Alvo de nova polêmica no último fim de semana, o filme “Como ser o pior aluno da escola” voltou a repercutir na sessão plenária da Câmara Municipal de Curitiba de ontem. Vereadores comemoraram decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, publicada no Diário Oficial da União (DOU), para que seja suspensa “a disponibilização, a exibição e a oferta” do filme de 2017, que teve cena associada à pedofilia. Caso a determinação não seja cumprida no prazo de até cinco dias, a multa às plataformas de streaming poderá chegar a R$ 50 mil.
A vereadora Sargento Tânia Guerreiro (PSL), que na segunda-feira (14) já havia criticado a cena associada à pedofilia, parabenizou o ministro da Justiça, Anderson Torres. “Ninguém fez nada desde então (2017). Quantas pessoas já viram este filme? Chega da criança chorar sozinha no meio da noite. Nós precisamos dar voz a essas crianças”, declarou. “Gente, criança não é diversão sexual para ninguém. Nós precisamos falar sobre isso”, afirmou.
O vereador Ezequias Barros (PMB) chamou a atenção aos valores morais, à exposição das crianças e ao cuidado redobrado que os pais devem ter. “É uma vergonha a gente ver um filme que foi colocado pela Netflix, onde qualquer criança pode entrar e ver”, criticou. “É uma coisa que fere os direitos da família”, concordou Noemia Rocha (MDB).
“Fica aqui meu repúdio, porque infelizmente ainda há pessoas que concordam com a exibição de um filme como esse, ‘Como ser o pior aluno da escola’, que faz uma referência à pedofilia”, acusou Osias Moraes (Republicanos). O vereador Pastor Marciano Alves (Republicanos) também já havia se manifestado sobre o assunto, nessa segunda. “Trata-se de uma encenação em que a pedofilia é tratada de forma natural, infelizmente”, afirmou.