Proximidade física na comunicação

17/10/16 às 00:00 Adriane Werner

Em geral, o brasileiro é considerado um povo muito amável, próximo e “físico” (toca, abraça, pega no interlocutor durante uma conversa). Mas isso não pode ser generalizado. O Brasil é um país de dimensões continentais e cada região tem costumes bastante diferentes.
Os curitibanos, por exemplo, têm fama de serem exigentes e muito fechados. Pessoas de outras cidades que vão morar na capital paranaense dizem até que têm dificuldade em fazer amizades. Dizem que a cidade é considerada “termômetro” – se um produto fizer sucesso aqui, fará em todo o Brasil; se um show agradar aos curitibanos, irá agradar a todos os brasileiros. Será que isso é mesmo verdade? E ainda: será que isso é um problema? Claro que não.
As pessoas têm características diversas e desenvolvem hábitos de acordo com sua cultura regional. Por exemplo: os cariocas costumam falar mais alto, gesticular mais e abraçar mais as pessoas com quem se comunicam. Já os curitibanos não têm o hábito de tocar o interlocutor, e por isso são considerados mais distantes. Tudo isso não significa que esses ou aqueles sejam melhores ou piores: são apenas diferentes!


É importante levarmos em consideração essas diferentes características para melhorarmos a comunicação com as pessoas com quem convivemos. Aproximar-se muito de alguém que seja mais distante ou ficar muito longe de alguém que tenha hábito de se aproximar pode até prejudicar uma convivência pessoal ou profissional. Por isso, devemos levar em conta os costumes e a cultura dos lugares em que vamos viver ou que vamos visitar, seja para passear ou para fazer negócios.
Mas, então, como saber o limite para não sermos invasivos nem distantes? Como em quase tudo na vida, o bom senso resolve. Devemos saber interpretar o grau de abertura que nosso interlocutor permite, perceber se ele é mais próximo ou mais avesso ao contato físico. Na dúvida, a média considerada mundialmente aceita, nas mais diferentes culturas, é de mantermos uma distância de cerca de 50 cm do nosso interlocutor – um pouco mais do que o tamanho do braço esticado. Se ficarmos mais distantes do que isso, poderemos parecer arrogantes. E mais perto pode dar a ideia de intromissão ou intimidade indevida.

0 Comentário

Você precisa acessar o seu perfil para comentar nas matérias.

Blogs
Ver na versão Desktop