
Com as aulas previstas para serem retomadas nas escolas municipais no próximo dia 18, vereadores aprovaram hoje requerimentos cobrança a vacinação emergencial dos professores de Curitiba. O assunto foi levantado em meio à discussão de projeto que inclui a educação com oferta de aulas presenciais entre as atividades consideradas essenciais durante a pandemia do Covid-19. Dos 15 requerimentos votados sessão de hoje, cinco sugeriram essa medida à prefeitura. A volta às aulas em Curitiba este prevista para o próximo dia 18.
Apesar de não terem o poder de obrigar a prefeitura a promover a vacinação, os requerimentos são uma das principais formas de pressão do Legislativo sobre o Executivo. Hoje, Osias Moraes (Republicanos), Marcelo Fachinello (PSC) e Renato Freitas (PT) tiveram seus pedidos apoiados pela maioria do plenário, em votações simbólicas.
Moraes, por exemplo, pediu que os professores e que estudantes da rede pública e privada fossem vacinados para evitar a propagação do vírus. “Temos que nos precaver, para que não tenhamos que fechar escolas daqui um mês por causa de surtos [de covid-19]. Na cidade de Campinas [SP], mesmo com rodízio de alunos e protocolos sanitários, o número de infectados foi alarmante”, alertou o vereador.
Para Fachinello, Curitiba devia seguir o exemplo internacional e planejar a imunização dos professores, pois eles ficarão expostos a um risco elevado de contaminação. “O Reino Unido incluiu seus professores na segunda fase da vacinação. Nos EUA, serão imunizados após os profissionais da Saúde. A Alemanha os incluiu na faixa de alta prioridade e a Itália, amanhã, começa a vacinação de seus professores. Há uma razoabilidade técnica e estratégica na medida”, defendeu o vereador.
Em seu requerimento, Renato Freitas pediu a vacinação dos profissionais da Educação antes da volta às aulas, assim como a redução da capacidade das salas de aula à metade e testagem ostensiva dos estudantes. Contava na relação, mas não chegou a ser votado, requerimento da bancada do PT de teor semelhante aos demais, listando quem deveria ser vacinado com os professores e educadores – funcionários tercerizados da limpeza, merendeiros, bibliotecários, pedagogos, faxineiros, porteiros, zeladores, diretores e servidores da Secretaria Municipal de Educação.
No plenário, Professor Euler (PSD) reforçou o coro de quem defendeu a vacinação antecipada dos profissionais da Educação “antes do retorno às aulas”. Diante da escassez das doses do imunizante, João da 5 irmãos (PSL) sugeriu que ao menos fosse realizada uma triagem entre os professores, de forma a vacinar ao menos aqueles que possuam alguma comorbidade e, portanto, estão mais expostos à manifestação mais grave da covid-19.