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Câmara de Curitiba pede que prefeitura reveja licitação para compra de máscaras

Redação Bem Paraná com assessoria da CMC

Rodrigo Fonseca/CMC - Indiara Barbosa (Novo): “Várias capitais já liberaram a obrigação do uso de máscaras em ambientes abertos”

Os vereadores da Câmara Municipal de Curitiba aprovaram ontem sugestão para a prefeitura das vereadores Amália Tortato (Novo) e Indiara Barbosa (Novo) sobre o pregão eletrônico 28/2022. As vereadoras questionam a necessidade de gastar R$ 3,5 milhões com máscaras de pano, que serão distribuídas a alunos da rede pública, justamente no momento em que se discute a flexibilização do seu uso.

“Várias capitais já liberaram a obrigação do uso de máscaras em ambientes abertos”, começou Indiara Barbosa, para depois argumentar que a própria Secretaria Municipal da Saúde da capital do Paraná tem sinalizado que adotará a mesma medida em Curitiba “e reavaliar nas semanas seguintes [se amplia a liberação]”. “Se não for cancelar a licitação, pode pelo menos mudar a modalidade da licitação para registro de preço, requisitando só aquelas máscaras que forem realmente necessárias”, argumentou a parlamentar.

Em plenário, o líder do governo, Pier Petruzziello (PTB) buscou informar que se trata de uma “verba carimbada” para o enfrentamento da covid-19, logo o seu uso não retira recursos de outras áreas da Secretaria Municipal da Educação. “Apesar da luta pela flexibilização das máscaras, não podemos garantir que elas (as 149 mil crianças da rede pública municipal) não vão usar (as máscaras). Não sabemos o que vem, e caso caia o uso, elas irão para o almoxarifado da Saúde, onde terão uso”, garantiu.

Outra sugestão aprovada foi do Pastor Marciano Alves (Republicanos) e pede que sejam retiradas as restrições de ocupação nos templos religiosos. “Com o grande avanço na vacinação da população, cumulado com a baixa no número de casos e com o baixo número de pessoas internadas em estado grave, podemos iniciar a flexibilização [das restrições sanitárias], com a liberação de 100% da capacidade dos templo religiosos”, argumenta o parlamentar.