• Turfe

    OITENTA E QUATRO ANOS honrando e divulgando o Turfe Paranaense

    (Foto: Felipe Neves)

    *Por Leopoldo Scremin, Presidente da Associação dos Cronistas de Turfe do Paraná

    O dia 04 de março deveria ser feriado estadual. Não só municipal, mas estadual sim. Pois há 84 anos Francisco Castellano NetoOtacílio ReisJoão RibeiroPedro Stenghel GuimarãesRadamés Schiavon e Saul Lupion Quadros fundavam a Associação dos Cronistas de Turfe do Paraná – ACTP.

    Parece uma data inerte, mas está muito longe disso. Pois a história que é contada em livros, jornais e matérias online hoje em dia, a respeito do turfe paranaense, só existe graças à "boa e velha" ACTP. 

    Desde os tempos longínquos, quando os cronistas e narradores eram tratados como "estrelas", afinal, o eram, o turfe paranaense é divulgado para o grande público graças a estes profissionais. 

    "Cabines" que hoje abrigam um escritório financeiro, antes possuiam duas ou três emissoras diferentes que brigavam pela audiência dos apaixonados pelas corridas de cavalo. O rádio era o veículo "da emoção", onde se paravam transmissões de atletibas para dar os resultados das domingueiras ou para entrarem ao vivo as narrações de grandes provas. 

    Esses "fenômenos" que fizeram tudo isso, além de estampar em suas colunas nos principais jornais da cidade o turfe paranaense, hoje talvez não sejam lembrados em sua grande maioria. Muitos "de fora" não entendiam/entendem que antes de abnegados, estes cronistas eram/são profissionais. Do mais alto gabarito. 

    Confesso que mesmo estando presidente desta Associação que hoje comemora 84 anos, não me arrisco a citar o nome de todos, pois eram muitos. E por incrível que pareça, mesmo com a queda de interesse em nosso esporte, os cronistas que são meus contemporâneos, continuam sendo referências nacionais e às vezes tendo mais brilho que muitos dirigentes, criadores ou proprietários. 

    E isso não é por acaso, pois o que acontece no Hipódromo do Tarumã só fica conhecido nacionalmente graças aos cronistas paranaenses. Do que adiantaria uma raia maravilhosa de grama como a nossa, se ninguém relatasse no Jornal do Turfe como faz o decano Dalton Mehl Andrusko, ou como Alessandro Reichel no site Raia Leve, Carlos Cesar Carlindo no site Galopando, como César de Paula fez por mais de uma década na Revista Turfe & Fomento, como Mário "Zuca" Marques faz no Minuto do Turfe, como Gerson Borges de Macedo, Vaccari Neto e Erick Cunha fazem nas transmissões das corridas do Tarumã para todo o Brasil, como Diego Lobo Telles fazia no site do Jockey Club do Paraná, ou como José Luis Lobo, eu e toda esta turma fazemos nas diversas mídias do Turfe na Cidade e aqui neste espaço do Jornal Bem Paraná. 

    A crônica turfistica paranaense está mais ativa do que nunca! Muito pela herança que recebemos admirando Ary Aires de Mello, Léo Velloso, Edson Ruck, Luiz Renato Ribas, Demétrio "Flecha Ligeira" Garzuze, Reginaldo Alberti e tantos outros que deixaram seus nomes marcados na história do turfe paranaense. 

    Quando que alguém iria imaginar que "peitaríamos" um custo de R$ 5.000,00 por mês para juntar Marcos Rizzon de Porto Alegre, Jair Balla de São Paulo e Celson Afonso do Rio de Janeiro, todos expoentes da crônica turfística nacional, para falarem em um programa de turfe feito aqui, na "Terra dos Pinheirais"? 

    Porque se não fosse feito no Paraná, nunca que o turfe paranaense teria protagonismo. Nos últimos dez anos, com diversos programas, mesas redondas e etc, quando que um programa semanal deu protgonismo ao Tarumã senão no festival do Grande Prêmio Paraná? Quando que um programa de nível nacional de tanto sucesso foi feito DAQUI para fora? Quando que os resultados de todas reuniões são comentados para o Brasil inteiro ver?

    História linda e que está registrada. Hoje, os cronistas paranaense são a maior imprensa independente do Brasil. Porque tirando as suas "diárias" em dias de corridas (de quem presta serviço ao Jockey Club do Paraná), todos são independentes! Todos escrevem da maneira que enchergam, pois isso é fazer jornalismo! Falar a verdade sem ser "chapa branca" com ninguém. 

    Então PARABÉNS a todos os cronistas da Associação dos Cronistas de Turfe do Paraná por honrarem os 84 anos de história que completamos hoje! Um abraço EMOCIONADO em todos vocês, guerreiros. Que fazem isso por amor ao cavalo de corrida, a corrida de cavalo e principalmente, por amor ao Turfe Paranaense!

    E para completar digo "de boca cheia": todos os nossos "antepassados" da crônica turfística deste Estado com certeza se orgulhariam do que nós, juntos, fazemos pelo nosso esporte hoje em dia! 

    E quem venham os 85, 86, 87, 88...100 anos de muitas histórias contadas para o grande público.

    No próxima reunião receberemos uma justa homenagem do Jockey Club do Paraná por esta data histórica, que desde já aradecemos muito pela lembrança

  • Turfe

    Acerte 20 perguntas e ganhe a bagatela de R$ 1 milhão

    Quando um apostador terá a chance de receber R$ 1 milhão de reais nas corridas de cavalos?  No Brasil, provavelmente nunca. Porém a Bettson, que recentemente absorveu a Sua Aposta e entrou de vez no mercado de apostas em cavalos de corrida no Brasil, lançou uma promoção que mexerá com a imaginação dos apostadores. 

    Não é uma poule, uma acumulada ou qualquer outro tipo de aposta tradicional. A proposta da Betsson é o "Desafio do Milhão", um concurso onde o apostador terá seus conhecimentos testados com 20 perguntas até chegar ao valor milionário. 

    Para participar o cliente da Betsson precisa ter um volume de apostas de R$ 100,00 por ticket. Assim, recebe uma oportunidade de disputar o desafio. E dali em diante vale o conhecimento do turfista em busca da grande premiação, que pode transformar um apostador em um milionário. E quem não quer ser um milionário, não é mesmo? 

    A promoção já está no ar e para acessar o site da Betsson você clica aqui ou entra no endereço https://www.betsson.com.br/br/corridas-de-cavalos/offers/milliongame . Lembrando que é necessário se cadastrar e, após isso, você também pode apostar nas principais provas do mundo, inclusive nos festivais que acontecem a partir de amanhã (19) em Dubai. 

    Outro ponto forte a ressaltar é o apoio que a Betsson está dando ao turfe brasileiro. No mês passado anunciamos por aqui o patrocínio da empresa sueca ao Jockey Club do Rio Grande do Sul, com repasse de R$ 270 mil por ano para ser convertido em prêmios nos principais festivais gaúchos. Este patrocínio, a princípio, terá a duração de três anos, com possibilidade de renovação. 

  • Turfe

    Gilberto Luiz Koppe é o novo Presidente da ACPCCP

    Gilberto Luiz Koppe (ao centro) é o novo Presidente da ACPCCP
    Gilberto Luiz Koppe (ao centro) é o novo Presidente da ACPCCP (Foto: Dario Lopes)

    Depois de quase um ano aguardando que os decretos da Prefeitra Municipal de Curitiba permitissem, finalmente aconteceu a eleição que aclamou Gilberto Luiz Koppe como Presidente da Associação dos Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida do Paraná. 

    Marcada anteriormente para o dia 20 de março de 2020, na data de hoje (02/01/2021), um dos principais abnegados do turfe paranaense assume a ACPCCP para um biênio de muita prosperidade e investimento na criação, além de novidades na Farmácia Veterinaria da ACPCCP, a maior do segmento turfe no Brasil e uma das principais do Estado do Paraná no mercado de animais. 

    Gilberto Luiz Koppe tem uma grande história como criador e também como proprietário. Querido por todos dentro do Clube, o "Seu Gil" teve defendendo a sua tradicional farda "cinza e verde em listras verticais" ninguém menos que o tríplice coroado carioca Groove, um dos maiores craques já criados no Paraná. Na época, o castanho filho de Emmson disputou carreiras - e venceu - animais dos icônicos Haras Santa Ana do Rio Grande e São José & Expedictus. Além de Groove, Gilberto Koppe também criou diversos outros craques através da parceria Cas-Ko Associados. 

    O agora ex-Presidente, José Caetano Ferreira Neto, que fez um grande trabalho frente à Associação, continua fazendo parte da Diretoria, agora como 2° Vice-Presidente Secretário. Que assume o post de Gilberto Luiz Koppe como 1° Vice-Presidente Tesoureiro é Joaquim Dias Antunes da Silva Junior. Completam a diretoria Luis Felipe Pelanda (Diretor Técnico), Rubens Luiz Ferreira Gusso (Diretor de Compras) e Joaquin Alda Rompáni (Diretor de Eventos). 

    Confira a lista completa da chapa aclamada para o próximo biênio: 

    CONSELHO DIRETOR:

     

    Presidente: .............................................................. Gilberto Luiz Koppe

    1º Vice Presidente Tesoureiro:................................. Joaquim Dias A.da Silva Jr

    2º Vice Presidente Secretário................................... José Caetano Ferreira Neto

    Diretor Técnico.......................................................... Luiz Felipe Pelanda

    Diretor de Compras................................................... Rubens Luiz Ferreira Gusso

    Diretor de Eventos.................................................... Joaquin G.L.Alda Rompáni

     

    CONSELHO DELIBERATIVO (MEMBROS TITULARES)

     

    Presidente do Conselho............................................ Alcibiades de A.Faria Neto

    1º Secretário do Conselho....................................... Eraldo Palmerini

    2º Secretário do Conselho........................................ Alexandre Zacarias Frare

    3º ............................................................................. Roberto Belina

    4º ............................................................................. Romulo Augusto Ewald

    5º ............................................................................. José Cid Campelo Filho

    6º ............................................................................. Luiz Renato Malucelli

    7º ............................................................................. Antonio Acir Breda

    8º ............................................................................. Paulo Irineu Pelanda

    9º ............................................................................  Athayde Lopes

     

    CONSELHO DELIBERATIVO (MEMBROS SUPLENTES)

     

    1º.............................................................................. Antonio Fernando M.Perche

    2º.............................................................................. Mauricio Pontarolo

    3º............................................................................. Clemente Moletta

    4º............................................................................. Newton Birskis

    5º............................................................................. Divonsir Hay

     

     

    CONSELHO FISCAL (MEMBROS TITULARES)

     

    1º Presidente do Conselho Fiscal............................ Luis Fernando C. Bastos

    2º ............................................................................ Tiago B.Garcez Castellano

    3º............................................................................. Carlos Alberto Piovezan

     

    CONSELHO FISCAL (MEMBROS SUPLENTES)

     

    1º............................................................................. Ari de Azevedo Perez

    2º............................................................................. Darar William Zraik

    3º............................................................................. Erika Weber          

  • Mercado

    Após show na grama Taxfree tem sociedade negociada

    (Foto: Site JCPR por Felipe Neves)

    O mercado paranaense anda muito aquecido quando o assunto é turfe. Depois de vermos nos últimos meses os craques Own Them e Lione The Best sendo vendidos, agora o promissor Taxfree, que deu um show na última quinta-feira (14), teve sua sociedade negociada. 

    De criação de Roberto Belina e de propriedade de seu Stud Yellow River, o filho de Forestry e Alfaville (Giant's Causeway) teve sua sociedade negociada com o Stud Hare Hare, de Harlen Brandão Campêlo, esposa do turfman Doutor José Cid Campêlo Filho. 

    Inclusive conversando com o Presidente Roberto Belina, ele confirmou que o recordista dos 1.300 metros na novíssima pista de grama do Tarumã defenderá as sedas do Stud Hare Hare já em sua próxima atuação. 

    Taxfree estreou no dia do Grande Prêmio Paraná, quando chegou na terceira colocação da Prova Especial Silvio Batista Piotto. Na última quinta-feira, estreando na grama, deu um galope de saúde em animais cotadíssimos como Ave César e Messeger of Love, vencendo por diferença de 8 1/2 corpos e assinalando marca nove décimos melhor que a outra prova na mesma distância e pista. 

    Ele continuará aos cuidados de Marcos Decki, que vive excelente fase há alguns anos. 

    Geração "voando": 

    Quem não pode reclamar da geração 2017 é o Presidente Roberto Belina. Criador de animias que já emplacaram provas de Grupo, inclusive do Grande Prêmio OSAF (G1), sua geração letra "T" está dando show nas pistas. Talvez essa seja melhor que a geraçao letra "P", que contou com as craques Pateo do Batel e Pixilim, ambas exportadas ao fim da campanha.

    Texxana venceu a Prova Especial Riboletta e fez segundo no Grande Prêmio Diana (G1),Texport venceu o Clássico Sao FRancisco Xavier (Listed) e o Grande Prêmio Cordeiro da Graça (G2). Taxfile, que estreou vencendo em dezembro estreia na esfera clássica em Cidade Jardim. Agora é esperar que Taxfree brilhe e também alcance os clássicos nos principais hipódromos do Brasil.  

  • Turfe

    Jockey Club do Rio Grande do Sul fecha parceria de R$ 810 mil em patrocínios

    (Foto: Claiton Dornelles - Jornal do Comércio)

    No que promete ser seu último ano dirigindo o Jockey Club do Rio Grande do Sul, o Presidente José Vecchio Filho - juntamente com sua diretoria - conseguiu um apoio que deixará um legado enorme para o turfe gaúcho. 

    Segundo o Presidente, foi fechado um acordo com a Betsson, que recentemente comprou a empresa Sua Aposta, no valor de R$ 810 mil divididos em três anos: 2021,2022 e 2023. A verba será destinada integralmente para prêmios nos pricipais festivais do Hipódromo do Cristal, que devem ser cinco ou seis por ano. 

    Ainda está pendente um acordo em relação às apostas online no site do clube, que devem ser totalmente finalizadas ainda neste mês. Com o valor, os festivais gaúchos trarão maior rentabilidade para os proprietários, criadores e profissionais, além de garantir que animais de outras praças prestigiem o Hipódromo do Cristal. 

    Segundo o Presidente Vecchio relatou à nossa reportagem, o Clube ainda terá um aumento de 1% nas retiradas do MGA das apostas online, pulando de 4% para 5%. O Jockey Club do Rio Grande do Sul também terá participação nas apostas de outras modalidades, quando as mesmas forem regulamentadas. 

    O turfe porto-alegrense vive a expectativa de mais uma edição do Grande Prêmio Turfe Gaúcho, no meio do mês. A prova pagará R$ 50 mil ao primeiro colocado e conta com diversos ternos. No ano passado o vencedor foi Dashing Court, que posteriormente venceu duas provas de Grupo 1 em Cidade Jardim, incluindo o Grande Prêmio João Adhemar de Almeida Prado - Taça de Prata. 

  • Mercado

    Derby Winner Own Then é vendido para o exterior

    Foto por Karol Loureiro
    Foto por Karol Loureiro

    O Derby Winner Paulista Own Them está indo embora do Brasil. Depois de vencer o Grande Prêmio Derby Paulista (G1) em sua segunda atuação, o filho de Salto está embarcado no início de janeiro para os Estados Unidos para quarentena. Porém, o destino será outro. 

    Vendido para um proprietário com operações na Austrália e Hong Kong, o destino do castanho paranaense ainda é indefinido. Contudo, uma das duas praças vai poder ver este neto de Pivotal atuando em 2021. 

    "Não é uma conquista pessoal, mas de toda a criação brasileira. Este tipo de venda fortalece nossa criação", comentou Dr. José Cid Campêlo Filho, agora ex-sócio do animal. "Eu fico feliz porque geralmente o dinheiro só sai, então quando entra um pouquinho a gente fica feliz (risos)", completou. 

    Esta foi a segunda exportação do Dr.José Cid Campêlo Filho. A primeira foi a do cavalo Ricocó, um crioulo do Haras Santa Maria de Araras que foi vendido para correr em Singapura. Own Them era dele em sociedade com seu criador, Tiago Castellano (Castellano Stud). 

    Filho de Salto e Ula de Lorena (Nedawi), o castanho atuou apenas duas vezes no Brasil. Na estreia, em uma preparatória para o Grande Prêmio Paraná, fez segundo para o ótimo Royal Forestry. Na segunda atuação deu um show no Derby Paulista.

    Agora fica a nossa torcida para que ele represente o turfe brasileiro no exterior. 

  • Luto

    Nota de falecimento: Ary Ayres de Mello Junior

    Hoje o céu ficou mais feliz e a Terra mais triste. Faleceu aos 81 anos de idade o grande decano da crônica turfística paranaense, Ary Ayres de Mello Junior, aos 81 anos.

    Membro da "geração de ouro" da crônica paranaense, Ary está nas principais histérias - e estórias - dos profissionais responsáveis por contar para o grande público o que aconteceia dentro e fora das pistas do Jockey Club do Paraná e também do Hipódromo de Uvaranas. 

    Funcionário público, Ary sempre foi apaixonado pelas corridas de cavalo e cavalos de corrida. Fez parte de equipes icônicas nas Rádios Capital e também Cruzeiro do Sul. Além disso, tinha um quadro para falar das carreiras na antiga TV Paranaense. 

    Ele veio a óbito no Hospital Nossa Senhora das Graças e seu enterro será nesta segunda-feira (21), às 10 horas no Cemitério Jardim da Saudade 1. Pelos protocolos utilizados durante a pandemia, não houve velório e poucas pessoas poderão participar do sepultamento. 

    Falando em primeira pessoa, como presidente da Associação dos Cronistas de Turfe do Paraná, declaro luto oficial. Ary era um exemplo para todos, sendo decano desta associação octagenária, a qual ele também presidiu. 

    Se já vimos muitos cavalinhos irem para o céu, com certeza também o temos agora lá, junto com seus amigos Flecha Ligeira e Edson Ruck, apostando, narrando, comentando e torcendo pelos animais agora alados. Pois pessoas como Ary Ayres com certeza vão para um lugar melhor. 

    Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e também aos admiradores. 

  • Turfe

    Conheça a revista TURFE NA CIDADE Edição 01 e 02

    Inspirada em nossa coluna no impresso do Bem Paraná, além de outras experiências gráficas, a Scremin Editoria & Jornalismo lançou de maneira virtual a Revista Turfe na Cidade. 

    Com 28 páginas, ela contempla cliques especiais dos melhores fotógrafos do Brasil, matérias da redação do Turfe na Cidade sobre os Grandes Prêmios Brasil, Bento Gonçalves, Derby Paulista, Diana, além das festas do Festival do Grande Prêmio Bento Gonçalves, a prévia do Grande Prêmio Paraná e a reabertura do Jckey Club Cearense.

    Ainda conta com uma matéria para homenagear José Carlos Fragoso Pires, coluna especial de Karol Loureiro e também do "Jubileu de Prata" Gerson Borges de Macedo. A revista é mensal e sempre será lançada no dia 15. Para conferir é só clicar neste link: https://drive.google.com/file/d/1kWgkTUVQFERiY-o-rjks8P-Ctib46vei/view?usp=sharing

    Você pode ler a edição número 02, com matérias especiais do Festival do Grande Prêmio Paraná, colunas de Marcos Rizzon, Vaccari Neto, Gerson Borges de Macedo e Karol Loureiro clicando aqui: https://drive.google.com/file/d/1S7qAqYDxC6fIVfMyX8Sf2aE9uXyXai_4/view?usp=sharing

    EDIÇÃO IMPRESSA: 

    No turfe - como em outros segmentos - existem alguns colecionadores. Pessoas que gostam de preservar a história de seu nicho. Por isso, a Scremin Editoria & Jornalismo produziu 50 revistas númeradas para que os colecionadores possam ter este exemplar de forma física, com acabamento diferenciado e duas matérias inéditas que não estão disponíveis na versão online. 

    O custo de cada uma é de R$ 35,00 já com frete grátis. Para adquirir basta entrar em contato com a empresa pelo WhatsApp 41 9 9636-3596. Na manhã deste domingo restavam apenas 18 unidades ainda não vendidas. 

  • Luto

    Turfe brasileiro perde treinador Ademar de Barros Pereira

    Um dos maiores gênios do treinamento de cavalos de corrida das últimas décadas faleceu na madrugada deste domingo (22). Ademar de Barros Pereira, conhecido e tratado com muito carinho por todos como "Seu Ademar", deixou o turfe nacional mais pobre ao partir. 

    Dono de um estilo próprio, quieto, porém quando necessário, muito sincero, Seu Ademar era admirado por todos. Um grande amigo e pai de família dos melhores, Seu Ademar tinha amigos nos quatro cantos do país. 

    Nas canchas retas fez muitas amizades, afinal, ele teve a oportunidade de disputar - e ganhar - as melhores provas do país. No prado, sempre treinando para o Haras Rio Iguassu, teve grandes momentos com diversos craques, vencendo as principais provas de velocidade e também de longa distância. No ano passado, passou muito perto de se tornar Tríplice Coroado Paulista com Mestre do Iguassu. 

    No prado era sempre acompanhado pelos familiares, que iam lá para torcer para os pupilos do pai. Multi-campeão das estatísticas paranaenses, coube a ele vencer com First Amour o primeiro Grande Prêmio Paraná desde a reabertura do Jockey Club do Paraná. 

    Ele sofria com alguns problemas que cresciam ao longo do tempo, como diabetes, por exemplo. Depois de alguns dias internado, não resistiu a complicações relacionadas ao Covid-19. 

    Como grandes fãs, lamentamos muito a perda do Seu Ademar, grande profissional e ser humano espetacular. Que Deus possa confortar o coração dos amigos neste momento tão difícil, assim como dar um pouco de paz e consolo aos familiares e claro, aos fãs. 

  • Turfe

    Conheça a Revista Turfe na Cidade

    Inspirada em nossa coluna no impresso do Bem Paraná, além de outras experiências gráficas, a Scremin Editoria & Jornalismo lançou de maneira virtual a Revista Turfe na Cidade. 

    Com 28 páginas, ela contempla cliques especiais dos melhores fotógrafos do Brasil, matérias da redação do Turfe na Cidade sobre os Grandes Prêmios Brasil, Bento Gonçalves, Derby Paulista, Diana, além das festas do Festival do Grande Prêmio Bento Gonçalves, a prévia do Grande Prêmio Paraná e a reabertura do Jckey Club Cearense.

    Ainda conta com uma matéria para homenagear José Carlos Fragoso Pires, coluna especial de Karol Loureiro e também do "Jubileu de Prata" Gerson Borges de Macedo. A revista é mensal e sempre será lançada no dia 15. Para conferir é só clicar neste link: https://drive.google.com/file/d/1kWgkTUVQFERiY-o-rjks8P-Ctib46vei/view?usp=sharing

    EDIÇÃO IMPRESSA: 

    No turfe - como em outros segmentos - existem alguns colecionadores. Pessoas que gostam de preservar a história de seu nicho. Por isso, a Scremin Editoria & Jornalismo produziu 50 revistas númeradas para que os colecionadores possam ter este exemplar de forma física, com acabamento diferenciado e duas matérias inéditas que não estão disponíveis na versão online. 

    O custo de cada uma é de R$ 35,00 já com frete grátis. Para adquirir basta entrar em contato com a empresa pelo WhatsApp 41 9 9636-3596. Na manhã deste domingo restavam apenas 18 unidades ainda não vendidas. 

  • Turfe

    O preço da vitória

    (Foto: Karol Loureiro - Turfe em Revista)

    Existe um fenômeno muito interessante por trás da corridas de cavalos: o glamour. Por mais que o turfe brasileiro já não tenha o mesmo charme do século passado, ainda hoje às corridas e os cavalos despertam a curiosidade e imaginação de quem não vive nesse nosso universo. 

    Eu mesmo posso atestar sobre esse assunto. Mesmo tendo cavalos considerados "baratos", comprados em diversas parcelas ou em claiming, todos tratam comigo sobre o assunto como se fosse algo milionário, que custasse verdadeiras fortunas. E na verdade custa, não para os pequenos proprietários, porém para quem almeja brilhar dentro do turfe nacional.

    E ontem fui dormir pensando nisso, após assistir o primeiro dia do Festival do Grande Prêmio São Paulo: qual o preço da vitória? 

    Bom, primeiro vamos falar de Hevea, melhor égua do turfe paulista e que deu mais um show ontem, no Grande Prêmio OSAF (G1). Há questão de dia meses ela foi vendida em leilão por R$ 240.000,00. Se dividirmos por R$ 5,67 e olharmos o preço em dólar, parece barato. Porém, foi o animal em treinamento mais caro vendido em 2020. 

    O comprador é o maior haras do Brasil hoje em dia, o Santa Maria de Araras. O investimento foi muito maior pensando no futuro que qualquer outra coisa. Ela tem um valor genético enorme, fruto do belo pedigree que ostenta. Contudo, deixada inteligentemente na equipe que treinava a mesma para seu antigo dono, Telmo Estrella, já venceu com a nova farda uma prova de Grupo 2 e ontem seu primeiro Grupo 1. 

    O valor dos prêmios não chegará ao preço gasto, ainda mais se for somado o valor pago mensalmente para ela ser treinada, tratada, atendida por um médico veterinário e os suplementos alientares que todo atleta precisa usar. Entretanto, vencer uma prova de Grupo 1 é o suprassumo do esporte. Então por mais que o Santa Maria de Araras já tenha vencido provas graduadas antes, para o futuro dela como matriz, o valor residual dessa vitória é muito maior que R$ 240.000,00.

    E o que falar do Stud JCR, que venceu uma carreira incrível ontem com No Way José, no Grande Prêmio ABCPCC (G1). Bruno Ribeiro, titular do Stud e de um dos maiores laboratórios veterinários do Brasil, depois de tanto investimento nas corridas de cavalos ontem teve um dia inesquecível. 

    Pra entender o comprometimento da empresa - e de Bruno com as corridas de cavalos, seu laboratório tem uma linha exclusiva para corridas de cavalos, que leva o nome do Stud - JCR, em homenagem as iniciais do nome de seu pai. A empresa de Bruno patrocina o Jornal do Turfe (principal impresso segmentado em Turfe da América do Sul), os Jockeys Clubs e ainda é patrocinador master do Jockey Club de Sorocaba, segmentado em cavalos da raça quarto de milha de velocidade. 

    Enfim, Bruno e o Stud JCR são grandes investidores no turfe, inclusive dando seus primeiros passos na criação. Com certeza o valor investido nos cavalos é infinitamente maior que a dotação da prova de ontem. Porém, se perguntarem a Bruno Ribeiro se o investimento vale a pena, com toda certeza a resposta será "sim".

    E esse é o preço da vitória: NENHUM. Uma vitória não tem preço! Independente do páreo, do hipódromo ou da ocasião. Vitória é vitória e a emoção é única. O sentimento e as lembranças são para sempre, principalmente quando se trata de um Grupo 1. Tanto o Haras Santa Maria de Araras quanto o Stud JCR, ao vencerem as principais provas de ontem, não ganharam apenas um troféu, mas colocaram seu nome na história do turfe paulista e brasileiro. 

    ASSISTA O PROGRAMA TURFE NA CIDADE DESTE DOMINGO: 

  • Cidade Jardim

    George Washington e Olympic Impact são os grandes nomes do Grande Prêmio São Paulo 2020

    Site Jockey Club Brasileiro por Sylvio Rondinelli
    Site Jockey Club Brasileiro por Sylvio Rondinelli

    Com o calendário sendo alterado este ano, teremos em 2020 um campo muito interessante para o Grande Prêmio São Paulo (G1), que acontecerá no dia 25 de outubro. No total, foram 16 animais pré-inscritos, com destaque para o segundo e o terceiro colocados no Grande Prêmio Brasil (G1), que aconteceu no mês passado. 

    Provavelmente se o calendário habitual fosse utilizado, com o Grande Prêmio São Paulo no fim de abril e o Grande Prêmio Brasil em junho, tanto Olympic Impact quanto George Washington não seriam inscritos, ficando na Gávea para se prepararem para a prova máxima do calendário turfístico brasileiro. Contudo, os turfistas brasileiros poderão ver este ano, em Cidade Jardim, estes animais e mais alguns outros nomes bem interessantes brigando pela vitória. 

    Estão inscritos Filho de Campeão, a tordilha Força, He's Gold, Head Office, Hierro I Fuego, Mañana Poderosa, O Sole Mio, Olympic Icecream, Olympic Impact, Rasgado de Birigui, Rei do Caviar, Zezé Corredor, Coração Sureño, George Washington, Nhoquin e Noblesse You. 

    Chamam a atenção, além dos cariocas citados acima, o "especializado" na milha - e que volta aos 2.400 metros - Olympic Icecream, do Stud BL Regina, além de Head Office, grande nome do turfe paulista na distância que defende o Stud Alessio & Naela, do jogador peruano Paolo Guerrero. 

    Demais provas: 

    Nas demais provas temos alguns destaques pontuais. No Grande Prêmio ABCPCC (G1), o cavalo Consul American pode se tornar o cavalo mais velho do turfe brasileiro a ganhar esta prova. Nantucket, hoje um dos melhores animais em atividade na distância do quilômetro é outro destaque no campo. O campo completo conta com Consul American, Geluve, Inevitable, Itagiba, Nantucket, Newark, Nice Lady, Tácio, Texport, Ulrich Ralph, Yes Champion, Icelandic e No Way José. 

    Ainda no sábado, no Grande Prêmio Osaf (G1), todos os olhos estarão em Hevea, recentemente comprada pelo Haras Santa Maria de Araras. Tweet, que vem conseguindo recuperar a velha forma, além de Lixivia e a carioca Olympic Jackie, são animais que chamarão a atenção dos apostadores. O campo completo é composto por Doppio Shanghai, Força, Gyoza, Hevea, Honorável Bisca, Intensa Bela, Karol King, Lixivia, No Nay Never, Nocate, Olympic Jackie, Pavlova, Terra de Campeões, História da Arte e Magia Negra.

    Por fim, na única prova deste festival que perdeu a graduaçção de Grupo 1, o Grande Prêmio Presidente da República (G2), teremos o empolgante embate entre Olympic Jhonsnow e Eron do Jaguarete. O primeiro vem de vencer a prova homônima (só que de graduação máxima), que foi disputada na Gávea mês passado. Porém, o defensor do Stud Jaguaretê "joga em casa" e vem de atuações maravilhosas. Além deles, há pré-inscrições de Campelanda, Fantastic Boy, Homer Screen, Luckysiri, Marlin Azul, No Sound, Olympic Ipswich, Olympic Impeachment, Ouro da Serra, Set Ton e Seu Moreira.

  • Cidade Jardim

    Chegada espetacular na segunda prova da Coroa de éguas

    Em uma chegada simplesmente espetacular, In Society foi a forra de Fast Jet Court e venceu o Grande Prêmio Henrique de Toledo Lara (G1), segunda prova da Quádrupla Coroa Paulista de fêmeas. 

    Depois de dominar a carreira nos 200 metros finais, a vencedora da primeira prova da Coroa e defensora do Haras Cima não conseguiu segurar o tropel simplesmente espetacular de In Society, que em uma direção "mágica" de Marcos Ribeiro, "matou" a favorita no último pulo. 

    Dada a largada, a "faixa" Nova Zelândia fez o ritmo da prova, juntamente com Flory do Jaguarete. Depois, bem longe, vinham as demais. E as colocações não mudaram até a entrada da reta. 

    Com as "coelhas" cansando, começaram a aparecer as demais adversárias. E com muita ação a candidata a Quádrupla Coroa, Fast Jet Court, não precisou de muito para dominar a carreira. Life is Beautiful era a segunda, tentando descontar para a ponteira. 

    Contudo, depois de virar na penúltima colocação, a vencedora da Taça de Prata começou uma atropelada sensacional pelo externo da pista. E com "Mágico Ribeiro" tocando até o disco, a representante do Bet Gold Stud livrou focinho para conquistar mais uma carreira de Grupo 1. 

    Na segunda colocação chegou Fast Jet Court, com Life is Beautiful, Regal Lavínia e Fiona do Jaguarete a seguir. Festa para os irmãos Jairo e Jariel, além de Luis Felipe Pelanda, titulares do Bet Gold Stud. 

    Filha de Put It Back e Cinderela (Van Nistelroy), In Society é de criação do Haras Santa Maria de Araras. O treinamento é de Antenor Menegolo Neto e o tempo foi de 1'42"510 para os 1.800 metros na pista de grama macia. Tanto In Society quanto Fast Jet Court ainda têm chances de se tornarem Tríplice Coroadas, uma vez que em Cidade Jardim acontece a Quádrupla Coroa. 

  • ÍDOLO

    TREZE MIL VEZES JORGE RICARDO

    E o grande momento do turfe mundial chegou! Pela primeira vez na história um jóquei chega ao número mágico de 13 mil vitórias na carreira. Estamos falando do ídolo máximo do turfe brasileiro, Jorge Antônio Ricardo!

    E o nome do animal, que era a segunda força da primeira prova da programação, poderia muito bem ressaltar a carreira do brasileiro: GLORIOSA Negra. Largando e tomando a ponta desde os primeiros metros, Ricardinho não deu chances aos adversários. Uma vitória tranquila, muito pela qualidade de seu jóquei. 

    Nascido no dia 30 de setembro de 1961, ele teve forte inspiração de seu pai, Antônio Ricardo. Aos 16 anos estreou como aprendiz no Hipódromo da Gávea, conquistando sua primeira vitória no dia 16 de novembro do mesmo ano, com o cavalo Taim. 

    Seu primeiro Grande Prêmio Brasil veio com Falcon Jet, depois de dois anos batendo na trave. Logo após, teve em sua vida o campeão Much Better, com o qual realizou o feito inédito de vencer as quatro principais carreiras da América do Sul em um único ano, 1994 (Grande Prêmio Brasil, Grande Prêmio São Paulo, Gran Premio Latinoamericano e Grand Premio Carlos Pellegrini). No mesmo ano montou Much Better no Grand Prix L'Arch du Triomphe. 

    Montando na Argentina conquistou diversas vitórias, se aproximando do recorde mundial. Superou um linfoma e diversas fraturas antes de, no dia 05 de fevereiro de 2018, pilotando Jubiléia igualar o recorde mundial. 

    E coincidentemente, coube ao narrador Thiago Guedes narrar a vitória de Jubiléia e também a de hoje, com Gloriosa Negra. Ricardinho recebeu uma placa em homenagem do Jockey Club Brasileiro e deu uma entrevista muito emocionado. 

    "Como você disse foram muitos anos de sacrifício em minha profissão, que eu abracei desde que nasci", falou Ricardo na entrevista após o páreo. "Eu fui crescendo e o amor aos cavalos de corrida foram aumentando até hoje. Muitos me perguntam porque eu continuo montando. Eu continuo montando porque as corridas de cavalo são minha vida. E o dia mais triste da minha vida será o dia que eu me aposentar."

    Jorge Ricardo ainda montará em todo o Festival do Grande Prêmio Brasil, que acontece de hoje até segunda-feira. Na principal prova do turfe nacional ele montará Olympic Ipswich, do Haras do Morro. Na Milha Internacional ele também possui uma ótima montaria, o animal Ultimate Runner, do Haras Mabruk. 

    Momento de alegria e de emoção para todos os turfistas, que - muitos deles - cresceram vendo Jorge Ricardo montar e têm a honra de acompanhar - e relatar - um momento tão especial como este. Ricardinho é o Pelé do turfe! 

     

  • Cidade Jardim

    Dois vareios nas preparatórias para o Festival do GP São Paulo

    Head Office surge como força para o GP São Paulo 2020
    Head Office surge como força para o GP São Paulo 2020 (Foto: Site JCSP por Porfirio Menezes)

    O calendário mudou devido ao Covid-19 e o turfe brasileiro está tendo que encavalar provas para cumprir o calendário clássico. Então nesta sexta-feira (25), o Hipódromo de Cidade Jardim teve que realizar as últimas preparatórias para o Festival do Grande Prêmio São Paulo, que acontece no próximo mês. 

    Três provas foram disputadas, o Grande Prêmio Conde Silvio Álvares Penteado (G2), o Grande Prêmio Ministério da Agricultura (G2) e o Grande Prêmio Proclamação da República (G2). 

    E em duas das três provas assistimos uma supremacia impressionante dos vencedores. Na carreira destinada às éguas, o Grande Prêmio Conde Silvio Álvares Penteado, Hevea mostrou porque vale R$ 240 mil, valor pelo qual foi arrematada no Leilão do dia anterior. 

    Defendendo agora as sedas do Haras Santa Maria de Araras, correu próxima à ponteira e, mesmo com a tordilha Tweet tentando algo, assumiu a ponta na entrada da reta e mostrou toda sua categoria, emplacando a quinta vitória consecutiva, sexta nas últimas sete atuações. Pilotagem de Nelson Alexandre Santos e treinamento de Valter dos Santos Lopes. 

    Depois foi a vez de Head Office "passar por cima" dos adversários. O cavalo do atacante Paolo Guerrero não sabe o que é perder na milha e meia. Deixou o "Derby Winner" Jet Lag florear na ponta, porém na hora que foi exigido tomou a primeira colocação para vencer "a trote". Treinamento de Emerson Garcia e pilotagem de Valdir Souza para o vencedor do Grande Prêmio Ministério da Agricultura.

    A única carreira clássica que teve emoção foi o Grande Prêmio Proclamação da República, já que Tássio e Itagiba disputaram a vitória até o fim. Melhor para o defensor do Stud Scudeler, que no fim livrou vantagem para o valente Itagiba, que recentemente foi vendido em leilão. Pilotagem de José Severo e treinamento de J.Paulielo. 

  • Turfe

    Opinião: De hoje não passa

    (Foto: Site JCB por Sylvio Rondinelli)

    Nunca fui fã de acordar cedo (na verdade não confio em quem diz gostar - sic), porém o jornalismo sempre me fez sair da cama antes das sete da manhã. Desde a semana passada, devido ao novo Jornal da Cidade, estou tendo que levantar as 5 da manhã, o que já alterou meu metabolismo. 

    E hoje, domingo, quando poderia sair da cama mais tarde, me pequei acordado às antes das 5. Entre um sonho que me faz matar as saudades do falecido Seu Nilson, meu pai, e outras preocupações cotidianas, um pensamento me veio a cabeça: "De hoje não passa". 

    Isso mesmo, dentre tantas pautas relacionadas a minha vida, está a vitória de número 13 mil de Jorge Antonio Ricardo, um dos maiores baluartes da história do esporte brasileiro. Como poucos, Ricardinho é o maior de todos os tempos, afinal, foi o que mais venceu. Difícil olhar para outras modalidades esportivas e ver um brasileiro com tanto protagonisco. 

    Jorge Ricardo é um dos maiores ídolos do esporte argentino, mesmo sendo brasileiro. Recebeu homenagem na França e em outros países após bater o recorde mundial e entrar para o Guinness Book. Semana passada estava sendo entrevistado por um canal australiano, hoje um dos países mais "emergentes" em relação às corridas de cavalo. 

    No padoque é nítido ver o brilho nos olhos dos jóqueis quando entram na pista junto à ele. Todos se espelham e sonham em um dia fazer um terço do que o Ricardinho já fez. A admiração é tanta, que dias atrás a joqueta Victoria Mota postou em uma rede social um vídeo dela e Ricardinho emparelhados brigando pela quarta colocação. Enfim, ele é o ídolo de todos os jóqueis do Brasil. 

    Como profissional ainda é mais incrível e os números falam por sí. Além disso, fora das pistas ele é o grande exemplo. Único a utilizar a máscara de proteção antes e após os páreos, mostra o caráter de quem sabe que pode e deve dar exemplo à sociedade, uma vez que vivemos uma pandemia. 

    Em relação a imprensa, sempre foi extremamente solícito, tratando todos da mesma forma. Inclusive tive o prazer de levá-lo para ajudar a divulgar o Grande Prêmio Paraná do ano passado nas rádios. Postura perfeita, atenciosa e, mesmo em um ambiênte de futebol, foi tratado como o ídolo que é pelas equipes esportivas da Rádio CBN e da Transamérica Sports. 

    Mas voltando aos meus pensamentos das 5 da manhã, comecei a lembrar do dia que Ricardinho igualou o recorde mundial com a Jubileia. A expectativa era dele atingir a marca no domingo, inclusive toda a festa estava programada para aquele dia. Porém, a marca só veio na segunda-feira. 

    Confesso que ainda me emociono quando ouço a narração de Thiago Guedes - e vou até deixar o replay abaixo - pois o Ricardinho e o Juvenal foram dois grandes ídolos de infância. Lembro também que, ao noticiar o grande feito de Jorge Ricardo na abertura de uma jornada esportiva (acho que era um jogo do Coritiba pelo Campeonato Paranaense de 2018), também me emocionei e tive que chamar o intervalo para poder me recompor. 

    E não é para menos tanta emoção. A história de Jorge Ricardo não passa apenas por vitórias e números. Ele se superou diversas vezes para continuar montando, venceu doenças, fraturas, a idade e, hoje, pode novamente voltar a emocionar este fã que ele tem em Curitiba. Só de imaginar o grande momento das 13 mil vitórias os olhos já começam a marejar...

    E como diz o título dessa matéria, de hoje não passa. Ele monta em seis dos oito páreos e, após a vitória de ontem com Nova Zelândia, só faltam duas para a sonhada vitória de número 13 mil. 

    Ele não monta aquelas chamadas "barbadas", porém tem sim montarias que podem vencer. E uma coincidência pode ser o diferencial: ele monta dois animais do Haras Sweet Carol, o mesmo dono da Jubileia, do inesquecível dia 05 de fevereiro de 2018.

    Que Ricardinho vai alcançar o "número mágico" eu não tenho dúvidas. Porém, estou acreditando que será neste dia 20 de setembro que poderemos nos emocionar novamente. E como é bom se emocionar com coisas boas!

    *As corridas do Hipódromo da Gávea começam às 14h48min e você pode assistir pelo canal 188 da Net/Claro no Paraná ou pelo YouTube, no canal TV Turfe. 

    ASSISTA O PROGRAMA TURFE NA CIDADE DESTE DOMINGO: 

  • Turfe

    Tarumã anuncia cinco reuniões e anima turfistas

    (Foto: Porfirio Menezes)

    Mesmo com a crise do Covid-19 ainda afetando as principais receitas do Jockey Club do Paraná, a diretoria do clube anunciou cinco reuniões no intervalo de 60 dias. 

    As reuniões estavam sendo mais espaçadas desde que o Brasil começou a sofrer com a pandemia do Covid-19, porém com a aproximação do festival do Grande Prêmio Paraná 2020, as corridas retornam ao fluxo quinzenal até o da 05 de dezembro. 

    A primeira delas já estava agendada e acontecerá no dia 1° de outubro. Depois acontecem sucessivamente no dia 15 de outubro, 05 de novembro, 19 de novembro e dia 05 de dezembro, a última a data do maior festival do estado. 

    Neste dia acontecerão as principais provas do estado, como o Clássico Primavera (Listed), Clássico Ciro Frare (Listed), Clássico Governador do Estado (Listed), Pegasus Brasil 2020 e claro, o Grande Prêmio Paraná (G3). 

    No dia 1° de outubro teremos algumas chamadas para preparatórias do festival, desde os 1.200 metros (PE Bento Munhoz da Rocha/Raphael Munhoz da Rocha), passando pela prova exclusiva das éguas (PE Moysés Lupion), uma carreira dedicada aos pretendentes do Clássico Governador do Estado (PE Heitor Valente), além da PE Homero Pinhatari Oliva, preparatória paa o Grande Prêmio Paraná. 

    As inscrições para a reunião do dia 1° de outubro acontecem no dia 21 de setembro, até as 10 horas da manhã. Os compromissos de montaria devem ser entregues no dia 22 de setembro, também às 10 horas. 

  • Tríplice Coroa

    Deu Lionel The Best na no Grande Prêmio Ipiranga

    "O Doutor José Cid Campêlo Filho é um dos maiores entusiastas do turfe e das mídias que o divulgam. Então quando o programa Turfe na Cidade lançou a produção de moletons personalizados, ele pediu alguns com a foto de um potro que havia vencido na estreia. Seu nome: Lionel The Best

    Passou alguns dias e eu - Leopoldo Scremin - fui entegá-los em seu escritório, quando depois de ser muito bem recepcionado, recebi a confissão/premonição do Dr. Cid: 'Leopoldo, vamos ganhar o Ipiranga com ele'. O tempo passou e hoje - para a nossa alegria - o fato se consumou."

    Vários animais muito bons no campo do Grande Prêmio Ipiranga (G1), Primeira Prova da Tríplice Coroa Paulista, porém os mais badalados eram - com todo o merecimento - Dashing Court e Urso de Birigui. Ainda tinhamos ótimos nomes na carrreira, como Captain My Captain, Zabar's e Wil Myers, que fora levado por Dilson Antunes no "último furo". 

    Dada a partida Urso de Birigui assumiu a primeira colocação. Saindo da baliza 08, Dashing Court acompanhava o ponteiro dois corpos atrás, o que causou certa estranheza. Na curva o restante do pelotão alcançou o até então líder da geração, que logo em seguida foi parado por seu piloto ao sofrer uma hemorragia (segundo informações do Serviço Veterinário do JCSP). 

    Veio a reta final e, sem Dashing Court, parecia que a vitória de Urso de Birigui seria consumada em sua primeira apresentação na grama. Contudo, na altura dos 300 metros finais surgiu Lionel The Best - aquele da "premonição" - para em poucos metros dominar a prova e sair tirando vantagem para os demais. 

    Wil Myers, que largou mal e Zabar's vieram disputando a dupla até o fim da prova, com Zabar's levando vantagem e ficando com o segundo posto. Urso de Birigui e Intergaláctico completaram o placar remunerado. 

    Filho de Christine's Outlaw e Richezza Estrelada (Wild Event), Lionel The Best foi um dos potros mais caros do Leilão Criação Nacional de 2019, porém foi devolvido. Renegociado pelo Haras Palmerini - seu criador - defende as sedas do Stud My Hero Dad.

    A pilotagem foi mais uma vez de Valmir Rocha, que já havia vencido a prova das potrancas com Fast Jet Court. O treinamento é de outro profissional exemplar e extremamente vencedor, Márcio Ferreira Gusso. O tempo foi de 1'33"160 para os 1.600 metros na grama leve. 

  • Trílplice Coroa

    Potrancas: Fast Jet Court passou por CIMA

    Uma potranca que estreou demonstrando muita categoria, se tornou líder de geração, venceu Grupo 1, só perdeu para sua companheira de cocheira Got Court e que depois de não correr o Grande Prêmio Margarida Polak Lara - Taça de Prata (G1) havia perdido a condição de líder da geração. Foi assim que entrou na raia hoje a craque Fast Jet Court para disputar o Grande Prêmio Barão de Piracicaba (G1), primeira etapa da Tríplice Coroa Paulista. 

    No cânter ela já mostrava estar tinindo, já que quando virou na direção do disco saiu aos pulos e corcoveadas antes de, dominada por Valmir Rocha, empregar lindo galope de apresentação. 

    Porém, ela tinha diversas adversárias de primeira categoria. In Society, que vencera a Taça de Prata, Life Is Beautiful, Che Bella Martini e a representante carioca - e muito cotada como craque - Idle Ways, do Haras Santa Maria de Araras. 

    Dada a largada, quem assumiu a primeira colocação foi Moonrise, livrando grande vantagem para Life Is Beautiful, que acompanhava na dupla. A seguir vinham Idle Ways, Fast Jet Court, In Society e as demais. 

    Veio a reta final e o panorama não mudava até os 500 metros finais, quando Life Is Beautiful e Idle Ways ultrapassaram Moonrise. Porém, todos os olhares estavam no externo da pista, já que Fast Jet Court e In Society começavam a atropelada. 

    E o que se viu foi mais um show da representante do Haras Cima, que se não fosse Got Court em uma carreira passada, estaria invicta em seis atuações. Um verdadeiro show desta alazã paranaense que, sem sombra de dúvidas, é a grande líder da geração 2017. 

    Life Is Beautiful ficou com a dupla (3/4 de corpo), com Idle Ways e In Society a seguir. Menção mais que necessária a Valmir Rocha, que há pouco venceu batalha contra um linfoma e hoje deu uma verdadeira aula de direção, trazendo "na mão" Fast Jet Court para mais uma vitória de Grupo 1. 

    Filha de Courtier e Trefiori (Flatter), Fast Jet Court é de criação e propriedade do Haras Cima, sendo treinada em Curitba pelo competente Olívio Zantedeschi. O tempo para os 1.600 metros na pista de grama foi de 1'35"910.