• 12/12/2018

    Denis Mariano lança narrativa musical inspirada em memórias e improvisos

    Denis Mariano lança narrativa musical inspirada em memórias e improvisos

    Você conhece a história do homem que matou um cavalo à gargalhadas? Ou aquela do garoto que tinha medo da escada uivante? Ou ainda: você lembra das pipas que coloriam o céu eterno da infância? Em forma de música, Denis Mariano te conta.

    Neste início de dezembro, o percussionista radicado em Curitiba lança “Brisk”, álbum instrumental de oito faixas inspirado em memórias e causos e concebido a partir de um processo intenso de criação coletiva, em que histórias e música se complementam naturalmente. O show de lançamento acontece nesta sexta-feira (14) - veja serviço abaixo.

    Este novo momento artístico de Denis Mariano deu-se com as oficinas “Contando com Sons”, em que o músico convida participantes a dividirem histórias pessoais impulsionados pela percussão – de instrumentos, corpo e voz. “Aí me caiu a ficha. Ao invés de gravar temas prontos, queria compor histórias. Por isso criamos as músicas juntos”, diz Mariano, referindo-se aos seus parceiros de aventura: Alonso Figueroa (teclados), Bruno Bandalise (tuba e eufônio), Du Gomide (guitarra), Sérgio Monteiro Freire (saxofones). Todos “adoraram o risco” e se congregaram entre os dias 29 de julho e 1º de julho numa chácara na região metropolitana de Curitiba para compor “Brisk”. Este é o segundo álbum do músico, que em 2017 lançou “Percuteria”, projeto que também incluía um livro e um DVD.

    “Brisk” era o nome do pequeno mercado que a família de Denis mantinha em Santo André, cidade do interior paulista onde nasceu. As memórias estão presentes na maior parte da narrativa musical. A faixa de abertura, “Vô Totó”, ao mesmo tempo insinuante e lúdica, homenageia seu avô paterno. “Folhas” parece ser sobre um caminho possível (e iluminado) entre a nostalgia e a saudade. “Triângulo das Pipas” ressoa a liberdade intocada. Há improvisos fluidos em “Batuque de Mesa”, inspiração na energia de filhos rescém-nascidos em “Bem-Vindos” e, como artista atento ao seu tempo, um respiro conscientizador em “Lucha de Classes”, baseada em poema de Paulo Leminski - com participação de Estrela Leminski e Walter Caballero. “Neste momento nos tornamos uma verdadeira barricada. Criamos e gravamos tudo em menos de uma hora”, diz Mariano.

    Musicalmente, “Brisk” transita entre o blues, o jazz e o rock anárquico, com inspirações nas narrativas sonoras de artistas como Steve Reich, Igor Stravisnky, Bernard Herrmann (autor de trilhas de filmes de Alfred Hitchock) e Nino Rota (músico favorito do cineasta italiano Federico Fellini). Mas tem até citação a Roberto Carlos. “Gosto quando a música se quebra, se desloca, e se encontra novamente”, explica o percussionista.

    Imersão coletiva, revoltas contemporâneas, crianças, poemas, acasos musicais. Em “Brisk”, Denis Mariano está aberto, antenado. O disco-narrativa foi gravado, mixado e masterizado por Fred Teixeira. A arte da capa é de Fernando Franciosi. O álbum já está nas plataformas digitais e às 20h desta sexta-feira (14), Denis Mariano e banda se reúnem para apresentá-lo ao vivo, em show no Sesc Paço da Liberdade (Praça Generoso Marques, 189). Os ingressos custam R$5 e R$10.

  • 05/12/2018

    Coolritiba 2019 terá Los Hermanos, Letrux e Jorge Ben Jor

    Coolritiba 2019 terá Los Hermanos, Letrux e Jorge Ben Jor

    A edição 2019 do Festival Coolritiba acontece nos dias 10 e 11 de maio, novamente na Pedreira Paulo Leminski. No line-up, estão confirmados Los Hermanos, Jorge Ben Jor, Natirtus, Criolo, Silva, 1 Kilo, Vintage Culture, Flora Matos, Far From Alaska, Mulamba, Machete Bomb, Tiê e Letrux. Leia aqui como foi a primeira edição. 

    A pista de discotecagem, inaugurada na edição do ano passado, permanece. Os ingressos começam a ser vendidos nos dias 8 e 9 de dezembro exclusivamente para clientes ELO. Para o público geral, as vendas começam nod ia 10, a partir das 10h.

    Valores - primeiro lote

    Passaporte Pista para os dois dias: R$ 220
    Pista individual: R$ 120
    Passaporte camarote para os dois dias: R$ 450
    Camarote individual: R$ 250
    Vendas pelo site eventim.com.br

    SERVIÇO
    Coolritiba
    Pedreira Paulo Leminski
    10 de maio
    Abertura dos portões às 16h

    11 de maio
    Abertura dos portões às 12h

    Informações: coolritiba.art.br
    https://www.facebook.com/festivalcoolritiba/
    https://www.instagram.com/festivalcoolritiba/
    https://twitter.com/festcoolritiba

  • 23/11/2018

    Entrevista - ruído/mm: "o absurdo reina absoluto"

    Entrevista - ruído/mm:

    Poucas bandas causam tanto interesse mesmo em hiatos entre um trabalho e outro. A ruído/mm é uma dessas. Para além da sonoridade ao mesmo tempo exigente e contemplativa (e agora talvez até apaziguadora), outros predicados ajudam a fornecer argumentos para a tese de que o sexteto, com 15 anos de estrada (aqui uma matéria sobre o aniversário de 10 anos), é inimitável: as conversas com os chapas da banda sempre fogem do ramerrame, e as entrevistas fornecidas à imprensa desaguam em reflexões saborosas, com pitadas de física quântica, filosofia e poesia, refletindo em palavras a proposta musical do grupo.

    Quatro anos depois do ótimo “Rasura”, a ruído/mm divulga “A É Côncavo, B É Convexo”, disco de oito faixas produzido por Rodrigo Stradiotto (ex-Woyzeck) – o álbum já está nas plataformas digitais e há edição em vinil. Ao ouvir, você irá perceber: o caixote do pós-rock não se aplica mais à banda, que agora caminha por outros jardins e infernos, ora complementares, ora paradoxais, mas nunca excludentes.

    A capa é de Jaime Silveira sobre gravura de Maikel da Maia. Este é o primeiro álbum desde que André Ramiro, um dos guitarristas da banda, mudou-se para os Estados Unidos. “Se falta mão pra fazer algum arranjo, compensamos com intensidade e, de toda forma, o espírito Ramiresco sempre paira sobre nós, energizando a barulheira”, conta o baixista Rafael Panke.

    Ainda no time, estão Alexandre Liblik (teclados), Ricardo Pill (guitarra), Felipe Ayres (guitarra), e Giva Farina (bateria). Serão eles os responsáveis pela execução ao vivo do álbum, às 20h de domingo (25), no Teatro da Reitoria (serviço completo abaixo).

    Sobre o novo disco, nossos tempos e o show de domingo, bati um papo por e-mail com Rafael Panke e André Ramiro - “a verdade é uma falácia, o paradoxo é real”:

    - Qual a última música que vocês ouviram?
    Ramiro: Low - “Dancing and Blood”
    Panke: Tears for Fears - “Advice For The Young At Heart”

    - São quatro anos desde “Rasura”. Como foi esse interlúdio por aí, em termos de banda, de carreira, de projetos, de vida?
    Panke: O ápice da divulgação do Rasura foi em 2016, quando participamos do SXSW e fizemos uma mini tour texana (o Ramiro havia se mudado para os EUA naquele ano). Em 2017 gravamos uma versão de "Buenos Aires, Hora Cero", do Piazzola, e fizemos mais alguns shows (CCSP, Show Livre, Sescs de SP). Desde então, nos fechamos em nós mesmos tentando dosar o quanto de cada um seria posto na caixinha comum ruidosa, que posteriormente seria chacoalhada e reaberta, reorganizada na forma de um disco novo.

    Ramiro: Vida loca nos EUA esperando o ruído fazer um tour em 2019.

    - O novo disco me parece mais “urgente” e assertivo, e também tem um tempo menor de duração do que o último trabalho. Sinal dos tempos, opção estética?
    Panke: Acredito que mais tempo tenha sido empregado dilapidando o caos de arranjos, ideias e desconstruções possíveis para as músicas, em busca do mínimo múltiplo comum de cada uma. Já manter a duração total do álbum abaixo dos 40 minutos foi algo planejado: desta vez teremos uma edição em vinil! Gostaríamos muito de ter feito isso também com o “Rasura”, mas a longa duração do álbum exigia um disco duplo, algo não muito viável para baixas tiragens independentes.

    - Entretanto, o título e a capa do trabalho provocam diversas reflexões. A mais direta é a de que o côncavo e o convexo se encaixam, se completam, como o “autoabraço” que há na arte do álbum. Este disco vem para ajudar a apaziguar também, depois da esquizofrenia violenta das eleições e de seu resultado?
    Ramiro: As eleições mostram a fraqueza do pensamento crítico, porém isto vem sendo observado em todo o mundo. Talvez caminhos sombrios estão por vir e discos como este são obras necessárias para acalentar nossos corações.

    Panke: Com certeza. Depois de um experiência social aterrorizante como essa, podemos ver representada aqui uma jornada que vai da irresistível tentação ao niilismo, quando nada mais parece real, até a conquista de uma reconciliação universal, de um ideal entendimento coletivo (novamente, outro tipo de mínimo múltiplo comum).

    Mas é importante lembrar que o conceito do álbum vem sendo lentamente desenvolvido há alguns anos, desde antes mesmo do lançamento do “Rasura”. A temática dos pares de opostos (e toda gama de possíveis realidades entre os mesmos) sempre nos fascinou; portanto, definitivamente, a inspiração não se resume a isso. Miramos em conceitos universais, em uma obra de arte atemporal, não datada. Cabe aqui um texto que eu estava preparando para o release do disco:

    O álbum evoca uma reflexão sobre perspectivas, paralaxes, a aparente dualidade entre diferentes enfoques: um mesmo objeto pode parecer maior ou menor dependendo de que lado da lente esteja o observador; um cilindro, visto ortogonalmente, pode ser percebido tanto como um retângulo quando como um círculo. Percepções distintas podem ser igualmente válidas - pares de opostos são complementares, não excludentes. A verdade é uma falácia, o paradoxo é real. O absurdo reina absoluto.

    No microcosmo da banda, a jornada de produção envolveu um distanciamento da sua zona de conforto, uma desconstrução de métodos e a consequente atribulação com que costumam se deparar os que decidem trilhar caminhos não-familiares. Os pontos de referência e o senso de individualidade de cada integrante foram em boa parte substituídos por arranjos e sutilezas que a banda não consegue mais distinguir a fonte de origem. “A é Côncavo, B é Convexo” é o resultado de um processo de encontros e desencontros, de entrelaces e solturas e da angústia em tornar algo de si algo de todos.

    SERVIÇO
    ruído/mm – lançamento de “A É Côncavo, B É Convexo”
    Domingo (25/11) às 20h.
    Teatro da Reitoria – Rua XV de Novembro, s/n.º.
    R$ 15

     

  • 09/11/2018

    Curitiba Jazz Festival terá Guinga e norte-americana Grana Louise

    Curitiba Jazz Festival terá Guinga e norte-americana Grana Louise

    A terceira edição do Curitiba Jazz Festival irá acontecer nos 15 e 16 de dezembro na Praça Afonso Botelho, a Praça do Atlético. Vinte atrações nacionais e internacionais estão na programação. 

    Entre os  artistas confirmados estão Guinga, Raul de Souza Quinteto, Filó Machado com participação de Emmanuel Bach Quinteto e a convidada internacional Grana Louise, na companhia da Décio Caetano Blues Band.



    Além de música, o festival terá espaço de recreação infantil, feira de discos, bazar de economia criativa e praça de alimentação. Em 2017, o evento reuniu 15 mil pessoas na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico.

    O Curitiba Jazz Festival 2018 tem o apoio de: Prefeitura Municipal de Curitiba; Fundação Cultural de Curitiba; Instituto Municipal de Turismo; Full Jazz Hotel; Way Beer; A Caiçara; Expresso Curitiba Hostel e Coffe Bar; Onça Discos; Ginger Bar e Oxigene.


    SERVIÇO

    Curitiba Jazz Festival

    15 de dezembro de 2018 das 10h às 21:30.

    16 de dezembro de 2018 das 10h às 20:30.

    Entrada franca

    Praça Afonso Botelho (praça do Atlético)  - Rua Engenheiros Rebouças, s/n - Água Verde, Curitiba.

  • 05/11/2018

    Sesi promove bate-papo sobre música e cultura jamaicana

    Sesi promove bate-papo sobre música e cultura jamaicana

    Baixista da banda britânica Steel Pulse, engajada na promoção da paz e da justiça social pela música, Amlak Tafari é a atração desta terça-feira (6), no Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França, em Curitiba. Às 19h30, ele promove o painel de discussão “De Handsworth a Hollywood”.

    Cidade natal de Tafari, Handsworth é um subúrbio do sudeste de Sheffield, Inglaterra. A trajetória dos imigrantes jamaicanos para a Inglaterra e a música como experiência cultural serão alguns dos temas abordados. De extrema versatilidade como músico, compositor, produtor e arranjador, Amlak expande o seu trabalho em diversas áreas. O artista desenolve um doutorado em Musicologia e participa da turnê comemorativa "Bob Marley Tour", em parceria com Ziggy Marley, os parceiros originais do The Wailers, I-Threes, Pato Banton e Jimmy Cliff.

    O Núcleo de Música do Sesi é um programa de formação e aprofundamento para artistas iniciantes e não-iniciantes que pretendem ampliar conhecimentos e desenvolver processos artísticos dentro da linguagem musical em interlocução com agentes e produtores musicais de atuação em âmbito nacional.

    O Painel de Discussão do Núcleo de Música tem entrada franca e classificação livre. Os ingressos serão distribuídos a partir das 18h30, no Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França (participação sujeita à lotação do espaço).

    SERVIÇO

    De Handsworth a Hollywood, com Amlak Tafari
    Terça-feira (6/11) às 19h30
    Duração: 1 hora
    Ingresso: gratuito
    Classificação: livre
    Local: Centro Cultural Sesi Heitor Stockler De França
    Endereço: Av. Mal. Floriano Peixoto, 458 – Centro

  • 22/10/2018

    Ainda pode-se falar de livros: FLIBI homenageia Jamil Snege e traz 60 convidados

    Ainda pode-se falar de livros: FLIBI homenageia Jamil Snege e traz 60 convidados

    Enquanto a literatura ainda resiste, a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) realiza de hoje (22) até sábado (27), a segunda edição da Flibi, a Festa Literária da Biblioteca. O evento acontece durante a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca com palestras, bate-papos, oficinas, atividades para o público infantil, apresentações de música e teatro. São mais de 60 convidados. Este ano, o escritor homenageado é Jamil Snege (1939-2003), que estreou na literatura há 50 anos com o livro "Tempo Sujo" (1968). Durante os dias de evento, haverá dez leituras de textos do curitibano, incluindo crônicas do ótimo "Como tornar-se invisível em Curitiba" (2000).

    Destaques
    Hoje (22), às 19h15, no auditório da BPP, Mary Del Priore fala sobre a história do amor e da sexualidade no Brasil. Amanhã (23), às 16h, na Arena BPP, o jornalista Jotabê Medeiros – de longa carreira cultural no Estadão – participa de bate-papo sobre biografias e o futuro do jornalismo. Jotabê é o autor de “Belchior – Apenas Um Rapaz Latino-Americano” (editora Todavia). Às 17 horas, no hall térreo, a banda Dinamite Combo solta suas pedradas.

    Na quinta-feira, 25, Edyr Augusto e Fernando Bonassi debatem os pontos de contato entre recriação da realidade e violência. E na sexta, 26, 16h, Rubens Figueiredo apresenta palestra sobre “Guerra e Paz”, de Tolstói. Às 19h15, Mel Duarte é a convidada de mais uma edição do projeto Um Escritor na Biblioteca, com mediação do jornalista José Carlos Fernandes. A programação completa está aqui.


     

  • 17/10/2018

    Festival terá saxofonista de Amy Winehouse e homenagem à Weather Report

    Festival terá saxofonista de Amy Winehouse e homenagem à Weather Report

    Um evento de música instrumental de primeira, ao ar livre, gratuito, numa cidade histórica do litoral do Paraná. A segunda edição do Nhundiaquara Jazz Festival acontece no próximo fim de semana, sábado (20) e domingo (21), em Morretes. À beira do rio que dá nome ao festival, o chamado "corredor do jazz" irá receber 19 shows (num total de 90 músicos) entre eles Harp Attack, Daniel Migliavacca & Grupo, Filó Machado, Dizzy All Stars, Idriss Boudrioua e Airto Moreira, músico da formação original da banda Wheater Report, que revolucionou o jazz nos anos 70 (veja serviço completo abaixo).

    Outra atração confirmada agorinha é o britânico Aaron Liddard, ex-saxofonista da banda de Amy Winehouse. Estilos como samba jazz, bebop, dixieland e latin jazz farão companhia ao rhythm & blues, world music e rap serão contemplados em dois palcos. Alguns destaques:

    Airto Moreira em homenagem à Weather Report 
    O ponto alto desta edição certamente será a apresentação especial em homenagem a Weather Report. A banda que revolucionou e basicamente criou o estilo fusion será reverenciada sob o comando do Helinho Brandão Quarteto e com a participação especialíssima de Airto Moreira – músico da formação original da Weather Report nos anos 1970. 

    O baterista e percussionista foi criado no Paraná e aos 15 anos veio morar em Curitiba.  Em 1961 integrou o Sambalanço Trio, juntamente com César Camargo Mariano e Humberto Cláiber. Entre 1966 a 1969 fez parte do Quarteto Novo, com Theo de Barros, Heraldo do Monte e Hermeto Pascoal e, no fim dos anos 1960, mudou-se para os Estados Unidos. Lá participou da gravação do álbum "Bitches Brew", de Miles Davis, na faixa "Feio", que definitivamente o colocou no cenário da música internacional. E foi nesta ocasião que o tecladista austríaco Joe Zawinul e o saxofonista norte-americano Wayne Shorter, que já trabalhavam com Davis nos anos 1960, o chamaram para o novo projeto.

    No decorrer da década a Weather Report permaneceu como uma das maiores influências do jazz, ganhando o prêmio de melhor álbum do DownBeat cinco vezes seguidas. Juntamente com as bandas elétricas de Miles Davis, a Orquestra Mahavishnu, Return to Forever e Headhunters, o Weather Report é considerado um dos mais proeminentes grupos do gênero. No início de setembro, Airto Moreira teve o seu último álbum, "Aluê", indicado para o Grammy Latino como melhor disco de música instrumental. 

    Base & Brass 
    O saxofonista francês Idriss Boudrioua traz pela primeira vez ao Paraná o show que é a base da sua orquestra. Com três CDs gravados, o grupo tem arranjos de extremo bom gosto, marcados pelo sotaque carioca e sonoridade universal. Participação da cantora curitibana Iria Braga. 

    Filó Machado 
    A voz que vai encerrar o Nhundiaquara Jazz Festival 2018 é conhecida nos quatro cantos do mundo: Filó Machado. Na estrada desde os anos 1970,  já compôs músicas com os mais destacados nomes da MPB. Participações especiais de Thiago Espírito Santo (contrabaixo), Felipe Rosa (teclados) e de seu neto Felipe Machado (violão).

    Paranaenses
    Sob a batuta do saxofonista Cesar Matoso, a banda vai colher uma seleção de pérolas escritas por compositores paranaenses: Valtel Branco, Saul Trompete, Rodolfo Reichmann, Helinho Brandão, entre outros. 

    Em seu show, o bandolinista Daniel Migliavacca lançará o disco "Alma Lúdica" – quinto álbum da sua carreira –  acompanhado de Glauco Sölter (contrabaixo), Luis Rolim (bateria) e Gustavo Moro (violão), além da participação especial do acordeonista André Ribas. Já os Dizzy All Stars, formado por músicos habitués da principal casa de jazz de Curitiba, tocará do bebop dos anos 50/60 à bossa nova.


    PROGRAMAÇÃO:

    SÁBADO, 20/10

    PALCO DO LARGO
    15h CESAR MATOSO Quinteto | Compositores Paranaenses  
    16h30 BRAZUCA | Gegê Felix & banda     
    18h Especial WEATHER REPORT | Helinho Brandão Quarteto + Airto Moreira        
    20h IDRISS BOUDRIOUA & Grupo |  Base & Brass + Iria Braga

    PALCO DO CORETO - ALTERNATIVO
    13h  U.T.I. JAZZ | De Coltrane a Villa-Lobos
    14h MARÍLIA GILLER TRIO| JazzMania   FUSION
    15h30  JAZZBOP | Jazz Latino
    17h  RAUL SAMPAIO MELODIA SEIXAS | Três Queridos Malditos 


    DOMINGO, 21/10

    PALCO DO LARGO
    13h30  HARP ATTACK ! |  Mister Jack + OHC
    15h  DANIEL MIGLIAVACCA & Grupo | Alma Lúdica                                          
    16h30 DIZZY ALL STARS | BebopTOTAL                                    
    18h30 FILÓ MACHADO & Banda |  Canta Morretes
                 
    PALCO DO CORETO - ALTERNATIVO
    12h30 GRINGO’S W BAND | Dixieland e Mais       
    13h30 SEGUNDA AUTORAL 1 | Leo  Fressato + Comboio Saci + Ni Salles & Grupo
    15h30 SEGUNDA AUTORAL 2 | Operários Dub + Santa Rima + Tatára e Jordana
    17h30  SNAP JAZZ |  Jazz Pop + Soul Music
                                                                                 

    SERVIÇO
    Nhundiaquara Jazz Festival
    20 e 21 de outubro
    Morretes, Paraná. Às margens do Rio Nhundiaquara e no Coreto da cidade. 
    Shows gratuitos.
    No trajeto entre os os palcos haverá praça de alimentação e serviços.
    Facebook: https://www.facebook.com/NJazzFestivalOficial/

  • 11/10/2018

    Criolo: "somos maiores do que o ódio explícito que aponta e mata"

    Criolo:

    Brasileiros com o mínimo de bom senso político e humanismo sabem que o momento pelo qual passamos é delicado porque envolve não o posicionamento ideológico, simplesmente, mas o flerte com a barbárie. Dia desses Marcelo D2 se posicionou contundentemente sobre isso em seu twitter. Roger Waters, nos shows que fez em São Paulo, colocou o presidenciável Jair Bolsonaro em sua lista dos neo-fascistas - para desespero de alguns "fãs" inadvertidos. Seria bom que artistas, que têm voz e influência justamente porque nos fazem refletir sobre as coisas da vida, cada vez mais tomassem partido. Criolo tomou.

    “Nosso país é muito maior do que o ódio explícito que ronda, aponta e mata”, escreveu o músico carioca em entrevista por e-mail. Na companhia de Nelson Sargento, patrono do samba, hoje com 94 anos, o rapper se apresenta na Ópera de Arame, em Curitiba, às 7 da noite do próximo domingo (14). “O Brasil é plural, cheio de vida e tem esperança em melhores dias. É importante perceber o tanto que está em jogo, pois depois não vai dar tempo de chorar”, alerta o músico.

    Semana passada, Criolo divulgou o clipe da música “Boca de Lobo”, em que faz diversas referências, literais ou metafóricas, sobre muita coisa podre que aconteceu por aqui recentemente. Esta música, e canções dos álbuns “Nó Na Orelha” (2011), “Convoque seu Buda” (2014) e “Espiral de Ilusão” (2017), este totalmente dedicado ao samba, também estarão no repertório, além de sambas clássicos e homenagens à Estação Primeira de Mangueira.

    No palco, Criolo e Nelson Sargento cantam na companhia de Ricardo Rabelo (cavaquinho), parceiro de Criolo na canção “Língua Felina”. Gian Correa, conhecido como o mestre do violão de 7 cordas, e do percussionista Rafael Toledo, que já participou da Oficina de Música de Curitiba, ministrando aulas de pandeiro.

    “Nelson Sargento tem muita sensibilidade, musicalidade, e uma verdade que vem de sua alma. Com sua força, nos oferece muito sentimento em forma de música”, segue Criolo, que ao final da entrevista reflete sobre sua própria história e o momento-limite que cada vez mais fere a nossa ainda frágil democracia.

    “Sou apenas filho de imigrantes nordestinos. Cresci na favela e tive um aprendizado de amor muito intenso. Educação, cultura, respeito e igualdade social são mesmo o melhor para qualquer lugar do mundo. Porque não aqui? É muito importante refletir, mas para este exercício devem devolver à escola e aos professores o prestígio e valor que lhes foram tomados. Sem educação e cultura é difícil achar a saída”.

     

    SERVIÇO

    Criolo convida Nelson Sargento

    Data: 14 de outubro, domingo

    Hora: 19h

    Local: Ópera de Arame - R. João Gava, 970, Abranches

    Ingressos: a partir de R$60

    Link do evento: https://www.facebook.com/events/2234293676793963/

  • 24/09/2018

    Música de Mulher Preta: Bia Ferreira inaugura projeto paralelo do Sofar Sounds

    Música de Mulher Preta: Bia Ferreira inaugura projeto paralelo do Sofar Sounds
    Foto: Haistudio

    O já tradicional Sofar Sounds, em que o público se encontra com artistas-surpresa em locais secretos e intimistas, tem uma novo projeto paralelo: o Sofar Sounds Curitiba Apresenta. A primeira convidada é a cantora e compositora sergipana Bia Ferreira. E desta vez sem segredos: a apresentação acontece na próxima quinta-feira (27) a partir das 21h, no Espaço Fantástico das Artes - Al. Princesa Izabel, 465, no São Francisco. Os ingressos custam R$20.

    Bia Ferreira define sua música como MMP: Música de Mulher Preta. Seu trabalho tem alto poder de conscientização e reflexão sobre o racismo. Em ascensão no circuito da música independente do país, Bia participou do PulsoRedbull Music, do Vento Festival 2018 e do programa Estúdio Showlivre. Sua a música “Cota Não É Esmola”, gravada durante o Sofar SessionsLatinAmerica, em Curitiba, passou a marca de três milhões de visualizações no YouTube e se tornou o vídeo mais assistido do projeto (veja abaixo).

    “O Sofar é um espaço muito importante para divulgar artistas que estão no corre há muito tempo. Estou muito orgulhosa de fazer parte dessa ‘parada’, diz Bia.

    SERVIÇO

    Bia Ferreira e banda 
    27 de setembro (quinta-feira) às 21h.
    Espaço Fantástico das Artes - Al. Princesa Izabel, 465, São Francisco
    R$ 20.
    Compra online antecipada: https://beta.sympla.com.br/painel-do-evento?id=365827
    Compra física: no local do evento a partir de 24/9
    Censura: Livre
    Capacidade do local: 180 pessoas
    Evento: https://www.facebook.com/events/245311789465802/

     

  • 23/08/2018

    Entrevista - Francisco, el Hombre: "o Brasil está se descobrindo latino"

    Entrevista - Francisco, el Hombre:
    Foto: Haistudio

    Mais do que 650 shows em cinco anos de estrada (num sentido totalmente literal), a banda Francico, el Hombre carrega nas trouxas uma missão ainda em construção, apesar dos frutos: a de fazer o Brasil, e sua música, se sentirem “latinos”, integrados a um contexto sócio-cultural (e político) mais abrangente.

    Se começaram tocando nas ruas, juntando moedas no almoço para pagar a janta, hoje os irmãos mexicanos Sebastián e Mateo Piracés-Ugarte, e os brasileiros Juliana Strassacapa, Andrei Kozyreff e Rafael Gomes lembram de shows em grandes festivais recentes, como o Vive Latino, no México, e o Lollapalooza Brasil. Ainda divulgando o disco “SOLTASBRUXA” (2016), com hits como “Calor da Rua”, “Bolso Nada” e “Triste, Louca ou Má”, faixa que virou uma espécie de hit feminista (no melhor dos sentidos), e é trilha da novela “O Outro Lado do Paraíso”, da Rede Globo. No show que fazem na sexta-feira (24), no Hermes Bar, em Curitiba, na companhia da coirmã Trombone Frutas (serviço completo abaixo), o quinteto também divulga músicas novas, que estarão no próximo álbum, a ser lançado no início do ano que vem. Sobre tudo isso, bati um papo com Mateo (violões, sintetizadores e vocais). Ah, a Francisco, el Hombre também faz em show no Phono Pub, em Ponta Grossa, no sábado (25).

    Qual foi a última música que você ouviu?
    Foi “Tenso”, da Maria Beraldo.

    Show em Curitiba de novo, que é quase a segunda casa de vocês. Como tá o sentimento por aí?
    Pois é, Curitiba se tornou uma outra casa nossa mesmo, desde o começo da banda. Há muito tempo tocamos no MON, em formato acústico, e fomos conhecendo a galera que estava querendo trabalhar a cultura daí. Essas pessoas foram virando parceiros, uma família mesmo. Temos vontade de ir aí pra tocar, mas pra ver essas pessoas também, da Arnica Cultural, do Trombone de Frutas, da Mulamba. Lembro aqui que a primeira vez que toquei em Curitiba foi com a banda do meu irmão. Eu tinha 14 anos. Depois de um tempo, percebi que na verdade as bandas precisam se complementar, aprender com quem tá do lado, para marcar a nossa época. Nada melhor pra isso do que se ouvir.

    A música “Bolso Nada” é de 2016, mas de certa forma faz cada vez mais sentido agora?
    É. Na verdade me dá um pouco de curiosidade de entender o eleitorado desse sujeito. Porque aquele cara é um boneco que está a frente de muita coisa que tá errada, um fantoche. Me dá susto! Não consigo realmente entender como tem uma quantidade imensa de jovens que pensam assim hoje em dia. Por outro lado é massa ver a quantidade de galera assustada igual a mim. Então, é preciso cantar essa mensagem. A gente faz música para comunicar, tocar as pessoas. E as pessoas estão sentindo necessidade de falar. A música está na boca da galera. Achávamos que ia ficar datada, mas esse discurso de ódio de outro lado fez com que a música crescesse. Mas tem um porém. Essa música é um grito muito alto contra aquele discurso. Não gosto dessa polaridade crescente, então sou bastante autocrítico em relação a ela, porque acredito no diálogo, não em rótulos.

     

    Não sei se é uma missão para vocês, mas a Francisco aproximou a musicalidade latina de nós, meio que fez com que o Brasil se reconhecesse de forma mais orgânica como um país latino. Como vocês veem essa questão hoje? Há algumas bandas outras bandas que compartilham disso também...
    Absorvemos de fato essa latinidade quanto fomos tocar em países vizinhos, quando fomos para lá e cruzamos nossos próprios muros. Entendo que o Brasil é, acima de tudo, América Latina, e talvez estejamos começando a entender isso organicamente, com alguns séculos de atraso. Hoje, por exemplo, estamos gravando um reggaton com a banda Braza. É preciso estar mais atento a essa comunicação natural da música. E não é a gente que tá trazendo tudo isso, o Brasil é que está se descobrindo enquanto latino.

    Vocês tem uma música em uma novela da maior rede de televisão do país. A banda está meio que num meio termo entre o mainstream e o underground. Isso chega a vocês de que forma?
    Cara, quando chegou o convite da Globo para incluir “Triste, Louca ou Má” na novela, nós achamos que era spam e jogamos o e-mail no lixo. Aí chegou de novo, e a gente “opa, se pá é verdade”. Nós conversamos e chegamos numa conclusão: alguém vai ocupar aquele espaço. E a gente confia na nossa música. Ela terá um alcance maior, em lugares em que nunca estivemos. Pra nós, sinceramente, é uma alegria pensar dessa forma.

    E sobre o segundo disco, o que pode adiantar ? O que vem por aí?
    Está tudo gravado. Não tem bateria, é numa pegada mais eletrônica. Lançamos o álbum no começo do ano que vem. Há uma música nova, “Dilatada”, que já lançamos, mas ela não vai entrar no álbum. O disco tá uma grande... fritação

     

    SERVIÇO
    Francisco, el Hombre - Curitiba
    Data: 24 de agosto (sexta-feira)
    Horário: A partir das 19 horas
    Local: Hermes Bar  - Rua Engenheiros Rebouças, 1645 - Rebouças
    Ingressos: de R$35 até R$70
    Vendas Online: https://bit.ly/2N97tKk

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