veríssimo
Luis Fernando Veríssimo publicou mais de 60 livros ao longo de seus 88 anos de vida (Foto: Lindomar Cruz/Agência Brasil)

O Brasil, a partir de hoje, será menos risonho. É que faleceu no começo da madrugada deste sábado (30 de agosto), em Porto Alegre (RS), o escritor, cartunista e humorista Luis Fernando Veríssimo, aos 88 anos. A morte ocorreu às 0h40, informou o Hospital Moinhos de Vento, onde o escritor estava internado há cerca de três semanas. Ele foi vítima de complicações de uma pneumonia.

Filha do também escritor Érico Verissimo e de Mafalda Verissimo, Luis Fernando era casado desde 1963 com Lúcia Helena Massa. Juntos eles tiveram três filhos (Fernanda, Mariana e Pedro) e dois netos. Ainda não há informações sobre velório e sepultamento.

Breve biografia de uma grande vida

Nascido em Porto Alegre, no dia 26 de setembro de 1936, Verissimo era um apaixonado por música – principalmente o jazz, sendo que aprendeu a tocar saxofone quando morou nos Estados Unidos, na infância e juventude. Fez parte do grupo Jazz 6, que se intitulava o menor sexteto do mundo por ter apenas cinco integrantes.

Mas foi no mundo das letras que acabou se destacando de verdade, a exemplo de seu pai. Em 1956, ao retornar ao Brasil, começou a trabalhar em jornais como o Zero Hora, escrevendo crônicas sobre futebol, cinema, literatura e comportamento. O humor e a ironia, desde aqueles tempos, já eram características marcantes de sua obra.

Seu primeiro livro, “O popular: crônicas ou coisa parecida”, saiu em 1963. Depois, não parou mais. Lançou mais de 60 obras ao longo dos anos, com títulos como “A Mesa Voadora” (1982), “O Jardim do Diabo” (1988), “As Mentiras que os Homens Contam” (2000) e “Comédias para Se Ler na Escola” (2001). Mais de 5,6 milhões de cópias foram vendidas, entre crônicas, romances contos e quadrinhos.

Nos últimos anos, contudo, o autor vinha sofrendo com problemas de saúde. Em 2020, teve um câncer ósseo na mandíbula, que conseguiu tratar com uma cirurgia. No ano seguinte, contudo, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que o fez parar de escrever. Desde então, enfrentava dificuldades motoras e de comunicação. E as sequelas, combinadas com o avanço da doença de Parkinson, foram debilitando mais e mais sua saúde.