Póstuma

Vítima da Covid, Jairo Marcelino pode virar nome de rua. Câmara vota homenagem nesta terça

(Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

Falecido no dia 20 de outubro, vítima de complicações da Covid-19, Jairo Marcelino será homenageado postumamente pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) na próxima terça-feira (11). Na ordem do dia, os vereadores votam, em primeiro turno, o projeto de lei que denomina um dos logradouros públicos da capital com o nome do vereador. A sessão plenária começa às 9h, horário regimental, com transmissão ao vivo pelas redes sociais do Legislativo: YouTube, no Facebook e no Twitter.

Assinado por 16 dos 37 parlamentares da 17ª legislatura, o projeto de lei (009.00026.2020) tramita desde novembro do ano passado. Nenhum outro vereador ocupou posição tão privilegiada quanto a de Jairo Marcelino, com 37 anos ininterruptos de mandato, como observador da redemocratização na capital do Paraná. Ele era membro da geração de 1983 na CMC, que foi a primeira a se eleger após o fim do bipartidarismo imposto pela ditadura militar. Somou nove mandatos consecutivos no Legislativo Municipal e era o decano da Casa.

Na sua trajetória, o mandato do vereador era associado à defesa dos profissionais do transporte escolar, dos taxistas e dos moradores da região Norte de Curitiba, onde residia. O Sistema de Proposições Legislativas da CMC registra 379 leis municipais de sua autoria. Jairo, como era chamado pelos amigos, deixou esposa, 6 filhos, 13 netos e 2 bisnetos. Saiba mais sobre o legado de Jairo Marcelino.

A homenagem póstuma ao vereador é de iniciativa de Marcos Vieira (PDT), Mauro Bobato (Pode), Noemia Rocha (MDB), Pier Petruzziello (PTB), Sabino Picolo (DEM), Tito Zeglin (PDT) e Toninho da Farmácia (DEM). Também são autores do projeto os ex-vereadores Bruno Pessuti (Pode), Cacá Pereira (Patriota), Colpani (PSB), Julieta Reis (DEM), Maria Manfron (PP), Mestre Pop (PSD), Rogério Campos (PSD) e Thiago Ferro (PSC). A ex-vereadora Dona Lourdes (PSB), que faleceu no dia 1º de abril, vítima de complicações em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral), também assinava a proposição.