A observação e a escrita na produção dos sentidos

04/09/07 às 00:00 Fátima Camargo e Edmilson de Castro*
O educador é um investigador social e, nesse sentido, deve buscar transformar a sala de aula ou aquela da coordenação num espaço de pesquisa, de dúvida, de um saber que está sempre por ser acrescido de interrogações e lapidado constantemente. Se transformados os lugares de conhecimento da escola em espaços de pesquisa, processualmente e intencionalmente estariam se apurando o olhar e o ouvir dos educadores.

Na escola, o olhar quase sempre se encontra cristalizado, informado pelo senso comum, minado de certezas e expectativas esteriotipadas e sem sustentação em qualquer nível de análise crítica. Um olhar assujeitado aos pressupostos que constituem a memória oficial da instituição ou mesmo aquela individual, implícita, mas igualmente desprovida de atualização e crítica, edificada sob sólidos determinantes, os quais nem sempre são reconhecidos.      

Consciente ou não o olhar "vê" através de uma gama de informações que lhe chega da disciplina, do conjunto de saberes teóricos referentes a determinado campo/área do conhecimento, além daquelas que são tramadas nas teias das historias de vida individuais. Essas também são informantes e, as vezes, condicionantes do olhar.

Olhares plenos de significados conferem sentido à realidade observada e são igualmente interpretados quando direcionados a qualquer outro sujeito. Há permanentemente uma troca de significações. É nesse sentido que os olhos são poderosos, não anatomicamente mas sim pelo conteúdo simbólico que comunicam. E o olhar do professor tem um poder bruxo...

O educador é um investigador social e, nesse sentido, deve buscar transformar a sala de aula ou aquela da coordenação num espaço de pesquisa, de dúvida, de um saber que está sempre por ser acrescido de interrogações e lapidado constantemente. Se transformados os lugares de conhecimento da escola em espaços de pesquisa, processualmente e intencionalmente estariam se apurando o olhar e o ouvir dos educadores.

Na escola, o olhar quase sempre se encontra cristalizado, informado pelo senso comum, minado de certezas e expectativas esteriotipadas e sem sustentação em qualquer nível de análise crítica. Um olhar assujeitado aos pressupostos que constituem a memória oficial da instituição ou mesmo aquela individual, implícita, mas igualmente desprovida de atualização e crítica, edificada sob sólidos determinantes, os quais nem sempre são reconhecidos.      

Consciente ou não o olhar "vê" através de uma gama de informações que lhe chega da disciplina, do conjunto de saberes teóricos referentes a determinado campo/área do conhecimento, além daquelas que são tramadas nas teias das historias de vida individuais. Essas também são informantes e, as vezes, condicionantes do olhar.

Olhares plenos de significados conferem sentido à realidade observada e são igualmente interpretados quando direcionados a qualquer outro sujeito. Há permanentemente uma troca de significações. É nesse sentido que os olhos são poderosos, não anatomicamente mas sim pelo conteúdo simbólico que comunicam. E o olhar do professor tem um poder bruxo...

Na escola não investigamos e indagamos acerca do outro, não mais nos deixamos surpreender com e por ele. Olhamos o outro para controlá-lo, para enquadrá-lo no padrão que, a priori, já temos estabelecido. O olhar tem poder, controla, segue e puni, classifica e constrói o estigma como marca quase indelével que, por vezes ou muito tempo, teima em se perpetuar. Esse olhar que é lançado ao outro, que se dirige aos protagonistas da cena pedagógica, é produto de representações sociais, coletivas, sob as quais se fundam aquelas constituídas singularmente, por cada um.

Transformar a escola em espaço de aprendizagem para todos que nela atuam significa recuperar procedimentos de pesquisa, de investigação e questionamento para os quais o ato de perguntar, sustentado no olhar intencional e planejado, no ouvir atencioso e na escrita reflexiva, pode corroborar para a  maior compreensão acerca da dinâmica que caracteriza o cotidiano escolar, dentro e fora da sala de aula.     
 

* Fátima Camargo e Edmilson de Castro são fundadores e diretores do Espaço Atual e assessores das Secretarias Municipais de Educação de Jaguariúna e Vinhedo, na coordenação de cursos de Formação para os Gestores das redes municipais de ensino.
 
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