsão é de que as doses da vacina B voltem a ser aplicadas ainda hoje.

A meningite meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, popularmente conhecida como meningococo. Existem 12 “tipos” diferentes da bactérias, conhecidos como sorogrupos. Deses, 6 se destacam: A, B, C, W135, X e Y. Para nos proteger, existem três vacinas: a que protege contra o meningococo C, ofertada gratuitamente na rede pública de saúde; contra o meningococo B; e outra que protege dos ACWY.

Na rede privada, a vacina contra o meningococo B sai por cerca de R$ 500, enquanto a ACWY custa cerca de R$ 300. De acordo com a pediatra coordenadora do Centro de Vacinas Pequeno Príncipe, Heloísa Giamberardino, quem já tomou a vacina no primeiro ano de vida deve tomar um reforço entre três e cinco anos depois. Depois, o reforço deve ser feito entre 11 e 12 anos. Indivíduos dos três meses aos 55 anos de idade podem ser vacinados. Acima dessa idade, a vacinação só é feita em caso de recomendação médica.

Estado recebe menos doses que o necessário
Nos postos de saúde públicas, crianças e adolescentes podem tomar gratuitamente a vacina Meningo C. Embora não exista registro de falta da medicação, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) reclama que tem recebido menos doses do que o necessário. “O Paraná, assim como outros estados, está recebendo doses em quantidades insuficientes há mais de um ano. A demanda de meningogócica C conjugada  é de 88 mil doses/mês e o Ministério envia uma média de 66 mil. Quantia bem abaixo da necessária”, disse a secretaria em nota. A nova gestão da Sesa informou estar em contato com o Ministério para solucionar o problema, mas que ainda não teve uma resposta oficial. Para atender a população está sendo feito um remanejamento entre as Regionais para evitar o desabastecimento.

Desde 2018, meningite matou 121 pessoas no PR
Segundo informações da Sesa, em 2018 foram registrados no Paraná 1.601 casos dos mais variados tipos de meningite, com 108 mortes (dados preliminares). Já neste ano são 143 casos com 13 mortes, considerando-se todos os tipos de meningite. O caso grave mais recente foi registrado no sudoeste do Paraná e vitimou um adolescente de 16 ano. O adolescente estudava em Capanema, mas morava em Pérola d’Oeste. Ele estava internado desde sexta-feira no Hospiral Regional de Francisco Beltrão e faleceu na última terça-feira (5). Após o caso de meningite ser confirmado, a secretária de saúde de Capanema fez o bloqueio da saúde.

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