• 25/09/2018

    Datafolha pode definir resultado da eleição

    A pesquisa Ibope divulgada ontem, mostrando a estagnação de Bolsonaro na intenção de voto, o aumento de sua rejeição e sua fragilidade no segundo turno – perde para todos os cinco primeiro colocados, menos para Marina Silva -, acendeu a esperança dos tucanos de que o voto antipetista seja canalizado para Geraldo Alckmin, inflou o entusiasmo dos petistas – que querem o ex-capitão como adversário – e bagunçou a cabeça dos bolsonaristas. Estes, que vinham comemorando a vitória já no primeiro turno, foram apresentados à realidade, amarga realidade: o mais combativo opositor do PT – é assim que Bolsonaro se apresenta – é o mais frágil de seus adversários em eventual confronto no segundo turno. Ou seja, se ele e Haddad, preposto do presidiário Lula da Silva para retomar o comando do país, se enfrentarem num confronto direto, teremos novamente o PT e seu bando na presidência da República. Bolsonaro seria assim – ó ironia do destino –, o passaporte para o novo assalto aos cofres do país.

     

    O panorama é desolador para os que não admitem a volta da organização criminosa comandada de uma cela da Polícia Federal. Mas a pesquisa Ibope precisa ser confrontada com outros levantamentos, e teremos nos próximos dias a prova dos nove, o levantamento do Datafolha. Na rodada anterior, o Datafolha, que aplica outra metodologia, foi mais econômica em relação a Haddad e generosa com Ciro Gomes, que despontou como opção de terceira via (ele, logo ele, a ambiguidade e truculência ambulantes!). Essa opção foi engolida pelo novo Ibope, que mostrou que, apesar da estagnação na avaliação positiva, Bolsonaro passou a captar a preferência do eleitor antipetista.

     

    Se os números que o Datafolha vier a apresentar confirmarem a tendência captada pelo Ibope, a pesquisa equivalerá a uma convocação. E o eleitor terá pouco mais de uma semana para decidir se aposta no cavalo paraguaio de nome Bolsonaro, entregando assim a coroa da vitória ao odiado PT, ou pega carona com o alazão de origem árabe de trote lento, mas seguro experiente, de nome Alckmin. Todas as pesquisas o apontam como favorito no segundo turno. O problema será chegar lá.

     

    A pesquisa Datafolha poderá, portanto, definir o resultado da eleição.

  • 24/09/2018

    Nishimori quer prioridade para o trigo nacional nas compras do governo

    Está na fila para ser votado pelo plenário da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados projeto de lei de Luiz Nishimori (PR-PR) que estabelece a preferência do trigo de procedência nacional nas compras governamentais.
     
    O projeto 1370/15, que altera a lei que regulamenta a comercialização e industrialização de trigo no país (8.096/90), foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e por seu relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, Jerônimo Goergen (PP-RS).
     
    Nishimori, que representa o estado que mais produz trigo no país, justifica sua proposta afirmando que a “histórica a dependência brasileira de importação de trigo para o abastecimento interno tem inúmeras causas, entre elas a completa exposição dos produtores brasileiros à concorrência desleal”. Os produtores de outros países, segundo ele, “recebem na maioria das vezes subsídios volumosos para a produção e exportação de sua produção”, prática que não acontece no Brasil por causa das “dificuldades fiscais por que atravessa o país”.
     
    O Brasil importa aproximadamente 60% do trigo que consome, o que equivale a quase 7 milhões de toneladas, estima o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os grãos vêm principalmente dos Estados Unidos e da Argentina.
  • 21/09/2018

    Richa joga fubá no "tico-tico"

    Carmen Miranda imortalizou “Tico-tico no fubá”, composição de Zequinha de Abreu, uma das canções brasileiras mais conhecidas no mundo.
     
    Tico-tico
    O tico-tico tá
    Tá outra vez aqui
    O tico-tico tá comendo meu fubá
    O tico-tico tem, tem que se alimentar
    Que vá comer umas minhocas no pomar.
     
    O “tico-tico” deixou temporariamente o universo musical para pousar estrepitosamente no noticiário policial, e causar grande reboliço na campanha eleitoral do Paraná. Ele é o personagem mais devastador da peça acusatória contra o ex-governador e candidato ao Senado Beto Richa, apontado pelo Ministério Público como “chefe da organização criminosa” que direcionou a licitação do aluguel de máquinas para o programa Patrulha do Campo em troca de propina. O aluguel custou cerca de R$ 70 milhões.
     
    A expressão "tico-tico" aparece na gravação de uma conversa de Richa com o estelionatário Tony Garcia a respeito de pagamento a um fornecedor do governo. A conversa foi grampeada por Garcia.
     
     
    Investigado como participante do esquema, Garcia – que fraudou os clientes do Consórcio Garibaldi, de sua propriedade, em mais de R$ 40 milhões - tornou-se delator. Segundo ele, o “tico-tico” a que se refere Richa seria propina devida por um empresário beneficiado na licitação das máquinas.
     
    A acusação motivou a prisão temporária, na semana passada, de Richa e outras 14 pessoas – ex-agentes públicos e empresários -, transformada em preventiva e revogada uma hora depois pelo ministro Gilmar Mendes, do STF.
     
    Na entrevista à RPC, a primeira após deixar a prisão, Richa deu outra versão para o “tico-tico” que motivou sua prisão. Segundo ele, é uma figura de linguagem utilizada para se referir ao pagamento parcial a um empresário, pagamento que estava atrasado.
     
    “Ah, ele me agradeceu. ‘Já entrou um tico-tico lá que estava atrasado” e “Ele sabe que tá difícil sair, já pagaram uma parte” são duas frases que apoiam o argumento do ex-governador.
     
    A gravação foi feita em 2014. Richa encerrava o primeiro mandato com uma montanha de pagamentos em atraso. A situação viria a se regularizar somente no final de 2015, com o saneamento das finanças derivado do “pacotaço” elaborado pelo então secretário de Fazenda Mauro Ricardo. O programa Patrulha no Campo foi suspenso por falta de recursos durante dois anos.
     
    A frase seguinte, no entanto, proferida por Tony Garcia, faz o “tico-tico” revolutear no fubá. Diz ele: “Isso... só que ele não pagou a parte que tem que pagar”. Que “parte” é essa e para quem o empresário “tem que pagar”?
     
    O Ministério Público divulgou a gravação sem periciá-la, depreende-se da ordem do juiz Fernando Bardello Silva Fischer, da 23ª Vara do Paraná, para que o delator entregasse o equipamento utilizado para grampear Richa. Se a gravação foi editada ou não, somente saberemos após a análise dos peritos.
     
    Fica, portanto, a dúvida sobre a autenticidade do áudio, embora a esta altura do campeonato eleitoral ela seja de pouca valia: a candidatura de Richa ao Senado foi ferida gravemente pelo “tiro de bazuca” que foi sua prisão.
     
    Ó por favor, tire esse bicho do celeiro
    Porque ele acaba comendo o fubá inteiro
    Tira esse tico de cá, de cima do meu fubá
    Tem tanta coisa que ele pode pinicar.
     
    O tico-tico de Carmen Miranda bagunçava o celeiro, do qual não queria sair. O de Richa - sobre o qual ele joga o fubá de sua versão - virou sua vida de cabeça para baixo. E vai levar muito tempo para deixá-lo em paz. Se é que o deixará.
  • 20/09/2018

    Serraglio defende nova negociação para o frete

    O tabelamento do frete está mobilizando deputados e senadores a encontrarem uma alternativa que satisfaça os caminhoneiros e não penalize os produtores. “Uma nova negociação tem de ser aberta”, afirma o ex-ministro da Fazenda e deputado federal Osmar Serraglio (PP-PR). Esse movimento sensibilizou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que considera o tabelamento “insustentável” e defende uma repactuação com os caminhoneiros.

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    Serraglio, no entanto, adverte: “Não podemos radicalizar”. “A tabela é resultado de uma negociação, advinda de uma forte pressão dos caminhoneiros, e, enquanto estiver vigente, tem de ser respeitada”, diz o parlamentar, que participou da comissão mediadora entre os caminhoneiros e o governo federal.

     

    O tabelamento foi a condição imposta pelos caminhoneiros que, em maio deste ano, paralisaram as principais rodovias e desabasteceram gravemente o país. O Supremo Tribunal Federal analisa a constitucionalidade da medida, contestada por várias entidades, entre elas a Frente Parlamentar da Agropecuária.

     

    Uma das distorções da tabela, aponta Serraglio, é o estabelecimento do mesmo valor para os fretes de produtos de alto risco e os demais. “Poupou-se um setor e se puniu severamente outro”, critica.

     

    Os preços são regulados pela Agência Nacional de Transporte Terrestre, que acaba de reajustá-los por causa do aumento do preço do óleo diesel. E ameaça multar o contratante que não respeitá-los.

     

    O alto custo do frete resultante do tabelamento está induzindo os grandes produtores rurais e as cooperativas a investirem em frota própria, informa Serraglio: “Teremos aquisições em larga escala”.

  • 19/09/2018

    Brasil extingue imposto de exportação de couro

    A Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), da Presidência da República, extinguiu o imposto de exportação incidente sobre a produção do couro wet blue e do couro salgado, vigente havia dezoito anos.

     

    A exportação de couro rendeu US 1,9 bilhão ao país no ano passado. O Paraná, quarto maior exportador, com 13% do total exportado, faturou US 245 milhões.

     

    A presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputada Tereza Cristina (DEM-MS), havia solicitado, ao presidente Michel Temer que a decisão da Camex de acabar com a cobrança, aprovada em reunião do Comitê no mês de agosto, fosse oficializada, por meio de resolução, pelo governo.

     

    Para a presidente da FPA, a eliminação da tarifa é um antigo pleito da agropecuária brasileira, pois sua cobrança era causa de sucessivas desvalorizações no preço da matéria-prima. “Além da desvalorização do nosso produto frente aos mercados internacionais, a cobrança do imposto também resultou em perda de renda e prejuízos aos produtores rurais e ao crescimento do país”, destaca a deputada.

     

    Com a eliminação do imposto sobre o couro, apenas dois produtos brasileiros sofrem taxação nas exportações – cigarros e armas e munições – sendo estes últimos por razões relacionadas a fiscalização de contrabando e de segurança nacional. No caso do couro, segundo a deputada Tereza Cristina, não havia razões que justificassem tal regime de exceção ao produto.

     

    O coordenador de Meio Ambiente da FPA, deputado Valdir Colatto (MDB-SC), que também acompanhou as discussões e negociações durante o último ano sobre o assunto, ressalta que a decisão já deveria ter acontecido há muito tempo, pois o imposto prejudica a posição e a concorrência do Brasil no mercado externo e dificulta a exportação do couro produzido no país.

     

    “É um ganho justo. Isso influencia na valorização dos nossos produtos, agrega valor à nossa matéria-prima e fortalece os produtores brasileiros, com melhores preços. É o governo trabalhando a favor dos brasileiros”, afirma Colatto .

  • 18/09/2018

    PT desvia 1,5 milhão do Fundo Eleitoral para advogados de Lula

    A campanha do PT à Presidência da República pagou R$ 1,5 milhão ao escritório de advocacia Teixeira, Martins e Advogados, que tem entre os sócios Cristiano Zanin e Valeska Teixeira Zanin Martins. Os dois são responsáveis pela defesa de Lula nas condenações da Lava Jato.

    Os recursos são do Fundo Eleitoral e destinados exclusivamente a cobrir as despesas de campanha dos candidatos. Lula teve o seu registro impugnado pelo TSE.

    O partido destinou também R$ 900 mil para o escritório Aragão & Ferraro Advogados Associados e R$ 150 mil para a empresa Edilene Lobo Sociedade de Advogados. Na campanha, essas duas companhias têm maior foco em questões de direito eleitoral.

    O total gasto pela campanha até o momento foi R$ 26.210.017,42. Os principais repasses financeiros foram para a empresa M. Romano Comunicação, que recebeu R$ 7,48 milhões, e para a Rental Locação de Bens Móveis, que cobrou R$ 7 milhões pelos serviços.

    O limite de despesas nas eleições 2018 para presidente é de R$ 70 milhões e, em caso de segundo turno, de mais R$ 35 milhões. (Com informações do Estadão)

  • 17/09/2018

    Gleisi e Haddad abrem o jogo: se PT vencer, Lula será solto e governará o país

    Eles já não escondem mais o jogo, embalados pelo crescimento nas pesquisas: Fernando Haddad, a quem Lula terceirizou sua campanha à presidência da República, e Gleisi Hoffmann, presidente do PT: se vencerem a eleição, o presidiário será solto. "Será a prioridade do meu governo", anuncia Haddad. E, tal qual faz nesta campanha, dando as cartas numa cela da PF de Curitiba, terá “importante papel” no futuro governo – ou seja, é quem governará de fato. Fantoche de Lula hoje, Haddad continuará a serviço do criminoso, a quem, aliás, serve com dedicação e alegria.
     
    A admissão foi feita por Haddad em sabatina hoje ao Grupo Folha, horas depois do Valor Econômico publicar a entrevista de Gleisi.
     
    Eles não falam em liberdade pura e simples, tampouco em “indulto”, que pressupõe a culpa do beneficiado. Falam em “justiça”, e a única que admitem – e deram provas disso desde a primeira denúncia contra o presidiário – é sua absolvição. Apesar de todas as provas em contrário – o elemento, condenado em segunda instância por unanimidade responde a mais seis ações penais por corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de Justiça, etc. - creem piamento que Lula é a "viva alma mais honesta deste país".
     
    A vitória de Haddad, portanto, desmente o slogan da campanha, que é “para o Brasil voltar a ser feliz”. A vitória de Haddad será a chave da liberação de Lula. E o passaporte para que reestruture a organização criminosa que praticou o maior assalto aos cofres públicos e provocou uma crise econômica e política sem precedentes.
  • 17/09/2018

    Fortuna de Guiné Equatorial seria para o PT? A história induz a suspeitar que sim

    O PT está em dificuldade financeira: não conseguiu pagar a equipe de produção de rádio e tevê, o pessoal cruzou os braços e ameaçou: se a grana não entrasse no final de semana, nada de propaganda eleitoral na semana que vem.
     
    E eis que entra em cena – que bela coincidência, nada mais que coincidência! – Teodoro Obiang Mangue, filho do ditador da Guiné Equatorial Teodoro Obiang Nguema, um dos países que mais recebeu investimentos de empreiteiras brasileiras freguesas da Lava Jato graças à intercessão de Lula. E entra em cena triunfalmente com seu Boeing e comitiva portentosa no aeroporto de Viracopos transportando 16 milhões de dólares em dinheiro, relógios e joias.
     
    Alegou – depois de muita negociação para que as malas da comitiva fossem vistoriadas - que era para pagar um tratamento de saúde (????????????), mas seguiria viagem, um dia depois, para a Malásia... que fica do outro lado do mundo, sem ter por quê fazer escala no Brasil!
     
    E por falar em coincidência, foi nesse aeroporto que, segundo Antônio Palocci, pousou o avião que trouxe um milhão de dólares para a campanha de Lula doados por seu “amigo e irmão” Muamar Kadafi.
     
    E foi aí também que pousou o avião com cinco milhões de dólares enviados por Fidel Castro para a campanha de eleição de Lula. (Informação da Veja)
     
    Não me recordo agora se foi neste ou outro aeroporto – e isto não faz a menor diferença – que desembarcaram os cinco milhões de dólares enviados pelas Farc também para as campanhas do chefão petista.
     
    E então, como alegavam os petistas, bastava proibir doações de empresas, delegando ao estado o dever de financiar as campanhas políticas, e o caixa dois desapareceria por milagre...
  • 12/09/2018

    Carta ao Bobo Brasileiro. A história se repete como farsa

    A história se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa.
     
    A máxima de Karl Marx mostrou ontem toda a veracidade – e premonição – de seu enunciado: de uma cela na Polícia Federal, onde cumpre pena de 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula lançou a candidatura de Fernando Haddad à presidência da República.
     
    Em documento lido por um de seus porta-vozes (nunca um presidiário teve tantos), ele voltou a atacar a Justiça, repetiu o papel desgastado de vítima e atribuiu a Haddad a missão de “subir a rampa do Planalto” em seu lugar, impedido que está de disputar a eleição por causa da Lei da Ficha Limpa.
     
    O documento pretendeu repetir a Carta ao Povo Brasileiro que, em 2002, serviu de passaporte para que chegasse à presidência da República.
     
    Naquele, escrito por Antonio Palocci – condenado por corrupção como ele -, prometia respeitar as regras do jogo democrático e do mercado. Neste – que repete o título daquele  – revela um ser amargurado pela derrota moral e política que infringiu a si próprio, revolta com as regras do jogo democrático que o condenaram e promete o impossível, que o Brasil “volte a ser feliz”. Impossível porque o programa de governo de seu partido, concebido por ele, propõe repetir as ações que levaram o Brasil ao desastre.
     
    Quando Lula se elegeu, em 2002, um líder operário fez história (para o bem e para o mal); da segunda vez, por meio de Dilma, tivemos a tragédia; agora, por intermédio de Haddad, o que assistimos é a farsa.
     
    O documento divulgado ontem merece, por seu conteúdo, o título de Carta ao Bobo Brasileiro.
  • 12/09/2018

    Ordem de prisão de Malucelli neutraliza Arruda

    O candidato do MDB ao governo do Paraná João Arruda tem sido o mais contundente adversário do ex-governador Beto Richa e sua sucessora Cida Borghetti no horário eleitoral.
     
    É compreensível: além de recorrer a uma elementar estratégia política para ganhar os votos dos descontentes com Richa e Cida, Arruda é sobrinho de sangue e afilhado político de Roberto Requião, que não poupa adjetivos – e ações – contra o tucano e a sucessora.
     
    A prisão de Richa seria um prato cheio para Arruda. Seria. Ocorre que ele é genro do empresário Joel Malucelli, que teve o mandato de prisão expedido sob a suspeita de cumplicidade com o tucano no superfaturamento de locação de máquinas para a melhoria de estradas rurais.
     
    Malucelli não foi preso porque está fora do país.

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