Os tempos continuam difíceis para os sonhadores

24 abril, 2015 às 14:59  |  por Hellen Albuquerque
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“Estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida…”

Em uma Paris romântica e colorida, Jean-Pierre Jeunet cria uma atmosfera alternativa a tudo que não for sonho. “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” completa 14 anos de existência e provocação de suspiros no dia 25 deste mês, e como não temos ossos de vidro podemos aproveitar uma pequena viagem no tempo, em que a porta é o guarda roupas.

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Amélie Poulain descobre e transpassa as pequenas alegrias, como sentir texturas com as mãos, as expressões de desconhecidos no cinema, o reencontro com memórias de infância… Talvez por tanta singeleza faltam-lhe acessórios, não há brincos, grandes colares ou qualquer barangandã, com uma maquiagem leve o que mais chama atenção são os grandes olhos escuros de Audrey Tautou. O rosto ganha mais desenho com o cabelo curtíssimo que é marca da personagem, a franja curtíssima era um clássico dos anos 1920 que depois retornou a França durante a Nouvelle Vague.

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Madeline Fontaine e Emma Lebail são quem assina o figurino, que transmite em Amélie suas principais características: a simplicidade e uma ligação com o passado, peças comuns compostas por vestidinhos, estampas românticas se unem a muitos cardigãs. Seu ar ingênuo e feminino é reafirmado pelas saias com volume, e comprimentos próximos dos joelhos.

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A tabela cromática tem a influência do artista brasileiro Juarez Machado, e faz referência ao impressionismo de Vincent van Gogh. As cores principais são o vermelho, dos morangos, dos vestidos, lábios e em momentos de vulnerabilidade emocional; o verde é mais impessoal, aparece também nas perdas e pequenas vinganças (como quando Amélie ainda criança se vinga do vizinho atrapalhando a transmissão do jogo na televisão); o amarelo fica fortemente ligado às mortes, de Lady Di, da mãe e ao imaginar a sua própria; já o azul é positivo e aparece durante os amores e junto de Nino, seu par romântico.

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Cores usadas de forma vivaz trazem a intensidade que pequenas experiências cotidianas têm em Amelie. Tantos anos depois, Tautou já se tornou Chanel e muitas outras mais, embora os tempos ainda sejam difíceis para os sonhadores, um romance francês sempre ajuda a passar o tempo – e a sonhar um pouquinho mais.  

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Tendências de inverno no programa Com Você – Record News Pr

2 abril, 2015 às 15:59  |  por Hellen Albuquerque

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No dia 31 de março, fomos convidados a produzir um pequeno desfile com quatro tendências para o inverno deste ano. Das calças e camisas do estilo boyish, falamos sobre o conforto de peças esportivas que levam cores militares e ombros estruturados. No bloco seguinte, retornamos às décadas 1960 e 1970, silhueta A, saltos de madeira grossos, franjas e mistura de texturas. O nosso inverno é colorido, cheio de estampas e diversão, sempre com criatividade e incentivando um consumo consciente. Dá o play! ;)


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O boyish busca peças tipicamente masculinas para o guarda roupa feminino, combinamos a calça e camisa da grife curitibana Jacu ao oxford da Tutu Sapatilhas para resgatar tal proposta. O blazer cheio de cor é da Tati Chiletto.

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Esportiva, com referências militares. As leggings – da marca Leggitas - garantem o conforto dos esportes, com uma blusinha da MIND, e óculos de madeira da Notiluca encontrados na Lots Criativa, ainda proporciona a praticidade com uma bolsa a tiracolo. O casaco é da Tati Chiletto.

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Aqui, vestido com estampa geométrica e cintura marcada, combinado a um casaco branco que deixa os pulsos à mostra. O tamanco com salto de madeira vem direto dos anos 1970, uma mistura de décadas com cores clássicas, todas as peças da Tati Chiletto.

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A composição folk é do Brechó Trinca Z, botas com canos mais altos, mistura de texturas como do algodão com pele fake e franjas, muitas franjas!

Já está com o guarda roupa preparado?

Quem deu uma super ajuda na produção e fez os clicks foi a Lígia Barone (obrigada, amada!), da Beep Marketing e Comunicação.
As modelos são a Aria Campos e a Samantha Rockembach, da Station Models.

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É de couro, mano!

24 março, 2015 às 15:18  |  por Hellen Albuquerque

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O uso de peles de animais para se proteger do frio é pré histórico, mas desde que moda também ganhou caráter de tendência, tornou-se um artigo de luxo. Em uma conversa de bar domingueira, entrei em discussão com os amigos sobre qual seria a opção mais ecológica na hora de comprar minhas botinhas de inverno e jaquetas sexy pro ano todo. Couro legítimo, ecológico ou sintético? Antes de você me responder, deixe eu te apresentar quem é quem.

O couro legítimo é uma pele animal, seja vaca, cobra, tilápia (sim, até os peixes) ou qualquer outro ser vivo. Para que a cútis vire tecido, são aplicados diversos processos químicos, são mais de 90 produtos diferentes – como o cromo III, um pó verde como o Hulk e tão perigoso quanto – para impedir processos de decomposição, garantir impermeabilidade ou brilho. Nos pontos negativos, ainda precisamos incluir o desmatamento causado na criação de animais, a alta quantidade de água desperdiçada e claro, a morte de seres vivos inocentes.

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Já o couro ecológico se diferencia no processo de curtimento: em busca de menos agressão ao meio ambiente, são usados produtos alternativos como taninos vegetais. Exatamente por essa escolha mais criteriosa na fabricação, o couro ecológico tem o preço na mesma faixa ou até acima do couro legítimo: Ka-ching! $$$…

Já o couro sintético nem poderia levar esse nome, ele na realidade não é um tecido e sim um laminado, coberto por poliuretano, que aparece nas etiquetas como PU, o descarte das peças é altamente prejudicial e sua decomposição bem mais rápida que dos outros couros. Outra matéria prima principal é o PVC, composto por cloro (derivado do sal de cozinha) e eteno (do petróleo), como pode-se imaginar analisando os derivados, ele não é muito amigo da natureza, não.

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Mas há uma alternativa mais linda do que essas para o couro sintético, que é produzido lá na nossa querida Amazônia, em meio a onças pintadas e araras: o couro vegetal feito de látex. Na busca por um processo ético e justo, essa produção leva em conta inclusive a vida dos seringueiros, ganhando o nome de Tecido da Floresta, ele é feito de algodão embebido no látex, uma composição mais natural.

Boa dica é a Ecoloja, site que reúne diversos produtos com iniciativas parecidas – inclusive tênis feitos de cânhamo, a verdinha. Uso do petróleo, desmatamento, vida de animais… Pensar nesses fatores é o que diferencia uma compra consciente de uma desenfreada. A escolha é sempre sua. Qual vai ser?

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10 revoluções de moda para sua vida

13 março, 2015 às 09:24  |  por Hellen Albuquerque

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Tem vezes que bom mesmo é revolucionar! Seja no corte de cabelo, na mini saia, no novo trajeto para o trabalho… Uma pequena mudança pode alterar todo o seu entendimento e melhorar seu dia. Eu gosto de fazer diferente vez ou outra, por isso reuni 10 revoluções que saíram do meu guarda roupas pra vida. Qual foi a sua?

1-    Cortar o cabelo com máquina masculina
Há algo libertador sobre sentir o vento na nuca, não precisar de pente e lavar o cabelo com duas gotas de shampoo – secador não é necessário. Ter o cabelo curtíssimo é uma experiência que todos deveriam viver ao menos uma vez.

2-    Parar de usar sutiã
Sutiã aperta, incomoda, e fica mostrando suas alças quando não deveria. Lingerie completa só em ocasiões especiais.

3-    Desistir do salto alto
Eu ando a pé. O chão é de petit pavê. Entende o que quero dizer? Todos já ouviram a balela da elegância que o salto dá à postura, mas persevero na ideia que tanto a beleza, quanto a confiança vem de dentro, um sapato não te faz mais (ou menos) mulher.

4-    Comprar uma arara
Ver suas roupas penduradas te faz lembrar das que você tem. Nada de comprar o que não precisa, você ainda percebe quando uma peça não é usada há muito tempo.

5-    Não usar maquiagem diariamente
Entender seu próprio rosto e se acostumar com ele. O melhor cuidado para sua beleza é beber água, sério, vai mudar sua vida mais que qualquer creme revolucionário – e é de graça ou quase.

6-    Parar de fazer chapinha
Que coisa deliciosa não passar duas horas escovando e alisando o cabelo! Quando você diz pro seu cabelo que ele é lindo ao natural, cuida como deve, ele fica mais maravilhoso que qualquer propaganda de shampoo.

7-    Conhecer as tendências…
Só pra poder ignorar todas elas. Estilo não tem nada a ver com o hit da estação, manter sua personalidade vale mais que qualquer lançamento.

8-    Comprar em brechó
A economia é inegável, mas não para por aí. Peças que não se repetem, achados que já não são mais fabricados, é uma experiência que te torna única! E você ainda faz parte de um ciclo sustentável.

9-    Sair da zona de conforto
Qual a sua peça da salvação? A minha era o jeans. Hoje, também por questões idealistas, já não uso mais nada de jeans o que me permite inovar. Coloca de lado aquele uniforme diário e procure algo que você nunca se imaginou usando, quem sabe você gosta!

10- Me empoderar
Esse é um processo que começa na cabeça e só depois vai pra roupa. Ousar com a mini saia, cortar o cabelo, fazer uma tatuagem… Mudanças que vem apenas com a segurança e conforto de se amar como se é.

E aí, qual dessas mudanças você já fez ou quer fazer?
Me conta nos comentários!

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Indumentária na Arara

26 fevereiro, 2015 às 12:34  |  por Hellen Albuquerque

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O Indumentária foi pra arara… E em uma de brechó! Nas terras quentes do Rio de Janeiro o mascate Belchior viu naquilo que já não lhe era tão importante uma oportunidade de negócio. Foi o primeiro comerciante a montar um espaço em que eram vendidos produtos semi novos, os que embora já tivessem tido um dono outrora precisavam de novo espaço. A casa comprava e vendia objetos, o nome de seu dono caiu na boca do povo e foi sendo abrasileirado até chegar a palavra brechó.A ideia vai de encontro a busca por um comércio que não se perca em consumismo, pois dá nova vida às peças e proporciona um uso mais criativo das roupas.

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Conhecido como “redutos dos alfaiates” nos anos 1970, a Galeria Tijucas tem uma ligação de décadas com Curitiba e com a moda. O edifício ativo há quase setenta anos é um dos mais tradicionais na cidade, espaço que agora acolhe iniciativas de diferentes segmentos. É em um de seus últimos andares, no décimo nono, que fica o Brechó Tati Chiletto com uma vista ampla da cidade e o incentivo ao consumo consciente. É nesse espaço que o Indumentária realiza um bazar em parceria, no dia 07 de março, das 10h às 16h, na sala 1914 da Galeria Tijucas. Para a divulgação foi realizado um ensaio fotográfico com algumas das composições que estarão nas araras. Fotografado por Vanessa Leal os visuais montados abordam diferentes estilos valorizando os corredores do prédio.

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Confirme sua presença no evento do facebook! ;)

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Coluna Indumentária: Afinal, quem é plus size?

20 fevereiro, 2015 às 09:50  |  por Hellen Albuquerque

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O mundo da moda é cheio de gente. E gente fala, e gosta de palavras e gosta de termos. Consequentemente, o mundo da moda é cheio nomenclaturas. Algumas se referem aos tecidos, outras às estamparias, comprimentos e origens. Porém outras referem-se a essa tal de gente que faz a moda. E aí que a coisa complica! Bem sabemos que somos todos diferentes, chegamos aqui sem manual, sem definição, e entre um tropeço e outro vamos aprendendo a andar. Alguns vão mais longe, aprender a andar em uma linha reta perfeita e chegam às passarelas. Esse espaço de sonho, antes reservado a uma pequena parcela, a cada dia se democratiza. Bem como a moda. Mas como somos pessoas e gostamos de colocar nome, dividem-se modelos, que também são pessoas que fazem a moda, em convencionais e plus size.

Afinal, quem é plus size?  “É uma questão bastante polêmica ainda, mas o que mais se fala aqui no Brasil é no manequim acima do 44. Por essa lógica nem sempre estamos falando de mulheres gordas, mas sim mulheres grandes”, explica Isabelle Campestrini, Miss Brasil Plus Size 2014. O termo que teve origem nos Estado Unidos, se refere a um tamanho maior, nem sempre relacionado com o peso, como diz Liliana Nakakogue, modelo plus size e autora do CWB Plus Size: “Se alguém é mais alto, usa uma numeração maior, não necessariamente está acima do peso, apenas tem um porte físico maior, de acordo com suas origens, como exemplo os alemães. Ou se calça um número maior de sapato também é considerado assim, então o que houve é que no Brasil, se popularizou no que diz respeito à moda, mas é no contexto de forma geral e as pessoas não abordam tanto isso”.

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Nesse sentido, Isabelle se identifica com a definição ampla da palavra, ela que é manequim 48 já passou por algumas rejeições no meio sendo considerada muito magra para ser plus size: “Eu gosto dessa lógica, pois plus size significa tamanho maior… Tá, mas maior do que o que? Maior do que o que estamos acostumados a ver como modelos ou em mídias, ou nos concursos de beleza, ou como exemplos de beleza! As plus, ao meu ver, são mulheres grandes se compararmos ao que estamos acostumados a ter como referências, que podem ou não estar acima do peso! Depende da estrutura corporal de cada uma!”. Para se ver como um tamanho grande e assim aceitar-se são passos lentos e às vezes com tropeços.

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Exatamente por isso, o bem estar consigo é o ponto que mais chama a atenção de Kelle Cristina Corrêa, nossa Miss Paraná Plus Size 2015: “Ser plus size é estar acima dos padrões normais de beleza e ser feliz com isso. É ter a autoestima trabalhada por meu autoconhecimento, saber que minha saúde está muito bem. Mas é acima de tudo, saber que enfrentei desafios e preconceitos para atingir este nível emocional e ainda assim eu continuo acreditando muito em mim, enquanto ser humano e enquanto mulher”. Resumindo essas nomenclaturas todas, porque somos gente e as adoramos, podemos dizer que plus size é alguém que não se limita.

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Top Model Plus Size 2015

16 fevereiro, 2015 às 14:55  |  por Hellen Albuquerque

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Depois do Miss Paraná Plus Size, acontece em Curitiba o Top Model Plus Size 2015 promovido pela TV Transamérica e  OP Eventos de Beleza. Essa categoria contempla as moças com numeração acima do 44 e celebra a beleza feminina de todos os tamanhos. O desfile para eleger quem terá um contrato de um ano como modelo, bem como receber outros prêmios, acontece no dia 19 de fevereiro, quinta feira, às 20h na Sociedade Dom Pedro II, localizada na Rua Brigadeiro Franco, 3662.

Dividido em 3 trajes, as candidatas desfilarão com traje de banho, casual e gala. E eu fui convidada para fazer parte da banca de jurados! :)  Portanto, estarei esperando todos na próxima quinta feira!

O evento ainda contará com um show da banda Punkake, do cantor Renan Cardoso e uma apresentação de dança indiana. Os ingressos podem ser adquiridos no dia evento no mesmo local ou através do telefone: 41 9997-4991.

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Coluna Indumentária: O rosa ainda é shocking

12 fevereiro, 2015 às 19:45  |  por Hellen Albuquerque

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Fevereiro é um mês aquariano, de Carnaval e de clássicos cinematográficos dos anos 1980. A Garota de Rosa Shocking, Clube dos Cinco, Gatinhas e Gatões… Todos filmes com envolvimento de John Hughes, seja como diretor, produtor ou roteirista lançados nesse mês há mais de 30 anos. Em comum? A estética over da década mais colorida na história.

O Muro de Berlim estava para cair quando a era industrial dá lugar pela busca da informação. E quanta informação! Cores vibrantes, batom 24 horas e Madonna tocando no walkman. O rosto da garota comum é Molly Ringwald, estrela dos filmes de Hughes, ela incorporou o vestido rosa e fez passos de dança divertidos na biblioteca. Foi a menina mimada do clube, mas também a filha de um alcoólatra. As sobreposições de vestidos floridos com camisetas por baixo chamavam tanta atenção quanto o cabelo curtíssimo e ruivo.

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No Brasil, a democracia tem sua abertura com a quebra do regime militar, talvez por isso as roupas transmitem energia, sexualidade, diversão. Desejos reprimidos às pauladas nos anos anteriores. Tudo é uma explosão. O tênis All Star ganha os pés jovens e com estilo. A cintura fica alta enquanto os ombros são bufantes ou quadrados por conta das ombreiras, cabelos com volume, gel ou topetes.

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A busca por uma vida mais saudável trazia as peças de academia para as ruas. Muita lycra, polainas e collants. Isso mesmo! Essa febre de roupas esportivas não é de agora – e sim mais uma releitura. Outra peça oitentista que está “de volta no futuro” são os croppeds. Os tops curtos, mostrando uma barriga malhada acima do jeans rasgado, compunham o visual das moças mais rockeiras.

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Suspensórios coloridos, gravatas e tailleurs identificavam os yuppies (young urban professionals/ jovens profissionais urbanos), que queriam seu primeiro milhão antes dos 30 anos, o que contradizia a economia da época analisada hoje como estagnada. Os dilemas que Molly representava não eram dos mais distantes, impactantes como os anos 1980 – quando se jogava brilhantina onde antes era algema. A busca era pelo encaixe: seja nas composições inusitadas, numa identidade própria, num grupo que nos aceite, na melissa perfeita, no mercado de trabalho. E ainda não tentamos montar esse quebra cabeça? Que como os croppeds, as sandálias de plástico e o estilo esportivo, fevereiro seja colorido. 

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Como trilha sonora “If You Leave” do grupo Orchestral Manoeuvres in the Dark,  que dá embalo à cena final de A Garota de Rosa Shocking e alcançou a posição #4 na Billboard Hot 100.

E mais para se inspirar…

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Organização simplificada: Porta colares

8 fevereiro, 2015 às 16:02  |  por Hellen Albuquerque

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Como fones de ouvido e fofocas, colares se enrolam de uma forma que já não se sabe onde começa, onde termina e pra que lado sua dignidade foi parar. Quando se tem três minutos para sair de casa e você ainda não está pronta – história da minha vida – as coisas ficam bem inconvenientes.

Eu não sou dos trabalhos manuais, deixo isso para minha mãe que é artesã e pros blogs de DIY, no entanto, sou uma controladora de primeira mão e adoro organização. Metódica? Meu nome do meio. Foi com um pouco de pesquisa e criatividade que encontrei a alternativa de Porta Colares com… Bem, com um porta – retratos!

É tão fácil que até eu consegui fazer. Então vou deixar a dica para as moças  e moços que tem muitos colares e pouca paciência, assim como eu.

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O primeiro material é logicamente um porta retratos. Eu paguei R$14,00 (sim, apenas 14 dilmas) nessa moldura em uma molduraria perto da Biblioteca Pública de Curitiba. Ela vinha sem vidro, por isso tão baratinha e ideal para o que eu tinha em mente. Aqui o importante é que ela seja espessa, para poder suportar ganchinhos onde serão pendurados seus belíssimos adornos.

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Logo que eu comecei a ajeitar tudo a Miúcha (igual a irmã do Chico, sim <3 ) veio conferir o que estava acontecendo. Acrescente uma dose de fofura na sua lista de materiais.

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Você também vai precisar de um martelo, um prego para abrir furinhos, e a quantidade de ganchos que achar necessária e couber na sua moldura. Eu usei cinco ganchos, você pode encontrá-los em lojas de construção, custam poucos centavos – tipo uns R$0,25.

Separe também uma régua para medir uma distância exata entre um furo e outro, além de uma caneta para fazer a marcação. A minha moldura é do tamanho 30×40 centímetros, então fiz cinco furos. Não se esqueça de deixa um espaço nas laterais, para que os colares das pontas não fiquem tão grudados na moldura.

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Depois das marcações, você pode fazer furinhos não muito profundos com o prego. Dessa forma ao colocar os ganchos, que vão entrando na madeira conforme você os rotaciona, não haverá tanta resistência.

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Depois do furinho é só encaixar o gancho e ir girando para que ele entre na madeira. Confira se ele ficou firme e fixado para não cair tudo depois! haha É importante tentar centralizar o furo, não os fazendo tão nas bordas, pois isso faria com que a madeira se desgaste mais rápido com o peso.

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E voilà!

Só pendurar na parede. Como eu adoro quadros, fui colocando outros em volta para decorar e ficou bem bacana!

Eu separei ainda por metais: dourados, prateados, bronze ou coloridos. Eu tenho problemas, eu sei.

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Espero que dê tudo certo por aí como aqui!

;)

Não tenho costume desse tipo de post – basicamente por falta de habilidade – mas na busca pela organização perfeita, talvez surjam mais soluções…

Dúvidas? Conta pra mim!

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Coluna Indumentária: O que é que baiana usa?

6 fevereiro, 2015 às 10:55  |  por Hellen Albuquerque
Salvador (BA). Foto: Bento Viana *** Local Caption *** * Prazo indeterminado

 

A maior festa popular brasileira já esquenta as cuícas do país. Enquanto o instrumento apelidado como rugido de leão chegou ao Brasil nas mãos dos escravos africanos, o Carnaval tem o tom colonizador dos portugueses. O importante, é não perder o ritmo. Desde a tradicional “Oh, Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga, quem mais roda nos desfiles são as baianas, aqui em ritmo de samba.

Antes de ser ala, Baiana é indumentária.

O nome condiz com o traje específico das negras da Bahia, e surgiu durante o período colonial. Também chamado de traje de crioula, a roupa da baiana vem dos escravos e suas misturas étnicas. O conjunto era formado por saia e blusa, característicos das negras que trabalhavam tendo uma vida ativa na cidade, diferente das senhoras burguesas que usavam vestidos e se restringiam às suas casas. Esse visual deu às escravas o apelido de “mulher de saia”, se tornando um símbolo.

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É das ruas da Bahia, dos terreiros de umbanda e candomblé que surge o traje da baiana. A vestimenta típica forma-se de saia rodada, bata solta, o Pano da Costa – um xale colocado sobre os ombros que ganhou esse nome por ter origem na Costa do Marfin –, chinelas ou sapatos de salto baixo. Os turbantes, também nomeados como ojás, são marca da descendência dos negros da parte muçulmana da África, as tiras de tecido enrolados na cabeça eram exigência para as mulheres, que precisavam cobrir os cabelos. Já dentro das casas de candomblé, o turbante é usado pelas Ialorixás, sacerdotisas e chefes, e demonstram sua hierarquia e importância em tal cultura.

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E o que não pode faltar? Os balangandãs! Balangandã é o ornamento ou amuleto, de vários formatos como fruta, figa, medalha, dente de animal, pendente de argola, broche ou pulseira de prata. Eram criados pelos primeiros artesãos negros do Brasil, e tem seu papel nas festividades religiosas. O nome é uma onomatopeia, reproduzindo o som que os objetos pendurados em uma argola emitem quando movimentados. As vestes das baianas ganharam o imaginário nacional quando diversas cantoras de cassinos inspiraram-se e levaram aos palcos a composição típica. Carmen Miranda se vestiria de baiana em 1938, ao estrelar “Banana da Terra”. A criação de suas roupas seguia as recomendações da música de Dorival Caymmi:

Carmen MIranda in THE GANG'S ALL HERE (1943), directed by Busby Berkeley.

O que é que a baiana tem?

Tem torço de seda, tem!

Tem brincos de ouro, tem!

Corrente de ouro, tem!

Tem pano-da-costa, tem!Tem bata rendada, tem!

Pulseira de ouro, tem!Tem saia engomada, tem!

Sandália enfeitada, tem!

Tem graça como ninguém

Como ela requebra bem!

O que é que baiana tem? Uma cultura centenária, uma religião forte, saia rodada e muita história pra contar.

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