Paraná Alerta

Idosos da Grande Curitiba são alvo de novo golpe

Editado por Josianne Ritz
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Polícia Civil do Paraná Foto: Fábio Dias/EPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu na quinta (28) uma jovem, de 23 anos, suspeita de aplicar um novo golpes em pessoas idosas. Até o momento, três vítimas foram identificadas e o prejuízo ultrapassa R$ 136 mil.

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A ação foi realizada na tarde desta quinta-feira (28), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. As investigações começaram em outubro de 2024, após o registro de boletim de ocorrência.

Como funcionava o novo golpe

Conforme apurado, a suspeita entrava em contato com idosos alegando que eles tinham valores a receber de aposentadoria. Em seguida, marcava encontros em salas de coworking alugadas por hora, nas quais coletava os dados pessoais das vítimas.

Com as informações obtidas, eram realizados empréstimos consignados em nome dos idosos.

Após diligências, os policiais localizaram a investigada e deram cumprimento ao mandado de prisão.

Ela foi encaminhada ao sistema penitenciário.

Como denunciar golpes à polícia

A PCPR solicita a colaboração da população com informações que auxiliem na elucidação de crimes. Denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia.

Em casos de flagrante ou crime em andamento, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

Outros golpes contra idosos

Golpe do falso parente

Criminosos se passam por parentes em situações de emergência, como sequestro ou acidente, e solicitam transferências e até pagamentos em dinheiro, caracterizando um dos principais golpes financeiros. Para tornar o momento mais realista, falam com desespero, induzindo o ouvinte a acreditar que se trata realmente de um familiar em apuros.

Golpe da pirâmide financeira

Para que as pirâmides financeiras funcionem, é necessário realizar o recrutamento constante de novos participantes, a fim de financiar os retornos prometidos aos investidores. Diante disso, caso você receba propostas que prometam lucros “altos” com baixo investimento e que pareçam “bons demais para ser verdade”, desconfie, pesquise em fontes confiáveis, não invista dinheiro em algo que não conheça a idoneidade  para não ser vítima de golpes contra idosos.

Golpe do WhatsApp

Uma das fraudes mais comuns acontece quando um golpista, fingindo ser um amigo ou parente, alega ter trocado de número de telefone e solicita alguma ajuda financeira. Por isso, tenha atenção aos pedidos, especialmente se for de modo repentino e fora do comum. Mensagens “aleatórias” que oferecem dinheiro fácil ou produtos irresistíveis com preços atraentes, muitas vezes acompanhadas de links, também são fortes indicativos de golpe. Não clique em links.

Golpe do consórcio

Nessa fase da vida, muitos idosos desejam realizar sonhos que não foram concretizados, como viajar, comprar um carro novo ou financiar a casa própria. Sabendo disso, golpistas oferecem opções de consórcio com contemplações rápidas e vantagens exclusivas. Contudo, as ofertas são enganosas e visam  subtrair o dinheiro das vítimas antecipadamente sem, de fato, proporcionar os benefícios prometidos. 

Golpe do falso motoboy

Golpistas, fingindo ser funcionários bancários, criam emergências, como transações suspeitas na conta ou cartão, e sugerem o bloqueio dos cartões para evitar problemas futuros. Após deixar a vítima  em desespero com a situação, agem de modo solícito, confirmam a senha da vítima e oferecem uma suposta medida de segurança: a retirada do cartão em casa por meio de um “falso” motoboy a serviço da instituição financeira.

Golpe da aposentadoria

Neste golpe financeiro, idosos são frequentemente alvos de ofertas de crédito não solicitadas e persuadidos a fornecerem informações que validam transações financeiras. Essa prática resulta na contratação de empréstimos para terceiros, dos quais as vítimas não têm conhecimento.

Golpe do empréstimo da conta corrente

Golpistas solicitam o uso temporário da sua conta, muitas vezes se passando por amigos ou familiares. Apesar de parecer inofensivo, esse pedido esconde uma prática ilegal chamada “aluguel de conta”, expondo você a sérios riscos legais, como se tornar cúmplice involuntário em atividades criminosas, incluindo lavagem de dinheiro e estelionato.