O perigo da história única

31/10/17 às 00:00 Hamilton Fonseca | Headhunter | Fusões & Aquisições | hamilton@hamiltonfonseca.com.br
Escritora nigeriana Chimamanda Adchie (foto: Divulgação)

Outro dia assisti um documentário sobre a escritora nigeriana Chimamanda Adchie, uma jovem talentosa e representante da moderna literatura africana. Aos 35 anos, ela publicou dois livros clássicos e se destaca por suas palestras bem fundamentadas e humoradas.

Começou a escrever aos 07 anos
Neste documentário ela conta suas reminiscências de infância, em que se destaca o fato de que ela começou a escrever muito cedo, com sete anos de idade, e que imitava escritores ingleses, da coleção de livros de seu pai, um professor. Para ela, escrever era narrar exatamente o que ela via nos livros, ou seja, o estilo de vida, personagens, nomes, hábitos, da Inglaterra no século XIX, e não de sua África no século XX. Aquela era sua única visão de literatura. Não possuía outra referência nem informação. Ela chama a isso “síndrome da história única”.

Realidade distorcida por uma visão interior nossa
Chimamanda procede, contando outras histórias de uma visão única, em que todos nós caímos, qual seja a de ter uma visão da realidade distorcida por uma visão interior nossa, ou um referencial enraizado, que não nos permite ver horizonte múltiplos e mais amplos. Cita por exemplo, o fato de que, ao chegar numa universidade americana para estudar, sua companheira de quarto, uma típica jovem americana, pergunta-lhe aonde havia aprendido a falar tão bem inglês. Ignorando que na Nigéria a língua oficial é o inglês, e que ela, portanto, era uma nativa daquela língua. Fruto de uma história única.

Refletir ao julgar
A lição que ela nos trás dessa sua descoberta, é que sempre devemos refletir ao julgar ou avaliar alguém ou um fato a partir de uma ótica pré-formada. Procurar estender sua visão e entender um universo diferente do que nos é familiar. E isto é válido para uma análise literária, pessoal, política, profissional, enfim, para tudo aquilo que nos cerca em nosso cotidiano.

Visão holística
Ela encerra chamando, sempre de forma bem humorada e cuidadosa, do “perigo da síndrome da história única”. Devemos ver o mundo não apenas a partir de uma ótica interna, mas a partir daquilo que chamamos de visão holística. Uma visão ampla, aberta e clara de um universo cheio de diversidade. O mundo contemporâneo, e de diversidades. Mais informações: https://www.ted.com/talks/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story?language=pt-br


CURTAS

  • Curitiba recebe maior evento de Cultura Custom do Paraná. Sete bandas de puro rock’n’roll, boa comida, cervejas artesanais e uma inédita exposição de carros e motos personalizados serão as atrações da segunda edição do Curitiba Custom Day, evento organizado pela The Mill. O encontro acontece no próximo dia 11 de novembro, no Clube 3 Marias, em Curitiba e já está com ingressos à venda. Outras informações no site https://www.curitibacustomday.com.br.  
  • Livro: O Poder do Hábito. Um livro que pode ajudar a sair da inércia. É um daqueles para se ter na cabeceira. Graças ao best-seller de Charles Duhigg você aprende a criar bons hábitos e, principalmente, a extinguir os maus. É uma boa pedida para quem precisa se reinventar. O que você vai aprender? Como os hábitos funcionam; Como criar novos hábitos; Como os líderes criam hábitos.

FRASE

"Como não podemos mudar a realidade, deixe-nos mudar os olhos com os quais a vemos."

(Nikos Kazantzakis )

 


   

 

 

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