Gente de bem

Associação procura voluntários para espalhar sorrisos por hospitais

Trupe do Nariz Solidário percorre hospitais para levar conforto a pacientes
Trupe do Nariz Solidário percorre hospitais para levar conforto a pacientes (Foto: Divulgação)

O bom humor, ensinou o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, é a única qualidade divina do homem. E em Curitiba, um grupo de pessoas tratou de transformar a (contagiante) arte do bom humor e do riso em missão. É a Associação Nariz Solidário, fundada em novembro de 2014 e que utiliza o estudo e a generosidade do palhaço como ferramentas no ambiente hospitalar, visando humanizar as relações entre pacientes, familiares e profissionais de saúde.

De acordo com Eduardo Roosevelt, coordenador e um dos fundadores da associação (junto com sua esposa, Jéssica Santana), a ideia de criar o projeto veio a partir da experiência que ele teve em outros dois grupos que fazem um trabalho parecido, mas num viés mais ligado à religiosidade.

“Nesse tempo, comecei a estudar a linguagem do palhaço. Foi aí que me descobri enquanto ser humano, num processo de autoconhecimento mesmo. Quando descobri o palhaço, comecei a enxergar potências que eu não conhecia”, conta ele, explicando ainda que a Nariz Solidário procura quebrar com o paradigma de que porque é voluntário não é bom. “Temos técnica, temos estudo e compromisso”, reforça.

Para tanto, os voluntários da instituição – hoje são 20, contando elenco (palhaços) e pessoal do administrativo – recebem treinamento contínuo e também são preparados antes de começar a atuar nos hospitais. Esse processo preparatório leva cerca de seis meses e, além da parte artística, há também o estudo sobre o contexto do voluntariado no Brasil e sobre a atuação do terceiro setor. As inscrições, inclusive, estão abertas até o dia 4 de abril.

“Abrimos no início desse mês as vagas e as inscrições vão até o dia 4 de abril. O evento de pré-seleção acontece dois dias depois. Até agora, já foram 700 editais baixados e 150 pessoas inscritas”, comemora Eduardo, explicando ainda que não precisa necessariamente ser engraçado para trabalhar como palhaço.

“Por mais que o palhaço leve o riso, a pessoa não precisa ser engraçada, até porque não trabalhamos tanto com isso. Nosso foco é na empatia, no improviso. Precisar estar disposto aprender, se conhecer para conhecer o outro. Mas é sempre bom que já tenha um certo conhecimento em palhaçaria, áreas da saúde, educação, psicologia e/ou que já tenha feito trabalhos de torina voluntariamente há pelo menos um ano”, explica.

SERVIÇO
Associação Nariz Solidário
O que é: Associação que utiliza o estudo e a generosidade do palhaço como ferramentas de intervenção artística no ambiente hospitalar, tendo como objetivo humanizar as relações entre pacientes, familiares e profissionais de saúde.
Como funciona: todas as terças, sábados e domingos os palhaços voluntários visitam hospitais de Curitiba e Campo Largo, na RMC, ajudando a melhorar o ambiente de trabalho e a trazer um pouco de leveza à vida dos pacientes.
Voluntários: Inscrições abertas até o dia 04 de abril para quem quiser se voluntariar, seja para atuar como palhaço ou em atividades administrativas. Estudantes também podem fazer estágio na instituição, recebendo horas complementares.
Inscrições: Acesse o site www.narizsolidario.org/processo2019
Como ajudar: é possível apoiar diretamente a instituição por meio de depósito bancário (Banco do Brasil, Associação Nariz Solidário, CNPJ 29.122.999/0001-23, Ag 1433-8 e CC 58921-7), ou então por meio de uma vaquinha online (https://apoia.se/narizsolidario). Outras formas de ajuda podem ser conferidas no link www.narizsolidario.org/apoie
Site: https://www.narizsolidario.org
Facebook e Instagram: @narizsolidario
Telefone: (41) 99677-8713 (apenas WhatsApp)
E-mail: narizsoliodario@gmail.com