
No próximo dia 7 de setembro, a Arquidiocese de Curitiba se une a todo o Brasil para realizar o 31º Grito dos Excluídos e Excluídas, uma mobilização de fé, esperança e compromisso com os que vivem à margem da sociedade. Com o tema “Vida em primeiro lugar” e o lema “Cuidar da Casa Comum e da democracia é luta todo dia”, a iniciativa reafirma a missão da Igreja de promover a dignidade humana, a justiça social e o cuidado com a criação. Na Grande Curitiba, o evento acontecerá em três lugares.
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Instituído pela CNBB (Doc. 56, nº 129), o Grito busca retomar o espírito da Campanha da Fraternidade, fortalecendo a voz dos marginalizados e invisibilizados. Conforme orientações da Arquidiocese, trata-se de um movimento eclesial e apartidário, que nasce da fé e se concretiza no amor ao próximo.
Este ano, as comunidades são incentivadas a realizar pré-gritos, com formações, rodas de conversa e celebrações preparatórias, para motivar a participação do dia 7.
Programação do Grito dos Excluídos e Excluídas em Curitiba e Região Metropolitana
A Arquidiocese de Curitiba organizará o Grito em três locais:
8h — Região do Mercado Municipal de Curitiba (Rua General Carneiro, entre a Visconde de Guarapuava e a Sete de Setembro), junto às pessoas em situação de rua.
10h30 — Vila Pantanal (Rua Desembargador Oscar Carvalho e Silva, s/n – pracinha), em comunhão com a comunidade local.
14h30 — Parque do Mate (BR-277, km 23 – Distrito de Rondinha, Campo Largo), com a presença dos povos originários.
Após a mobilização, as paróquias e comunidades são convidadas a realizar os pós-gritos, refletindo sobre como cada grupo pode agir concretamente em favor dos mais necessitados.
Inspirados no Evangelho — “Todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25,40) —, a Arquidiocese de Curitiba conclama padres, diáconos, lideranças e fiéis a participarem ativamente deste momento de fé e compromisso social.
A história do Grito dos Excluídos e Excluídas
O que é o Grito?
É um processo permanente de mobilização popular, social e ecumênico. Momento de comprometimento eclesial e apartidário, inspirado na fé que se concretiza no amor ao próximo.
Tem com objetivo dar voz aos marginalizados e invisibilizados, denunciar situações de injustiça, desigualdade e exclusão social, e propor caminhos para uma sociedade mais justa e solidária.
Como surgiu?
O Grito nasceu em 1995, a partir da 2ª. Semana Social Brasileira, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e foi inspirada no contexto da Campanha da Fraternidade, cujo Tema: “A Fraternidade e os Excluídos” e o Lema: “Eras tu, Senhor?”.
Acontece no Brasil, sempre no dia da Independência (7 de setembro). Surgiu como uma resposta concreta ao apelo evangélico de escutar os pobres e denunciar as estruturas de exclusão.
Como foram as edições anteriores do Grito dos Excluídos e Excluídas em Curitiba
2022 – 28ª edição: Vila União (Tatuquara)
O Tema: “Vida em Primeiro Lugar”, e o Lema: “Brasil: 200 anos de (In)dependência. Para quem?”
O Grito ocorreu na comunidade da Vila União, no bairro Tatuquara, com café da manhã comunitário e caminhada local .
A pauta central incluiu “teto, trabalho e terra”, inspirada em ideias do Papa Francisco. A mobilização contou com cerca de 1.000 participantes .
Outro registro apontou a participação de aproximadamente 2.000 pessoas, com forte ênfase na luta por moradia, saneamento e direito à terra, em meio ao contexto de ocupações urbanas .
2023 – 29ª edição: Vila Torres → Casa de Passagem Indígena
O Tema: “Vida em Primeiro Lugar”, e o Lema: “Você tem Fome e Sede de Quê?
A concentração ocorreu no Centro de Formação Santo Dias, na Vila Torres, com início às 8h. Após um café da manhã, os participantes fizeram uma caminhada até a Casa de Passagem e Cultura Indígena .
Abordou temas como segurança alimentar e soberania nacional. Denunciou a necessidade de responsabilização de figuras políticas em âmbito nacional e clamou atenção para os Povos Originários .
2024 – 30ª edição: Centro histórico de Curitiba
O Tema: “Vida em Primeiro Lugar”, e o lema: “Todas as formas de vida importam. Mas quem se importa?”
Desafiando o público a refletir sobre a valorização da vida em suas diferentes expressões.
A mobilização reuniu pastorais sociais, movimentos populares, sindicatos e associações, com concentração na Praça Garibaldi (Largo da Ordem), partindo em caminhada até a Praça Tiradentes, com a participação de Dom Reginei, Bispo auxiliar e Padre Leonardo, assessor eclesiástico da Pastoral da População da Rua.
Houve reivindicações por moradia, saúde, direitos dos povos indígenas, negros, migrantes, e a atenção especial neste ano à população em situação de rua. Participantes envolvidos reforçaram o caráter contínuo da mobilização — “esperançar sempre” — e seu papel enquanto processo permanente de mobilização popular .