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Carreta da Alegria visita o Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo (Foto: Divulgação)

A equipe de atores e dançarinos da Carreta da Alegria fez na última terça-feira (26 de agosto) uma apresentação para um público especial. Na ocasião, personagens como Máscara, Super Mario e Homem-Aranha distribuíram saltos mortais e alegraram a tarde dos pacientes do hospital infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo. A iniciativa faz parte da turnê pela Região Metropolitana de Curitiba, que fica na cidade até este domingo (31). 

Especializado em pediatria de média e alta complexidade, o hospital Waldemar Monastier recebe pacientes de outras cidades do estado, já que disponibiliza Unidades de Tratamento Intensivo, Neonatal e pediátrica, Centro Cirúrgico e atendimento ambulatorial. “Nosso trabalho é ir à rua e levar um pouco de diversão e alívio ao dia a dia das pessoas. Nada mais justo e gratificante que trazer um pouco do show também a essas crianças e seus familiares”, conta  Maria Antonia Schimaneski, advogada de 26 anos à frente do empreendimento. 

De acordo com estudos e pesquisas, atividades recreativas realizadas por voluntários contribuem para melhorar a cooperação em procedimentos médicos e reduzir sintomas de estresse relativos à hospitalização. Buscando minimizar o impacto dessa experiência, várias abordagens lúdicas têm surgido na pediatria – entre as mais famosas estão as realizadas pelos palhaços, como os Doutores da Alegria. Em ambientes como esse, iniciativas de lazer funcionam como complemento terapêutico. 

“Não é preciso ser especialista para saber que brincar dentro do hospital tem impacto direto no bem-estar dos pacientes, principalmente no caso de crianças e adolescentes”, conta Maria Antonia. “Procuramos cultivar lembranças e raízes pelas cidades onde passamos, visitando estabelecimentos locais e pontos turísticos. Queremos criar conexão, seja em cima da carreta ou em visitas como esta”, completa. 

Dança e capoeira

Para compor a equipe, a Carreta da Alegria busca atores, dançarinos e atletas, além de praticantes de lutas como a capoeira. A líder da trupe dá as dicas para quem pensa em se candidatar – além de amar trabalhar com o público, é preciso gostar de dançar, ter jogo de cintura e executar as divertidas acrobacias com segurança. 

Negócio de família

 A Carreta da Alegria começou ainda nos anos 80, quando o paranaense Antônio Schimaneski, então funcionário de uma funerária em Goiás, cansado da tristeza do dia a dia de trabalho, decidiu mudar de ares. E estava falando sério: anos depois, já em Ponta Grossa, interior do Paraná, criou o Trenzinho da Alegria, que viria a ser promovido à carreta apenas em 2017, após investimento da família.