Depois de um arrastão registrado durante um festival de música em Curitiba, empresários do setor de eventos estão pedindo a criação de um banco nacional de dados sobre criminosos. A ideia, encampada pelo Sindicato Patronal das Empresas Promotoras de Eventos do Paraná (Sindiprom) e da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), é que pessoas que cometam crimes em shows, baladas e outros tipos de evento sejam cadastradas nesse sistema, o que poderia ajudar na prevenção de ocorrências.
“É fundamental ter um banco de dados nacional permitindo a identificação destas pessoas que praticam delitos em shows e grandes eventos. Com isso, quando aparecer uma compra de CPF, dispara um alarme e as autoridades vão saber quem é”, afirma Fábio Aguayo, presidente do Sindiprom e da Abrabar.
- Quadrilha vem de SP e furta 54 celulares em festival em Curitiba
- Curitiba terá 22 shows internacionais até o fim do ano. Saiba quais
- Curitiba tem agenda recheada de shows em setembro
Além do cadastro, empresários também prometem unir forças para melhorar a prevenção e segurança em shows, grandes baladas e outros. A ideia é mobilizar empreendedores, colaboradores, clientes e consumidores a ficarem atentos para, com atitudes simples, garantir tranquilidade nesses eventos.
Um ofício, por exemplo, ao sindicato dos trabalhadores da categoria, incentivando treinamentos daqueles que trabalham em grandes públicos. Entre as ações, aproveitar espaços com visibilidade e luminosos, “de food rocks, por exemplo”, para veicular informes chamando a atenção de fãs e clientes para cuidar dos pertences nestes ambientes. “Fundamental que todos estejam envolvidos e atuem no sentido de se proteger e proteger o coletivo”, ressaltou.
A intenção é prender membros de quadrilhas de São Paulo, Bahia e demais estados, inclusive de outros países. “Nos últimos 10 anos, os números de atrações cresceram, porém das ocorrências avançam na mesma velocidade, precisamos impedir que dispararem em Curitiba e região, onde tem palcos, espaços e arenas de eventos”, disse Aguayo. “Precisamos iniciar pelo Paraná um banco nacional e cadastro destas pessoas e quadrilhas que viajam e circulam por todo brasil neste turismo de roubos de celulares, já que é muito rentável”, ressaltou ainda ele.