Paulista, radicada em Curitiba, Camila Comin representou o País nas Olimpíadas de Sydney e Atenas, respectivamente, em 2000 e 2004. Mas 2007, resolveu deixar o universo competitivo e entrar no mundo artístico. Foi quando aceitou realizar um teste, em São Paulo, para ingressar a trupe do Cirque du Soleil. Após ter sido aprovada, seguiu para Montreal, no Canadá, onde passou por um processo de adaptação e logo entrou para o espetáculo Corteo. Desde então, segue em turnê pelos quatro cantos do mundo no espetáculo, que estreia no dia 8 aqui em Curitiba. Nos tablados, a jovem vive o papel de um anjo e participa de atos com trapézio.
Fábio Luís Santos é o outro brasileiro que integra o Corteo, espetáculo do Cirque du Soleil. Com 26 anos, catarinense de Itajaí, ele começou no circo mais famoso do mundo depois de entrar para espetáculo Totem, há três anos. Está no Corteo desde o ano passado. Antes dos palcos nacionais, passou com a trupe de Corteo por Hamburgo, na Alemanha – última cidade antes das apresentações no Brasil. Fábio participa de dois números: Boucing Beds, que mostra seis artistas como crianças pulando em camas de 300kg, e Tournik, o último adeus a Mauro, o Palhaço Sonhador.
Assistida por cerca de 7 milhões de pessoas desde a primeira estreia no Canadá em 2005, a superprodução estreou em São Paulo dia 30 de março de 2013, passando por Brasília, agora está em Belo Horizonte, e depois chega a Curitiba, Rio de Janeiro e finaliza a grande turnê em Porto Alegre.
Considerado pela crítica como um elogio às artes, Corteo integra o grande com o pequeno, o ridículo com o trágico e a mágica da perfeição com o charme da imperfeição, evidenciando a força e a fragilidade do palhaço, bem como sua sabedoria e bondade, para ilustrar a parte da humanidade que há dentro de cada um de nós. A música, lírica e lúdica, transporta Corteo através de uma celebração atemporal onde a ilusão brinca com a realidade.