Geraldo Bubniak – O ex-senador e pru00e9-candidato ao governo do Estado pelo PDT

Embora já tenha esbravejado e tentado se afastar da pecha de indeciso, Osmar Dias (PDT) segue com seus dilemas. E para quem carrega esta fama, nada pior que situações que lhe exigem decisões. Não falo aqui da questão se Osmar vai ou não disputar o governo do Paraná – tudo leva a crer que sim. Embora, no Centro Cívico, ainda persista a ideia de que o pedetista pode abrir mão da disputa pelo Palácio para se aventurar no Senado Federal. Isso o tempo irá dizer.
Mas, considerando Osmar como pré-candidato ao governo, ele tem agora nada menos que três candidatos ao Senado e terá de escolher dois. São eles: Roberto Requião (MDB), que vai disputar a reeleição, o empresário Oriovisto Guimarães, considerando claro que o Podemos, comandado pelo irmão Alvaro Dias, esteja na chapa do pedetista, e o ex-prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT).
Diante da trinca, Osmar terá de rifar um deles. E aí vem a “escolha de Sofia”. O que levar em consideração sobre os três possíveis candidatos ao Senado na chapa de Osmar?
Requião é quem dará a Osmar Dias o MDB e, consequentemente, o tempo de televisão e a estrutura do partido. Embora traga também a rejeição que o eleitorado paranaense tem com o atual senador da República – cada vez mais próximo do PT e do ex-presidente Lula, ambos no epicentro do escândalo do Petrolão e todos seus desmembramentos. Mas, apesar disso tudo, como negar a vaga ao Senado na chapa a quem abrirá as portas do MDB – um dos poucos partidos que deve caminhar com o PDT nas eleições de 2018?
O mega empresário Oriovisto Guimarães, fundador do Grupo Positivo, é o homem do cofre. E numa disputa ao Governo do Estado o candidato que não dispor de recursos está fadado ao fracasso nas urnas. É quase uma matemática feudal. Ainda mais se levarmos em consideração o curto período de campanha e a proibição do financiamento das campanhas por empresas. Depois do Petrolão, os órgãos de investigação e fiscalização estão mais atentos para evitar desvios milionários como ocorridos nas eleições anteriores sob as barbas das autoridades, que nada viram.
E por último, não menos importante, está Gustavo Fruet. Após uma gestão, digamos “apagada” pela prefeitura de Curitiba, o pedetista ficou recluso e agora ensaia uma candidatura ao Senado Federal. Ele que sequer foi para o segundo turno no pleito que tentava a reeleição, está de olho mesmo numa vaga na Câmara Federal. Aposta na sua experiência no Legislativo, compondo comissões processantes de destaque, e no fato de ter passado pela prefeitura de Curitiba sem sofrer com escândalos de corrupção.
Diante deste trio, o candidato mais frágil que poderia perder a chance de disputar uma vaga na Câmara Alta seria Fruet. O ex-prefeito não quer passar mais quatro anos no ostracismo e só deve abraçar uma disputa para o Senado se as condições lhe forem muito favoráveis.
No entanto, alguns assessores e pessoas próximas a Osmar também apostam na inexperiência política de Oriovisto. Assim como Joaquim Barbosa, que abdicou da disputa pela presidência da República, o mega empresário poderia se desiludir com o mundo político e seus bastidores nem sempre hostis aos novatos.