• Esta deputada é peituda!

    Ana Paula da Silva, a Paulinha (PDT), ex-prefeita de Bombinhas, está causando furor por causa do decote generoso que usou ao tomar posse como deputada estadual por Santa Catarina.

    As titias do Whatsapp estão tendo piripaque em série! E os bolsonáticos, espumando de ódio, comparam os trajes dela com os de uma policial militar, eleita pelo PSL, que foi à posse de uniforme. Vulgaridade versus dignidade! (Mas omitem que elegeram um ex-ator pornô, entre outras excrecências.)

    Acho o traje da Paulinha inadequado para a solenidade, mas não imoral e nem ofensivo ao decoro parlamentar, já que o regimento da Assembleia Legislativa não obriga o uso do sutiã nem determina as dimensões do decote; apenas obriga trajar “esporte completo”, quesito que ela obedeceu rigorosamente...

    Imoral é a(o) parlamentar (e não são poucas/os) que se elegem postando-se de vestais e são verdadeiras(os) prostitutas(os). E que vão continuar fingindo castidade mesmo com todas as provas em contrário.

    Paulinha pelo menos teve a coragem de tomar posse de peito aberto!

  • Davi vence Renan. E agora, Jair?

    E agora, Jair?


    A articulação comandada por Onyx Lorenzoni deu certo, e o inexpressivo Davi, Davi... como é mesmo o sobrenome dele? – deixa pra lá! – venceu o gigante Renan Calheiros para presidir o Senado.

    Parabéns!

    Mas e agora?

    O Davi (Alcolumbre, me lembrei!) é amador, Renan um profissional de alto quilate (se tem problemas com a Justiça é outra história). Para tocar as reformas indispensáveis para o Brasil sair do buraco em que nos meteu o PT, é preciso um articulador hábil no comando do Senado.

    Essa qualidade – vimos na horrorosa sessão de sexta-feira – decididamente Davi não possui. O que possui é truculência, um corpanzil e a capacidade incrível de se manter horas sentado (alguém até sugeriu que estivesse usando sonda...)

    Renan é mestre nesta e noutras artes, como a dissimulação. Um camaleão perfeito: defendeu os interesses do PT com unhas e dentes, salvou os direitos políticos de Dilma e... abraçou o bolsonarismo com tamanho empenho (vide o encontro que teve com o 01, seu filho Flávio no plenário do Senado) que parecia seu eleitor desde criancinha.

    Mas, e agora, Jair?

    Você terá um aliado no comando do Senado, porém um aliado frágil, tontão, amador, e um provável adversário tão manhoso quanto Satanás.

    E agora, Jair?

    (Desculpe-me a informalidade no tratamento. Aprendi com você a partir da mensagem que enviou a sua majestade a rainha da Inglaterra Elisabeth II, tratando-a simplesmente de “rainha”. Talquei?)

  • Olavo de Carvalho provoca o primeiro cisma do governo

    O “filósofo” Olavo Carvalho, guru do presidente Bolsonaro e das milícias que o apoiam nas redes sociais, está em campanha aberta contra o vice-presidente Hamilton Mourão.
    Por quê?


    Porque, em primeiro lugar, o general não se curva às suas teses esdrúxulas e teorias da conspiração e ousou – sacrilégio imperdoável – receber uma delação palestina bem no dia em que as tropas israelenses se juntaram aos trabalhos de busca e salvamento em Brumadinho.

    Segundo, porque o general ousou – sacrilégio imperdoável – anunciar que viajará à China, território do pecado, antro do comunismo, ameaça perene ao Cristianismo!

    Terceiro, porque as declarações ponderadas, os gestos comedidos e a atenção que o vice dispensou à imprensa – sacrilégios imperdoáveis e em franco contraste com o comportamento do titular do cargo – o fizeram ganhar a simpatia do eleitor ponderado, tornando-se, portanto, uma ameaça a Bolsonaro.

    Temos, portanto, o primeiro cisma – ou racha – nas hostes bolsonarianas, o que é péssimo para elas e um bom sinal para a nação.
    (E as milícias bolsonarianas acatam extasiadas a ordem do Sábio...)

  • Obrigado, Hauly

    Sete mandatos consecutivos, 28 anos honrando os eleitores – esteve sempre entre os líderes do Congresso na avaliação do Diap – Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) encerra hoje sua carreira parlamentar.

     

    Não conseguiu se reeleger na eleição passada, que renovou mais da metade das cadeiras da Câmara – para o bem ou para o mal, só o tempo nos dirá. A nova legislatura começa amanhã.

     

    Hauly deixa um legado de grandes projetos e relatorias, entre eles o Simples Nacional, Lei Kandir (compensação por desoneração nas exportações), reforma tributária (aprovada pela Comissão de Finanças e Tributação no final do ano passado) e a maior negociação trabalhista do mundo, que foi a devolução a milhões de trabalhadores das perdas casadas no FGTS pelos planos econômicos dos governos Sarney e Collor.

     

    Vinte e oito anos de mandato parlamentar, duas vezes no comando da Secretaria de Fazenda do Paraná, prefeito e vereador de Cambé: e nenhum processo por improbidade ou desvio de recursos! Um recorde digno de ser reverenciado no país da Lava Jato, que escancarou os porões putrefatos do ambiente político nacional.

     

    Obrigado, Hauly!

  • Fanatismo, ignorância e o vexame dos bolsonáticos

    A diferença de dois títulos das edições brasileira e espanhola do jornal El País de quarta-feira sobre o desempenho de Bolsonaro em Davos jogou lenha na fogueira do ódio dos bolsonáticos – bolsonaristas fanáticos – à imprensa livre.

     

    “A mesma pauta, a mesma jornalista, o mesmo jornal. Na edição espanhola, Bolsonaro empolga. Na edição brasileira, Bolsonaro decepciona. Quem não me decepciona mais é o jornalismo." Este é um dos comentários dos bolsonáticos em suas redes cada vez mais antissociais.

     

    O título da edição espanhola diz: “Bolsonaro anima a los ejecutivos de Davos a invertir en el nuevo Brasil”.

     

    O da brasileira é: “O breve discurso de Bolsonaro decepciona em Davos”.

     

    O texto das duas reportagens, assinadas por Alízia González, é o mesmo, e abre apontando a frustração da plateia com o discurso curto e raso do presidente brasileiro, que fez sua estreia mundial na cidade suíça.

     

    O primeiro parágrafo em português: “Havia expectativa no Fórum Econômico Mundial quanto à estreia de Jair Bolsonaro no cenário internacional, em sua primeira viagem desde a posse como presidente, no último dia 1º. E, se o que os investidores esperavam de seu discurso era algum detalhe sobre as prometidas reformas, a decepção foi inevitável. Bolsonaro estimulou os investidores a apostarem num novo Brasil livre de corrupção e se comprometeu com a abertura comercial e econômica da maior economia latino-americana.” (O grifo é nosso)

     

    O primeiro parágrafo em espanhol: “Había expectación en el Foro Económico Mundial por asistir al estreno de Jair Bolsonaro en su primer viaje internacional desde que fue investido presidente el pasado 1 de enero y si lo que esperaban los inversores de su intervención era alguna concreción en sus prometidas reformas, la decepción ha sido inevitable. Bolsonaro ha animado a los inversores a apostar por el nuevo Brasil libre de corrupción y se ha comprometido con la apertura comercial y económica de la primera economía latinoamericana.” (O grifo é nosso)

     

    Os bolsonáticos não leram a reportagem. Detiveram-se apenas no título – o que para eles bastou como prova inequívoca da má-fé da imprensa brasileira.

     

    A reação dos bolsonáticos foi desproporcional (e injusta) ao fato, pois interpretaram que a edição brasileira, influenciada pela mídia local, “esquerdopata”, puxou para baixo o desempenho do Mito, enquanto a espanhola, livre do ranço da “extrema-imprensa” tupiniquim, o elevou aos céus. OK, o enfoque foi diferente nas duas edições, mas o da espanhola não diz que o discurso de Bolsonaro entusiasmou os empresários, e sim que os estimulou (ha animado) a investirem no Brasil. “Animar” em espanhol significa “incentivar” ou “estimular” em português!

     

    Se a manchete espanhola fosse como a interpretaram os bolsonáticos, seria: "Discurso de Bolsonaro alienta a ejecutivos a invertir en el nuevo Brasil". (Discurso de Bolsonaro anima executivos a investir no no Brasil".

     

    Moral da história: a combinação de fanatismo com ignorância resulta em vexame.

     

  • A fuga de Jean Willys e a mensagem macabra de Bolsonaro

    Penso (praticamente) o oposto que Jean Wyllys, considero-o um gay afetado, recrimino-o por várias atitudes como deputado – entre elas cuspir no rosto do então colega Jair Bolsonaro no plenário da Câmara -, mas me solidarizo com ele por causa das ameaças que vem recebendo.


    Ameaças que o fizeram contratar segurança e o induziram a trocar a vida boa de deputado federal (salário líquido de mais de 20 mil reais, mais isto e mais aquilo) pelo exílio sabe-se lá onde, anunciado hoje. Ele se reelegeu na bacia das almas (míseros 24 mil votos) para o terceiro mandato consecutivo.

    O deputado foi vítima de inúmeras fake news antes, durante e depois da campanha eleitoral, por parte dos bolsonáticos – bolsonaristas fanáticos -, sendo a mais grotesca delas a de autoria do ex-ator pornô, especialista em filmes gay, Alexandre Frota, eleito deputado federal pelo partido do presidente da República. A montagem, que acusava Willys de defender a pedofilia, custou uma condenação por danos morais no valor de quase R$ 300 mil a Frota.

    Wyllys é do PSOL. Sua colega de partido, a vereadora carioca Marielle Franco, foi assassinada pelas milícias. Seu colega de partido, Marcelo Freixo, deputado estadual, estava na mira do mesmo grupo de criminosos – só não morreu porque a polícia descobriu em tempo a conspiração, em dezembro. Como Wyllys poderia ficar tranquilo se, além das ameaças que recebe, descobre que Flávio Bolsonaro, primogênito do presidente e senador eleito, empregou em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio a mãe e a esposa do chefe da milícia acusada da morte de Marielle e de tramar o assassínio de Freixo? E que, durante anos, manteve como seu principal assessor Fabrício Queiroz, amigo do bandidão e que, após a descoberta pelo Coaf das lambanças em sua conta bancária, escondeu-se na região controlada pelo chefe miliciano? E que esse mesmo Queiroz partilhou da intimidade dos Bolsonaro, a ponto de depositar dinheiro na conta da agora primeira-dama?

    O anúncio de que vai deixar o país é a notícia mais negativa desde a posse de Bolsonaro na presidência – e certamente correrá o mundo. E, em vez de prestar solidariedade ao ex-colega ameaçado (e estancar a sangria de sua imagem), Bolsonaro comemora no Twitter: "Grande dia", escreveu com a profundidade que o caracteriza. O filho Carlos foi na mesma toada. Os bolsonáticos idem.

    Esta não é a atitude que se espera de um chefe de Estado, cuja missão é zelar e garantir a segurança dos cidadãos - de todos, não importa cor, sexo, orientação sexual, profissão, militância política, condição social e formação escolar.

    A reação de Bolsonaro ao ato de desespero de Wyllys equivale a uma escarrada e um murro no rosto da nação. E a uma advertência a todos os que não concordam com ele ou o criticam pontualmente ou venham a discordar: “Amem-me ou vazem, talquei? Senão..."

  • O cenário assombroso que envolve Flávio Bolsonaro

    O ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, 42, está foragido e é um dos 13 alvos de uma operação deflagrada nesta terça-feira (22) pelo Ministério Público para prender suspeitos de chefiar milícias que atuam nas comunidades como de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro (Folha de S.Paulo).
    A mulher e a filha de Nóbrega trabalharam no gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro, eleito senador em outubro. Deixaram o emprego no final do ano passado. Estavam lá quando, em agosto, o jornal O Globo revelou que Nóbrega era apontado pela polícia como chefão do Escritório do Crime, organização especializada em matar sob encomenda. A organização é a principal suspeita do assassínio de Marielle Franco e seu motorista.
    Mãe e esposa de Nóbrega foram indicadas por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, que se demitiu em outubro, ao saber que sua movimentação financeira havia caído na malha fina do Coaf.
    Desde a denúncia, feita pelo Estadão no início de dezembro, até se internar no final daquele mês no Albert Einsten, de São Paulo, para a retirada de um tumor, Queiroz refugiou-se na favela Rio das Pedras, onde Nóbrega anda e desmanda. Nem ele nem a família (esposa e três filhas trabalharam com Flávio) atendeu às intimações do MP para depor. Flávio recusou o convite.
    Queiroz movimentou R$ 7 milhões em sua conta de 2015 a 2017. Assessores de Flávio – incluindo mulher e mãe de Nóbrega – fizeram depósitos nesta conta. Flávio, que fez depósitos mais que suspeitos, é investigado na esfera civil pelo MP, que também investiga mais de 20 deputados estaduais do Rio em situação similar.
    Some-se a movimentação financeira suspeita de Flávio e Queiroz, a amizade deste com o chefão das milícias e a cumplicidade de Flávio com seus crimes, pois manteve em seu gabinete mãe e filha dele mesmo sabendo do que era acusado, e vislumbra-se um cenário assombroso. Cenário no qual o pai do protagonista, o presidente da República Jair Bolsonaro, tem papel relevante por sua longa e íntima relação com Queiroz, por ter recebido dinheiro dele na conta da mulher, por manter em seu gabinete uma das filhas dele sem que ela comparecessem ao trabalho.
    Nem a mente mais maligna seria capaz de conceber uma trama tão sórdida. Os fatos, no entanto, a estão tecendo. E os personagens, em vez de dissolver a teia com argumentos convincentes, a ampliam e reforçam com meias verdades, mentiras e fugas.

    Por favor, belisquem-me: quero acordar deste pesadelo!

  • A afirmação que desmonta um dos mitos da campanha de Bolsonaro. Quem é o autor?

    "Não vejo como uma questão de medida de combate à violência. Vejo apenas, única e exclusivamente, como atendimento de promessa de campanha do presidente e que vai ao encontro dos anseios de grande parte do eleitorado dele".
    Quem é o autor desta frase, que demole um dos argumentos centrais da campanha de Jair Bolsonaro, de que armando a população a taxa de criminalidade iria diminuir?
    O apelo de Bolsonaro foi tão forte que mobilizou uma multidão de seguidores entusiasmados e o levou a liberar a posse de armas como uma das primeiras medidas do seu governo.
    Quem é o autor da frase?
    Lula, o presidiário?
    Gleisi, a incendiária?
    José de Abreu, o petista?
    Jean Willys, o cusparento?
    Maria do Rosário, a bela?
    Papa Francisco?
    Antonio Guterrez, o portuga secretário-geral da ONU?
    Nenhum desses? Então: Quem? Onde? Quando?
    General Hamilton Mourão, ao chegar para o trabalho ontem, primeiro dia de sua interinidade na presidência da República, em entrevista relâmpago a uma emissora de rádio.
    E agora, Bolsonáticos?

  • O "01" falou. Não seria melhor ter ficado calado?

    Em entrevista à TV Record ontem à noite, o senador eleito Flavio Bolsonaro explicou o pagamento de um título de R$ 1 milhão na Caixa Econômica e os depósitos parcelados em R$ 2 mil, atingindo R$ 96 mil em um mês. Depósitos feitos em sua conta bancária em caixa eletrônico na Assembleia Legislativa do Rio.

     

    Segundo ele, o título de R$ 1 milhão (e uns quebrados) refere-se à compra de um imóvel na planta financiado pela Caixa. A Caixa quitou o valor total do imóvel, debitando-o em seu financiamento de longo prazo. Como a entrega do imóvel demorou, demorou, ele o passou para frente por R$ 2,4 milhões.

     

    Que negócio da China: antes de estar pronto, o imóvel já valia 2,4 vezes mais de quando o comprou! Ele e seu ex-motorista Fabrício Queiroz “sabem fazer dinheiro”!

     

    Como parte do pagamento que recebeu pelo imóvel foi feito em espécie – continua Flávio -, ele o depositou em sua conta, parceladamente.

     

    Se você acreditou na versão, como acreditaram os bolsonáticos, acreditou, e não adianta apontar nenhuma falha na versão do “01”, o primogênito do presidente Bolsonaro.

     

    Se você não é um bolsonarista fanático, já sacou, diante dos furos desta versão, que era preferível o “01” ter ficado de boca fechada.

     

    Afinal, se o dinheiro em espécie fazia parte do pagamento pelo imóvel, por que não depositá-lo de uma vez, já que teria como comprovar sua origem? Seria menos trabalhoso e seguro.

     

    E uma pergunta: por que ele não soube indicar o endereço do imóvel?

  • Trinta anos após o fim do regime militar, general volta ao comando do país

    Pela primeira vez em 34 anos temos um general na presidência da República.


    O último, João Figueiredo, saiu pela porta lateral do Palácio do Planalto, negando-se a entregar a faixa a seu sucessor, José Sarney.

    O gesto foi simbólico: 21 anos após tomarem o poder, os militares estavam desgastados.

    Três décadas depois, as Forças Armadas são a instituição com maior credibilidade no país. Um capitão do Exército foi eleito, e seu governo recrutou mais de 40 oficiais das Forças Armadas.

    O regime militar era ansiado pela população no alvorecer da década de 1960; nos anos 80 do século passado, a democracia era o desejo coletivo. A realização desse desejo, no entanto, frustrou a muitos.

    O mundo dá voltas. E a democracia, felizmente, soube se impor às frustrações que gerou e ao desejo de muitos para que fosse substituída por um regime de força.

    O general Hamilton Mourão fica no cargo até a volta de Bolsonaro do Fórum Mundial de Davos. E o reassumirá logo depois por causa da cirurgia a que se submeterá o presidente.

    Assumirá sabe-se lá quantas vezes. Compete-lhe, assim como ao chefe e colegas de farda, preservar a estima que a população tem pelas Forças Armadas. O bom desempenho do governo é requisito essencial para isso.

  • Ex-ministro da Defesa vai comandar Itaipu

    O ex-ministro da Defesa Joaquim Silva e Luna será o novo diretor-geral da Itaipu Binacional, usina hidrelétrica que pertence ao Brasil e ao Paraguai. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

    Lula e Silva vai substituir o advogado Marcos Stamm, que está no cargo desde abril do ano passado.

    O último militar a assumir a Itaipu foi Ney Braga (1985-1990

  • Alvaro Dias se apresenta como alternativa a Renan Calheiros

    O presidente Bolsonaro deu sinal perde para o PSL aderir à candidatura de Rodrigo Maia à presidência da Câmara. E se movimenta para endossar a de Renan Calheiros para a presidência do Senado. O porta-voz desta tendência é o Major Olímpio, que afirmou ontem que Renan “acenou a bandeira de paz para o governo”. Foi a resposta à afirmação de Rena, feita no final de semana, de que “se o governo me chamar, eu vou”.


    A vitória de Maia está consolidada, pois, com exceção dos tucanos e outros partidos pequenos, os demais aderiram à sua candidatura. Já há mais de 300 votos garantidos – quórum que, se confirmado, definirá a disputa já no primeiro turno.

    A candidatura de Renan corre solta nos bastidores, mas poucos são os senadores que a endossam em público. Alvaro Dias vai na contramão da tendência, apresentando-se como alternativa a essa manobra que afronta tudo quanto Bolsonaro prometeu em sua campanha eleitoral. 

    A “velha política”, que ele prometeu sepultar de vez, terá triunfado sobre a esperança de mais de 57 milhões de eleitores de que ele seria o instrumento de renovação, e limpeza ética, do Congresso.

    Afinal, o que adianta renovar as galinhas se os galos continuam cocoricando?

    Eis a plataforma do senador paranaense:

    - Legislativo independente na esteira da interdependência dos poderes.
    - Rejeição a qualquer tentativa de invasão de competência da parte do Judiciário.
    - Antecipação aos fatos com agilidade no ato de legislar.
    - Devolução de medidas provisórias inconstitucionais e cumprimento rigoroso do calendário de votações.
    - Valorização das iniciativas dos parlamentares priorizando-as quando ocorrer coincidência com as propostas do executivo.
    - Legislativo reinventado com respeito da sociedade.
    - Nenhuma decisão importante será adotada pela presidência da casa sem prévia consulta aos membros da mesa e lideranças partidárias.
    - Todas as sugestões serão bem recebidas.

  • Aeronaves no solo, bolsonáticos em voo de cruzeiro

    A eleição de Jair Bolsonaro foi o antídoto escolhido por 57 milhões de brasileiros para sepultar in saecula saeculorum o nefasto lulopetismo.

     

    Seus eleitores dividem-se em três categorias: os contrariados pela necessidade de votar nele para barrar a volta do PT; os convencidos das qualidades apregoadas pelo candidato, mas prudentes; e os extasiados, que o consideram o Messias - são os bolsonáticos, mistura de fanáticos com lunáticos. Estes só veem qualidades no Mito e acertos em todas as suas afirmações e decisões. E consideram como seus inimigos todos quanto ousam criticá-lo.

     

    Duas semanas depois da posse, e o exército de bolsonáticos continua em êxtase, refém da manipulação dos goebbelianos bolsonaristas, que disseminam, como fizeram maciçamente na campanha, fake news, meias verdades e informações ufanistas sem contato com a realidade.

     

    A mais recente delas (ainda não responsabilizaram Bolsonaro pela prisão de Battisti, ainda), afirma: “Um Comandante da LATAM postou hoje, sábado (12/01), uma mensagem em grupos do WhatsApp afirmando que voa para Brasília desde 2005, e NUNCA tinha visto isso no aeroporto e na base aérea! Toda a frota do Grupo de Transporte Executivo da FAB (GTE), que transporta os ministros e outras autoridades do governo, no chão em pleno sábado! Muda Brasil !!!”

     

    A foto que acompanhava a postagem é reproduzida neste espaço. Observação: não existe Grupo de Transporte Executivo da FAB e sim Grupo de Transporte Especial.

     

    Os comentários que vieram a seguir são os mais extasiados possíveis: todos elogiam a “ação moralizadora” do Bolsonaro e coisas do gênero ("acabou a mamata!"), sem que ninguém tenha se dado ao trabalho de consultar a página da FAB que registra a utilização de aeronaves por autoridades. (http://www.fab.mil.br/voos/index)

     

    Ninguém, exceto este chato que vos escreve, que, ao chamar a atenção dos deslumbrados, recebeu uma enxurrada de críticas, xingamentos, etc. O menos agressivo foi que sou “tendencioso”.

     

    E o que disse?

     

    Que aos sábados, como dita o protocolo da FAB, esses aviões – exceto em casos excepcionais – ficam estacionados em Brasília. Disse ainda que era impossível checar se haviam transportado autoridades na sexta, ou mesmo no sábado, pois o relatório de atividades somente seria divulgado no primeiro dia útil da semana.

     

    O mapa de transporte de autoridades no ano passado comprova que nos finais de semana as aeronaves, salvo as exceções, que são raras, ficam inativas. Não havia, portanto, motivo para atribuir ao governo Bolsonaro a presença das aeronaves em Brasília.

     

    Moral da história: os bolsonáticos continuam deslumbrando-se com fake news, felizes por serem manipulados e dispostos a achincalhar, como lobos famintos, os que clamam para que recuperem a razão – e a visão!

     

    Isso aconteceu ontem com os petistas. Isso acontece hoje com os bolsonáticos. Isso aconteceu nos anos 30 na Alemanha...

  • Iapar "será fortalecido", diz secretário de Agricultura

    “Dói no coração? Dói, mas fazer o quê: esperar que o último a sair apague a luz e pendure a chave na porta?”

    É com essa figura de linguagem que o secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, resume a necessidade de incorporação dos órgãos dedicados à agricultura, pecuária e assistência rural a uma unidade gerencial, processo que, segundo ele, os tornará mais eficientes e reduzirá custos e burocracia.Esses órgãos, que enfrentam restrições financeiras e redução do quadro de servidores, são o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Instituto Emater, Centro Paranaense de Referência em Agroecologia e a empresa de economia mista Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar). Eles passarão a ser geridos pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná. O nome é provisório, mas a decisão de cortar cargos de direção, definitiva: de 17, cairão para cinco ou seis. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), criada em 1991, é uma referência para o modelo em gestação.

    O processo tem o aval do governador Ratinho Júnior e atende ao seu compromisso de campanha de reduzir e tornar mais produtiva a máquina estatal. A incorporação desses órgãos, e como será o relacionamento entre eles, ainda está em fase de estudo e corresponde à segunda etapa do reajuste administrativo pretendido pelo governador, que diminuiu de 28 para 15 as secretarias de governo. Autarquias, empresas públicas e de economia mista deverão se ajustar a essa mudança.
    A reorganização administrativa do estado está sendo orientada pela Fundação Dom Cabral, com campus em várias capitais e associados em todo o Brasil. Entre outras atividades, a fundação promove cursos de pós-graduação e presta consultoria empresarial e de gestão pública.

    A incorporação mais polêmica é a do Iapar, com quase meio século de existência e resultado de ampla mobilização da sociedade civil organizada de Londrina, onde está sua sede. “Compreendemos a importância histórica do Iapar, mas seu modelo, assim como de outros órgãos, não pode ser mantido para sempre, pois as circunstâncias exigem que seja reinventado”, explica Ortigara.

    Londrina continuará sediando o instituto, que manterá sua condição de órgão oficial de pesquisa, com potencial para ser ampliada e aproximando-se da extensão rural e das entidades do agronegócio e agricultura familiar.  “O Iapar será fortalecido”, garante o secretário. O curso de mestrado em Agricultura Conservacionista também será preservado. O experiente pesquisador Rafael Fuentes Llanillo, do Iapar, autor de vários livros e consultor da Organização das Nações Unidas, será seu diretor.
    Uma das circunstâncias que exigem a “reinvenção” desses órgãos é a impossibilidade de repor os servidores que se aposentam. “Estamos tentando isso desde 2015, mas esbarramos na Lei de Responsabilidade Fiscal”, justifica Ortigara. Economista e técnico agrícola, ele é servidor da Secretaria de Agricultura há 40 anos e foi secretário de Agricultura de 2011 a 2017.

    O setor de agricultura, pecuária e extensão rural do Paraná conta com cerca de dois mil servidores. A Emater renovou seus servidores em 2017, substituindo os estatutários por celetistas O processo deverá se estendido ao Iapar e à Codapar por meio de um programa de demissão voluntária. O Centro Paranaense de Referência em Agropecuária é um caso à parte: todos os seus servidores – exceto os cinco diretores - são cedidos por outros órgãos.
    “Isso será feito passo a passo”, tranquiliza Ortigara, que se dedicará nesta semana a colher opiniões dos técnicos desses órgãos e na próxima abrirá a consulta aos representantes da sociedade organizada.

     

  • Posse de Bolsonaro é o atestado de óbito do PT

    A posse de Jair Bolsonaro na presidência da República representa um novo ciclo político (esperançoso e temeroso ao mesmo tempo), calcado na morte do partido mais corrupto da história: o Partido dos Trabalhadores e seu líder (ambos formam um só elemento criminoso), Lula da Silva.


    O PT foi defenestrado do poder – que exerceu com arrogância, sem escrúpulos e só limitado quando houve forte reação das instituições ou popular – com o impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016. Treze anos, quatro meses e vinte dias de descalabros de toda ordem disfarçados por um programa de assistência social copiado do antecessor e ampliado para fins meramente eleitorais. 

    Dilma destruiu o legado de Lula – estabilidade econômica e inflacionária e um nível de desemprego aceitável, legado por sua vez de Fernando Henrique Cardoso – impondo uma reviravolta estatizante na condução da economia. Sua maior herança foi a recessão mais profunda e prolongada da história. Coube a Michel Temer estancar a sangria. Apesar de todas as diferenças com o da antecessora, o governo de Temer foi a continuidade - e o epílogo - de uma era nefasta.

    A corrupção ampla, geral e irrestrita foi a marca mais pronunciada do lulopetismo. Nunca antes na história deste país se roubou tanto e de forma tão organizada - e justamente por um partido que prometia fazer da ética um apanágio da vida pública.

    O partido esboroou com a Lava Jato. Seu líder máximo está preso, assim como outros intermediários, e mesmo assim o partido afrontou a legislação eleitoral tentando impor a candidatura de Lula (impedida pela Lei da Ficha Limpa) à presidência da República. A resposta da população se deu nas urnas, com a derrota do interposto Fernando Haddad.

    Sobraram para o PT os estados do Nordeste, ironicamente os mais prejudicados com a crise econômica gestada pelo petismo! – e a maior bancada da Câmara dos Deputados. Esses estados têm participação pouco expressiva no PIB nacional e à bancada petista, que decidiu boicotar a posse de Bolsonaro no Congresso, restará esbravejar contra o novo presidente. E boicotar tudo, absolutamente tudo, o que ele vier a propor.

    O resultados das urnas foi a sentença de morte do PT, cujo atestado de óbito foi oficializado hoje com a posse de Bolsonaro. O papel agora do partido é o do defunto que se rebela com a morte e tenta adiar ao máximo o enterro.

  • Obrigado, São Queiroz, por tirar esse peso de nossas consciências

    Ufa! Foi um alívio para todos nós, eleitores de primeira hora de Jair Messias Bolsonaro e defensores intransigentes de sua honestidade, assim como de sua família, a entrevista de Maurício Queiroz, o ex-assessor de Flavio, o filho “02” do presidente eleito, sobre a “movimentação atípica” detectada em sua conta bancária pelo Coaf.
     
    Em primeiro lugar, a observação que não quer, não pode calar: onde estava o Coaf durante os governos Lula e Dilma em que se praticou o maior assalto aos cofres públicos de que se tem notícia? Por que só agora, às vésperas da posse do maior adversário de todos os tempos do PT e do maior presidente que o Brasil teve e terá, é que surge essa denúncia? Por que apontam como “movimentação atípica” a merrequinha de R$ 1,2 milhão, enquanto Lula, sua família e o PT movimentaram bilhões, trilhões de origem criminosa?
     
    Obrigado, Queiroz. Você foi firme, convincente, seguro ao explicar que a maior parte do dinheiro em sua conta é derivada da compra e venda de carros usados. Puxa, que dinâmico você é! Com toda a razão, intitulou-se “um cara de negócios, um fazedor de dinheiro”. Parabéns!
     
    E um negócio pra lá de informal, pois dispensa o registro em seu nome dos veículos negociados, que têm os documentos de um dono transferidos para o outro sem que você entre na história para fins de imposto de renda. Eureca!
     
    Parabéns por dedicar-se a este ramo, que exige ir pra cá, ir pra lá, ver um carro aqui, outro ali, levar ao mecânico para avaliar, comprar, mostrar a um, dois, três, vários clientes, vender... e reiniciar o processo. E ainda no Rio de Janeiro, que, além de imensa e de trânsito caótico, é uma das cidades mais violentas do mundo. Você é um herói, garoto!
     
    E tudo isso enquanto trabalhava na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro como assessor, motoristas, segurança, faz-tudo do “02”. Que disposição! Um herói duplo, portanto!
     
    Sua entrevista ao SBT é um cala-boca nos adversários do nosso presidente, pois não deixou pedra sobre pedra das maldades que andam ventilando por aí contra o mito e sua pulcra família. Até alguns dos nossos deixou-se contagiar pela desconfiança de que a sua conta seria uma lavanderia de dinheiro dos Bolsonaro. Obrigado, Queiroz, por tirar esse peso de nossas consciências!
     
    Além de servidor legislativo exemplar e negociante de primeira grandeza, você é um homem extremamente desapegado. A personificação da magnanimidade! Movimentou tanto dinheiro, e o que possui? Uma casa feia na periferia e um apartamentozinho em construção que está pagando a perder de vista! E olha que não é apenas você que trabalhava para os Bolsonaro, mas a esposa e duas filhas, obtendo uma renda familiar – mais que merecida! – de R$ 40 mil por mês.
     
    Você é um anjo, Queiroz (um dia, quando sua humildade permitir, conte-nos a que instituições de caridade você doou a fortuna movimentada em sua conta). Continue, mesmo não tendo mais vínculos profissionais, cuidando dos nossos Bolsonaro. Eles, e sobretudo o Brasil, precisam de um cara eficiente, dinâmico, fiel e desapegado como você.
     
    Obrigado, São Queiroz!
     
    Ah, sim, não dê bola para essa turma do MP que quer colher seu depoimento só para fazer média com a galera e posar, depois da caça aos petistas, de “isentona”. Envie a gravação da entrevista. Tá tudo lá. E vá cuidar de sua saúde, companheiro.
  • Marco Aurélio afonta o Supremo e escarra na Nação

    Estava demorando para Marco Aurélio aprontar a dele.

    Avesso à prisão após condenação em segundo instância, contra a qual se rebelou várias vezes, constrangendo seus colegas do Supremo, o ministro Marco Aurélio acatou hoje pedido do PCdoB e mandou soltar todos os presos nessa situação.

    O que o PCdoB quer é a soltura de Lula – que poderá acontecer no bojo dessa decisão esdrúxula, caso não seja revertida.

    A decisão do ministro é uma afronta ao Supremo, um tiro no peito da Lava Jato e uma escarrada na Nação (com exceção da nação petista, que deve estar em transe!).

    Seu ato remete ao do desembargador Rogério Favreto, que em julho mandou soltar Lula a pedido de deputados petistas. A decisão, revogada pelo TRF-4, foi tomada durante o recesso do Judiciário. A de Marco Aurélio acontece na véspera do início do recesso do Judiciário...

    Não bastasse ser a prisão em segunda instância um dos esteios da Lava Jato, a autorização para que isto ocorra foi tomada pelo plenário do STF. E é a decisão do plenário que prevalece.

    É inadmissível que um ministro ordene algo que contraria a decisão do plenário.  De todos os atos vis praticados por alguns ministros da atual composição do STF, este é o mais sórdido.

    Ao se insurgir contra os pares, Marco Aurélio se tornou indigno da toga. E apto de ocupar o lugar daqueles que mandou soltar.
     

  • TRE exige que Barbosa Neto devolva o que arrecadou para campanha

    O Tribunal  Regional Eleitoral desaprovou as contas do ex-prefeito cassado de Londrina Homero Barbosa Neto como candidato a deputado federal pelo PDT - obteve pouco mais de 15 mil votos.
     
    Barbosa, condenado em primeira e segunda instâncias em vários casos de corrupção em sua passagem pela Prefeitura de Londrina, terá que devolver ao Tesouro Nacional todo o dinheiro entregue pelo partido, no valor de mais de 130 mil reais corrigidos. O valor de 45 mil reais gastos no posto da família Carajás/Petrosan e Gasosan em Cambé (Bruno Farah Santaella e Thiago Farah Santaella) e no Petrofive no Jardim Leonor, foi esmiuçado pela Procuradoria da República pelo volume de combustível comprado e o pequeno número de carros (três) usados na campanha.
     
    Eis a decisão do TRE:
     
     
    PRESTAÇÃO DE CONTAS (11531) - 0602722-75.2018.6.16.0000 - Curitiba - PARANÁ
     
    RELATOR(A):  JEAN CARLO LEECK
     
    RESPONSÁVEL: ELEICAO 2018 HOMERO BARBOSA NETO DEPUTADO FEDERAL REQUERENTE: HOMERO BARBOSA NETO
    Advogado do(a) RESPONSÁVEL:
    Advogados do(a) REQUERENTE: LUCAS ARAUJO PUNDER - PR73984
     
     
    EMENTA - ELEIÇÕES 2018. PRESTAÇÃO DE CONTAS. ATRASO NO ENVIO DOS RELATÓRIOS FINANCEIROS. OMISSÃO DE DESPESA. RECOLHIMENTO DO SALDO NÃO UTILIZADO DO FEFC PARA O PARTIDO. ARRECADAÇÃO DE VALORES SEM EMISSÃO DE RECIBO. DESPESAS COM COMBUSTÍVEIS EM QUANTIDADE INCOMPATÍVEL COM O NÚMERO DE VEÍCULOS DECLARADOS. DESAPROVAÇÃO.
     
    1. O atraso na entrega dos relatórios financeiros de campanha, por si só, não impede a verificação da movimentação financeira dos candidatos. Sendo de pequena monta, não justifica a rejeição das contas.
     
    2. Sendo obrigatório o acompanhamento da movimentação financeira por profissional habilitado em contabilidade desde o início da campanha, a ausência de registro de gastos com assessoria contábil configura irregularidade. Inteligência do § 4º do artigo 48 da Resolução TSE nº 23.553/2018.
     
    3. Omissão de despesa, identificada por meio de circularização, configura irregularidade. Impacto de 1,8% do total de gastos.
     
    4. Os valores não utilizados do Fundo Especial de Financiamento de Campanha - FEFC devem ser recolhidos à União mediante GRU. Recolhimento em desacordo com essa diretriz implica a obrigatoriedade de ser repetido pela forma adequada. Hipótese em que o candidato recolheu o valor ao partido em que filiado. Embora ínfimo o montante - R$ 4,68 - deve ser recolhido na forma disciplinada.
     
    5. A arrecadação de receitas estimáveis em dinheiro implica a obrigatoriedade de emissão de recibo eleitoral, a teor do inciso I do artigo 9º da Resolução TSE nº 23.553/2017. Impacto de 3,34% no total de gastos.
     
    6. Despesas com combustíveis em valor incompatível com o número de veículos declarados como utilizados na campanha podem ensejar a desaprovação das contas face à omissão de registro de outros veículos presumidamente utilizados, quando a discrepância é muito significativa, seja a omissão a título de receitas estimáveis em dinheiro ou de gastos com locação. Ressalva de posicionamento do Relator.
     
    7. Contas desaprovadas, com determinação de recolhimento de valores ao Tesouro Nacional.
     
    Despesas com combustíveis incompatíveis com o número de veículos registrados
     
    A Procuradoria Regional Eleitoral aponta, no seu parecer, a existência de outra irregularidade, não referida no Parecer Conclusivo: a realização de despesas com combustíveis que seriam, na sua ótica, incompatíveis com o número de veículos registrados na campanha.
     
    Nesse ponto, antes de adentrar à discussão em si, registro que não se trata de hipótese que exija a abertura de vista ao candidato, uma vez que, como precisamente realçado pelo Parquet, houve o arrolamento da inconsistência no Relatório de Diligência (id. 1132866) nos seguintes termos:
     
    Identificou-se a nota fiscal nº 16422-1 datada de 04/09/2018, relacionada ao fornecimento de combustíveis pela empresa Auto Posto Gasosan LTDA - CNPJ 08.667.756/0001-09, no valor de R$ 40.000,00, referente a 6.631 litros de óleo diesel comum e 6.512 litros de etanol, constando 3 veículos declarados na prestação de contas.
    Identificou-se a nota fiscal nº 341-1 datada de 19/09/2018, relacionada ao fornecimento de combustíveis pela empresa Petrofive Comércio de Combustível LTDA - CNPJ 08.966.205/0001-38, no valor de R$ 5.000,00, referente a 671 litros de gasolina comum e 743 litros de etanol, constando 3 veículos declarados na prestação de contas.
    [não destacado no original]
     
    O candidato foi regularmente intimado a manifestar-se (id. 1153516 e 1153616), tendo permanecido inerte (id. 1324166), de sorte que não há prejuízo ao contraditório, no particular.
     
    Prosseguindo, o órgão ministerial considerou que essa inconsistência seria suficiente para a desaprovação das contas, aduzindo que:
     
    Apesar de não ter constado do Parecer Técnico Conclusivo, o relatório preliminar apontou a realização de despesas com combustíveis na ordem de R$ 45.000,00, contudo apenas 3 veículos foram registrados na prestação de contas.
    Importante registrar que a campanha eleitoral arrecadou R$ 130.000,00, ou seja, o gasto com combustíveis representou 34,61% do total dos recursos de campanha.
    Ainda que o Setor Técnico tenha emitido parecer pela aprovação das contas com ressalvas, observa-se, a partir das impropriedades acima elencadas, que o prestador possui irregularidades em 34,61% do total dos gastos realizados com a campanha. Não é possível tomar por verdade que apenas três veículos consumiram no curto período de campanha eleitoral 6.631 litros de diesel, 7.255 litros de etanol e 671 litros de gasolina.
    Assim, a desaprovação das contas é medida que se impõe, nos termos do artigo 77, III, da Resolução TSE nº 23.553/2017.
     
    ...
     
    Com efeito, em um cálculo simples, observa-se que teriam sido consumidos no total 14.557 (catorze mil, quinhentos e cinquenta e sete) litros de combustíveis diversos. Dividindo esse montante pelos três veículos declarados e pelos 45 dias de campanha, chega-se à incrível média de 107,8 litros de combustível por dia por veículo, quantidade que é obviamente impraticável.
     
    Ainda assim, dada a inexistência de prova de que havia outros veículos à disposição do candidato, não se tem propriamente uma irregularidade neste ponto, mas apenas um indício, insuficiente para a desaprovação e, inclusive, para a aposição de ressalvas.
     
    Obiter dictum, mister anotar que se tem aqui um indício de outros ilícitos, que podem eventualmente demandar, a critério exclusivo do Ministério Público Eleitoral, a apuração - inclusive na seara criminal - de eventual omissão dolosa que possa configurar falsidade ideológica para fins eleitorais, mesmo porque o julgamento das contas eleitorais "não afasta a possibilidade de apuração por outros órgãos quanto à prática de eventuais ilícitos antecedentes e/ou vinculados, verificados no curso de investigações em andamento ou futuras", como expressamente consignado no artigo 78 da Resolução TSE nº 23.553/2017.
     
    ...
     
    Todavia, na sessão de julgamento, ponderando as pertinentes considerações dos pares, inaugurada pela e. Desembargador Gilberto Ferreira, que, por esmagadora maioria entenderam ser esses indícios, dada a sua magnitude - novamente destacando o uso de 107,8 litros de combustível por dia por veículo - suficientes para conduzir à desaprovação das contas, aderi ao posicionamento da maioria formada, acompanhando o Colegiado na conclusão de desaprovação das contas.
     
    Conclusão
     
    Sintetizando as considerações expedidas, havendo falhas que afetam sua regularidade e confiabilidade, adiro ao posicionamento do Colegiado e voto pela DESAPROVAÇÃO DAS CONTAS, com determinação de recolhimento de valores ao Tesouro Nacional, na forma da fundamentação.
     
    Curitiba, 7 de dezembro de 2018.
  • Lula e Bolsonaro, os sacaneados pela mídia

    O ex-presidente Lula virou réu hoje mais uma vez!
     
    Agora sob a acusação de ter recebido um milhão de reais para intermediar negócios com o governo da Guiné Equatorial.
     
    Ele já responde a nem sei quantos processos por corrupção e outros crimes. Perdi a conta.
     
    E já foi condenado também, como é público e notório.
     
    Condenado pela ninharia de um tríplex que não é dele (coisa do Moro, que fez isso para ganhar um ministério no governo Bolsonaro).
     
    Lula é vítima da mídia golpista, que inventou um monte de mentiras sobre ele. E se cala sobre os milhões, bilhões desviados por Aécio Neves de Furnas e FHC da Petrobras.
     
    Jair Bolsonaro está sob a artilharia da mídia esquerdopata por causa de uma “movimentação atípica” de míserro R$ 1,2 milhão na conta de um ex-assessor do filho Flávio na Assembleia Legislativa do Rio.
     
    O Coaf, antro de petistas que fecharam os olhos para os crimes praticados pelos chefes do partido, e poupou também os tucanos, apontou que a mulher de Bolsonaro recebeu um cheque de R$ 24 mil do tal assessor.
     
    O que são um milhão de reais e um tríplex (que nunca foi dele) que teriam sido destinados a Lula diante de tanto bem que ele fez ao país?
     
    O que são os R$ 24 mil reais depositados na conta de Michelle Bolsonaro comparados aos bilhões que o PT e os tucanos roubaram e do que Bolsonaro vai fazer de bom para o país?
     
    Injustiçados ambos, pois de nada sabiam!
     
    A mídia, golpista ontem, esquerdopata hoje, não poupa os que fazem sacrifícios de toda ordem, a começar por suas reputações, para melhorar a vida dos pobres e permitir um futuro melhor para todos os brasileiros!
  • O desvio sem volta de Beto Richa

    O ex-governador Beto Richa protocolou hoje no TRE a renúncia ao comando do PSDB no Paraná.

    Coincidentemente, três meses atrás  eram presos Richa, seu irmão Pepe, a esposa Fernanda, o assessor Ezequias, herdado do velho pai José,  que foi deputado federal, prefeito de Londrina, governador e senador e teve papel decisivo no processo de redemocratização do país após o regime militar.

    Presos também foram seu ex-chefe de Gabinete, secretário de Comunicação e pau para toda obra Deonilson Roldo. E o empresário Jorge Atherino, amigo de Beto. 

    Todos caíram no âmbito da investigação de pagamento de propina no programa Patrulha do Campo - aluguel de máquinas para manutenção de estradas rurais -, mais um capítulo da série de acusações que recaem sobre o ex-governador e seu entorno, que inclui o "primo distante" Luis Abi Antoun. 

    Com exceção de  Deonilson e Atherino, os demais estão livres e soltos – por enquanto, pois a PGR recorreu – graças à incontinência do ministro Gilmar Mendes em libertar presos notórios.

    O rol de acusados de corrupção inclui Maurício Fanini e Nelson Leal, "amigos" do ex-governador que fecharam acordo de delação. Tony Garcia, outro “amigo”, delatou o esquema da Patrulha do Campo.

    Não bastassem as coincidências, no dia em que Beto foi preso seu pai completaria 84 anos.

    José Richa construiu uma biografia brilhante como homem público. Beto,  que tinha tudo para ser maior que o pai, perdeu-se pelo caminho, é o que indicam as investigações. O desvio que tomou, se confirmado, não tem volta.

DESTAQUES DOS EDITORES