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Procura-se um amor que goste de cachorros

20 janeiro, 2012 às 20:17  |  por Fabiana Ferreira

Frida

 

Solteiras de todas as idades sabem a dificuldade de encontrar o homem dos sonhos. Para quem tem um cachorro este item complica um pouco mais. Afinal de contas, não é qualquer um que vai entender o shampoo anti-pulgas no box. Para as loucas por bichos, não basta que os homens sejam apaixonados por nós, tem mais gente na história para conquistar.

A quantidade de homens que passeia com poodles, yorks, e shitzu é tão grande que impressiona. Lá estão os rapazes e as coisinhas mais fofas de lacinhos e roupas de todas as cores. Um amigo meu costuma dizer que a mulher obriga, igual faz com o lixo que precisa ser levado para fora. Mas tenho certeza que a maioria faz com gosto. Uns porque acabaram gostando dos pets, outros porque deve ser bom dar um tempo passeando na rua para espairecer da patroa.

Sorte de quem pela vida conheceu o tal príncipe encantado, que no final das contas, acabou até saindo para passear com o lulu e muito mais do que isto. Acabou se apaixonando por ele. Quem poderia imaginar tanta tristeza na partida daquela típica cocker orelhuda. Logo ele que no início nem gostava da Frida. E no fim, os dois juntos choraram a mesma dor. Sentem juntos a mesma falta. E juntos escolheram outra pequena, que será amada pelos dois, desta vez, desde o início e até que a vida os surpreenda.

O amor entre bichos e homens muitas vezes pode até ultrapassar o próprio relacionamento. No meu caso, as juras de amor eterno não sobreviveram. Mas a Bebel continua aqui e lá. Cachorrinha de sorte. Tem duas casas. Afinal de contas, o que o destino uniu, não serei eu quem vai separar. Posso afirmar neste caso. Os dois serão felizes para sempre.

Mas eu me mordo de ciúmes …

20 janeiro, 2012 às 18:10  |  por Fabiana Ferreira

Muitas vezes sou abordada na rua com a seguinte pergunta. Ela morde? Hoje tenho mais segurança em dizer que não, mas apenas nos casos em que a minha cachorra está no chão. Se ela estiver no meu colo, não me arrisco. Eu sei que é tentador fazer um carinho naquela coisinha mais linda, principalmente quando ela volta do pet shop com laçarotes coloridos. Mas por causa disto quase fui expulsa de um Asilo quando resolvi levar a Bebel para alegrar as velhinhas.

Com esta cachorrinha, na foto acima, é a mesma coisa. Parece inofensiva, mas é melhor não se aproximar. Ela poderá te dar um susto. Naquele estilo “cão que ladra, não morde”, mas faz um barulho danado. Ela realmente não gosta de interagir com estranhos. Nem gente, nem cachorro. O negócio dela é ficar com os donos. O medo justifica este comportamento. E a criação também.

O ciúmes, sentimento tão comum da raça humana, não pode ser atribuído aos cães. Geralmente, o animal ataca quando se sente ameaçado. Resolvi me aprofundar neste tema e fui conversar com quem entende do assunto.

Confira a entrevista com o zootecnista Paulo Parreira, coordenador e professor da Especialização em Manejo Comportamental de Cães e Gatos da PUCPR, inédita no Brasil.

- Cachorro sente ciúmes?

Na verdade o ciúme, como sentimento humano, não. O animal na verdade pode se sentir frustrado quando percebe que seu lugar está ameaçado.

- O que leva o animal a atacar alguém quando está no colo do dono ou próximo a ele?

O medo geralmente é o principal motivo. Cães que ficam muito no colo do dono, passeiam desta forma o tempo todo, normalmente são pouco socializados e por isso inseguros. O “ataque” neste caso é a melhor defesa!

- Como evitar este tipo de comportamento?

Socializando o animal. Cachorro foi feito para interagir com outras pessoas e animais, desde cedo. É naturalmente um animal social. Barreiras à esta interação, criadas pelo dono, geralmente favorecem o surgimento de comportamentos agressivos.

- É possível mudar o comportamento do animal mesmo ele sendo adulto?

Sim, desde que haja um real comprometimento e participação do dono. Uma severa mudança de atitude e de ambiente deverá ser implantada. Um cão adulto pode sim ser socializado, porém o processo é mais lento e pode não trazer os resultados esperados.

- Alguma dica? Ou como não reforçar este tipo de comportamento?

O dono deve socializar o seu cão desde cedo, mostrando a ele que este comportamento não será aceito. Deve também avisar às pessoas, principalmente crianças, que o cão morde, evitando assim acidentes.

Rock da Cachorra

20 janeiro, 2012 às 17:59  |  por Fabiana Ferreira

O cantor Eduardo Dusek fez sucesso nos anos 80 com o hit “Rock da Cachorra” composto por Léo Jaime. Na época, segundo o cantor, era uma crítica social em relação às madames e seus mimos aos extremos em relação aos seus pets de raça e pedrigree. Por outro lado, creio que a canção também alertava para o número crescente de crianças sem condições básicas de vida. Atualmente, a letra pode ser considerada por muitos politicamente incorreta.

Para quem não se lembra lá vai o trecho mais engraçado e polêmico: “Troque seu cachorro por uma criança pobre, sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre, deixe na história de sua vida uma notícia nobre”. A música fez parte do LP Cantando no Banheiro, marcado por canções sátiras e bem-humoradas. Quem não se lembra de Barrados no Baile? Curti muito estas músicas. Divertidíssimas.

Hoje, 20 anos depois, a canção ainda é atual no que se refere aos excessos por parte dos donos de cães em relação aos seus pets. Muitos bichos continuam tendo uma vida de rei, cheia de exageros. Por outro lado, ficou desatualizada no que se refere a importância destes animais, que sem políticas públicas efetivas durante anos, aumentaram extraordinariamente a população canina de rua.

Creio que hoje este verso da canção está um tanto fora de moda em virtude de tantas notícias sobre maus-tratos cometidos contra cachorros. “Tem muita gente por aí, que tá querendo levar uma vida de cão, eu conheço um garotinho, que queria ter nascido, pastor-alemão…”.

Para mim, crianças e cães merecem todo o nosso respeito, cuidado e dedicação. Nenhum dos dois pode ser negligenciado ou abandonado. Portanto, encerro com este pequeno trecho da música. O único que se salva em relação a tudo que foi exposto. ”Dê guarita pro cachorro, mas também dê pro menino”

Baptuba, uap baptuba
Baptuba, uap baptuba
Baptuba, uau uau uau uau uau

A chinchila da Karen

20 janeiro, 2012 às 17:53  |  por Fabiana Ferreira

Para minha surpresa descobri que até mesmo as chinchilas são rejeitadas. Nem mesmo os roedores escapam do abandono. Neste caso, novamente a falta de informação antes de adquirir um animal de estimação, foi determinante. A chinchila, muitas vezes, pode não ser a melhor amiga das crianças. Chinchilas são temperamentais, não gostam de colo, são seres independentes. Preferem se relacionar com outros seres da mesma espécie. Mas em relação aos cães dão menos trabalho. Imagine um bichinho que não precisa passear mais de uma vez por dia?

A Chika, a chinchila da Karen, foi adotada após ser rejeitada por uma criança. Sorte a dela. Hoje vive em uma gaiola triplex, dentro de um apartamento duplex. É chique a Chika. Come damascos, frutas desidratadas e passeia mais de uma vez por semana pelo ap. com direito a sobe e desce pelas escadas. Coisa rara em muitas casas que têm chinchilas.

E qual é mesmo a graça de ter uma chinchila? Fica na gaiola, não gosta de colo, e faz cocô que é uma beleza para o tamanho do bicho. Ah, ela tão lindinha, responde a dona. E gosta de um carinho, completa. Já me salvou de uma aranha marrom. Como assim? Mais uma novidade para mim sobre as chinchilas. Elas emitem sons para cada tipo de situação. Verdadeiros alertas. Após ser interrompida, à noite, por um barulho nunca ouvido antes, a dona da Chica foi surpreendida pela famosa aracnídea de Curitiba. Ela sente o perigo, conta orgulhosa a Karen.

Para o período de férias, a Chika já está com reserva marcada em um hotel cinco estrelas. Mais uma novidade para mim sobre o maravilhoso mundo das chinchilas. Resta saber se na volta ela entederá a ausência da dona. A Chica costuma dar chilique. De birra fica entocada vários dias pelo abandono durante as festas de final de ano. Temperamentais estas chinchilas…