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Antes da páscoa

Varejo espera vender até 30% mais por conta da Quaresma

Peixarias têm grande movimento nesta época do ano
Peixarias têm grande movimento nesta época do ano (Foto: Franklin de Freitas)

As datas festivas são ótimas ocasiões para ampliar as vendas no comércio. A expectativa da Associação Paranaense de Supermercados (APRAS) é que a Páscoa e a Quaresmas tragam um incremento nas vendas de 10% em relação ao mesmo período de 2018. Na Quaresma, que é um período de preparação da Páscoa para os praticantes da fé católica, há um aumento do consumo de peixes, alavancado pelos católicos mais tradicionais de se abster de comer carne vermelha nas quartas e sextas-feiras.

Na peixaria Santa Clara, no box 11, do Mercado Municipal (Avenida Sete de Setembro, 1.865) a proprietária Sue Midzuno resume a preferência do mercado: “a tilápia é o peixe do curitibano”. No entanto, ela afirma que o aumento de consumo na Quaresma, que são os 40 dias que antecedem a Páscoa, é menor e gira em torno de 5%, mas que chega até 30% na Semana Santa. “As pessoas não estão mais tão rígidas como antigamente”, conta.

Os produtos mais procurados na peixaria Santa Clara são salmão, tilápia, abrótea e pescada, com destaque para a tilápia que, além do preço acaba sendo a preferida por conta da ausência de espinhos. “Os filés são os mais vendidos porque fica mais fácil de você tirar os espinhos”, conta Sue. Os preços do quilo do filé na última sexta-feira, 8, eram de R$ 60 do salmão, R$ 31, da tilápia e R$ 28 da abrótea e da pescada. Nas lojas da rede Muffato, na Quaresma as vendas de peixes chegam a crescer cinco vezes em relação aos demais meses do ano. “Nossa aposta para essa quaresma é a tilápia, tanto em forma de filé quanto em posta. Estimamos vender 100% mais desse peixe do que no ano passado”, afirma o gerente comercial do grupo Adilson Corrêa. Ele lembra que o Paraná é o maior produtor de tilápia, que é um peixe considerado saudável, saboroso e com ótimo custo benefício.

Corrêa revela que além da tilápia, também se vende muito pescada, merluza, pintado e corimba. Ele afirma que o filé de salmão e o bacalhau são os dois peixes com posto cativo na mesa do brasileiro. “O bacalhau virou tradição na Páscoa, seja na sexta-feira Santa ou no domingo de Páscoa e temos à venda na opção de salgado e dessalgado, além de várias marcas de bolinho de bacalhau e rissoles, recheados com bacalhau”, relata.

As ofertas da rede válidas para as lojas de Curitiba, nesta sexta-feira, 8, era, de R$ 11,98 para a posta de tilápia, congelada na embalagem de 800 gr., R$ 9, 98, para o filé de tilápia, congelado na embalagem de 400 grama no Clube Fato, filé de merluza congelado R$ 18,69 (500 gr.), corimba peixe inteiro congelado R$ 13,90 o quilo no Clube Fato, piapara peixe inteiro congelado R$ 19, 90 o quilo no Clube Fato, tainha congelada R$ 18,90 o quilo no Clube Fato, cavalinha inteira congelada R$ 7,59 o quilo.

Azeites portugueses, chilenos, italianos e até tunisianos
Além dos peixes, outros ingredientes também são procurados nesta época, caso dos azeites de oliva, as conservas como as azeitonas, cebolas e batatas – itens necessários ao preparo da tradicional bacalhoada.

O gerente comercial do grupo Adilson Corrêa, afirma que a linha de azeites nacionais e importados é bem variada para todos os gostos e bolsos. Há produtos a partir de R$ 5,95, a lata de azeite de oliva composto Maria de 200 ml. As ofertas de azeites extra virgem partem de R$ 14,90, o azeite Las 200, embalagem com 500 ml.

No Armazém 71 Empório e Bistrô (na Rua Rocha Pombo, 246, Juvevê) a procura por azeites, azeitonas e vinhos, principalmente os brancos, chega a crescer entre 15% e 30% na Quaresma. “Mas a procura mesmo é na Semana Santa”, conta Diego Czelusniak, proprietário do estabelecimento.

A casa oferece azeites portugueses, chilenos, italianos e tunisianos. Os preços vão de R$ 17 a R$ 65, o da Tunísia. Já as azeitonas, também importadas, são vendidas a granel. “Temos das variedades gordal (as maiores), zapa e as comuns, aquelas pequenas portuguesas)”, conta. A gorda e vendida a partir de R$ 45 o quilo.

Já os vinhos, a casa oferece 40 rótulos de brancos, também importados, que custam de R$ 40 a R$ 200. O empório funciona no mesmo horário do bistrô, de segunda a sábado, das 13 horas às 22h30, e aos domingos, das 11 horas às 15h30.

Dicas para escolher peixe fresco
- Vá a uma loja de confiança ou na peixaria.
- Pergunte qual é o mais fresco ou verifique qual dia foi pescado.
- Não se equivoque pelo termo “fresco”. A maioria das lojas que vendem peixes costuma ter dois tipos: descongelados ou congelados, a menos que seja um fornecedor que realmente trabalha com peixe fresco.
- Olhe para a consistência e o brilho da carne. Deverá voltar ao normal quando apertado.
- Cheire os peixes. Um peixe “fresco” não deve ter um cheiro “suspeito”, mas sim do mar, como uma brisa fresca do oceano.
- Verifique os olhos. Se tiver cabeça, o peixe fresco deve ter olhos claros, sem estar embaçado. Eles devem inchar um pouco.
- Verifique as guelras. Se tiver, elas devem ser rosa brilhante/vermelha e molhada, não viscosa ou seca.
- Verifique os cortes nos peixes. Filés de peixes e postas devem ser úmidos e sem descoloração.
- Nos filés e postas, procure pelos filés descarnados e abertos. Se estiverem separados, não estarão frescos.
- Procure pela descoloração, bordas marrons ou amarelas, e uma consistência esponjosa. Esses são sinais de peixe velho.

Dicas
A melhor maneira de comprar peixe fresco é encontrar um fornecedor respeitável e conhecê-lo. É bom que saibam que você realmente quer um bom peixe e que seja feito um bom negócio.

Nos peixes arenques, os olhos devem estar vermelhos, não claros.

Avisos
Se estiver comprando para fazer sashimi ou sushi, compre somente postas grandes ou peixe congelado a vácuo.

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