Bem no Jockey

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Um craque incontestável!

Contra "provas" não há argumentos e, infelizmente, apesar de ter seus cavalos vencendo "tudo" em Cidade Jardim nos últimos anos, uma possível contaminação de exâmes fez com que Halston e mais dois animais do Haras Cifra fossem desclassificados - Doppio Shanghai e Hembra - das provas que venceram no mês passado.

Vale lembrar que esta foi a primeira vez em anos que animais do Haras Cifra foram citados nos exâmes, mesmo ganhando diversas provas graduadas durante todo este tempo. 

Inclusive conversamos com o treinador Delmar Albres e com o veterinário Dr. Maurício Pontarolo, que assim como todos que conhecem o staff da farda, não consegue entender como os exâmes acusaram "positivos" em três animais que correram no mesmo dia.

Enfim, o comitê antidoping de Cidade Jardim fez seu trabalho e, em caráter extraordinário, Halston foi declassificado após vencer "a galope" o GP Jockey Club de São Paulo (G1). O mesmo aconteceu no GP Diana (G1) com Doppio Shanghai e Hembra.

Mesmo isso acontecendo durante a semana decisiva que levaria o craque Halston a conquista da tríplice coroa, o Haras Cifra e sua equipe fizeram questão de correr Halston e Doppio Shanghai no GP Derby Paulista (G1).

Com a consciência limpa e sabendo da qualidade de seus animais, Delmar Albres e Maurício Pontarolo viajaram à São Paulo na manhã de hoje. Montaram um esquema para "blindar" seus animais. Ninguém, a não ser os próprios cavalariços da equipe chegariam perto dos cavalos enquanto estivessem alojados em São Paulo.

Muitos se lembram do que aconteceu com Pedro Nickel Filho assim que foi treinar na Argentina, não é mesmo? Quando você sabe que não medicou seu animal com o medicamento que o exâme acusou, tudo passa a ser cogitado...

Mas após estes momentos de tensão que envolveram toda a equipe Cifra durante a semana, Halston e Doppio Shanghai estavam na pista. Respeitados pelos apostadores, foram os favoritos da prova e assim se portaram durante a carreira. 

A potranca que havia vencido o GP Diana (G1) ponteou toda a prova, chegando até os 200 finais na segunda colocação. Já Halston, um craque dos poucos que encontramos no turfe brasileiro, correu todo o percurso pela baliza oito, inclusive nas curvas, dando luz aos seus adversários.

Na entrada da reta, assim como fez no GP Jockey Club de São Paulo (G1), veio pelo centro da pista e livrou vantagem dos demais como se estivesse correndo sozinho. Por mais que os cavalos inscritos fossem bons, nenhum ali poderia em qualquer circunstância derrotar o animal do Haras Cifra. 

O que era para ser "a grande festa de Cidade Jardim", com um novo animal se tornando tríplice coroado não aconteceu. No entanto, depois da vitória de hoje ninguém pode - nem por um minuto - questionar a categoria e a qualidade de Halston. O crioulo paranaense pode não ter se tornado tríplice coroado reconhecidamente, afinal, como falamos no início do texto, contra "provas" não há argumentos.

Mas uma coisa é fato e ficou provada hoje. Se Halston corresse mais 50 vezes o GP Jockey Club de São Paulo, não perderia nenhuma, mesmo se corresse com "duas patas amarradas". 

Halston é um filho de Setembro Chove e Londrinita (Fahim). De criação e propriedade do Haras Cifra, foi apresentado por Delmar de Lima Albres e pilotado por N.A.Santos. Chegaram a seguir Olympic Ipswich, Avião Sureño, Repeat Winner e Doppio Shanghai. 

 

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