Taxa de juros foi anunciada na quarta (Foto: Marcello Casal Jr/ABr)
Decisão surpreendeu o mercado, que esperava corte menor (Foto: Marcello Casal Jr/ABr)

O Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre de 2023, divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central, avalia que não há risco relevante para a estabilidade financeira no Brasil. De acordo com a autoridade monetária, o Sistema Financeiro Nacional (SFN) permanece com capitalização e liquidez confortáveis e provisões adequadas ao nível de perdas esperadas. “Além disso, os testes de estresse de capital e de liquidez demonstram a robustez do sistema bancário”, completa o documento.

De acordo com o BC, o mercado financeiro também percebe um SFN resiliente. Os dados da última Pesquisa de Estabilidade Financeira (PEF) mostram que os agentes reduziram suas percepções de risco, principalmente em relação aos riscos fiscais e ao cenário internacional. “Além disso, as instituições pesquisadas informaram redução na probabilidade de materialização de riscos. A confiança na estabilidade do SFN segue elevada, próxima à máxima histórica”, destacou a autarquia.

No sumário executivo que abre o REF, o BC repetiu a avaliação de que há um elevado grau de incerteza sobre as perspectivas de crescimento da economia global. O documento lembra que a persistência da inflação tem levado os bancos centrais das principais economias a elevarem as taxas de juros, reforçando a necessidade de mantê-las em patamares elevados por um longo período.

Apesar do contexto internacional adverso, o BC repete ainda que a atividade econômica doméstica tem demonstrado crescimento acima do previsto em 2023. O documento ressalta ainda que esse desempenho melhor que o esperado da atividade tem sido acompanhado de um mercado de trabalho em expansão contínua, com salários reais relativamente estáveis.