Arquivo mensais:outubro 2015

É BOM SABER – Restrições alimentares proporcionam inovação no setor de festas infantis

22 outubro, 2015 às 14:38  |  por Ana Maria Ferrarini

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Com o crescimento do número de crianças alérgicas e intolerantes, setor se reinventa para oferecer cardápio saudável e personalizado

Se, há dez anos, pouco se ouvia falar em restrições alimentares, hoje em dia não é bem assim. Um estudo realizado em Illinois, nos Estados Unidos, mostrou que, nos últimos cinco anos, o número de internações e consultas hospitalares decorrentes de crises alérgicas causadas por alimentos aumentou cerca de 30% ao ano. No Brasil, a realidade não é muito diferente. Segundo a ASBAI, Associação Brasileira de Alergias, 30% da população hoje é alérgica, sendo 20% dessa amostra crianças. Isso sem falar na obesidade infantil, que já atinge 39% dos brasileiros.

Para acolher esse público e observando o comportamento das famílias, que possuem crianças intolerantes ou alérgicas, em diferentes eventos sociais, o empresário Paulo Parente criou o Bicho de Pé Eventos, um buffet infantil itinerante e saudável que foca no atendimento personalizado para dietas restritivas. “Quando percebi que estava cada vez mais comum ver em festas mães carregando lanches especiais para os filhos diabéticos, celíacos, alérgicos ou intolerantes a algum tipo de alimento, senti que ali existia uma grande oportunidade”, comenta.

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Depois de pesquisar o mercado por dez meses mais informações sobre comidas saudáveis, veganas e restritivas para crianças intolerantes e alérgicas, Paulo formulou opções de cardápio especiais para cada público. “Todas as comidas são sem gordura, sem açúcar e não tem frituras, nem refrigerantes. Mas, por outro lado, não faltam guloseimas saudáveis e saborosas, como cookies de farinha de banana verde, muffin de laranja com amêndoa, hambúrguer de quinoa, tapioca, pão de queijo, entre outras”, conta o proprietário.

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O principal objetivo do Bicho de Pé é atender as necessidades dos clientes com qualidade e personalização. “Procuro deixar as famílias à vontade para sugerirem o cardápio de sua preferência. Depois as informações são passadas aos profissionais do buffet para que as adaptações sejam realizadas. Outra preocupação da equipe é a apresentação. Para aderir uma alimentação restritiva sem preconceitos, a criança deve primeiro comer com os olhos”, afirma Parente. Além da alimentação, o Bicho de Pé também fica responsável pela recreação da festa.

Alergia ou intolerância?

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Para evitar erros e mal entendidos, uma questão que o empresário sempre ressalta em sua conversa com os pais refere-se ao conceito de alergia e intolerância. Muitas pessoas confundem as duas coisas e acabam colocando tudo no mesmo pacote, mas as reações provocadas nos organismos são bem diferentes. As alergias causam uma resposta exagerada a determinados tipos de alimentos, o corpo ataca aquela substância considerada estranha da mesma forma como faz com um micro-organismo agressor. As reações podem acontecer imediatamente após o consumo ou até mesmo horas depois. Em crianças, são comuns alergias causadas por proteínas do leite de vaca, do ovo, do trigo e das sementes oleaginosas.

Já na intolerância alimentar, o corpo não é capaz de digerir o alimento. E a substância tende a se acumular, provocando sintomas como dores abdominais, gases, diarreia e até enjoos e vômitos. No caso do leite, por exemplo, a intolerância é caracterizada pela produção insuficiente de lactase, a enzima responsável por digerir as proteínas lácteas, e não tem relação nenhuma com o sistema de defesas do organismo.

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Uma dica do empresário é que os pais tenham cuidado antes deles mesmo diagnosticarem seus filhos. “Antes de emitir uma sentença final, certifique-se de checar que todos os procedimentos foram realizados. Para diagnosticar a restrição é essencial que aliado aos exames médicos se realize análises da história clínica e da resposta da criança à dieta, pois somente assim é possível confirmar a suspeita de alergia alimentar. Afinal, ter uma alimentação saudável não necessariamente implica em uma vida de restrições”, finaliza.

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ATITUDES RESPONSÁVEIS = Donos de pets ganham mais um serviço exclusivo para animais

21 outubro, 2015 às 14:54  |  por Ana Maria Ferrarini

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O mercado pet movimentou, em 2014, cerca de R$ 16,7 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação – Abinpet. Ainda de acordo com a entidade, o país possui mais de 37,1 milhões de cachorros e quando gatos, peixes, aves entram na conta, o cálculo chega a 106,2 milhões. Atentos a esse potencial de consumo, empreendedores lançam produtos e serviços neste segmento e apostam na paixão que o brasileiro tem pelos seus bichinhos.

É o caso do engenheiro mecânico com MBA em Planejamento e Gestão de Negócios, Felipe Grecco Sass, que decidiu investir em mais serviço focado no atendimento de animais. No coração do bairro Juvevê, em Curitiba, inaugurou a Laundry Pet®, especializada na limpeza e higienização de camas, cobertores, roupas e brinquedos de bichinhos de estimação e na lavagem de toalhas para clínicas veterinárias e pet shops.

Diferencial

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“É cada vez maior o número de pessoas que possuem animais de estimação e investem em cuidados para seus bichinhos”, conta Sass. “É visível como o segmento inova em serviços exclusivos para o mercado pet. Mas é necessário agregar diferenciais para atrair os clientes”, recomenda. De acordo com ele, a lavanderia para animais se destaca pelo diferencial de atender as pessoas que se preocupam com a qualidade de vida de seus bichos de estimação.

Em visitas a petshops e conversas com veterinários, Sass constatou que a lavagem doméstica de camas, toalhas, roupas e brinquedos não elimina completamente o risco de contaminação. “O processo de lavagem e esterilização profissional da Laundry Pet® garante acessórios 100% livres de fungos e bactérias. Desta maneira, evita-se a transmissão de doenças infectocontagiosas entre animais e até mesmo a recontaminação”, argumenta o empresário. Ele destaca que a lavanderia também atende clínicas e petshops. “Nossa capacidade inicial é de lavar até 2 mil itens por dia, mas já estamos planejando a expansão”.

Sustentabilidade

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O empresário apostou no profissionalismo do processo de lavagem. A Laundry Pet® utiliza equipamentos importados, que consomem menos recursos naturais e energéticos, poluem menos e têm um menor impacto. Ainda compromissada com a sustentabilidade ambiental, a lavanderia utiliza produtos biodegradáveis certificados e formulados para conservar água e energia, aumentar a segurança e reduzir o desperdício, e sistemas eletrônicos de dosagem, o que garante padrão de qualidade com otimização do processo e minimização de falhas humanas. “A combinação de todos esses fatores é o diferencial que garante um padrão de limpeza de toalhas, cobertores e caminhas livres de qualquer risco para a saúde animal”.

Mais informações: www.laundrypet.com.brinfo@laundrypet.com.br

Endereço: Rua Rocha Pombo, 650 – Bairro Juvevê – Curitiba – (41) 4141-6188

 

Tendência – Venda de carne cai na Alemanha e empresas carnívoras apostam em versões vegetais

20 outubro, 2015 às 13:51  |  por Ana Maria Ferrarini

Em junho deste ano, um estudo alemão mostrou que o interesse de jovens alemães pelos direitos dos animais e alternativas alimentares a produtos de exploração animal está aumentando no país. Segundo o estudo, 15% dos jovens de 14-16 anos já se consideram vegetarianos e 18% do total de alemães se considera vegetariano.

O estudo também mostra que a tendência não se limita apenas à Alemanha, mostrando que 1 em cada 8 britânicos está disposto a trocar produtos animais por vegetais e que 75% dos holandeses já ficam um dia por semana sem consumir nenhum produto de origem animal.

Isto levou a empresa Marketwired a realizar outro estudo sobre mercado de alternativas vegetarianas, demonstrando que o setor só tenderá a crescer, tornando-se o terceiro maior mercado de produção de proteínas até 2054.

Isto levou diversas empresas alemãs produtoras de carne a assumirem que estarão investindo, a partir deste ano, em alternativas vegetarianas, em especial no desenvolvimento de novos produtos com textura e gosto similar aos derivados animais, mas provindos de origem vegetal.

Apesar de sabermos que animais continuarão e a serem mortos e explorados por estas empresas, a notícia mostra que o veganismo está crescendo e que a educação pelos direitos dos animais está fazendo seus efeitos em todo mundo, a ponto de que as próprias empresas produtoras de carne estejam se sentindo pressionadas a se adaptar a este novo movimento crescente de consumidores que não quer mais cooptar com a exploração animal.

BOAS PRÁTICAS – Batismo virtual – Internautas podem escolher nome de um papagaio-de-peito-roxo

19 outubro, 2015 às 13:53  |  por Ana Maria Ferrarini

Campanha pretende envolver a sociedade alertando para a importância da espécie-símbolo da Floresta com Araucárias e que já esteve extinta da natureza durante 20 anos

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Usuários do Facebook poderão escolher o nome que será dado a um (Amazona vinacea). Essa é a ideia da campanha da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza para envolver a população na conservação dessa espécie emblemática da Floresta com Araucárias, ecossistema típico do Sul do país e que possui menos de 3% de sua cobertura original. As opções de nomes são Juca Raucária, Rouxo, Zé Araucárius, Roxito e Vináceo e os interessados já podem votar. A escolha do nome acontecerá no dia 26/10.

Essa ação faz parte do projeto de reintrodução do papagaio-de-peito-roxo no Parque Nacional das Araucárias (SC), realizado pelo Instituto Espaço Silvestre, com apoio da Fundação Grupo Boticário – instituição que possui diversas ações relacionadas à proteção da Floresta com Araucárias. Segundo Vanessa Kanaan, responsável pela pesquisa, esses animais são resgatados do tráfico e por isso precisam ser reabilitados. Após estarem fortalecidos, os indivíduos são reintroduzidos no parque. “Essa espécie já esteve extinta na natureza durante 20 anos e estamos trabalhando para que isso não volte a acontecer”, explica Vanessa.

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De acordo com Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, a ideia de fazer uma campanha para escolher o nome de um dos animais reintroduzidos é aproximar a conservação da biodiversidade brasileira das pessoas. “O papagaio-de-peito-roxo, assim como outras espécies, tem o poder de sensibilizar pela beleza, incentivando as pessoas a se mobilizarem em protegê-las e é essa a mensagem que queremos transmitir”, destaca Malu.

“Considerado mundialmente ameaçado, com população estimada em cerca de 3.000 indivíduos na natureza [número considerado baixo para aves], a espécie, bem como o seu habitat, precisam de ações urgentes de proteção”, comenta Malu.

Os participantes podem escolher o nome favorito acessando a página do Facebook da Fundação Grupo Boticário (www.facebook.com/fundacaogrupoboticario) e comentar no post da campanha.

ATITUDES SUSTENTÁVEIS – Estudante recebe homenagem por projeto científico

16 outubro, 2015 às 18:02  |  por Ana Maria Ferrarini

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A aluna do Colégio Bom Jesus, em Curitiba, Sayuri Tais Miyamoto Magnabosco, e seu professor, Cornélio Schwanbach, foram reconhecidos com os “Votos de Congratulações e Aplausos”, homenagem da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Estudante e orientador receberam o reconhecimento pelo projeto científico de uma embalagem ecológica capaz de substituir as embalagens de isopor, comuns no armazenamento de frutas, legumes e verduras.

 A cerimônia, que aconteceu na quinta-feira, 8, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, contou com a presença do secretário da pasta, Renato Eugênio de Lima, e do vereador Cristiano Santos.

Sobre o projeto 

O projeto visa ao desenvolvimento de embalagens biodegradáveis com função antimicrobiana, a partir do bagaço da cana-de-açúcar e de condimentos naturais, que possam substituir as bandejas de isopor, com o objetivo de amenizar futuros impactos ambientais, reduzir a produção do isopor, atender ao consumismo verde, cada vez mais presente entre a população, e diminuir os casos de intoxicação alimentar.

Desde a sua criação, o poliestireno expandido (isopor, ou EPS) passou a ser utilizado em demasia. Isso acarreta em diversos problemas, como acúmulo de resíduos nos locais destinados ao lixo, contribuição direta na formação de enchentes e restrição ao processo de degradação dos resíduos orgânicos nos aterros sanitários — devido à sua compactação e impermeabilidade. Além desses efeitos indesejáveis, seu descarte incorreto polui rios e lagos, prejudicando os animais daquele ecossistema.

Para a indústria alimentícia, é árduo o processo de desenvolvimento de produtos e recipientes que não contaminem o que ali foi guardado, que assegurem ao consumidor segurança nutricional e que simultaneamente atendam ao conceito de sustentabilidade. Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada três habitantes se contamina, em cada ano, por patógenos que causam intoxicação alimentar — doença que é a principal causa de enfermidades e morte nos países em desenvolvimento, matando cerca de 1,8 milhão de indivíduos todos os anos, principalmente crianças — e que foram veiculados pela má manipulação e pelo armazenamento irregular dos alimentos.

É NA COZINHA – Arroz Integral com Brócolis e Mostarda Dijon

16 outubro, 2015 às 17:56  |  por Ana Maria Ferrarini

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Ingredientes
1 xícara de arroz integral cozido
2 xícaras de brócolis, frescos ou congelados
2 a 3 colheres (chá) de mostarda Dijon ou a gosto
1 1/2 colher (chá) de shoyu com baixo teor de sódio
1/4 a 1/2 colher (chá) de molho de pimenta ou a gosto
Néctar de agave ou açúcar a gosto (opcional)

Preparo
Cozinhe o brócolis no vapor ou, se forem congelados, siga as instruções da embalagem. Enquanto isso, misture 2 colheres (chá) de mostarda Dijon, o shoyu e o molho de pimenta. Se a mostarda Dijon for forte demais para o seu gosto, adicione algumas gotas de agave ou uma pitada de açúcar. Misture com o arroz cozido (se estiver usando sobras de arroz, adicione um pouco de caldo de legumes ou água antes de aquecê-lo). Em seguida, misture ao brócolis cozido, tempere com sal e pimenta e sirva.

Rendimento: 2 porções

Fonte: NYT Cooking

É BOM SABER – Brasil ganha dossiê sobre impactos ambientais do consumo de carnes e derivados

16 outubro, 2015 às 17:47  |  por Ana Maria Ferrarini

Documento analisa a relação entre a criação de animais para consumo aos vários danos causados ao nosso bioma, clima e biodiversidade

As relações entre a criação de animais para consumo e várias das crises ambientais atuais são o tema central do dossiê Comendo o Planeta: Impactos Ambientais da Criação e do Consumo de Animais. O livro foi produzido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) sob coordenação de Cynthia Schuck, doutora pela Universidade de Oxford, consultora científica e coordenadora do Departamento de Meio Ambiente da SVB, em parceria com a jornalista Raquel Ribeiro.

O relatório, que pretende ser um guia abrangente no assunto tanto para leigos como para especialistas, deixa claro que as crises ambientais que nos ameaçam são profundamente ampliadas pelo consumo de carnes e derivados.

No mundo, por ano, são criados e abatidos mais de setenta bilhões de animais terrestres, e uma quantidade ainda maior de animais aquáticos para consumo dos sete bilhões de seres humanos do planeta. A criação desses animais demanda terra, água, alimento e energia, e emite dejetos sólidos, líquidos e gasosos que irão poluir a água, o ar e o solo.  Gerando, por conseqüência, um grande impacto ambiental.  “O uso extensivo de terras e recursos naturais pela pecuária resulta também da ineficiência energética na produção de alimentos por esse setor; em média, para alimentar os animais criados para consumo são usadas cerca de dez vezes mais calorias do que as contidas em sua carne. Ou seja, um desperdício de 90% das calorias dos cultivos vegetais usados como ração”, comenta Cynthia.

“A meta do guia é orientar a sociedade e mostrar que, sem uma mudança nos padrões de consumo alimentar atuais, as alterações ambientais em escala global já em curso poderão afetar a forma como viveremos em futuro próximo”, resume Ricardo Laurino, presidente da SVB.

As informações apresentadas no dossiê são respaldadas por estudos científicos recentes e dados oficiais de instituições governamentais e de pesquisa.

Comendo o Planeta apresenta alguns dados que ilustram o problema. Alguns exemplos:

- Atualmente, quase 30% das áreas terrestres do globo (a área do continente africano) são usadas como pastagem. Cerca de um terço de todas as terras aráveis se destina ao cultivo de ração.

- Quase 70% da área desmatada na Amazônia é usada como pasto. E, boa parte dos 30% restantes é ocupada para a produção de ração.

-  A construção de fazendas aquáticas já eliminou metade dos manguezais da Terra e um terço dos mangues brasileiros. A taxa de destruição já é maior do que a de florestas tropicais.

-  O setor agropecuário é responsável por mais de 90% do consumo global de água, e um terço deste volume se destina à irrigação e crescimento de cultivos para produzir ração.

- No Brasil, a cada quilo de camarão pescado, cerca de dez quilos de organismos marinhos são capturados acidentalmente.

- De 1990 a 2000, cerca de um terço da produção mundial do setor pesqueiro foi usado como ração para animais de cativeiro (inclusive para o gado).

- Sem a necessidade de criar e alimentar animais, poderíamos aumentar em cerca de 50% a quantidade de calorias disponíveis para consumo produzidas em terras agrícolas já existentes, e obter o suficiente para alimentar mais 3,5 bilhões de pessoas no planeta.

O relatório também discute a contribuição do setor pecuário nos níveis de emissão de gases de efeito estufa (GEE) no planeta, apresentando estudos recentes que mostram que medidas voltadas exclusivamente a melhorias na produção não serão suficientes para mitigar os altos níveis de emissão do setor.

Com copyright livre, Comendo o Planeta: Impactos Ambientais da Criação e do Consumo de Animais pode ser reproduzido na íntegra ou em partes (desde que citada a fonte).

Acesse

A versão digital completa do livro está disponível gratuitamente para download no link:http://www.svb.org.br/publicacoes/livros. A versão impressa custa R$ 10, e pode ser adquirida na loja da SVB: http://loja.svb.org.br/.

É BOM SABER – Grupos alimentares no vegetarianismo

14 outubro, 2015 às 18:21  |  por Ana Maria Ferrarini

Combinar direitinho os alimentos é tarefa de extrema importância para equilibrar a nutrição do dia a dia, evitando as carências e os excessos. Um jeito fácil de conseguir isso é entendendo como os alimentos se agrupam e qual a função de cada um dos grupos. Com isso, ficará muito mais fácil entender a função que cada um desempenha no organismo e assim ter autonomia para planejar adequadamente suas refeições.

Basicamente, existem oito grupos alimentares, além do grupo das carnes, naturalmente excluído do universo vegetariano.

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Começamos pelo grupo dos cereais, onde também se encontram os tubérculos e as raízes.

Os alimentos que compõem esse grupo têm a predominância de carboidratos na composição. Alguns são também ótimas fontes de proteínas, como a quinua, o amaranto e a aveia. É desse grupo que tiramos energia. Portanto, ele deve estar presente em todas as nossas refeições. Apenas evite incluir os derivados refinados, pois eles realmente não fazem bem à saúde!

Outro grupo, especialmente importante para vegetarianos, pois é nele que estão incluídos os alimentos substitutos das carnes, é o das leguminosas. São alimentos ricos em proteínas e ótimas fontes de vitaminas e minerais, como ferro e zinco. Também contêm muita fibra.

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Verduras e legumes compõem o grupo das hortaliças. Junto com o grupo das frutas, fornecem fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes. Abacate e coco também são frutas, mas entram em outro grupo por conterem gordura.

Um grupo pouco lembrado pela maioria das pessoas é o das oleaginosas. Os alimentos que o compõem são riquíssimos em gorduras poli-insaturadas, minerais (como cálcio, zinco, ferro, selênio, cobre, etc.), vitaminas, especialmente a E, e… proteínas! Mas não é recomendável usar esse grupo como fonte predominante de proteínas pelo seu altíssimo valor calórico.

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O grupo dos óleos e gorduras também deve estar presente na alimentação diária, porque ajuda na absorção de algumas vitaminas e fornece elementos para fabricarmos adequadamente várias células e substâncias. Como esses alimentos têm alta concentração de calorias, as quantidades devem ser bem moderadas, sob risco de ganhar uns quilinhos indesejáveis.

O grupo dos açúcares, onde estão todos os alimentos contendo algum tipo de açúcar, é totalmente dispensável ao organismo, pois os carboidratos serão obtidos a partir do grupo dos cereais e das frutas.

Para pessoas que consomem derivados animais, há o grupo dos laticínios, composto pelo leite, queijos e iogurte, e os ovos, que, de acordo com o Ministério da Saúde, são substitutos das carnes na alimentação onívora.

É NA COZINHA – Consultoria vegetariana promove curso de massas

14 outubro, 2015 às 18:12  |  por Ana Maria Ferrarini

Chef Rafael Rupp cred Carlos Felipe Urquizar Apneia Filmes

Aula com chef vegano terá receitas de pizza, macarrão e quiche sem produtos de origem animal

A Avocado Consultoria Vegetariana – novo empreendimento curitibano especializado em oferecer serviços de mídia e educacionais para pessoas, empresas e restaurantes que desejam se inserir no mercado vegetariano -, promove no dia 7 de novembro o seu primeiro curso: “Massas Vegetarianas”. A aula acontece das 9h às 13 horas, na cozinha colaborativa The Cow Kitchen, no bairro Bom Retiro.

As receitas, todas vegetarianas estritas (ou seja, sem nenhum produto de origem animal), foram criadas pelo chef vegano Rafael Rupp. Instrutor de barismo e do curso livre de Cozinha Vegetariana do Senac-PR, o chef vai ensinar a fazer pizza, quiche e massa fresca de sêmola, além de molhos para acompanhar as massas, como o tradicional molho vermelho, um bechamel vegano, molho branco feito com leite vegetal, e recheio para a quiche, de tofu com cogumelos.

O curso pode ser feito tanto por leigos como por pessoas que já trabalham na área de gastronomia e desejam se aprimorar. Todos os preparos são feitos “do zero”, para que o aluno entenda o passo a passo das receitas.

O chef Rafael, que fez sua formação quando ainda era onívoro – realizou o curso de cozinheiro profissional no Senac Paraná e é graduado em Gastronomia pela Universidade Positivo, adaptou ao longo dos últimos dois anos várias receitas que não usam nenhum ingrediente de origem animal, após se tornar vegano.

Atualmente, trabalha como instrutor nos cursos de Barismo e de Cozinha Vegetariana no Senac-PR. Em seu currículo de chef consultor, está a elaboração da parte vegana do cardápio do restaurante Veg e Lev. Pratos carro-chefe da casa, como o risoto de arroz negro, nhoque de banana e brownie vegano são de sua criação.

Inscrições
As inscrições para o curso estão abertas até o dia 5 de novembro, pelo e-mail: avocadoconsultoria@gmail.com. Até o dia 26 de outubro, os interessados pagam o valor promocional: R$ 200. Depois dessa data, o investimento é de R$ 220. Também é possível parcelar em duas vezes de R$ 110, sendo uma parcela para reservar a vaga, e a outra para ser paga no dia do curso.
O valor inclui material didático com todas as receitas do curso, brinde e degustação no final da aula.

Aula
O curso começa às 9 horas na cozinha colaborativa The Cow Kitchen (R. Dom Alberto Gonçalves, 1.143 – Bom Retiro), e vai até às 13 horas, com degustação de todas as receitas ao final.
Mais informações pelo telefone e whatsapp: (41) 9912-7345 ou no e-mail:avocadoconsultoria@gmail.com.
Acompanhe todas as atualizações sobre o trabalho da Avocado na página: www.facebook.com/avocadoconsultoria.

É NA COZINHA – Esfiha de Verduras com Milho (vegana)

9 outubro, 2015 às 18:56  |  por Ana Maria Ferrarini

Esfiha de Verduras com Milho (vegana) 

Ingredientes

Para a massa:
500 g de farinha de trigo
10 g de sal
15 g de fermento biológico
30 g de açúcar
300 ml de água

Para o recheio:
300 g de chicória lavada e picada
300 g de espinafre lavado e picado
400 g de milho verde em grãos
100 g de uvas-passas sem semente
80 g de nozes picadas
2 dentes grandes de alho picados
1 cebola média bem picada
4 colheres (sopa) de azeite
Salsa e cebolinha verde a gosto
Tempero caipira

  • 2 tomates maduros, porém firmes, sem pele e sem sementes
  • 1 pimentão verde sem as sementes e as partes brancas
  • 1 cebola grande descascada
  • Suco de 1 limão cravo sem as sementes
  • 1 cabeça de alho descascada
  • pimenta cumari a gosto
  • 1 xícara (chá) de salsa (somente as folhas com seus talinhos pequenos)
  • 1 xícara (chá) de cebolinha verde.
  • Cerca de 1,5 kg de sal fino.

Preparo:
Bater tudo no liquidificador, colocando o sal aos poucos, até vivar uma pasta homogênea. Coloque em um pote de vidro limpo e seco e guarde tampado na geladeira por  prazo indeterminado.

Mix de ervas
  • 1 pacotinho de alho, cebola e salsa
  • 1 pacotinho de ervas-finas
  • 1 pacotinho de chimichurri
  • 1 pacotinho de salsa
Dica: Não tem sentido manter um monte de saquinhos ou o seu conteúdo em potinhos individuais. Junte todos em um único pote e use para finalizar inúmeros pratos

Preparo

Massa:

Peneire a farinha fazendo um monte sobre a superfície de trabalho. Abra um vão no centro desse monte e despeje o fermento previamente diluído na água com o açúcar. Coloque o sal sobre a farinha. Misture com as mãos até formar uma massa homogênea. Cubra a massa com um pano e deixe descansar por 30 minutos.

Recheio:

Esquente uma frigideira do tipo wok, aqueça o azeite de oliva, frite a cebola e o alho por alguns minutos, acrescente os grãos de milho e refogue bem (fogo baixo) até ficarem macios. Junte o tempero caipira e misture, junte as uvas e misture novamente. Acrescente a chicória e misture. Acrescente o espinafre e misture mais um pouco. Salpique o mix de ervas, a salsa e a cebolinha verde. Acerte o sal. Tampe a frigideira e desligue o fogo. Deixe que o recheio esfrie naturalmente e por completo antes de acrescentar as nozes picadas.

Montagem:

Divida a massa em 25 bolas uniformes. Depois, abra-as com um rolo até ficarem finas e em forma de discos. Em seguida, disponha o recheio no meio de cada disco e feche, formando um triângulo. Unte cada esfirra com azeite e coloque-as em uma assadeira. Leve ao forno preaquecido a 200º C por cerca de 20 minutos, ou até a massa ficar dourada. Sirva.