Arquivos da categoria: Boas práticas

Projeto Cidadão Cientista recebe Prêmio Von Martius de Sustentabilidade

1 novembro, 2017 às 15:54  |  por Ana Maria Ferrarini

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No dia 18 de outubro, as principais iniciativas de sustentabilidade e conservação do Brasil foram homenageadas pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha com o Prêmio Von Martius de Sustentabilidade. O Projeto Cidadão Cientista, realizado pela SAVE Brasil (Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil), com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, foi uma das iniciativas reconhecidas.

Pedro F. Develey, diretor da SAVE Brasil e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, celebrou a conquista. “Esse reconhecimento nos enche de orgulho e mostra que estamos no caminho certo. Somente com o apoio de todos -comunidade, poder público e privado – é que vamos conseguir avançar na questão ambiental brasileira e estimular a conservação das áreas naturais. Esperamos contar com cada vez mais cidadãos cientistas Brasil afora”, afirmou.

Criado em 2014, o Projeto promove e estimula a participação da comunidade na observação e monitoramento de aves. O objetivo é ampliar o envolvimento da sociedade, fortalecendo a conservação ambiental.

Os monitoramentos nas Unidades de Conservação (UC) são realizados constantemente, com participação de grupos, como os clubes de observadores de aves. Os dados são inseridos na plataforma internacional eBird. Desde o início, já foram realizadas cerca de 40 visitas à UCs no Sul, Sudeste e Nordeste, contabilizando mais de 400 espécies registradas sendo que 50 espécies foram novas adições às listas de aves desses locais.

 

ZEN destaca atitudes adotadas em seu processo fabril

19 outubro, 2017 às 17:20  |  por Ana Maria Ferrarini

Na ZEN, todas as atividades são executadas para minimizar impactos ao meio ambiente. Por isso, no mês em que se comemora o Dia do Consumo Consciente (15 de outubro), a fabricante catarinense reforça o seu compromisso estratégico de promover o uso racional dos recursos naturais, adotar medidas que gerem uma produção mais limpa, reduzam a geração de resíduos sólidos e o consumo de energia elétrica e água. Alguns exemplos dessa prática são o envio de efluentes sanitários para empresas especializadas no tratamento desses materiais e a troca de lâmpadas fluorescentes pelas de LED.

Os cuidados começam desde a conscientização dos colaboradores, passando pela adequação dos processos fabris até o descarte de materiais. Todos os profissionais já recebem orientações no programa de integração para a adoção de hábitos simples no dia a dia para contribuir com a preservação do meio ambiente. Além disso, o tema é abordado nos treinamentos sobre o Sistema de Gestão Ambiental, no Diálogo Diário de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (DDSMS) e nas campanhas internas promovidas pela fábrica.

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Na linha de produção, para evitar o desperdício de energia, alguns equipamentos contam com um sistema de tag, um tipo de alerta que informa ao operador se a máquina pode ser desligada nos finais de semana ou turno. Outra medida é a troca gradativa das lâmpadas fluorescentes pelas de LED, que, além serem mais econômicas, não precisam ser descontaminadas antes do seu descarte. “A ZEN integra, ainda, o mercado livre de energia, onde existe a possibilidade de comprar o insumo de fontes renováveis”, destaca o analista do Sistema de Gestão Ambiental, Felipe Costa.

Cuidados com efluentes e resíduos
Outra preocupação é o destino dos efluentes sanitários e industriais. Tudo é encaminhado para uma empresa licenciada e especializada neste tipo de serviço. O resultado do tratamento é acompanhado de perto pelos técnicos da empresa. Internamente, a fábrica conta com um sistema de recuperação do óleo solúvel, o que reduz a necessidade do descarte para tratamento e o consumo deste tipo de lubrificante.

Já os resíduos de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) passam por um processo de coprocessamento. As luvas, por exemplo, são enviadas para uma empresa, onde são utilizadas como substituto de combustível para queima de fornos e matéria-prima na fabricação de cimento. Com isso, dá-se uma destinação mais adequada e elimina-se o envio para aterros industriais.

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Outras medidas auxiliam a promoção do consumo consciente entre os colaboradores da empresa. Nos banheiros, por exemplo, as torneiras são equipadas com temporizadores, que evitam que ela seja esquecida aberta ou fique ligada quando não há necessidade. Além disso, a água utilizada na maioria dos vasos sanitários é captada da chuva e, regularmente, são promovidas campanhas de conscientização para o uso do papel toalha.

Brasileira participa de projeto para diminuir ataques de tubarões na Austrália

26 janeiro, 2017 às 16:59  |  por Ana Maria Ferrarini

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Camila Domit, bióloga, pesquisadora da UFPR e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza está participando, junto com o governo australiano e pesquisadores de diversas instituições de New South Wales, o projeto de manejo de tubarões “Smart Shark Alert”. De acordo com o Arquivo Global de Ataques de Tubarão, 2015 foi um ano com recorde de ocorrências registradas nos oceanos. Foram 98 incidentes, sendo seis fatalidades – resultado 26 vezes maior que o de 2014 e 40 vezes maior que da década anterior. São vários os motivos que levaram a esse acréscimo, entre eles a recuperação da população de algumas espécies pelas restrições pesqueiras e alterações na distribuição e uso das áreas pelas espécies, em resposta às mudanças climáticas. Segundo ela, a estratégia de instalar redes visa apenas diminuir as ocorrências dos animais na área de surfe. “O objetivo não é causar problemas a nenhum animal da fauna marinha, mas manter tubarões maiores afastados da zona de arrebentação e assim reduzir as interações com seres humanos”, explica.

A Austrália é um dos países com maior volume de ataques. Só o estado de New South Wales identificou, desde janeiro de 2014, 27 interações não provocadas com tubarões, sendo que seis causaram lesões sérias e três terminaram na morte de humanos. A participação da especialista no projeto focou na redução de possíveis impactos à fauna marinha. “Inicialmente colaboramos com ideias para reduzir risco de capturas de animais não-alvo, e, caso sejam capturados, que todos possam ser devolvidos com vida a uma área mais afastada da zona de praia”, ressalta. Os tubarões serão marcados com tags acústicas para o acompanhamento a longo prazo.

Compostagem doméstica: fácil e sustentável

5 dezembro, 2016 às 16:05  |  por Ana Maria Ferrarini

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A compostagem é o processo de reaproveitamento da matéria orgânica encontrada no lixo, na intenção de transformá-la em uma fonte de nutrientes que quando misturada a terra funciona como fertilizante. A técnica muito utilizada em grande escala na agricultura também pode ser reproduzida domesticamente e aplicada em plantas, hortas e jardins.

Para Bruno José Esperança, diretor geral da Esalflores, maior floricultura e Garden Center do Sul do país, o processo de compostar é um grande aliado no cuidado com o meio ambiente, pois colabora com a redução dos resíduos orgânicos produzidos em residências. “A compostagem permite que restos de alimentos e outros tipos de sobras orgânicas sejam reaproveitadas contribuindo com a diminuição do volume de compostos descartados em lixões. Além de evitar a utilização de fertilizantes sintéticos”, explica Bruno.

O especialista ainda alerta que é preciso ter cuidado com os resíduos utilizados. “Nem todos os restos orgânicos podem ser utilizado na compostagem. Lixo comum, restos de carne, laticínios e óleos não são indicados. Já restos de verduras e legumes, cascas de frutas, borras de café, cascas de ovos e serragem são ideais”, detalha.

Passo a passo para montagem da composteira caseira

O processo de compostagem doméstica é simples e exige apenas 3 caixas plásticas escuras (sendo uma com tampa), folhas secas e galhos pequenos e cerca de 100 minhocas. “As caixas serão empilhadas em três níveis. Nas duas caixas superiores será feira a compostagem, elas devem ter pequenos furos que serão responsáveis pela comunicação entre uma caixa e outra. A caixa inferior será utilizada apenas para coletar o resíduo líquido orgânico”, explica Esperança.

O primeiro passo é forrar o fundo da caixa superior com as folhas secas e pequenos galhos ou serragem. Esta primeira camada vai funcionar como dreno para a composteira. Em seguida deve-se colocar a terra com minhocas e logo acima os resíduos orgânicos. É importante que os resíduos sejam cobertos com outra camada de folhas secas para contribuir com oxigenação.

Depois disso é só fechar a caixa e fazer depósitos diários até que ela seja preenchida. Assim que estiver completa basta passar essa caixa para baixo e subir uma vazia para recomeçar o processo. Não sendo necessário inserir novas minhocas. “Após três meses em média, já é possível coletar o húmus que pode ser utilizado como adubo. Na última caixa ficará acumulado o resíduo líquido orgânico. Diluído ele pode ser usado para regar plantas e hortas”, completa o especialista.

 

Cientista brasileiro é reconhecido com prêmio internacional

5 dezembro, 2016 às 15:47  |  por Ana Maria Ferrarini
Carlos Nobre, à direita, foi premiado durante cerimônia na Suécia  Crédito: Alexander Ruas

Carlos Nobre, à direita, foi premiado durante cerimônia na Suécia
Crédito: Alexander Ruas

Há 28 anos, a Fundação Volvo Environment Prize seleciona e reconhece cientistas de todo o mundo que se destacam por suas pesquisas e descobertas na área ambiental. Em 2016, Carlos Nobre, membro da Academia Brasileira de Ciências, da Academia de Ciências dos EUA e da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza foi o escolhido pela instituição sueca.

A cerimônia de premiação foi em 30 de novembro, em Estocolmo, na Suécia, e contou com centenas de convidados do setor público, cientistas, políticos, entre outros. O pesquisador brasileiro foi indicado pelo comitê científico da fundação e selecionado pelo júri da premiação por seus esforços pioneiros realizados para entender e proteger a Amazônia, um dos ecossistemas mais importantes do mundo.

Na opinião de Nobre, o reconhecimento é a consolidação de sua carreira e também reforça a atualidade de suas pesquisas. “Desde a década de 1970 a Amazônia chama a minha atenção de uma maneira apaixonante. Estudar os impactos e as consequências do desmatamento foi algo pioneiro em 1980, mas hoje é algo extremamente atual e urgente”, comenta.

Convidados  no evento da Fundação Volvo Environment Prize  Crédito: Alexander Ruas

Convidados no evento da Fundação Volvo Environment Prize
Crédito: Alexander Ruas

Mudanças climáticas X mudanças comportamentais

Em 2016 foi consolidado o Acordo de Paris, que busca frear as mudanças climáticas que o planeta vem sofrendo e limitar o aquecimento global a no máximo 2°C em relação aos níveis pré-industriais. O ideal é que as nações signatárias promovam mudanças para que o aumento não supere 1,5°C, mas de acordo com Carlos Nobre, os compromissos assumidos pelos países até o momento podem não ser suficientes. “O Acordo de Paris sinaliza um esforço global que nos levará apenas até o limite aceitável. Se todos os países cumprirem com suas metas ainda estaremos longe de um limite seguro de sobrevivência na Terra. É necessário muito mais do que isso para que seja possível estabilizar o clima”, alerta ele.

A meta do Brasil é reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025 e 43% até 2030 em relação aos níveis de 2005. Para isso é preciso investir em energias limpas, zerar o desmatamento na Amazônia até 2030, recuperar áreas degradadas, diminuir as emissões da agricultura, entre outras iniciativas.

A realidade, no entanto, é que na Amazônia a temperatura já é mais elevada do que no restante do Brasil e se o aumento de temperatura superar 31°C— associada a alteração no regime pluviométrico com menos chuvas no sul e sudeste da Amazônia – isto forçaria a região ao limite. A eliminação do desmatamento, apesar de ser extremamente necessária, reduziria apenas 4% das emissões globais de gases do efeito estufa (GEE), segundo Nobre, que afirma: “é preciso que a mudança seja comportamental, disruptiva e completa. Iniciativas isoladas não resolverão nosso problema, que é urgente”.

Apesar de mudanças culturais serem as mais difíceis, são a saída apontada pelo especialista. Optar por uma dieta mais saudável, com redução de carne vermelha, trocar combustível fóssil por fontes de energia limpas são algumas das sugestões dadas pelo cientista. “A relação entre o clima, a floresta, o desmatamento é real e nos afeta diariamente. Não podemos perder o trem da história, pois o custo será o futuro de nossa e das próximas gerações”, conclui Carlos Nobre.

Desde 1990, os premiados pela Volvo Environment recebem uma escultura de vidro e um diploma da instituição  Crédito: Alexander Ruas

Desde 1990, os premiados pela Volvo Environment recebem uma escultura de vidro e um diploma da instituição
Crédito: Alexander Ruas

Quem é Carlos Nobre é membro da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Engenheiro eletrônico pelo Instituto de Tecnologia de Aeronáutica (ITA), doutor na área de meteorologia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e especialista em modelagem matemática de cenários climáticos. Atuou como secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Sua carreira científica e sua luta contra as alterações climáticas no planeta já lhe renderam muitos prêmios, entre eles o Nobel da Paz de 2008, que recebeu como membro do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC).

 

 

Carob House comemora Certificado SVB no Dia Mundial Vegano

1 novembro, 2016 às 18:03  |  por Ana Maria Ferrarini

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Garantia de que os produtos são livres de qualquer tipo de matéria prima de origem animal, selo reforça comprometimento da marca com valores como ética, transparência e responsabilidade socioambiental

No Dia Mundial Vegano, que é celebrado em 1º de novembro com objetivo de chamar a atenção para essa filosofia de vida que descarta o consumo de qualquer produto de origem animal, a Carob House celebra uma importante conquista. A marca especialista em alfarroba recebeu o “Selo Vegano” para toda sua linha de doces saudáveis.

Emitido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o selo representa uma garantia para o consumidor de que os produtos são livres de qualquer matéria prima de origem animal e também de que não utilizam animais em testes. O selo “Certificado SVB Vegano” começa a ser estampado nas embalagens dos produtos Carob House, o que reforça o comprometimento da marca com valores sustentáveis e éticos de produção, que há 15 anos trabalha para oferecer uma nutrição saborosa e segura.

Responsável por introduzir no mercado nacional a alfarroba, uma vagem de origem mediterrânea, a Carob House conseguiu unir em seus produtos os benefícios nutricionais do vegetal ao um sabor irresistivelmente exótico. Desde que foi fundada, a Carob House oferece uma linha de produtos com características nutricionais para atender um mercado crescente. Segundo levantamento da consultoria Euromonitor, apesar da economia em retração, o segmento de alimentos industrializados saudáveis cresceu 12,8% no ano passado. Entre 2009 e 2014, a venda de produtos naturais e orgânicos chegou a crescer 98% no país, demonstrando uma maior consciência e preocupação do brasileiro com suas escolhas alimentares.

Transparência e responsabilidade
Quando a Carob House foi fundada pouco se falava em produtos sem glúten, sem leite ou sem adição de açúcar. Embora a adesão à alimentação vegetariana estrita já existisse, a quantidade de alimentos inovadores e saborosos para esse público era restrita. “Mais que atender essa demanda tínhamos o entendimento que esse consumidor é exigente e bem informado. Então, além do investimento em pesquisa e da paixão em produzir um produto único no mercado nacional, valores como ética, transparência e responsabilidade socioambiental guiaram nosso plano de negócios”, destaca Eloisa Helena Orlandi, Diretora Executiva da Carob House.

Toda a linha da marca especialista em alfarroba (tais como barras de frutas, snacks, bombons, tabletes, gotas, entre outros) é isenta de adição de açúcares, glúten, leite, cafeína e soja. De sabor único, a alfarroba tem potente ação antioxidante e é reconhecida pela comunidade técnico-científica pelos benefícios na proteção cardiovascular.

Mais que uma escolha social e ambiental consciente, os produtos da empresa conhecida como a “casa da alfarroba” proporcionam um deleite saudável. “O propósito da Carob House é promover o bem estar e a satisfação dos consumidores, tornando a vida mais leve, fácil e prazerosa, uma vez que torna possível agregar nutrição e sabor. É possível comer sem culpa”, assegura Carmine Giunti, Diretor Industrial e P&D.

“CERTIFICADO SVB VEGANO”
De acordo com informações da SVB, o selo “CERTIFICADO SVB VEGANO” fornece a garantia ao consumidor de que o desenvolvimento e fabricação de um determinado produto não teve qualquer uso de animais ou suas partes. O objetivo principal do selo é fomentar e fortalecer os ingredientes e produtos veganos em todos os elos da cadeia de fornecimento de alimentos, cosméticos e outros produtos. Desde a fabricação dos insumos até a gôndola do supermercado, a certificação exigirá direta ou indiretamente dos participantes desta cadeia que forneçam comprovações de que os ingredientes e processos são inteiramente veganos.

Serviço:
Carob House
www.carobhouse.com
www.facebook.com/CarobHouse
Instagram: @carob_house

Brasileira recebe medalha inédita em Congresso Mundial de Conservação

28 setembro, 2016 às 17:29  |  por Ana Maria Ferrarini

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Maria Tereza Jorge Pádua ganha destaque pelos esforços feitos em prol da conservação da fauna e da flora brasileiras em mais de 50 anos de carreira

A agrônoma Maria Tereza Jorge Pádua recebeu, no dia 6 de setembro, a Medalha comemorativa John C. Phillips 2016, a mais alta condecoração do Congresso Mundial da Conservação 2016. Ela é a primeira brasileira e a segunda mulher a receber o prêmio, que desde 1963 reconhece personalidades que se destacam internacionalmente pela contribuição excepcional à conservação da natureza. A primeira mulher premiada foi Indira Gandhi, ex-primeira ministra da Índia, em 1984. A condecoração também celebra a vida e trabalho do cientista da qual leva o nome, que foi um pioneiro no movimento conservacionista.

Com atuação decisiva para a criação de diversos parques nacionais e outras unidades de conservação em todo o Brasil, Maria Tereza já participou no conselho de importantes organizações mundiais ligadas à conservação da natureza, como a IUCN, o World Resources Institute (WRI) e World Wide Fund-International. Atualmente ela é membro do Conselho da Comissão Mundial de Áreas Protegidas (WCPA) da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e do Conselho da Fundação Pró-natureza (Funatura). Também é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.

A escolha do premiado é feita por um júri composto por cinco membros do comitê constituinte da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), que organiza, a cada quatro anos, o Congresso Mundial da Conservação. Em 2016, o evento acontece em Honolulu, no Havaí, durante os dias 1 a 10 de setembro, e reúne os mais importantes representantes e formadores de políticas ambientais de todo o mundo.

Na opinião da diretora executiva da Fundação Grupo Boticário Malu Nunes, Maria Tereza foi uma das protagonistas centrais de uma época única para a conservação da natureza brasileira. “Com sua contribuição, o Brasil dos anos 1960 evoluiu de um discreto patamar para chegar à década de 1980 entre os países mais avançados em termos de áreas protegidas. Foi um crescimento intenso e consistente, nunca visto antes no nosso país”, comenta a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, instituição da qual Maria Tereza é membro do Conselho Curador desde 1990. Para Malu, a contribuição de Maria Tereza para a conservação da natureza merece ser reconhecida mundialmente e, por isso, a Fundação Grupo Boticário a indicou para a medalha John C. Phillips da IUCN. “E, agora, é com imenso orgulho que recebemos a notícia de sua premiação”, complementa Nunes.

 

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Premiações

Além da Medalha John C. Phillips, Maria Tereza já recebeu o prêmio Fred Packard, em 2008, um reconhecimento oferecido pela Comissão Mundial de Áreas Protegidas (WCPA) da IUCN, que reconhece o serviço prestado em prol das áreas protegidas. Em 1999, o prêmio Henry Ford condecorou sua atuação individual, assim como o prêmio Jean Paul Getty para a Conservação da Natureza, considerado o Prêmio Nobel da Ecologia.

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Trajetória pioneira

Natural de São José do Rio Pardo (SP), Maria Tereza Jorge Pádua é a primeira mulher a ter posição de destaque no setor de conservação e foi pioneira em muitas atividades que realizou. “Quando comecei a graduação havia apenas duas mulheres na turma de Agronomia e quatro na Universidade. Fui a primeira mulher a atuar com parques nacionais na área de conservação da natureza no Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal e isso se repetiu muitas e muitas vezes, até hoje”, comenta ela.

Sua trajetória está intimamente ligada à história do Brasil e à luta pela preservação da flora e da fauna nacionais. Formada em Agronomia com mestrado em Ecologia e Manejo de Vida Silvestre, ela começou sua carreira no recém-criado Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) em 1968, no qual atuou por 18 anos e fez história. Quando começou seu trabalho, apenas 0,28% da extensão do Brasil era protegido, segundo ela. “Quando saí do IBDF, muitos parques nacionais haviam sido criados. Nós quintuplicamos a área protegida no país e criamos inclusive a primeira reserva biológica marinha: o Atol das Rocas”, conta com orgulho.

Além de vários parques na Amazônia, região onde não havia unidades de conservação no início da carreira de Maria Tereza, a lista de áreas protegidas criadas por ela incluem a Chapada Diamantina, Serra Geral, Fernando de Noronha, Serra da Capivara (a primeira na Caatinga) e o Pico da Neblina. “De certa forma era fácil escolher as áreas, pois praticamente não havia unidades de conservação no Brasil”, comenta ela. “A dificuldade estava no apoio da população e dos políticos. As pessoas não percebiam a importância das áreas verdes, pois o sinônimo de desenvolvimento para a época era asfalto e concreto”.

Em 1986, com o apoio de outros conservacionistas, ela criou a Fundação Pró-Natureza (Funatura), a segunda organização não governamental focada em conservação da natureza do Brasil. Grandes conquistas estão no currículo da organização, como a criação das primeiras Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) no Brasil e a criação do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, primeira área protegida nos Campos Gerais. Em fevereiro de 1989 o IBDF foi extinto e cedeu lugar ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A instituição foi presidida por Maria Tereza Jorge Pádua em 1992.

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Entre as diversas realizações de Maria Tereza ao longo de sua carreira, destaca-se a criação de 15 parques nacionais, o apoio em ao menos outros 4 e a implementação de diversas áreas que conservam a natureza local em mais de 9 milhões de hectares. O Projeto Tamar, de proteção de tartarugas marinhas, o Projeto Peixe-boi e o Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação das Aves Silvestres (Cemave) também estão na lista de suas realizações.

No entanto, para ela, ainda há muito a ser feito. “Meu sonho é que o Brasil investisse em pesquisas direcionadas ao manejo de fauna. Nós já perdemos o bonde da história e as listas de animais ameaçados de extinção estão aí para comprovar isso”, alerta. “Nós já perdemos tanto e vamos esperar mais o que? Já passou da hora de agir”, afirma Maria Tereza Jorge Pádua.

*Maria Tereza Jorge Pádua é membro da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

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Programa que recicla EPS (isopor®) amplia sua abrangência e agora recicla toda a cadeia de Poliestireno

28 setembro, 2016 às 17:04  |  por Ana Maria Ferrarini

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Preocupada em dar o destino certo aos produtos recicláveis, a Termotécnica – uma das maiores indústrias mundiais de transformação de EPS (isopor®) e líder no mercado brasileiro deste segmento – estendeu a atuação do Programa Reciclar EPS e passa agora a recolher e reciclar – além do EPS (isopor®) – todos os demais produtos da cadeia de Poliestireno.

Dessa maneira, a empresa inclui novos itens aos que são recolhidos para reciclagem em todo o país, como bandejinhas de supermercado, marmitas e copos de café, todos também 100% recicláveis.

Paulo Michels, Coordenador de Sustentabilidade da Termotécnica, alerta que como são recipientes utilizados para alimentação, só podem ser reciclados se estiverem limpos e secos. “Com essa ampliação, nossa proposta de reciclagem se fortaleça dentro da casa das pessoas, no supermercado, na rotina da comunidade, o que é muito importante para a conscientização coletiva”, analisa.

Albano Schmidt, presidente da Termotécnica reforça que a empresa se responsabiliza integralmente pela reciclagem e logística reversa dos produtos oriundos da cadeia do poliestireno. “Nos comprometemos com a orientação e o estímulo à reciclagem, mas precisamos reforçar a responsabilidade – que é de todos nós – de fazer o descarte correto. É o nosso compromisso com o meio ambiente e com as próximas gerações,” enaltece o presidente.

Números representativos do Programa Reciclar EPS

- Mais de 30 mil toneladas de EPS reciclado pela Termotécnica desde 2007;

- 100 empregos diretos;

- Redução de 1/3 em energia e insumos;

- Mais de 1.200 Pontos de Coleta;

- 391 cooperativas envolvidas;

- mais de 5mil famílias impactadas.

Detalhamento do programa

A Termotécnica passou a investir no desenvolvimento de uma ampla cadeia de logística reversa, o que foi um desafio substancial, pelo fato de ser um material extremamente leve (98% de seu volume é composto por ar).

Com investimentos na ordem de R$15 milhões, instalaram-se unidades de reciclagem em Manaus (AM), Petrolina (PE), Indaiatuba (SP), Rio Claro (SP), São José dos Pinhais (PR), Joinville (SC) e Sapucaia do Sul (RS).

Portal online indica o ponto de entrega mais próximo

Com o objetivo de fortalecer a divulgação do Programa, a Termotécnica disponibiliza o Portal Reciclar EPS: www.reciclareps.com.br

Se a intenção for verificar onde está o ponto de entrega mais próximo, é só acessar o portal. Ao clicar no link “Onde reciclar”, o site identifica e direciona, em todo o território nacional, o ponto mais próximo de recolhimento de EPS para reciclagem.

Termotécnica

A Termotécnica é a maior indústria transformadora de EPS da América Latina e líder no mercado brasileiro deste segmento. Produz soluções para Construção Civil, Embalagens e Peças Técnicas, Conservação, Agronegócios e Movimentação de Cargas.

Foi eleita em 2015 pelo Guia Exame de Sustentabilidade como a empresa mais sustentável do ano no Brasil na categoria Química e destacou sua atuação na categoria Gestão de Resíduos. Além disso, desde 2014, figura entre as 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar no Brasil, segundo a Revista Você SA.

Aos 55 anos, tem sua trajetória marcada pelo empreendedorismo, desenvolvimento tecnológico e respeito ao meio ambiente. Com matriz em Joinville, possui unidades de negócios em Manaus (AM), Petrolina (PE), Rio Claro (SP), Indaiatuba (SP), Joinville (SC) e Sapucaia do Sul (RS).

Simulador mostra que painéis solares podem gerar economia de até 95% na conta de luz de um comércio ou residência

18 agosto, 2016 às 16:16  |  por Ana Maria Ferrarini

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Utilizar sistemas de energia solar em residências pode se traduzir em uma grande economia financeira para as famílias brasileiras. O simulador criado pela Sunlution, empresa líder no Brasil no fornecimento de sistemas de energia solar, mostra que os painéis fotovoltaicos podem reduzir em até 95% a conta de luz de uma loja de comércio ou de uma casa.

O acesso à “Calculadora Solar”, como é chamada, é gratuito e pode ser feito via Internet (http://sunlution.com.br/calcule-seu-investimento) por qualquer cidadão. O sistema traz informações sobre o investimento necessário, tempo de retorno do valor investido, economia mensal e anual e se a sua geração será autônoma ou não (ou seja, se você tem o espaço suficiente e necessário para gerar a própria energia). Basta preencher um simples formulário informando a cidade onde deseja instalar o sistema, o consumo  médio de energia e a área disponível para instalação.

A economia gerada com o sistema de energia solar, que varia de 50% e 95%, segundo estudos de mercado, depende de uma série de fatores, como a média de consumo mensal, a variação nos tarifas da energia em cada região do País e a própria imprevisibilidade do clima.

“No entanto, com apenas R$ 10 mil já é possível instalar os sistemas fotovoltaicos em lojas comerciais ou em residências”, afirma Orestes Gonçalves, diretor da Sunlution. “Em uma casa padrão, de quatro pessoas, o investimento varia de R$ 15 mil a R$ 25 mil, e o retorno do investimento fica entre 6 a 9 anos”, complementa.

Calculadora Solar – http://sunlution.com.br/calcule-seu-investimento

Coleta de pilhas e baterias usadas

6 julho, 2016 às 15:44  |  por Ana Maria Ferrarini

Antes de descartar incorretamente pilhas e baterias usadas saiba disso: 

Como forma de contribuir com o meio ambiente, o Condor Super Center passou a disponibilizar em suas 42 lojas postos de coleta de pilhas e baterias usadas. Como estes materiais utilizam metais pesados altamente tóxicos em sua composição, quando as cápsulas que os envolvem passam por deformações, pode vazar um líquido tóxico não biodegradável, que contamina o solo e os lençóis freáticos, prejudicando a agricultura e a hidrografia. A contaminação com estes metais pesados representa riscos graves à saúde das pessoas.

Esta ação tem como objetivo incentivar que as pessoas descartem  corretamente as pilhas e baterias e desta forma contribuam com a preservação ambiental.

Além disso, a caixa coletora é feita com material 100% ecológico.