RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Depois de ter sua produção suspensa, a emblemática bala Juquinha, de 70 anos, conseguiu um novo dono e voltará ao mercado. A bala havia sumido das prateleiras desde que a fábrica que a produzia, em Santo André, fechou as portas, em março deste ano.
O comerciante carioca Antônio Tanque, 57, comprou a fórmula e a marca do doce e pretende devolvê-lo ao mercado até o feriado de Cosme e Damião, em 26 de setembro.
Tanque não quis revelar o valor da transação, mas lembrou que a receita vale muito. “Só o Giulio Sofio [proprietário da marca] tinha essa receita e ele nunca a revelou a ninguém.”
O empresário conta que foi de helicóptero e escoltado por seguranças até Santo André para buscar a receita secreta da bala. Ela está trancada num cofre protegido por alarme.
Tanque fez a primeira proposta ao proprietário quatro anos atrás, mas na época o italiano Giulio queria vender também sua fábrica. Porém Tanque não tinha interesse em comprá-la.
A receita da Juquinha será a mesma, mas o relançamento trará novidades.
Haverá novos sabores, além dos já conhecidos tutti-frutti, coco, abacaxi e uva, e uma versão sem açúcar. Tanque também pretende excluir o corante das balas de coco e abacaxi.
O mascote, o menino loirinho, será repaginado. Agora, ele aparece de corpo inteiro numa versão atlética, com uma bola de futebol nos pés.
A bala será produzida numa fábrica em Araras, no interior de São Paulo.
Tanque diz que pretende produzir 50 toneladas por mês.