Celular ou respeito?

26/09/17 às 00:00 Desmar Milléo Junior

Nestes últimos anos, desde que comecei a escrever para o jornal e algumas revistas, passei a participar frequentemente de reuniões com pessoas de RH, Gerentes e Diretores de empresas interessadas nos meus trabalhos como palestrante.

As reuniões geralmente ocorrem nas próprias empresas, obviamente com hora marcada, procurando sempre o melhor horário para o possível cliente. Na maioria das vezes essa reunião é entre contratante e eu, participando, algumas vezes, o responsável pela área interessada na palestra. Essas reuniões nunca demoram mais do que uma hora, tempo suficiente para que eu possa mostrar o meu trabalho, levantar as necessidades do cliente e acertar os detalhes da palestra.
Um dos fatos que mais notei nesses encontros, é a quantidade de telefonemas que as pessoas atendem. O incrível é que muitos destes executivos possuem secretárias que deveriam estar filtrando as ligações que acontecem durante a reunião, mas mesmo assim, eles acabam atendendo uma média de 3 a 4 ligações durante esse momento que, como disse, não passa de uma hora.
Para mim, isto não é um fato que me abala, principalmente porque quando estou falando com um futuro cliente sobre o meu trabalho, diríamos, vendendo meus serviços, tenho muita consciência da importância de apresentá-lo muito bem e estar totalmente focado em colher as informações que possam atender às suas necessidades.
No entanto, lembro-me do que li num livro onde o autor narrava a história de uma pessoa que foi participar de uma reunião, com hora marcada, distante quilômetros de seu escritório e quando chegou lá, exatamente na hora marcada, depois dos primeiros 10 minutos de reunião, o telefone tocou, a pessoa atendeu e ficou 20 minutos praticamente fazendo uma reunião paralela a que estava acontecendo nesse espaço. Nesse momento essa pessoa que veio ao escritório, perdeu tempo pelo deslocamento, ficou pensando: “Será que não seria melhor eu ter telefonado?” “O fato de eu estar aqui, deveria significar que eu merecesse mais respeito”.
Na verdade, hoje em dia, as pessoas dão mais importância ao telefone do que a quem está na sua frente em corpo e alma. Durante minhas palestras, desde a chegada do celular, nunca houve uma em que alguém não saiu para atender a uma ligação, e, é incrível, a desculpa é sempre a mesma: “ eu precisava atender, era muito importante!!!”......
Todos nós sabemos que muitas das ligações não são tão importantes e a grande maioria poderia esperar uns minutinhos....
Eu, jamais atendi telefone celular ou fixo durante uma reunião em que estou falando do meu trabalho. O maior cuidado aqui é que, dependendo do lado da negociação em que se esteja, pode-se perder bons negócios. Mas, mesmo assim, há gente que vai continuar atendendo o bendito telefone!!!!!
#treinamentoscomjogosdenegocios&palestrasdemetasevendas
Um grande abraço e boa semana.
Desmar Milléo Junior, Autor do Livro: “Apenas Boas Intenções Não Bastam”, Palestrante nas áreas motivacional, comportamental e vendas.Treinamentos com Jogos de Negócios & Simuladores.  SITES: www.milleo.com.br & www.visionbusinessgame.com.br

0 Comentário

Você precisa acessar o seu perfil para comentar nas matérias.

Blogs
Ver na versão Desktop