• Covid-19

    Gávea, Tarumã e Pelotas anunciam medidas referentes ao novo coronavírus

    Gávea, Tarumã e Pelotas anunciam medidas referentes ao novo coronavírus
    (Foto: Site JCB por Sylvio Rondinelli)

    Depois de muito clamor dos pofissionais, familiares e por nós da imprensa, esta quarta-feira (1°) ficou marcada pelos anúncos de ajuda por parte dos clubes de corridas aos seus profissionais. 

    Já era sabido que o Jockey Club do Paraná decidiria hoje se voltaria a realizar corridas ou liberaria um auxílio para os profissionais comissionados, assim como o Jockey Club de Pelotas faria o mesmo. 

    O que surpreenndeu foi o Jockey Club Brasileiro anunciar um pacote enorme que ajudará muito os profissionais em um primeiro momento. Os valores são de acordo com o patrimônio e principalmente caixa que o clube possui. 

    Em Pelotas, que voltou a dar corridas este ano e ainda tem um tamanho menor que os demais clubes, um auxílio mais "módico". No dia 06 de abril serão entregues a cada treinador e jóquei uma cesta básica e o valor de R$ 100,00. Esta ajuda não será descontada de comissões futuras. 

    Já no Jockey Club do Paraná, o auxíliio será disponibilizado apenas aos jóqueis, no valor de R$ 800,00, dividos em parcelas quinzenais. Este valor será descontado dos futuros prêmios, 25% por vez.

    O clube ainda vai disponibilizar seu setor de Recursos Humanos para facilitar o cadastro e recebimento da verba de R$ 600,00 que o Governo Federal anunciou para os autônomos e MEIs que exerçam funções dentro do Jockey. Os proprietários pelo segundo mês consecutivo não pagarão taxa de raia. 

    Por fim, no Rio de Janeiro, a Diretoria do Jockey Club Brasileiro deu uma resposta aos seus profissionais, destinando ao todo R$ 347 mil em auxílios diversos. 

    Cada jóquei matriculado receberá R$ 1.000,00. No total são 31 profisionais que receberão o valor. Todos os cavalariços receberão almoço gratuito no SAPS e o 13° salário deles serão custeados pelo clube. 

    O JCB também custeará o R$ 117 mil em INSS e FGTS que os teinadores normalmente pagam. As contas de água de todos os comodatários de cocheiras no Jockey também serão custeadas, assim como plano de saúde dos profissionais do turfe, segurança e medicina do trabalho estendido a todos os profissionais do turfe e seguro de vida dos treinadores. 

    As medidas dos três clubes ciados seguem as do Hipódromo do Cristal, que fez este anúncio na semana passada. Óbvio que a vontade de todos é pela volta das corridas, entretanto, medidas emergenciais como estas dão um pouco de alento aos profissionais que vivem de comissão. 

  • Covid-19

    Gávea: profissionais cobram resposta rápida da direção do Jockey

    Gávea: profissionais cobram resposta rápida da direção do Jockey
    (Foto: Arquivo site ABCPCC)

    Abrindo o Facebook, rede social escolhida pela grande maioria dos brasileiros, não é difícil encontrar posts de treinadores e jóqueis reclamando da inércia do Jockey Club Brasileiro perante a crise do novo coronavírus. 

    Desde os treinadores que mantém cocheiras no hípódromo, até os que atuam nos centros de treinamento, a leitura é a mesma: "estamos perdendo cavalos para outras praças". 

    Se olharmos para os profissionais a situação é ainda pior. Sem espaço no turfe paulista, que protege seus profissionais e começa a dar preferência a animais que estão alojados na Vila Hípica de Cidade Jardim, alguns começam a "rapar" o "pé de meia" enquanto assistem uma postura de falta de liderança no hípodromo. 

    Liderança sim, porque no momento mais difícil dos últimos anos do turfe carioca, a direção do Jockey Club Brasileiro não tomou nenhuma medida para dar alento aos profissionais. A única resposta ao Covid-19 foi cancelar um conjunto de reuniões e fechar o clube. De resto, nada foi feito. 

    No Hipódromo do Cristal não teremos corridas também. Contudo, a direção do clube, após receber uma visita inesperada de fiscais querendo parar as atividades, decidiu por subsidiar um adiantamento de prêmio de um salário mínimo por mês. 

    Quando as corridas voltarem, os profissionais que solicitarem a ajuda pagarão com descontos de 20% de suas comissões. Mais humanitário que isso, impossível. Porém, o que mais chama a atenção é a diferença de caixa do Jockey Club do Rio Grande do Sul para o Jockey Club Brasileiro. 

    No Hipódromo do Tarumã, uma reunião esta agendada para amanhã e, segundo fontes, caso não consigam dar as corridas no dia 09 de abril, uma atitude semelhante a do Cristal deve ser tomada. Afinal, não podemos deixar que profissionais passem necessidades. O Jockey Club do Paraná tem um caixa estremamente menor que o do Jockey Club Brasileiro. 

    Cidade Jardim está dando corridas, justamente por não possuir um caixa para parar tudo. Inclusive, trabalha com chamadas diferentes que privilegiarão animais alojados lá. As corridas são para fomentar proprietários e profissionais que estão em São Paulo, então não existe "boa vontade" de "salvar" outras praças. 

    O que é justo. Pois o Jockey Club de São Paulo até "ontem" estava "quebrado" e era objeto de chacota de outros dirigentes. Inclusive o próprio presidente do Jockey Club Brasileiro falou em um congresso que "dar corridas sem pagar prêmios era fácil". Na época, Cidade Jardim e Cristal, que hoje são os melhores exemplos do Brasil nesta crise estavam com prêmios em atraso. 

    E agora que vem o mais absurdo. Se você for olhar o balanço do Jockey Club Brasileiro, publicado no site do clube e que responde pelo caixa da entidade até o dia 31 de dezembro de 2019, o valor de superávit do exercício (lucro) foi de R$ 3.645.483,00. Isso mesmo, sem contar com o patrimônio e receitas de outros anos, só em 2019 o Jockey Club Brasileiro acumulou milhões de reais. 

    Isso quer dizer que dinheiro não falta para dar corridas ou auxiliar os profissionais. O que não está acontecendo. Até o Governo Federal, que até uma semana negava a existência de uma pandemia, nesta semana - por pressão dos parlamentares - aprovou uma ajuda para os autônomos e informais. Exatamente na classe que estão treinadores, galopadores e jóqueis da Gávea. 

    Entretanto, mesmo "sentados" em mihões de reais, a Direção do JCB não se manifesta para dar corridas ou ajudar os profissionais com um adiantamento. Essa é a situação - um pouco revoltante - do principal hipódromo do Brasil, que transmite provas para a França e Estados Unidos.

    Já temos jóquei com mais de mil vitórias na carreira passando necessidades. E isso é inadmissível! A Diretoria do Jockey Club Brasileiro precisa dar uma resposta imediata aos seus profissionais, pois sem eles não existem corridas. E sem corridas, um dos hipódromos mais antigos do Brasil se torna apenas mais um clube na Zona Sul do Rio de Janeiro. 

  • Tarum

    Volta das corridas no Tarumã será decidida na quarta-feira

    Volta das corridas no Tarumã será decidida na quarta-feira
    (Foto: Divulgação site JCPR por Felipe Neves)

    Na próxima quarta-feira a diretoria do Jockey Club do Paraná se reunirá em uma videoconferência para analisar a possibilidade de chamar uma reunião turfística para o dia 09 de abril. 

    A descisão passa por diversos aspectos, desde o financeiro até pela parte operacional, já que Curitiba está praticamente parada devido ao surto do novo coronavírus, o Covid-19. 

    Existe um decreto que proíbe aglomerações com mais de 50 pessoas em vigor no Estado do Paraná. Além disso, existe por parte da diretoria do clube um resposabilidade pelos seus colaboradores que deverão estar no clube se as corridas acontecerem. 

    E estes não são os únicos impecilhos. O Jockey possui uma porcentagem na sociedade do Jockey Plaza Shopping, recebendo repasses para ajudar no pagamento de todas as suas contas, incluindo os prêmios das reuniões. 

    É sabido que nenhum clube no Brasil hoje consegue se sustentar apenas com o dinheiro das apostas. Também é de conhecimento público que há 12 dias os shoppings da capital paranaense se encontram fechados, podendo diminuir o valor de repasse para o Jockey. 

    Ainda é necessário saber se as empresas que prestam serviço no dia da reunião estão com seu quadro de funcionários ativo. Como a Cromamix, que faz as filmagens tem como "carro-chefe" o futebol, com a paralisação do mesmo é possível que sua equipe não esteja completa. O mesmo vale para o sinal via satélite. 

    A torcida é grande para que a reunião seja realizada, uma vez que o Jockey Club do Paraná hoje conta com mais de 350 animais alojados e diversos profissionais, alguns deles contando apenas com a renda das comissões e montarias. 

    Exemplo de sucesso: 

    Em São Paulo, no Hipódromo de Cidade Jardim, foram feitas adequações para proteção dos profissionais e as corridas estão acontecendo. Somente com quem é extremamente necessário para as corridas acontecerem, o contigente é bem menor que uma manhã de trabalhos, por exemplo. 

    As apostas tiveram um decréscimo de 30% no MGA. Contudo, dando provas o clube continua mantendo os animais em sua Vila Hípica, além de proporcionar ganhos para os profissionais e proprietários. 

    Já aconteceram duas reuniões com os portões fechados e o clube está indo para um terceiro fim de semana, agora com corridas no sábado e domingo. É esperado que, enquanto o Covid-19 é considerado uma pandemia, as reuniões aconteçam neste formato, com um aumento gradativo do Movimento Geral de Apostas. 

  • Cidade Jardim

    De ponta a ponta Karol King é a melhor entre as éguas

    De ponta a ponta Karol King é a melhor entre as éguas

    Se na última, com grama pesada, ela ponteou até os 50 metros finais. Hoje, na grama leve, não teve para as atropeladoras. É verdade que algumas éguas mostraram grande evolução, contudo, nenhuma foi boa o suficiente para alcançar Karol King. 

    Na décima prova da programação, o Grande Prêmio Presidente Fábio da Silva Prado (G2), a defensora do Stud Coral Gables não era a favorita. O jogo se dividia entre Alez-Piaf, Surprising e Alegria Afleet, que após o retorno estava muito bonita no cânter, "pedindo jogo", como dizem. 

    Ainda tínhamos História da Arte, que vinha de excelente segundo lugar, para daí chegarmos na preferência dos aposadores por Karol King. Ledo engano. Se na última ela perdeu por apenas 3/4 de corpo, hoje a vitória foi incontestável. 

    Largou, tomou a primeira colocação de Lembra na Madison e foi abrindo. Na entrada da grande curva tinha mais de seis corpos para a segunda colocada. Esperando por um ritmo na reta semelhante ao da prova passada, os pilotos de Surprising, História da Arte e Alegria Afleet esperavam pelo cansaço da ponteira. 

    Veio a reta e Karol King continuou mantendo a ponta. Na seta dos 300 metros finais, Fernando Larroque - em fase soberba - baixou em cima da ponteira e começou a se defender do tropel das adversárias. 

    Mesmo com Alegria Afleet e História da Arte com muita ação no final, nenhuma das duas conseguiu alcançar Karol King, que cruzou o disco com 1 3/4 corpos de vantagem. E segundo no fotochart terminou História da Arte, com Alegria Afleet em terceiro. Completaram o placar Alez-Piaf e Liatris. Surprising fracassou e chegou apenas na sétima colocação. 

    Filha de Rock Of Gibraltar e Sagacitá (Redattore), Karol King é de criação do Haras São José da Serra e de propriedade do Stud Coral Gables. Foi apresentada por merson Garcia e assinalou 2'00"653 na grama leve. 

  • Cidade Jardim

    Mais um show de Royal Forestry na areia de Cidade Jardim

    Mais um show de Royal Forestry na areia de Cidade Jardim

    Quem olha o retrospecto de Royal Forestry sabe que ele sempre será uma boa poule. Depois de sofrer um problema na canela ao vencedor o Clássico Derby Paranaense (Listed), foi trazido aos poucos por Julio Cesar de Moura Rosa e nas últimas quatro que correu venceu três. 

    Na tarde de hoje em São Paulo, o filho de Forestry novamente mostrou seu domínio na areia. O que mais chama a atenção é que Royal Forestry também é ganhador clássico na pista de grama. 

    Dada a partida para o Grande Prêmio Chanceller Oswaldo Aranha (G2), General Bobby fez seu papel de faixa, assumindo a primeira colocação, seguido de perto por Olympic Javier. Depois corriam Royal Forestry, Olhar Mágico e Aigua. 

    E assim foram até a grande curva, quando Royal Forestry e Olhar Mágico se aproximaram dos ponteiros. Na entrada da reta final, o primeiro a dominar a prova foi Olympic Javier. Por dentro, Olhar Mágico ganhou muito terreno e assumiu a segunda colocação, dando a impressão que brigaria pela vitória. 

    No entanto, coube a André Luiz Silva apenas alinhar Royal Forestry pelo lado de fora. E quando ele o fez, o cavalo com muita disposição assumiu a ponta para sua sétima vitória, terceira clássica (ele ainda venceu duas Provas Especiais). 

    A seguir chegaram Olhar Mágico, Olympic Javier, Costa Rica e General Bobby. Filho de Forestry e Bela Val (Val Royal), o irmão materno do recém exportado ¨Royal Ship é de criação do Haras Belmont. O tempo foi de 2'14"366. 

  • Cidade Jardim

    Le Courtier e Cara Hermana abrem o sábado de turfe no Brasil

    Le Courtier e Cara Hermana abrem o sábado de turfe no Brasil

    Único hipódromo a dar corridas no Brasil, o Jockey Club de São Paulo está sendo o grande protagonista do turfe brasileiro. 

    E neste sábado toda a atenção dos turfistas está lá, uma vez que estão acontecendo doze provas. Vale lembrar que só estão presentes os profissionais que tem fundamental importância nas corridas, com o público e demais interessados proibidos de acessar as dependências do clube. 

    No primeiro páreo já um Clássico de Listed, este em homenagem ao ex-presidente Eduardo da Rocha Azevedo, em 1.300 metros para potros de 2 anos. Com o forfait de Chicks Court, apenas três animais alinharam. Um deles, Le Courtier, pagando poule de devolução. 

    A prova foi muito disputada, mostrando equilíbrio apesar do placar dar amplo favoritismo ao crioulo do Stud Don Juan. Conta Cheia foi para a ponta e, depois de pontear a prova inteira, demorou a se entregar para o favorito. 

    Com a firme tocada de Fernando Larroque, o filho de Courtier e Adrya Di Job (Job Di Caroline) comprovou o favoritismo ao cruzar o disco com 1 3/4 corpos de vantagem. Em segundo chegou Conta Cheia, com Bright Sam em terceiro. 

    Le Courtier pertence ao Stud Nova República, foi apresentado por P.A.Carvalho e assinalou 1'17"639 para os 1.300 na pista de areia leve. 

    Logo a seguir foi a vez de Cara Hermana brilhar novamente na areia. A filha de First American derrotou três competidoras na Prova Especial Euphorie, disputada em 1.200 metros na pista de areia. 

    Logo na partida duas das quatro competidoras se atrasaram, dando um pouco de "luz" para Cara Hermana e Flashlight. A primeira manteve sempre dois corpos de vantagem para as demais, com On My Own e Fanny do Jaguarete entrando em carreira aos poucos. 

    Na reta final, com boa passagem pelo interno da pista, Fanny do Jaguarete veo dar carga e buscar a ponta. Porém, com André Luis Silva dosando bem sua pilotada, Cara Hermana fugiu nos metros finais para livrar 3 1/2 para a adversária. 

    Na terceira colocação chegou On My Own, seguida por Flashlight. Filha de First American e Vacaciones (Rahy), Cara Hermana é de criação do Haras Olf Friends e de propriedade do Stud Indian Joe. Foi apresentada por Lucas Quintana e assinalou 1'11"157 para os 1.200 metros na pista de areia leve.  

  • Criação Nacional

    Espaços publicitários do Anuário de Reprodutores da ABCPCC com espaços para divulgação

    Espaços publicitários do Anuário de Reprodutores da ABCPCC com espaços para divulgação

    Já divulgamos por aqui que este ano voltaremos a ter o Anuário de Reprodutores da ABCPCC, que contará com os melhores reprodutores do Brasil que servirão na temporada de 2020. 

    Além de ser uma soma de nostalgia com funcionalidade, o Anuário servirá para pesquisas e também para fazer com que criadores possam encontra a melhor linha para cobrir suas matrizes. 

    E para quem trabalha no ramo, tanto como cotista de reprodutor quanto como criador, ou até como prestador de serviços relacionados à criação, a Editora Jequitibá, que está elaborando o Anuário de Garanhões, está comercializando a capa e a 4ª capa.

    Além destes espaços, alguns dentro do anuário também poderão ser comprados. E como membros da mídia nós temos que ressaltar que sem nenhum apoio, a produção de conteúdos gráficos como este fica praticamete impossível, já que o mesmo será distribuído em grande parte aos proprietários dos reprodutores. 

    Os criadores que estejam participando, com seus animais, do Anuário, terão desconto nessas publicidades. O telefone para consulta e comercialização dos espaços é o (11) 94199-1515.

    Desde já estamos ansiosos para ver este Anuário e podermos nos deleitarmos com pesquisas e estudos das raças que hoje montam a criação nacional. 

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  • Internacional

    Hong Kong Derby: Halston chega em sexto a menos e cinco corpos

    Hong Kong Derby: Halston chega em sexto a menos e cinco corpos

    O cavalo paranaense Halston não conseguiu vencer a principal carreira de sua campanha desde que saiu do Brasil. Não conseguiu, porém não fez feio. O crioulo do Haras Cifra chegou na sexta colocação do Hong Kong Derby, disputado na manhã de hoje no The Hong Kong Jockey Club. 

    Diferente do acontecia no Brasil, Halston, agora chamado de Butterfield, vem correndo mais acomodado. Na última ele correu grande parte do percurso na última colocação, porém hoje foi corrido demasiadamente atrás. 

    Para ter uma ideia, o alazão correu grande parte do percurso na antepenúltima colocação. Na grande curva era apenas o décimo primeiro, virando a reta final em nono. Mesmo conseguindo ótima passagem, o filho de Setembro Chove não conseguiu alcançar os ponteiros. Contudo, descontou bastante.

    Chegou na sexta colocação a 4 3/4 corpos de Golden Sixty, um cavalo australiano de quatro anos, filho de Medaglia d'Oro e Gaudeamus (Distorted Humor), de propriedade de Stanley Chan Ka Leung. Ele venceu em uma atropelada simplesmente espetacular.

    Uma atuaçao boa, mas que poderia ter sido melhor caso corresse um pouco mais perto. Halston foi pilotado por G.Van Niekerk. Seu companheiro de cocheira, Playa Del Puente, assumiu a ponta na entrada da reta, porém no último pulo sucumbiu ao ataque do vencedor, ficando com o segundo posto.

    *ASSISTA O HONG KONG DERBY CLICANDO AQUI. 

    BRASILEIROS:

    Dois jóqueis brasileiros montaram nesta que é uma das principais provas do calendário asiático. João Moreira, que pilotava o cotado Champion's Way ficou na 11° colocação. Ponteando a prova até a segunda metade da grande curva, o australiano filho de Hinchinbrook cansou no final. 

    Uma posição à frente dele chegou Vagner Borges e seu pilotado, Super Oasis. Borges sempre manteve seu conduzido no meio do pelotão, até que na reta final ele caiu da sétima para a décima colocação. Em menos de um mês, Borges já montou uma das principais carreiras do turfe chinês. 

    Neste domingo João Moreira venceu duas e lidera as estatísticas com 87 vitórias, duas a mais que o australiano Zac Purton. Vagner Borges conseguiu um placê, na sétima prova da programação.

  • Cidade Jardim

    Eliz do Jaguarete e First Fighter vencem as melhores provas deste sábado

    Eliz do Jaguarete e First Fighter vencem as melhores provas deste sábado

    Um "vareio" e uma decisão contestada marcaram as pricipais provas de hoje em Cidade Jardim. Abrindo com uso mínimo de funcionários, todos equipados com máscaras, O Jockey Club de São Paulo honrou o compromisso de manter as corridas nesta semana. 

    A primeira prova diferenciada da tarde foi em homenagem a Zenabre. A Prova Especial Zenabre foi disputada em 2.800 metros e contou com a vitória do "paranaense" First Fighter, do Stud Victor Augusto (Djalma e Victor Correa). 

    Levado por Antenor Menegolo Neto, a vitória por 11 1/4 trouxe a expectativa de uma nova apresentação do crioulo do Haras Anderson no Grande Prêmio São Paulo 2020. 

    Na segunda colocação chegou Filho de Campeão, com Master Tiko, Salazar e Nemesis Giant a seguir. First Fighter é um filho de Public Purse e First Birth (Stormy Atlantic) e foi pilotado por Michel Platini. 

    No Clássico Luiz Nazareno de Assunção (Listed), um final "tumultuado" e uma desclassificação muito questionada nas redes sociais foram o "têmpero". Depois de uma reta oposta com Minneapolis na ponta, coube a Juju Popular assumir a ponta e se defender dos ataques finais da favorita Eliz do Jaguarete. 

    Na reta, por duas vezes André Luiz Silva desviou a linha. A Comissão de Corridas julgou que ele não tinha "luz" o suficiente para executar a manobra e, mesmo com o jóquei de Eliz do Jaguarete em nenhum momento levantando, as posições foram alteradas. 

    Na terceira colocação ficou Shanghai Rubby, comAgns Love e Minneapolis a seguir. Filha de  Kodiak Kowboy e Dona de Fé (Basim), Eliz do Jaguarete é de criação e propriedade do Stud Jaguarete. Foi apresentada por Mário André e pilotada por M.Mesquita. 

  • Cristal

    Entre os machos deu Adriansassy com show de Claudinei Farias

    Entre os machos deu Adriansassy com show de Claudinei Farias

    Na pista gaúcha entraram alguns animais de muito prestígio para disputar o Grande Prêmio Presidente Coronel Caminha, segunda prova da Tríplice Coroa Gaúcha, em 2.000 metros na pista de areia. 

    De um lado tínhamos Caetano da Serra, que depois de vencer o Clássico Breno Caldas tentava manter vivo o sonho da Tríplice Coroa Gaúcha. Type Stripes, que vinha de ótimas atuações era o rival, além da forte parelha Roberto Aguiar da Costa e Adriansassy, do Stud Duplo Ouro. 

    Dada a partida Adriansassy foi para a ponta, seguido por Caçapa a dois corpos, com Caetano da Serra próximo em terceiro. Mais longe, vinham Type Stripes, Haja Coração e Bellokodiak. 

    Veio a reta oposta e até a segunda metade da grande curva o panorama era o mesmo. Adriansassy corria na ponta, com Caetano da Serra por dentro e Caçapa por fora disputando a dupla. 

    Na reta final, novamente Marcelo Souza - assim como no Breno Caldas - conseguiu excelente passagem pelo interno da raia, colocando Caetano da Serra na carreira. O ponteiro Adriansassy começava a receber os ataques de Caçapa, que vinha com muita ação. 

    Nos 300 metros finais Caçapa era o ponteiro e o provável vencedor, quando eis que entra em ação Claudinei Farias, que passa seu chicote para a canhota e consegue reacionar Adriansassy nos 250 finais. 

    E dali, em uma tocada empolgante de Farias, o Adriansassy voltou para a ponta, livrando dois corpos no disco final. Marcelo Souza também conseguiu reacionar Caetano da Serra, porém sem tempo de tomar a dupla de Caçapa. 

    Na quarta colocação chegou Type Stripes, com Haja Coração a seguir. Filho de Adriano e Sassy Lady (Wild Event), Adriansassy é de criação do Haras Celcape e de propriedade do Stud Duplo Ouro. Foi apresentado A.C.Silveira. 

  • Cristal

    Etê Kaluanã vence aos esbarros e está a uma de se tornar tríplice coroada

    Etê Kaluanã vence aos esbarros e está a uma de se tornar tríplice coroada

    Infelizmente, devido a epidemia do Covid-19, poucas pessoas puderam presenciar in loco mais um show da égua Etê Kaluanã, que há pouco venceu o Grande Prêmio Presidente Fernando Jorge Schneider, Segunda Prova da Tríplice Coroa Gaúcha. 

    Depois de vencer por diversos corpos a primeira etapa, a filha de Adriano entrou como favorita de devolução na pista, não dando a menor chance as suas adversárias. Largou e não viu mais as concorretes. 

    Na reta oposta sempre manteve três corpos de vantagem para a segunda colocada, Quetal. Na entrada da grane curva, mesmo com Claudinei Farias "em pé" na potranca, a diferença foi aumentando cada vez mais. 

    Em ritmo de cânter, ou "a petit galop", como o locutor Airton Barnasque descreveu durante a carreira, a representante das sedas de Alberto Tiellet Miorim cruzou o disco com quase cem metros de vantagem para a segunda colocada, Mística. 

    A seguir chegaram Quetal, Dama de Ryad e Barbara Ann. Filha de Adriano e Twice So Nice (Wild Event), Etê Kaluanã é de criação do Stud Itaara. Foi apresentada pelo segundo gerente Tabajara Soares, em substituição a Luciono Arias, que está suspenso. 

  • Internacional

    Vagner Borges vence primeira em Hong Kong

    Vagner Borges vence primeira em Hong Kong

    Nem bem chegou e já está brilhando. Apenas 10 dias após aportar em Hong Kong, o jóquei brasileiro Vagner Borges cruzou o disco na ponta do Cassia Handicap.

    Sua vitória aconteceu há algumas horas, pilotando Very Sweet Orange em 1.000 metros na pista de grama. Trata-se de um animal australiano filho de Exceed And Excel e Dubai Me Diamonds (Dubawi), de propriedade da King Sindicate e treinado por Y.S.Tsui. 

    Largando pela baliza 1, Borges colou seu pilotado na cerca interna e trouxe-o galopando na frente, sempre mantendo diferença de meio corpo. 

    Na curva, o pilotado de Borges desgarrou um pouquinho. E logo após o brasileiro perceber, ele dá uma sacada para o interno e trás Very Sweet Orange novamente para dentro para vencer a prova. 

    Tetracampeão das estatísticas do Hipódromo da Gávea, além Tríplice Coroado Carioca e vencedor das principais provas nacionais, Vagner Borges já havia participado de páreos no Hong Kong Jockey Club.

    *ASSISTA O REPLAY DA PROVA CLICANDO AQUI.

    Porém, o convite para ficar por três meses montando em experiência lá chegou no fim do mês passado. Agora ele luta para se consagrar também em solo internacional, assim como diversos brasileiros vêm fazendo.  

  • Latinoamericano

    Deu Argentina no Grande Prêmio Lationamericano

    Deu Argentina no Grande Prêmio Lationamericano

    Desta feita não deu Brasil em solo argentino. Com uma grande expectativa de mais uma vitória brasileira na Argentina, tivemos que nos contentar com a boa carreira de Pimper's Paradise, que chegu em terceiro. 

    A vitória ficou com Tetaze, um filho de Equal Stripes do Stud Egalite De 9, que vendo todos os favoritos abrirem "enlouquecidamente", veio por dentro e dominou a prova de maneira autoritária. 

    Na partida, demorada por sinal, e com dois dos três brasileiros sendo colocados por primeiro, quem fez questão da ponta foi Não Da Mais, que como sempre mostrou grande disposição. 

    O problema é que vêm chovendo há três dias em Buenos Aires, então ficar na baliza interna não era uma boa opção para Caros Lavor. Tanto ele, quanto Imperador, montaria de Altair Domingos, ficaram pelo centro de raia. 

    Eron do Jaguaretê, desde cedo alertado por Jorge Ricardo, corria em sétimo pela baliza um, que havia largado. Pimper's Paradise, como sempre, corria na segunda metade do pelotão, pelo centro da pista. 

    Veio o fim da curva e tanto "Nico" quanto Lavor disputavam a prova cabeça a cabeça. No entanto, devido as condições da pista, os dois decidiram abrir "enlouquecidamente" para o externo em busca de chão duro, dando demasiado terreno para quem vinha no interno. 

    E nesta tentativa de Altair Domingos e Carlos Lavor, Gustavo Calvente e seu Tetaze descontaram os 50 metros que estavam atrás, saíndo da quinta colocação para a ponta. E com muita ação, o crioulo da Bioart SA, tirou a vantagem necessária para superar Miriñaque, que formou a dupla "hermana". 

    Pimper's Paradise correu bem e chegou em terceiro. Não Da Mais havia chegado em quinto, mas foi desclassificado para a sétima colocação. 

    Filho de Equal Stripes e Delirada (Orpen), Tetaze foi apresentado por Roberto Pellegatta. Foi a sétima vitória de um argentino nesta prova. O turfe brasileiro continua sendo o maior vencedor, com dez triunfos. 

  • Gávea

    URGENTE: Gávea suspende corridas por 15 dias

    URGENTE: Gávea suspende corridas por 15 dias

    O Jockey Club Brasileiro acaba de soltar uma nota em suas redes socias cancelando as corridas no Hipódromo da Gávea. 

    A descisão segue o Decreto No. 46.970 do Governo do Estado do Rio de Janeiro, publicado nesta sexta-feira dia 13 de março de 2020, que pede que se evitem aglomerações públicas em praças esportivas de todo o Rio de Janeiro. 

    O motivo é o vírus Covid-19, um coronavírus classificado pela agência mundial de saúde como "pandemia". No Rio de Janeiro, estão suspensos eventos com aglomeração de público, inclusive as aulas. Lá, ate agora são 16 casos chamados de "transmissão comunitária", onde não e possível rastrear onde aconteceu a infeccção. 

    Confira a nota do Jockey Club Brasileiro: 

    Caros Turfistas,

    Considerando a gravíssima situação que a população do Rio de Janeiro começou a enfrentar e em obediência ao disposto no Decreto No. 46.970 do Governo do Estado do Rio de Janeiro, publicado nesta sexta-feira dia 13 de março de 2020, a diretoria do JCB decidiu suspender as corridas por 15 dias.

    Sabemos que esta suspensão provoca preocupação, mas é uma decisão que, acima de tudo, busca preservar a saúde de todos, profissionais, colaboradores e etc.

    Vamos acompanhar os acontecimentos e oportunamente informaremos sobre a normalização das atividades.

    Contamos com a compreensão de todos.

    Atenciosamente

    Diretoria do JCB

  • História

    O dia que João Carlindo deu a cambalhota da vitória

    O dia que João Carlindo deu a cambalhota da vitória

    No dia de ontem completaram 15 anos do passamento de um "mago" dos cavalos. De jóquei a treiandor, proprietário e visionário, João Carlindo deixou história por onde passou. 

    Foi ele que identificou o craque Much Better no meio de tantos outros potros dias antes dele ser vendido para o Stud TNT. Porém uma das melhores histórias deste mestre dos cavalos aconteceu na Taça de Prata de 1984. 

    Então em homenagem a ele, a partir de agora contamos um pouco desta história ensacional, que se encontra no livro "O Mago dos Cavalos", escrito por seu filho, Carlos Cesar Carlindo. 

    A CÉLEBRE CAMBALHOTA

    As previsões do tempo não eram favoráveis, mas as contrariando totalmente, o dia 12 de agosto de 1984 amanheceu lindo, em São Paulo. Num domingo de tem - peratura agradável, um sol brilhante dava bom dia para todos que estavam trabalhando no Hipódromo de Cidade Jardim. Mas não foi este sol que acordou João Carlindo, pois ele já es - tava no grupo número 78 de propriedade do Haras Bandeiran - tes, desde as quatro horas da manhã. Quase não tinha conse - guido dormir na véspera desta que seria a maior prova que o seu tordilho de quinhentos quilos chamado Empire Day, iria correr. Chegou às quatro horas da manhã na cocheira e foi lo - go acordar o seu fiel funcionário e cavalariço de Empire Day, Manoel Dias.

    Manoel nem se assustou, pois já conhecia o patrão há muitos anos. Levantou e foi fazer o chimarrão para o chefe. Ficaram conversando até as cinco horas da manhã quando eu também cheguei na cocheira. A tensão era grande, parece que ninguém conseguiu relaxar durante a noite. Empire Day parti - ciparia naquela tarde, depois de obter oito vitórias seguidas, da sua nona e mais importante corrida: O GP João Adhemar de Almeida Prado - Grupo I. A famosa Taça de Prata.

    Empire Day havia passado 21 dias antes, naquele mesmo hipódromo, por uma seletiva para poder se classificar para a grande final. Mais de 100 potros inscritos buscavam uma das vinte vagas para a finalíssima. Sua vitória na seletiva foi dramática. O jóquei Antônio Bolino, muito calmo, amansou o cavalo nos metros finais e guardando o chicote quase jogou por terra a invencibilidade do tordilho, pois o ótimo Albênzio Barroso que montava o cavalo Romage, do Haras Faxina avançou rapidamente e igualou com o Bolino. Toda a crônica apostava que Empire Day havia perdido, mas a fotografia demonstrou pequena diferença em favor de Empire Day.

    Nas seletivas se destacaram Grison, Impossible Eyes, Lorax, Art Inshallah, Imprudent Lark, Pinguinho e Bundler. Na última seletiva Empire Day venceu apertado e no tempo menos recomendável. Agora na prova final, o Brasil inteiro estava com os olhos voltados para o líder e invicto Empire Day. Juntos com ele estavam ali os melhores potros da geração, que era considerada, pela crônica especializada, como uma das melhores dos últimos tempos.

    Pela primeira vez em toda a sua história, a Taça de Prata chegava a sua final com um invicto. Daí toda a polêmica que se estabeleceu durante a semana da corrida. “Resistiria Empire Day a mais este teste?”. Parecia impossível um potro filho de um reprodutor velocista, mal saído dos dois anos de idade, e que já tinha viajado de caminhão mais de oito mil quilômetros durante sete meses de campanha, conseguir vencer a sua nona corrida seguida e na distância de 1600 metros.

    Certamente havia se formado no hipódromo dois grandes grupos. O primeiro, muito grande que acreditava que Empire Day a tudo resistiria e cruzaria, mais uma vez, a linha de chegada na frente. E havia também outro grupo que acreditava na derrota do líder da geração. Estes se dividiam entre os outros competidores. A responsabilidade era grande. Todos da equipe sabiam disto e desta vez não poderia haver erros.

    Aparentemente seria a mesma coisa, mas a preocupação não era simplesmente para vencer a prova, mas a obrigação maior e angustiante seria a de não perder com um animal invicto de oito vitórias. A coroação de meses de trabalho, com muita dedicação, estava próxima e somente a “medalha de ouro” serviria. Uma derrota apagaria o que tinha sido feito até aquele momento, e deslocaria os holofotes de Empire Day para aquele que o derrotasse. Já a sua vitória acabaria com qualquer possível contestação sobre as suas excepcionais qualidades, e o colocaria na condição de um verdadeiro animal de exceção.

    Às seis horas da manhã João Carlindo mandou o Manoel levar o Empire Day para caminhar na Vila Hípica. Com um conjunto de capas de cabeça e de corpo impecavelmente brancas, e usando ligas vermelhas, Empire Day caminhou alegremente. E apenas 30 minutos depois voltou para a cocheira demonstrando muita disposição. O cavalo sabia que iria correr. Normalmente muito manso, no dia da corrida mudava o seu temperamento, ficando mais agitado. Pela movimentação diferente da cocheira Empire Day sabia que era dia de “jogo”. - “Está “pingando azeite”, e vai ganhar de novo!” - Disse o Manoel ao voltar com o cavalo.

    Após ser refrescado, massageado e escovado, Empire Day voltou para o seu boxe. Uma rápida aplicação de compressas frias, nas articulações dos seus “joelhos”, que não estavam muito saudáveis, e às oito horas já estava comendo a sua ração, sob os olhos atentos de seu proprietário. Às nove horas surgiu a confirmação da retirada de Art Inshallah e Pinguinho que, por problemas físicos, não iriam correr. A notícia agradou alguns membros da equipe, pois se tratava de dois grandes adversários. Mas João Carlindo deu de ombros. - “Só que ainda temos 17 bons cavalos a serem vencidos!” - Disse ele.

    Às dez horas todos deixaram Empire Day descansar e saíram da cocheira. Só ficou o Manoel de guarda. Ao meio dia um fotógrafo da Revista Hippus chegou até a cocheira e queria fotografar o Empire Day, mas Manoel não permitiu. Disse que o cavalo estava repousando, e que ninguém iria incomodá-lo até a hora da corrida. O fotógrafo não gostou, considerou aquilo uma “frescura” e foi embora.

    Às quinze horas Empire Day deixou as cocheiras, e levado por Manoel seguiu para as corridas. Atrás do cavalo, para garantir que ninguém chegasse perto dele, eu segui a pé, até o padoque. Também foi uma boa decisão, pois os estacionamentos estavam lotados.

    No exame veterinário, antes da prova, Empire Day estava muito agitado, tendo dado vários coices que quase atingiram o veterinário que lhe examinava. Liberado, foi levado ao local próprio para ser encilhado.

    Chegava a hora! Um público de milhares de pessoas estava presente nas arquibancadas para ver os melhores potros disputarem o prêmio milionário da Taça de Prata. Os corações de toda a equipe estavam em ritmo acelerado. João Carlindo e Antônio Bolino conversavam procurando a melhor estratégia para a corrida. O primeiro sabia que não precisava falar muito, pois o Bolino já conhecia muito bem o Empire Day.

    Todos temiam Empire Day, mas o Bolino temia apenas os dois animais do Haras Rosa do Sul, Imprudent Lark e Impossible Eyes. Sabia que esses dois animais tentariam um jogo de equipe para vencer Empire Day. Ordem para montar! Bolino montou... Não gostou de algo e desceu. Soltou o encilhamento, encilhou de novo e outra vez montou.

    - “Boa sorte!”- Bradou João Carlindo.

    - “Vamos lá!” - Respondeu Antônio Bolino.

    - “Nos encontramos na foto!” - Disse ao Bolino, sentindome nervoso, mas muito confiante. Empire Day fez um cânter de apresentação que não chegou a empolgar. Parecia que não estava gostando muito daquela pista de grama muito dura. Compreensível para um animal com alguns problemas nas articulações dos joelhos.

    Seguiram para a seta de partida. A tensão era cada vez maior. João Carlindo visivelmente nervoso andava, de um lado para o outro. Não tinha o costume de assistir às corridas com um binóculo, por isso ia em direção à pista e logo voltava para frente de um televisor.

    Os jóqueis iam colocando seus cavalos nos respectivos boxes de largada. Empire Day entrou no quinto boxe de dentro para fora. Embora com as arquibancadas lotadas, neste instante o silêncio era total e milhares de olhos estavam voltados para um único ponto do hipódromo. Tudo pronto...

    - “Forçou a partida EMPIRE DAY!” - Bradou o narrador pelos alto-falantes do hipódromo! Apreensão... Teria se machucado? Empire Day correu cerca de 150 metros tendo o Bolino conseguido controlá-lo e parou. Voltou a trote para o boxe de largada enquanto todos os demais competidores aguardavam colocados cada qual em seu respectivo boxe. Examinado pelo veterinário do Jockey Club presente na seta de partida foi liberado para correr.

    Alivio... E, novamente Empire Day entrou... “Transmissão da Rádio Imprensa FM de São Paulo às 16H52M de 12/08/1984”. Nilson Genovesi: - Novamente em seu boxe EMPIRE DAY!

    A qualquer momento a partida! Todos em igualdade... Atenção... É a Taça de Prata! Foi muito boa a largada. Vai para a primeira colocação por dentro IMPOSSIBLE EYES, vai livrando um corpo todo para EMPIRE DAY no segundo lugar, e atacado por QUITZ-ER...; QUITZ HER passa para segundo, EMPIRE DAY em terceiro, BUNDLER em quarto, XENINLLAH na quinta colocação, IMPRUDENT LARK em sexto, LORAX em sétimo, GRISON oitavo, em nono INGRATZ, em décimo MELLOW ROAD, décimo primeiro HABILIDOSO, décimo segundo MITA-KHAN, décimo terceiro CLISTHEN, décimo quarto ALITAK, na última colocação está ROMAGE, em penúltimo KNOCK DOWN! Os competidores vão terminando a reta oposta e vão começando a descer a curva.

    A vantagem na ponta para IMPOSSIBLE EYES, com QUITZ-ER no segundo lugar. Cabeça do primeiro para o segundo, em terceiro a dois corpos o tordilho EMPIRE DAY que vai avançando por fora, BUNDLER corre em quarto, IMPRUDENT LARK passou para quinto, RESMUNGADOR toma o sexto lugar, FLABELLO passa para sétimo, GRISON corre em oitavo, LORAX melhora para nono, em décimo HABILIDOSO, em décimo primeiro MELLOW ROAD.

    Contornam a curva e entram pela reta final... IMPOSSIBLE EYES no primeiro lugar, agora avança... EMPIRE DAY..., EMPIRE DAY vai disputar o segundo, passa para o segundo, vai tentar a primeira colocação, estão a quatrocentos metros do vencedor, EMPIRE DAY avançando sobre IMPOSSIBLE EYES enquanto FLABELLO avança por dentro e IMPRUDENT LARK avança por fora, a duzentos metros do vencedor EMPIRE DAY atacando, vai para a primeira colocação, cabeça de vantagem para IMPOSSIBLE EYES no segundo lugar... Poucos metros, EMPIRE DAY... atacado por IMPOSSIBLE EYES, cabeça com cabeça, cruzam a faixa final... Depois FLABELLO e IMPRUDENT LARK...

    Vamos aguardar o alarido do público! Realmente comprova o sensacionalismo da carreira... Eu vou dar uma impressão, eu vou dar uma impressão um pouco arriscada. Eu tenho a impressão que ganhou EMPIRE DAY. Tenho a impressão que ganhou EMPIRE DAY. Eu vou rapidamente antes de mais nada aos comentaristas Gilberto Gouvêa e Afonso Roperto. Quem ganhou o páreo companheiros?

    Gilberto Gouvêa: - Bom, para mim ganhou o EMPIRE DAY. Tô com você Nilson... Vamos ver o Afonso.

    Afonso Roperto: - É uma diferença bem pequena, mas o EMPIRE DAY por fora, pelo ângulo aqui deu a impressão ter ganho mesmo a prova, Nilson.

    Nilson Genovesi: - E desta vez o Bolino não facilitou, bateu bateu, porque o potro ele se encolhe quando não vê nenhum adversário ao seu lado. Vamos aguardar... Afonso Roperto e Gilberto Gouvêa vão ver o tape agora. Para nós ganhou EMPIRE DAY. Uma carreira realmente dramática à altura do turfe paulista, à altura deste grande evento que é a Taça de Prata. Vibraram os turfistas presentes ao hipódromo assim como aqueles que tiveram o prazer de sintonizarem a rádio Imprensa FM. Lá no painel fotochart. Fotochart para o primeiro lugar.

    Alô companheiros do Rio, Ernani, Oscar, Sérgio, vocês perderam um grande espetáculo. Vareda, meu caro Vareda, grande narrador, Ernani Pires Ferreira, um narrador espetacular e o comentarista Sérgio Resende, o que mais acerta lá no Rio. Fotochart para o primeiro lugar entre EMPIRE DAY número um, e IMPOSSIBLE EYES número doze.

    Gilberto Gouvêa: - Ôoo Nilson...

    Nilson Genovesi: - Pois não! Gilberto Gouvêa: - Inclusive o Carlindo já tá lá no meio da grama. Foi buscar o cavalo quase na seta dos 1800 metros. Nilson Genovesi: - Mas que potro hein?

    Gilberto Gouvêa: - É o tal negócio... ele corre o necessário pra ganhar! É impressionante!

    Nilson Genovesi: - Nunca perdeu o EMPIRE DAY?

    Gilberto Gouvêa: - Nunca! É a nona vitória. Sete em Cidade Jardim e duas no Rio Grande do Sul.

    Nilson Genovesi: - É impressionante! É impressionante! Depois nós vamos ouvir um comentário em diálogo. O Gilberto e o Afonso vão dialogar sobre este grande prêmio. E atenção para o tempo do páreo! Olha o tempo do páreo! Um minuto, trinta e cinco e sete décimos. Um minuto, trinta e cinco e sete, a cinco décimos do recorde. Fotochart entre o número um EMPIRE DAY e o número doze IMPOSSIBLE EYES. A imprensa... toda a equipe acredita que ganhou EMPIRE DAY, o Carlindo também, e o público continua no seu alarido! Em terceiro FLABELLO, que deu uma impressão incrível, ali nos últimos 200 metros pela cerca interna. Em quarto IMPRUDENT LARK.

    Gilberto Gouvêa: - Nilson...O pessoal do Rosa do Sul tá entrando também!

    Nilson Genovesi: - Olha aí! O pessoal do Rosa do Sul também entrando pra fotografia. Também entrando pra fotografia... A esta altura o Carlindo ficou gelado! Vamos ver o Bolino... O Bolino tá sorrindo! O Bolino está sorrindo e sendo cumprimentado! O pessoal do Rosa do Sul ainda não vi lá. Tô vendo só o potro posar pra fotografia. Ah...agora tô vendo o pessoal entrando na raia pra foto também hein.... Pra foto também...Agora o Edson Amorim diz que não deu...Atenção! O Edson Amorim, eu vi daqui, ele falou que não deu...ele falou não deu... Agora ele sorri, naturalmente ele sorri (risos), mas ele acha que perdeu o páreo. Nós também achamos que perdeu o páreo. Mas a verdade amigos é que ninguém perdeu esse páreo, nenhum dos dois perdeu o páreo, nenhum dos dois perdeu o páreo, eu vou repetir de novo, nenhum dos dois perdeu o páreo. Foi uma carreira sensacional... Houve dois vencedores. Evidentemente um apenas o vencedor oficial, deve ter sido EMPIRE DAY, mas foi uma carreira como há muito nós não víamos aqui no hipódromo paulistano. E continua foto...

    Gilberto Gouvêa: Ôo Nilson... e um detalhe importante também. A luta está entre dois invictos hein. Dois invictos!

    Nilson Genovesi: É verdade... Só que o EMPIRE DAY teria com essa nove vitórias e o IMPOSSIBLE EYES teria três. E atenção!!! Lá no painel continua fotochart! Fotochart... Gilberto Gouvêa e Afonso Roperto podem comandar...

    Gilberto Gouvêa: É...o Nilson disse tudo...é uma luta entre gigantes. Dois animais invictos. IMPOSSIBLE EYES que em duas apresentações venceu em ambas e o EMPIRE DAY, que em nove apresentações... em oito, porque hoje seria a nona, seria não...talvez tenha sido. Porque ele venceu seis em São Paulo e duas no Rio Grande do Sul.

    Então dois animais invictos e EMPIRE DAY com uma campanha magistral é um animal que corre o suficiente pra ganhar porque ele livra cabeça, pescoço e parece que ele sabe que não precisa livrar mais...aquilo já é suficiente pra ganhar e ele fica do lado, não deixa os outros reagirem ou dominarem, nesse caso o EMPIRE DAY e ele corre o suficiente e acaba a nosso ver, embora até agora esteja olho mecânico na pedra, vencendo uma carreira espetacular. Ele deu um pique antes da partida, correu cerca de 100 metros, voltou para o partidor... E agora tá lá!

    Mantém-se invicto EMPIRE DAY! Nona vitória. Nona vitória para EMPIRE DAY! E o público vibra!

    E o Carlindo com os familiares pulam na pista. Teve um rapaz... O Carlindo tá rolando, tá fazendo pirueta na pista de grama. Nunca vi isto na minha vida! O Carlindo deu uma pirueta na pista de grama, de paletó, gravata e terno. Nunca vi isto!... Todos se abraçando na raia e realmente... é uma sensação mesmo. Todos se abraçando...O cavalo é beijado! É a nona vitória deste animal EMPIRE DAY, um filho de Maniatao e Kitle e que se mantém invicto em nove apresentações.

    O Bolino magistral em seu dorso! Largou bem em segundo quando IMPOSSIBLE EYES foi para a ponta, talvez até soubesse que esse seria o seu maior adversário, mas o QUITZ-ER foi lá. Agora o público ovaciona bastante o EMPIRE DAY! Mas o Bolino quando percebeu que o QUITZ-ER foi em cima do IMPOSSIBLE EYES naturalmente recolheu o seu animal e ficou ali na terceira, quarta posição e aguardando a reta final.

    Ao iniciarem a reta ele passou para segundo, atrás do IMPOSSIBLE EYES que corria na sua frente, daí o Bolino puxou um pouquinho mais para fora o EMPIRE DAY, acaba emparelhando e os dois vieram em uma luta terrível. Mas nos duzentos metros apareceu IMPRUDENT LARK por fora feito um leão e dava a impressão a todos que o IMPRUDENT LARK iria engolir de golpe os dois animais que lutavam, mas não. Os dois animais continuaram em ritmo violento, IMPRUDENT LARK parece que cansou daquela sua atropelada e no final o FLABELLO por dentro é quem ameaça e toma o terceiro do IMPRUDENT LARK. Fica em quarto o IMPRUDENT LARK e os demais em fila indiana com RESMUNGADOR na última posição.

    Enfim... linda vitória do EMPIRE DAY. Bolino realmente sensacional em seu dorso e muito bem apresentado pelo Carlos Carlindo que é filho do João Carlindo. Agora Afonso Roperto também vai tecer algumas palavras sobre a Taça de Prata. Afonso Roperto: - Ouvinte amigo da “Imprensa” uma boa tarde a todos. Bom...dizer alguma coisa depois de Gilberto Gouvêa praticamente fica quase que nula a situação, mas para acrescentar alguma coisa, nós podíamos dizer da forma impressionante e da calma impressionante que o Bolino tem.

    Se bem que hoje muito mais atento do que na ultima onde na última, embora tenha vencido hoje, não apagou a minha impressão de ter bobeado um pouco. Mas hoje ele se virou milimetricamente. E o animal, inclusive que corresponde como bem disse o Carlindo na sua entrevista na outra vez aqui que o animal havia obtido a sua última vitória. Agora o que é bonito é que eu nunca vi, eu nunca senti aplausos dessa forma aqui em Cidade Jardim, nunca mesmo! E é realmente algo contagiante, tão contagiante que fez com que inclusive o proprietário de EMPIRE DAY João Carlindo rolasse na grama como uma criança de cinco anos que vira uma cambalhota na grama.

    É realmente... é bonito né... a pessoa numa alta emoção dessas voltar a ser criança. Realmente é uma coisa muito espetacular. Agora louve-se também a direção e a performance de IMPOSSIBLE EYES, outro animal invicto, outro animal que teve contra si inclusive o fato de QUITZ-ER procurar dar em cima dele. É pena que não possa ser dado um empate nesta prova porque o fotochart já foi revelado, inclusive apontou vantagem para o tordilho EMPIRE DAY, mas de qualquer forma o animal IMPOSSIBLE EYES cai batido, mas cai diante de um campeão e ele também um grande campeão! Nilson...

    Nilson Genovesi: - Bem... quanto vale esse potro hein? Ganha na grama, ganha na areia, ganha na frente, ganha vindo de trás, ganha de todo o jeito o EMPIRE DAY, mantendo-se invicto. Ele paga 2,40.

    * * *

    Após a difícil chegada, a expectativa pela revelação do fotochart foi angustiante. Enquanto aguardavam a revelação da foto ficaram, João Carlindo e sua equipe, segurando Empire Day na raia de grama de frente para Impossible Eyes e seu proprietário Matias Machline. E também o faziam os simpatizantes do Haras Rosa do Sul, que seguravam o Impossible Eyes de frente para João Carlindo.

    Pouco mais de vinte minutos, que pareceram uma eternidade, se passariam sem que o mais simples dos mortais presente ao hipódromo tivesse a absoluta certeza de quem havia vencido. A demora numa decisão da Comissão de Corridas fazia prever que o resultado poderia ser um empate. Quando o totalizador mostrou que o nº 1 de Empire Day tinha levado a melhor, João Carlindo prorrompeu em lágrimas. E toda a tensão armazenada durante os vários dias que antecederam a prova foi extravasada através de uma linda cambalhota na pista de grama. Antônio Bolino, seu jóquei, costumeiramente muito frio em situações parecidas, também chorou.

    Impossible Eyes, levado por seu jóquei Edson Amorim, deixou a pista acompanhado de seu proprietário, e de cabisbaixos simpatizantes. Assim, a festa ficou toda para Empire Day. Muita gente na pista para as tradicionais fotografias da vitória, e as palmas vindas das arquibancadas para Empire Day, foram algo nunca visto no Hipódromo de Cidade Jardim. João Carlindo, sob muitos aplausos, desfilou com o cavalo diante da arquibancada social, acompanhado de Jamil João Samara, seu novo sócio em Empire Day.

    Seguiram em frente e se dirigiram para as arquibancadas populares onde receberam aplausos ainda mais calorosos. Estava criada uma atmosfera fantástica e barulhenta. Ali estava realmente um dos chamados “cavalos do povo”. Aquele que ninguém era capaz de imaginar perdendo uma corrida. Com Empire Day realizando o cânter da vitória, novamente as arquibancadas “vieram abaixo”, com muitas pessoas se acotovelando próximas as cercas para assim chegarem o mais próximo possível de Empire Day - que após o pequeno galope, de cabeça alta, posava tranquilamente para as fotografias.

    Flores foram lançadas em direção ao cavalo. Uma verdadeira euforia tomou conta daquele mágico momento. Todos os membros da equipe estavam em êxtase. Nem nos melhores sonhos imaginavam estar dentro da pista debaixo de tantos aplausos. Também estavam com os olhos vermelhos e marejados que denunciavam o tamanho da emoção sentida. A categoria de Empire Day para correr, a inteligência de Antônio Bolino para pilotá-lo, a vivacidade de João Carlindo para treiná-lo e o esmero de toda a equipe para que nada desse errado estavam sendo reconhecidos por todos os presentes ao hipódromo.

    Após voltarem para a repesagem Bolino desmontou do Empire Day, retirou o selim e já se dirigia para a balança para conferir o peso quando parou e voltou em direção ao cavalo. Abraçou sua cabeça, beijou-a e disse algumas palavras próximas a ele. Bolino sabia que naquele momento, aquele cavalo, que tinha acabado de montar, havia entrado para a história como um dos grandes cavalos de todos os tempos e que não por menos merecia um grande beijo daquele, que já era um dos grandes jóqueis de todos os tempos, no Brasil. Empire Day, parecendo comunicar-se mentalmente com o Bolino, balançou a cabeça e deu um profundo suspiro. Talvez aliviado e compartilhando com toda a equipe a agradável sensação do dever cumprido. Sua grandeza era agora incontestável. Em seguida Bolino abraçou-me, deu-me o seu chicote como recordação e somente aí seguiu para a balança.

    Empire Day durante a prova foi alcançado do posterior esquerdo. Embora um corte bem extenso na região dos tendões, foi uma lesão sem gravidade. Também teve aberta a ferradura do membro anterior esquerdo durante o percurso. Tais imprevistos não foram suficientes para impedir a sua vitória na Taça de Prata. Tão logo João Carlindo recebeu as taças pela vitória de Empire Day, já se dirigiu para o estacionamento.

    No caminho foi cumprimentado por vários amigos, e indagado por alguns jornalistas que desejavam saber o que havia sentido para chegar ao ponto de dar uma cambalhota na pista, e se já estava indo para a festa em comemoração à vitória, em alguma boate, ou restaurante de São Paulo. Ele, apressadamente respondeu:

    - “O que senti não consigo descrever e quanto à festa, só mesmo em Curitiba. Vou pegar a estrada agora mesmo, pois a vida continua e amanhã cedo tenho uma cocheira cheia de cavalos para treinar lá!”

    O campeão Empire Day permaneceu ainda em São Paulo por mais dois dias aguardando o caminhão para voltar pra casa. Tempo também suficiente para ser fotografado por vários jornais e pelas Revistas Hippus, O Coruja, Turfe e Fomento e outras. Até mesmo a Revista Placar, especializada em futebol, e normalmente avessa a dar cobertura a outros esportes como o turfe, se rendeu ao cartaz do tordilho de João Carlindo publi - cando uma matéria sobre ele. Empire Day era a grande estrela do momento!

    A Taça de Prata de 1984 não seria a prova mais importante já vencida, ou a prova que lhe rendeu o maior lucro. Mas pela dificuldade, e pela dramaticidade com que foi obtida, sempre foi considerada por João Carlindo, como a “corrida inesquecível”! Em 2010, a coluna GPs Inesquecíveis do site turfe brasil comentando este GP afirmou: “Neste dia o público em Cidade Jardim pôde assistir a uma das mais belas retas de sua história”.

    DETALHES:

    Certa vez, em 1984, estávamos acompanhando o embarque de EMPIRE DAY, no caminhão da Empresa de Transportes Miliante, com destino a São Paulo onde iria participar de um Grande Prêmio. Após Empire Day e os nossos outros cavalos terem embarcado, e o caminhão iniciado a sua saída pelo portão do Jockey, todos que acompanhavam o embarque se despediram, e cada qual se dirigiu para a sua respectiva cocheira.

    Meu pai, no entanto, ficou prestando atenção no caminhão e notou que ele estava pegando o caminho oposto da estrada para São Paulo. Estranhou, e comentou o fato com outros treinadores que estavam próximos. Mas, estes não deram muita importância, dizendo que provavelmente o motorista iria pegar outra rua que o levasse até a estrada. Ele não se conformou e saiu atrás do caminhão. Alguns quilômetros a frente cercou o caminhão e o fez parar.

    - “Aonde você vai?” - Perguntou ao motorista.

    O motorista comentou que o Sr. Rodolpho Schelenker, gerente da empresa, o mandou pegar uma reprodutora num haras próximo dali (que não lembro qual era agora), e que também iria para São Paulo.

    - “Ah! Mas não vai mesmo! Até chegar ao haras, embarcar a égua e depois voltar vai perder pelo menos duas horas e meus cavalos não vão ficar passeando por aí. Siga agora mesmo para São Paulo e pode deixar que eu me “entendo” com o seu chefe que sabe que o caminhão é exclusivo para mim!”, disse-lhe meu pai em tom ameaçador!

    Não havendo outro jeito, e diante das broncas, o motorista seguiu para São Paulo tendo inclusive meu pai e eu escoltado o caminhão até a metade da viagem (200 km) para termos a certeza que o caminhão não passaria em nenhum haras pelo caminho. Voltando a Curitiba, meu pai comentou comigo: - “São estes pequenos detalhes que fazem a diferença entre vencer ou perder!” Novamente no Jockey Club, tive até pena dos ouvidos do Sr. Schelenker. 

    Texto extraído do livro "O Mago dos Cavalos", escrito por Carlos Cesar Carlido. Agradecemos ao Carlos Cesar por nos autorizar a reprodução. 

  • Tarumã

    ACTP recebe homenagem pelos seus 83 anos de existência

    ACTP recebe homenagem pelos seus 83 anos de existência
    Instituição completou 83 anos no dia 04 de março.

    No último páreo da próxima quinta-feira no Hipódromo do Tarumã, dedicado a produtos de 3 anos sem vitória, uma das associações mais antigas ligadas ao turfe será homenageada. 

    Depois de aniversáriar pela 83° vez no dia 04 de março, a Associação dos Cronistas de Turfe do Paraná recebe o nome da prova como reconhecimento de sua história, grandiosa muito mais pelas personalidades que fizeram parte dela. 

    Desde que Francisco Castellano Neto, Otacílio Reis, João Ribeiro, Pedro Stenghel Guimarães, Radamés Schiavon e Saul Lupion Quadros fundaram a instituição, lá em 1937, muita coisa se passou. Muitas boas e outras tantas más. 

    Claro que vários cronistas marcantes passaram pela ACTP. Poderíamos citar diversos nomes, contudo, para não ocorrer o equívoco do esquecimento, preferimos deixar para que a nossa memória se encarregue dos louros aos merecedores. 

    Também tivemos aventureiros, que tentavam "lucrar" com o turfe usando o nome da ACTP, o que não é admissível em qualquer tipo de associação. E estes que passaram sem deixarem saudades, talvez tenham corrompido o mercado da imprensa segmentada. 

    Muitos - arrogantes - gostam de rotular os cronistas como "mordedores", se esquecendo que sem estes cronistas nem uma nota de rodapé em jornal existiria. Se esquecendo que em qualquer mídia são VENDIDOS espaços publicitários. A realidade do Brasil hoje em dia é que muitos não gostam do braço mais forte da democracia, a imprensa. Então difamar é a arma covarde utilizada.

    Porém não são estas pequenezas que farão a ACTP parar, muito pelo contrário. Hoje as mídias segmentadas de todo o Brasil, mesmo com muito pouco apoio, estão cada vez maiores e cada vez mais fortes. 

    Pois a missão da crônica turfística não é escrever para os dirigentes dos clubes, para os associados e para os grandes proprietários. Muito pelo contrário! A missão da crônica turfística hoje é conversar com quem não sabe que as corridas de cavalos ainda existem. Mostrar para este público o quão é grandioso o esporte que amamos. 

    E agora falando em primeira pessoa, uma vez que hoje tenho a honra de presidir uma associação de 83 anos, "encho a boca" para dizer que isto está sendo cumprido à risca.

    Nestes período a ACTP mostrou que existe vida na crônica turfística paranaense. Voltamos a estampar semanalmente um jornal impresso de Curitiba, este mesmo que escrevo agora, com um blog que fala do turfe brasileiro e que alcança mais de 50 mil visualizações por mês. 

    Voltamos a realizar uma festa para premiar e homenagear os melhores do turfe paranaense, com mais de oitenta pessoas presentes, muitas delas ícones do turfe das araucárias. O Prêmio Melhores do Turfe Paranaense foi um marco e mostrou que é possível unir todos - profissionais, dirigentes, criadores, proprietários e turfistas - e juntos podermos homenagear figuras históricas ainda em vida.

    Colocamos no ar um spot noticioso na principal rádio de notícias de Curitiba, a CBN 90,3 FM. Não contentes com os 30 segundos diários, brigamos e conseguimos uma hora de programa DE TURFE na Rádio Cidade, que atinge 27 cidades no prefixo AM e mais todo o litoral paranaense pela 97,3 MHz FM. Sim, hoje atingímos mais de 50 cidades falando de turfe. 

    Acompanhando a modernização, hoje trabalhamos com este mesmo programa no formato de videocast, com imagens do estúdio (três câmeras) e os replays dos páreos que comentamos. Já falamos que este programa conta com três dos melhores cronistas do Brasil - Celson Afonso, Jair Balla e Marcos Rizzon - falando sobre o turfe em suas praças? Sim, e este programa só no Facebook atinge mais de mil visualizações a cada programa ou bloco postado. Para termos ideia da força desta plataforma, são mais de 100 mil horas assistidas em apenas três meses de programa. 

    Enfim, a ACTP está uma "menina" de 83 anos, louca por novos desafios. Então nesta semana de homenagem, queremos agradecer a quem ajuda e a quem critica, pois tanto um lado quanto o outro são combustíveis para nosso sucesso. 

    Parabéns a todos os associados ativos, Gerson Borges de Macedo, Palmiro Vaccari Neto, José Luis Lobo, Mário "Zuca" Marquez, Diego Lobo Telles, Carlos Cesar Carlindo, Cezar Augusto de Paula, Alessandro Reichel, Carlos Cesar Carlindo e Erick Cunha. 

    E parabéns a todos que passaram pelos 83 anos de história da ACTP. Não é nada fácil se reconstruir a cada geração de turfistas. Contudo, esta é a nossa missão para os próximos anos. Mostrar que a imprensa e a crônica são fundamentais para o crescimento do esporte. 

    Leopoldo Arthur Scremin - Presidente da ACTP.

    ASSISTA O PROGRAMA TURFE NA CIDADE DESTA SEMANA.

  • Interacional

    Treinador de Maximum Security é indiciado por escândalo de dopagem

    Treinador de Maximum Security é indiciado por escândalo de dopagem

    A notícia da deflagração de uma operação do FBI na início da manhã de hoje deixou todos os turfistas norte-americanos estarrecidos. Os treinadores Jason Servis, Jorge Navarro e mais 25 pessoas, entre representantes de laboratórios e médicos veterinários foram indiciados por um escândalo de dopagem. 

    Jason Servis, treinador de Maximum Security e Jorge Navarro, ambos os dois maiores vencedores dos Estados Unidos no ano passado, vinham sendo investigados por fraudar exames, produzir e aplicar em seus animais PEDs adulterados e com marca incorreta. 

    Em uma ligação de Servis para Navarro, interceptada dois meses antes do Kentucky Derby, Servis diz a Navarro que aplicou o medicamento, chamado de SGF-1000, em "quase todos os seus animais".

    Em outra ligação, agora do veterinário Kristian Rhein para Servis, é dito que "não há risco de ser pego", pois "na América não existem testes que identificam a substância"

    No total são quatro acusações diferentes, a principal delas é a de "obter uma vantagem competitiva em detrimento e risco à saúde e ao bem-estar dos cavalos de corrida, através do uso de drogas não aprovadas com composição química desconhecida que mascaram a dor dos cavalos e podem causar diversos tipos de lesões".

    Os cavalos de Servis ganharam mais de US$ 11 milhões no ano passado. Este ano, seu principal cavalo, Maximum Security, levou os US$ 10 milhões da Saudi Cup. Ele se encontra nos Emirados Árabes, onde se prepara para correr a Dubai World Cup, no fim do mês. 

    Algo ainda mais estarrecedor foi desmascarado com ligações e mensagens de Navarro, falando a respeito do "descarte" ilegal de cavalos que morreram devido aos medicamentos ilegais. E isso aconteceu exatamente no ano em que houve recorde de mortes em Santa Anita, um dos principais centros hípicos dos Estados Unidos. 

    "Você sabe quantos cavalos ele (Navarro) matou e quebrou que eu fiz desaparecer?", escreveu o instrutor indiciado Nicholas Surick em uma mensagem de texto sobre Navarro para  outro veterinário investigado. "Você sabe quantos problemas ele poderia ter se descobrissem os seis cavalos que matamos?"

    Navarro tem uma média de vitórias na carreira de 28%, muito superior a de treinadores do Hall of Fame, como Steve Asmussen, Bob Baffert e D. Wayne Lukas. Entre as acusações de uso de substâncias proíbidas por ele ainda estão, além do SGF-1000, o "Monkey" e o "Red Acid". 

    As acusações e indiciamentos de hoje corroboram para a criação de uma supervisão independente de terceiros do uso de drogas nas corridas pelo Congresso Americano. Ela já estava sendo estudada na casa, porém, após a notícia de hoje, a contagem de apoiadores subiu para 244 dos 435 membros. Inclusive o republicano James Comer tornou-se o segundo congressista do Kentucky a apoiar a Lei da Integridade da Corrida de Cavalos.

    Em uma postagem no Twitter, o treinador Graham Motion enfatiou o sentimento de muitos dos profissionais que não estão envolvidos no escândalo: "Um bom dia para quem tenta seguir as regras". 

    ASSISTA O BLOCO RAPIDINHAS DO TURFE DE HOJE, 09/03/2020.

  • Tríplice Coroa Carioca

    Mais Que MÁQUINA!

    Mais Que MÁQUINA!
    (Foto: Divulgação JCB por Luiz Cotta)

    Depois de vencer uma prova "espírita", cheia de percalços e com uma direção "mágica" de Henderson Fernandes no Grande Prêmio Henrique Possolo, a égua Mais Que Bonita entrava hoje na pista de grama do Jockey Club Brasileiro atrás da afirmação. 

    Já era considerada a melhor da geração, porém, tinha que derrotar uma dezena de éguas se quisesse continuar sonhando com a Tríplice Coroa Carioca, inédita para seu proprietario, criador, treinador e jóquei. 

    Desta vez ela correu sem percalços. Após a prova, seu treinador Luiz Esteves confessou à Celson Afonso que o jóquei tinha a liberdade de escolher como atuar, pois a égua embravece muito fácil. 

    O desafio para Henderson Fernandes era grande, afinal, ele precisava vigiar Tanganyka, sua grande rival há um mês, e ainda cuidar das éguas que iriam vir do fim do pelotão. E assim foi. 

    Tanganyka foi para a ponta e Qaqui, que era esperado que corresse na frente ficou no meio do lote. Coube a Mais Que Bonita ir atrás da ponteira. Durante todo o percurso ela ficou seguindo a rival, não deixando a mesma escapar mais que dois corpos. 

    Veio a reta final e a hora da verdade. Fernandes ainda não havia dado a partida nela até os 400 metros, porém não conseguia ultrapassar Tanganyka. Então ele tomou a decisão que poderia dar errado, ir para cima da ponteira com tudo.

    Ele conseguiu ultrapassá-la, mas quem "voava" no final era Helquis, que correu a carreira inteira mais acomodada, na quinta colocação. E aí a filha de Agnes Gold mostrou que é diferenciada. Mesmo tendo gasto muito de sua energia contra Tanganyka, no final ainda teve forças para manter diferença para a representante do Haras Santa Maria de Araras. 

    A distância foi de meia cabeça no disco. Por muito pouco o sonho da Tríplice Coroa não ficava para trás. Contudo, hoje os "deuses do turfe" estavam olhando para os lados de quem é Eternamente Rio. E com uma carreira "Mais Que Bonita", a pilotada de Henderson Fernandes venceu o Grande Prêmio Diana (G1). 

    Agora faltam apenas 2.400 metros para termos mais uma Tríplice Coroada na Gávea. A expectativa é enorme. Na segunda colocação terminou Helquis, com Tanganyka, Garrucha Lerap e Quick'n Easy a seguir. 

    Filha de Agnes Gold e Feia Que Dói (Scatt Daddy), Mais Que Bonita é de criação e propriedade do Stud Eternamente Rio. Luiz Esteves é o seu treinador e ela assinalou 2'00"38 para os 2.000 metros. 

    ASSISTA O PROGRAMA TURFE NA CIDADE DE HOJE (08/03/2020). 

  • Cancha Reta

    Four In The Five é o grande campeão do Grande Prêmio Haras Alves Teixeira

    Four In The Five é o grande campeão do Grande Prêmio Haras Alves Teixeira

    Depois de uma semana de expectativa, vinte animais inscritos e doze ternos, já conhecemos o grande campeão do 1° Grande Prêmio Haras Alves Teixeira, prova que pagou R$ 92 mil ao primeiro colocado. 

    Four In The Five, um filho de Mig e Doppio Amore (Mnsageiro Alado), venceu com muita autoridade a final, que foi disputada hoje às 16 horas no Jockey Club de Santo Augusto. 

    Com uma organização ímpar, o Grande Prêmio começou no domingo passado, um dia após a apresentação dos potros e os arremates. Foram realizados os primeiros oito ternos, que classificaram oito animais. 

    Na segunda-feira foram corridos mais quatro ternos para definir os finalistas. Se classificaram Reianto (Haras Rio Iguassu), Four In The Five (Irmãos Alberton), Ligeira do Birigui (Stud SS) e Carnaubeira (Stud La Luce).

    Hoje Ligeira do Birigui largou pela baliza 1, Four In The Five pela 2, Reianto na 3 e Carnaubeira pela 4. Na largada todos os animais mostraram equilíbrio, porém no desenrolar da prova Four In The Five conseguiu colocar 1 3/4 corpos para Reianto. Na terceira colocação ficou Ligeira do Birigui, com Carnaubeira na última colocação. 

    De criação do Haras América do Sul e de propriedade dos Irmãos Alberton, de Palmeiras das Missões, Four In The Five foi apresentada por C.Hoffman - que levou para casa R$ 18 mil de prêmio - e pilotada por L.F.Silva. 

    Consolação: 

    Na prova de consolação, o vencedor foi Beautiful Heart. Filho de Tiger Heart e Katesse (Fritz), ele derrotou Reizeppe e Berlinda Light. É de cração do Haras Alves Teixeira e de propriedade da parceria Hotony Braga e Stud GVB. O cavalo Welcome Tiger não foi apresentado. 

    ASSISTA O PROGRAMA TURFE NA CIDADE DE HOJE (08/03/2020):

  • Tríplice Coroa Carioca

    Olympic Jolteon dá um show na segunda etapa da Tríplice Coroa Carioca

    Olympic Jolteon dá um show na segunda etapa da Tríplice Coroa Carioca
    (Foto: Divulgação Jockey Club Brasileiro por João Cotta)

    Sem Royal Ship na pista, o segundo colocado no Grande Prêmio Estado do Rio de Janeiro (G1) mostrou que é o melhor da geração na Gávea. 

    Em uma prova que contava com quinze competidores de altíssimo nível, o Grande Prêmio Francisco Eduardo de Paula Machado (G1), Olympic Jolteon sobrou na turma, vencendo com grande autoridade na tarde de hoje. Mais uma vez o Haras Regina brilha em provas no Hipódromo da Gávea. 

    Uma prova antes, montando Olympic Dust, o jóquei W.Xavier havia vencido sua primeira prova de grupo. No entanto, por ter corrido para cima de Greece nos metros finais, foi desclassificado. 

    Com a mesma farda, engoliu a frustração, subiu em Olympic Jolteon e foi para a pista. O cavalo estava lindo e "pedindo jogo" no cânter, mostrando a qualidade de Roberto Solanes para preparar os cavalos do Haras Regina. 

    Dada a partida, Hall Pass assumiu a primeira colocação, fazendo carreira para Amor Total. Na reta oposta Norgaard, que havia feito grande carreira na primeira prova da Tríplice Coroa, buscou a ponta e os dois tiraram grande diferença para Hamburger e Madison, que corriam a seguir. 

    Veio a entrada da reta e muitos animais se aproximaram. Os ponteiros ainda tentavam manter a ponta, quando veio um pelotão arrancando pelo lado de fora. Entre eles Bavaro Beach e Hector Gold e Olympic Jolteon. 

    Com mais ação que os adversários, Olympic Jolteon dominou a prova e foi dirando diferença para Vacheron, que aparecia tomando a segunda colocação. Em forte atropelada, Abu Dhabi assumiu a terceira colocação. Bavaro Beach e Notável completaram o placar.

    Filho de Elmunstansere Olympic Special (North Light), ele é de criação e propriedade do Haras Regina. Olympic Jolteon assinalou 1'59"83 para os 2.000 metros na pista de grama. 

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