Noticiário policial produzido pela equipe do Portal Bem Paraná

Assassinato

Adolescentes matam menina de 14 anos e filmam tortura em praia no Recife

(Foto: Reprodução)

Uma adolescente de 14 anos foi agredida até a morte por outras duas adolescentes de 15 anos, na manhã desta terça (25), em Maria Farinha, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. De acordo com a Polícia Civil, as menores filmaram oito minutos de tortura contra a vítima. O vídeo já circula nas redes sociais. 

Nas imagens, é possível ver que a vítima foi agredida com socos, puxadas de cabelo, tem a cabeça empurrada contra uma pedra, sofre sucessivas tentativas de afogamento e diversos golpes de faca na nuca. Na gravação, é ainda possível ouvir o momento em que uma mulher chega ao local após o crime e fala que vai chamar a polícia.

O corpo da vítima foi deixado na beira da praia, no Pontal de Maria Farinha. A vítima usava o uniforme de uma escola municipal do Recife.

Segundo a Polícia, as duas suspeitas pela morte da menina foram apreendidas na Praia e encaminhadas para a Delegacia de Maria Farinha. De acordo com o delegado, durante um depoimento informal, as adolescentes relataram que elas elas mantinham um envolvimento amoroso e a morte teria acontecido por uma possível traição.

O delegado Álvaro Muniz falou ainda que as duas gravaram o vídeo com o propósito de divulgar o que haviam feito. Ainda segundo o delegado, as menores têm passagens pela Funase e estavam sob efeitos de drogas.

A mãe da vítima foi, acompanhada do companheiro e do namorado da filha, para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro. De acordo com o namorado da vítima, a jovem havia tido uma relação amorosa com uma das suspeitas. 

Em nota, a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) informou que uma das adolescentes de 15 anos já havia passado pelo sistema socioeducativo, tendo cumprido medida de semiliberdade em 2018. Já a outra adolescente, também de 15 anos, chegou a dar entrada na instituição em 2017, mas, após um período de internação provisória, que dura até 45 dias, recebeu sentença da Justiça determinando o encaminhamento para a liberdade assistida, que é cumprida sem qualquer vínculo com a Funase.