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Harpia

Zoo de Curitiba dá boas-vindas a ave criticamente ameaçada de extinção

(Foto: Divulgação/SMCS)

Mais uma vez, o Zoológico de Curitiba é reconhecido como um local onde prevalece o bem-estar animal e o cuidado com a preservação das espécies. Uma nova harpia (gavião-real) chegou à unidade de conservação, na tarde da quarta-feira (4/12), vinda do extinto Zoológico da Universidade Federal do Mato Grosso.

“Pleiteamos o recebimento porque já temos experiência no manejo do animal e há interesse em integrar os trabalhos para a conservação da espécie”, contou o diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo.

Já existe no Zoo de Curitiba um casal de harpias, mas eles são irmãos, o que tornou a reprodução pouco interessante do ponto de vista de diversidade genética. Com a vinda do novo exemplar, uma fêmea, pode-se começar a pensar na participação no Programa Nacional de Conservação, segundo Evaristo.

“Entre os entendimentos do grupo para a conservação integrada da espécie, estabeleceu-se que o pareamento de indivíduos em cativeiro com potencial de reprodução deve ser priorizado”, reforçou.

Todo o processo de solicitação e transferência da ave, o que foi feito por transporte aéreo, contou com apoio do consultor Pedro Scherer Neto, especialista e representante da PSN Foundation, que tem como missão investigar a avifauna da Mata Atlântica do Estado do Paraná.

A harpia já se encontra em um recinto preparado especialmente para ela.

Símbolo paranaense
O animal concentra-se nas florestas brasileiras. Pela perda populacional causada pelo desmatamento e caça eventual, a espécie foi categorizada como vulnerável, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

No Paraná, a espécie é "criticamente ameaçada" em relação ao risco de extinção. Sua figura compõe o brasão do estado do Paraná, um dos símbolos oficiais do Estado.

Grupos nacionais
O Zoo de Curitiba já integra oito grupos nacionais de trabalho para reprodução de espécies ameaçadas por meio de um Termo de Cooperação Técnica entre a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab), ICMBio e Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Além de entrar como signatário do documento, o Zoo indicou profissionais para integrar os grupos de cada uma delas: muriqui-do-sul; mico-leão-da-cara-dourada; macaco-aranha-da-testa-branca; tamanduá-bandeira; onça-pintada; lobo-guará; jacutinga; e ararajuba.

Muriquis, jacutingas e ararajubas já contam com trabalhos de reprodução ex-situ (fora da natureza) no Zoo. “Já tivemos também no passado sucesso com nascimentos de lobo-guará, onça-pintada e tamanduá-bandeira”, lembrou Evaristo.

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