
Estudantes, trabalhadores da educação e sindicatos promoveram nesta quarta (15) uma manifestação que pede a revogação do Novo Ensino Médio (Lei 13.415/2017). Em Curitiba, o protesto aconteceu no fim da tarde na Praça Santos Andrade, mas durante dia vários municípios do Paraná, como Castro, Guarapuava, Londrina e Francisco Beltrão, registraram manifestações de alunos e professores, assim como os principais cidades do Brasil.
A União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES) foi uma das entidades organizadoras. ” Desde 2014 nós estudantes nos colocamos contra esse novo sistema de educação neoliberal, mercantil e que não foi construída e nem pensada por nós estudantes e por profissionais da educação. Por isso, dia 15 é dia de aula nas ruas, de construir e se somar em atos contra o Novo Ensino Médio, seja com cartazes, com faixas ou simplesmente com seu sonho e vontade de lutar por uma educação que de fato seja transformadora, de qualidade e para todos”, afirmou a entidade em nota publicada nas redes sociais.
A APP-Sindicato, que representa os professores e servidores da rede estadual de ensino, também estava entre os organizadores do protesto: “A APP se soma à luta dos estudantes e suas entidades representativas, em consonância com a posição da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), pela revogação do modelo e a construção de um Ensino Médio com a cara da escola pública: plural, inclusivo, democrático e voltado para a formação plena de cidadãos críticos”.
O Novo Ensino Médio foi instituído com a Lei 13.415/17, no governo de Michel Temer, mas só trouxe mais problemas e insatisfação para alunos e professores, segundo os manifestantes. De acordo com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a proposta teria que flexibilizar o currículo e oferecer aos alunos uma formação mais direcionada às suas áreas de interesse, mas o que ocorreu foi uma grande falta de clareza em relação aos objetivos da reforma e sua aplicação.
A CNTE é uma das 300 entidades que assinam uma carta que pede a revogação do Novo Ensino Médio e que alerta sobre os retrocessos desse projeto. Para as entidades, a reforma induz jovens de escolas públicas a cursarem itinerários de qualificação profissional de baixa complexidade e ofertados de maneira precária em escolas sem infraestrutura.