• 20/11/2018

    Nova denúncia da Publicano mira lavagem de dinheiro

    Nova denúncia da Publicano mira lavagem de dinheiro
    Márcio Albuquerque Lima, ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, já condenado a 97 anos, é um dos denunciados. (Foto: Reprodução )

    O Ministério Público Estadual apresentou nesta terça-feira (20) nova denúncia contra quatro pessoas por crime de lavagem de dinheiro na Operação Publicano, que investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual. Entre os alvos da ação estão o ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita, Márcio de Albuquerque Lima – apontado pelo MP como suposto chefe do esquema – e sua esposa e também auditora do órgão, Ana Paula Pelizari Marques Lima. Também são relacionados o delator e ex-auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, e o auditor Milton Antônio Oliveira.

    Na denúncia (veja a íntegra), os promotores aponta cinco casos de lavagem de dinheiro para aquisição de bens por parte de Márcio Lima e a esposa. Souza e Digiácomo teriam participado do pagamento de algumas peças adquiridas pelo casal para montagem de um veículo de competição.

    De acordo com o MP, além do veículo, o casal teria adquirido uma lancha de mais de R$ 850 mil com dinheiro obtido no esquema de corrupção da Receita, ocultando “a origem e a disposição de, ao menos, R$ 645.272,73 provenientes de crimes de corrupção e concussão anteriormente praticados”.

    Outros bens também estão relacionados. “No caso do Marcio Albuquerque - essa ação é só lavagem de dinheiro - em que ele recebia propina. Comprou um barco, por exemplo, que valia infinitamente menos que o declarado, em que ele lavou dinheiro junto com a esposa e o grupo citado”, afirmou ao Bem Paraná o promotor Renato Lima, um dos que assina a denúncia.

    O dinheiro teria sido obtido com a cobrança de propina de empresas sonegadoras ou devedoras da Receita. Segundo o MP, os dois “praticaram, de forma habitual, o delito de lavagem de ativos, com o propósito de ocultarem a origem ilícita dos valores percebidos em decorrência da prática dos delitos antecedentes”.

    Na ação, os promotores pedem o bloqueio de bens do casal e demais envolvidos no valor de R$ R$1.184.154,59 cada para garantir o ressarcimento dos cofres públicos em caso de condenação. No caso dos dois ex-auditores, o MP pediu o ressarcimento solidário de R$ 88,5 mil.

    Além da condençaõa, a Promotoria pede que a Justiça determine a perda dos cargos, funções ou mandato eletivos eventualmente ocupados pelos quatro acusados, assim como a interdição do exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza.

    Douglas Maranhão, responsável pela defesa de Márcio de Albuquerque Lima e Ana Paula Pelizari Marques Lima, disse que só vai se manifestar quando tiver acesso ao teor da denúncia. O advogado de Luiz Antônio de Souza, Bruno Gimenes Di Lascio, informou ao portal G1 Paraná que, ao narrar fatos de seu conhecimento, ele cumpre regularmente o acordo de colaboração premiada celebrado, cabendo ao Ministério Público opinar sobre eles e, eventualmente, oferecer as denúncias que julgar procedentes.

    Estratégia - O advogado Walter Bittar, que defende Milton Digiácomo, informou que a denúncia faz parte de uma estratégia para criação de vários processos na Justiça, “na tentativa de forçar a realização de acordos de delação”. “Tanto nesse caso como em outro processo ñ existe lavagem de dinheiro mas, sim, a necessidade de manter a versão do delator, especialmente após este delator ter acusado em audiência os promotores do Gaeco de práticas ilícitas e, após estas acusações, conseguiu obter um novo acordo (o anterior havia sido rescindido) com benefícios que nem mesmo a lei brasileira prevê”, disse a defesa em nota.

    A Operação Publicano, deflagrada em março de 2015, já tem 10 fases, quase uma centena de investigados, e 49 condenações, e ao menos oito acordos de delação premiada. As investigações sobre o caso começaram ainda em 2014. Segundo o MP, auditores fiscais deixavam de autuar sonegadores, pessoas físicas e jurídicas, em troca de propina, para anular débitos e reduzir, por meio de fraudes, o valor dos impostos. Balanço da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), apontou que o valor de multas aplicadas, impostos sonegados e juros ultrapassa R$ 2 bilhões.

  • 20/11/2018

    Ratinho Junior propõe corte em verba da Assembleia e fim do ´checão´

    Ratinho Junior propõe corte em verba da Assembleia e fim do ´checão´
    Márcio Albuquerque Lima, ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, já condenado a 97 anos, é um dos denunciados. (Foto: Nani Gois / Alep)

    O governador eleito Ratinho Junior (PSD) visitou nesta terça-feira (20) o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), para discutir proposta de redução do repasse de recursos para o Legislativo. A proposta, segundo Ratinho Junior, é reduzir o percentual da receita líquida do Estado para o Legislativo de 3,1% para 2,5% já no ano que vem. A medida colocaria fim no já tradicional "checão" entregue todos os anos pelos deputados da Mesa Executiva ao governo do Estado como devolução de sobras de recursos supostamente economizados pelo Legislativo. 

    "É uma proposta que estamos levando para o presidente, para a Mesa Executiva e os deputados da Assembleia Legislativa no sentido de poder, os dois Poderes, o Executivo junto com o Legislativo, otimizar ainda mais o recurso que já é habitual da Assembleia devolver para o governo. Ao longo dos últimos anos a Assembleia Legislativa tem devolvido entre R$ 100 milhões, R$ 150 milhões e até R$ 200 milhões por ano para os cofres do governo para que isso seja devolvido em benefícios para a sociedade. A ideia é formalizar isso", afirma. 

    Ratinho Junior afirma que ainda há uma discussão jurídica envolvida na proposta. "Isso passa por uma discussão jurídica, passa também pela discussão com os deputados e a gente espera poder fazer isso, que avance para o ano que vem, para os próximos anos, e fazer da Assembleia Legislativa (do Paraná) uma referência para o Brasil", diz. 

    Ratinho Jr afirma que qualquer valor que permaneça nos cofres do Estado é importante, em razão de uma crise vivida pelos estados. "É importante porque todo mundo está acompanhando no Brasil a dificuldade dos Estados. No Paraná não é diferente, mesmo estando em uma posição um pouco mais privilegiada em relação a outros Estados, com sua folha em dia, conseguindo honrar seus compromissos. Mesmo assim, a dificuldade orçamentária é muito grande. Todo dinheiro que possa ser poupado pelos poderes, pelo próprio caixa ser melhor utilizado e otimizado, ajuda bastante a poder fazer investimentos em políticas públicas, em áreas de infraestrutura e estrutura urbana e nas áreas essenciais, que é saúde, educação e segurança pública", diz.

    Para os outros poderes, ainda não há proposta semelhante. "Essa é uma discussão que tem que ser feita com muita cautela, respeitando os demais poderes, tem que ter um ambiente respeitoso, e obviamente também sem comprometer as contas dos outros poderes: Tribunal de Justiça, Ministério Público, e as contas do Estado. Isso tem que ter uma conversa com muita cautela, respeitando esses poderes que precisam de recurso para poder prestar um bom serviço para a sociedade, mas aqueles que puderem obviamente, tendo sobra de caixa, devolver para o Estado para a gente poder reverter para a sociedade", afirma.    

    O primeiro secretário da Assembleia, deputado Plauto Miró (DEM), também participou da reunião. A proposta será discutida na Assembleia que deve encaminhar ofício à governadora Cida Borghetti (PP) para enviar proposta de discussão do tema em plenário. A prerrogativa de enviar projetos que definam redução ou aumento de recursos é exclusiva do Poder Executivo.

    A iniciativa, porém, esbarra em dificuldades legais, pois para valer para o ano que vem, dependeria de alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019, já aprovada pelos deputados em julho. E a prerrogativa para propor a mudança é de iniciativa exclusiva do próprio Executivo, ou seja, dependeria de uma proposta da atual governadora Cida Borghetti.

  • 19/11/2018

    Cida garante que deixará governo com R$ 5 bilhões em caixa para Ratinho Jr

    Cida garante que deixará governo com R$ 5 bilhões em caixa para Ratinho Jr
    Márcio Albuquerque Lima, ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, já condenado a 97 anos, é um dos denunciados. (Foto: Franklin de Freitas)

    Na primeira reunião da transição, hoje, no Palácio Iguaçu, a governadora Cida Borghetti (PP) afirmou que entregará o comando do Estado ao governador eleito, Ratinho Júnior (PSD), com R$ 5 bilhões em caixa. Desse total, segundo ela, cerca de R$ 2 bilhões serão de superávit financeiro, ou seja, poderão ser utilizados livremente pela equipe do futuro governo. Segundo a governadora, todas as obras e convênios autorizados estão com recursos garantidos no caixa estadual.

    O secretário chefe da Casa Civil, Dilceu Sperafico (PP), que coordena a equipe de transição de Cida confirmou as informações. "A situação é uma situação tranquila. A gente já pode antecipar que o governo estará com um volume de recursos disponíveis em caixa para cumprir todas as obrigações que foram iniciadas, assumidas. Todos os convênios assinados. Todos os compromissos do governo nos últimos quatro anos, inclusive restos a pagar de 2016 que ainda estão em andamento”, garantiu Sperafico, que coordena a equipe de transição de Cida. “Todos (os compromissos) estão previstos no Orçamento deste ano, com certeza, com recursos separados. E também haverá um superávit para que o novo governo inicie com dinheiro em caixa”, assegurou o secretário.

    “Do atual governo não temos nenhuma dificuldade de pagar a folha de pagamento, de pagar o décimo-terceiro. Já temos a data programada para o pagamento do décimo-terceiro. Todos os compromissos do atual governo serão cumpridos rigorosamente, sem mexer em absolutamente nada do próximo Orçamento do Estado”, reafirmou Sperafico.

    Coordenador da equipe de transição de Ratinho Jr, o deputado federal Reinhold Stephanes (PSD), disse que o objetivo da primeira reunião é “tomar conhecimento da situação financeira do Estado”. “É importante, ele tem os dados, as informações que podem dar uma visão melhor daquilo que a gente já conhece em relação à situação financeira do Estado, do seu orçamento, e vai apresentar, claro, os pontos que são relevantes de um governo que assume. Aquilo que ele tem que tomar conhecimento antes de assumir que são muitas vezes compromissos que se dão logo no início do ano”, disse, sobre a exposição de Bovo.

  • 16/11/2018

    Requião ganha ao menos 150 dias no comando do MDB do Paraná

    Requião ganha ao menos 150 dias no comando do MDB do Paraná
    Márcio Albuquerque Lima, ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, já condenado a 97 anos, é um dos denunciados. (Foto: Eduardo Matysiak )

    Uma eventual sucessão do senador Roberto Requião na presidência do MDB do Paraná terá que esperar ao menos 150 dias. Reunida nesta semana em Brasília, a cúpula nacional do partido decidiu prorrogar os mandatos dos diretórios nacional, estaduais e municipais. A informação é da jornalista Roseli Abrão.

    A decisão foi unânime e, pelo acordo, o mandato do diretório nacional foi prorrogado por 180 dias a contar a partir da data do seu vencimento, ficando, desde já, agendada para o dia 4 de setembro do ano que vem.

    Em relação aos diretórios estaduais que estão com mandatos provisórios e/ou prorrogados, precisarão fazer suas convenções para eleger comissões definitivas e delegados.

    O prazo máximo da realização das convenções será de 150 dias contados a partir do vencimento dos mandatos atuais ou a contar de 1 de janeiro de 2019, caso o vencimento seja posterior a esta data.

    No caso do Paraná, o mandato do atual diretório estadual terminou no dia 1º de novembro. Os diretórios municipais deverão realizar suas convenções em um prazo de 180 dias, contados a partir de 1 de janeiro de 2019.

    Em terceiro lugar na disputa, com 1,5 milhão dos votos válidos, Requião não se reelegeu ao Senado Federal nas eleições deste ano e enfrenta oposição de setores do MDB estadual na disputa pelo controle da sigla no Paraná. Mesmo assim, o político ainda tem força no Estado e pode ser reeleito na Executiva Estadual se essa for a vontade dos correligionários. 

  • 16/11/2018

    Distante de Bolsonaro, Francischini garante comando do PSL no Paraná

    Distante de Bolsonaro, Francischini garante comando do PSL no Paraná
    Márcio Albuquerque Lima, ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, já condenado a 97 anos, é um dos denunciados. (Foto: Divulgação )

    O deputado estadual eleito Fernando Francischini foi conduzido nesta sexta-feira (16) ao cargo de presidente do Partido Social Liberal (PSL) no Paraná. Eleito no Estado o candidato com o maior número de votos (427.627) para a Assembleia Legislativa, Francischini também garantiu nesta sexta que sua esposa Flavia Francischini, até então presidente estadual da sigla, fosse nomeada secretária-geral nacional do partido. A executiva nacional continuará sob comando de Luciano Bivar que foi reconduzido ao cargo de presidente do diretório. Até então, o partido atuava com comissões provisórias. 

    "Caberá a ela (Flavia Francischini), como secretária-geral, em conjunto com o Presidente Bivar, definir o comando do PSL em todos os estados e municípios", diz a assessoria de Francischini em nota.

    O deputado paranaense, que participou coordenação da campanha presidencial do PSL, não apareceu mais ao lado do presidente eleito Jair Bolsonaro - em eventos ou como integrante da equipe de transição - após o fim da eleição, o que gerou especulações quanto a seu afastamento da cúpula nacional do partido. 

    Na semana passada, Francischini confirmou que pretende disputar a presidência da Assembleia Legislativa do Paraná, na eleição marcada para fevereiro, além de interesse em disputar a prefeitura de Curitiba em 2020. "Se os curitibanos entenderem que é hora de mudar a prefeitura de Curitiba, com certeza estarei pronto para assumir mais esta missão", afirmou. 

    Na nota que anunciou sua nomeação como presidente do PSL do Paraná, a assessoria afirma que entre as prioridades do político está a atuação local. “Muitos esperavam que assumisse um ministério com a eleição do Jair Bolsonaro. Sempre disse que a missão de eleger Bolsonaro nunca passou por qualquer acordo envolvendo cargos. Fomos eleitos justamente para fazer uma outra política, com seriedade e combate incansável a corrupção no governo. Vou representar todos os paranaenses na Assembleia buscando fortalecer o parlamento e melhorar, de alguma forma, a vida das pessoas”, disse Francischini, segundo a nota. 

    Agora, diz Francischini, é hora de começar a pensar o PSL do Paraná para as eleições de 2020. “A ideia é fortalecer ainda mais o partido no Paraná elegendo um grande número de prefeitos e vereadores”, conclui.

    No Paraná, a sigla elegeu neste ano 11 deputados, sendo oito estaduais e três federais. 

  • 14/11/2018

    Câmara de Curitiba passa a transmitir licitações ao vivo pela internet

    Câmara de Curitiba passa a transmitir licitações ao vivo pela internet
    Márcio Albuquerque Lima, ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual, já condenado a 97 anos, é um dos denunciados. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

    “A partir de agora as licitações que forem realizadas pela Câmara Municipal de Curitiba [CMC] passam a ser transmitidas em tempo real, pela internet, ampliando ainda mais a transparência dos atos administrativos do Legislativo”. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (14), em plenário, pelo presidente da CMC, Serginho do Posto (PSDB).

    A estreia do novo sistema será na próxima segunda-feira (18), quando a instituição licita a reforma dos 39 banheiros da CMC – um total de 315,83 m². A justificativa da concorrência 1/2018 explica que os espaços são antigos e desperdiçam água tratada, motivos pelos quais as obras são necessárias. Nos banheiros serão instalados registros antivandalismo. O custo máximo para a contratação dos serviços é de R$ 583.448,70.

    O primeiro-secretário, Bruno Pessuti (PSD), explicou que as licitações serão transmitidas ao vivo pelo canal da CMC no YouTube ou pelo Facebook. “Basta o cidadão se cadastrar no canal ou curtir a página para que todas as vezes que entramos ao vivo ele receber uma notificação”, disse. Na segunda, como a sessão plenária é transmitida pelo YouTube, a licitação serpa transmitida pelo Facebook. 

    “Também inauguraremos em breve um novo Portal da Transparência, no qual o cidadão encontrará qualquer informação da administração da CMC em cinco cliques”, continuou Serginho do Posto. “Era uma das nossas propostas quando começou a gestão”, lembrou o presidente da CMC, sugerindo que a medida seja adotada por outros órgãos públicos. “É uma decisão pioneira [transmitir ao vivo as licitações]”, concluiu.

  • 13/11/2018

    Comissão da Câmara acata reajuste de 3% para servidores de Curitiba

    A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Curitiba aprovou hoje a admissibilidade do projeto do prefeito Rafael Greca (PMN) que prevê reajuste salarial de 3% para os servidores públicos da Capital. O parecer foi apresentado pela vereadora Julieta Reis (DEM).

    A proposta inclui servidores do Executivo, da Câmara Municipal, das autarquias e fundações, tanto efetivos como comissionados e inativos, além de agentes políticos. Segundo a prefeitura, o reajuste terá impacto de R$ 18,9 milhões em 2018, referente aos meses de novembro e dezembro, e de R$ 102 milhões para 2019.

    Os servidores públicos alegam que estão com os salários congelados há 31 meses, e que as perdas do período em razão da inflação somam 9,48%. A prefeitura alega que o índice de 3% oferecido é o possível de ser pago nas atuais condições financeiras do município e da economia do País.

    O projeto também prevê a mudança da data-base anual para revisão dos salários do funcionalismo de abril para outubro. Os sindicatos dos servidores são contra a mudança.

    No último dia 31, os servidores promoveram protesto na Câmara contra as medidas. Após a manifestação, a direção do Legislativo marcou uma audiência com a direção dos sindicatos e representantes da prefeitura, que ocorreu no último dia 7. Na ocasião, o secretário municipal de Finanças, Vitor Puppi, alegou que a prefeitura não tem como elevar o índice de reajuste.

     

  • 13/11/2018

    Curitiba pode perder 60% das vagas de atendimento psiquiátrico após fim de convênio

    Curitiba pode perder 60% das vagas de atendimento psiquiátrico após fim de convênio
    CMC receberá a coordenadora da Saúde Mental, Flávia Adachi, para explicar aos vereadores o atendimento à população (Foto: Chico Camargo/CMC)

    Com o fim do convênio com o hospital psiquiátrico Hélio Rotenberg, no Hauer, Curitiba pode perder 60% das vagas para atendimento público psiquiátrico, segundo um requerimento assinado por vários vereadores de Curitiba. O problema foi debatido ontem (12) na Câmara Municipal e os parlamentares pedem a vinda à Casa da coordenadora da Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Flávia Adachi, para prestar esclarecimentos.

    Dos 239 leitos disponíveis hoje para atendimento psiquiátrico, 143 são ofertados pela instituição que não quer renovar o acordo e reclama dos baixos valores repassados. Segundo alerta da vereadora Noemia Rocha (MDB), quando eram 239 leitos já havia déficit no repasse da prefeitura. A reunião dos vereadores com a coordenadora da prefeitura está marcada para o dia 27 de novembro.

    Quatro circunstâncias eram levantadas pela oposição no requerimento que ainda não foi votado. Além da perda dos leitos do hospital psiquiátrico Hélio Rotenberg, havia dúvidas sobre a tentativa não confirmada de implantar um Centro de Atendimento Psiquiátrico na UPA Pinheirinho. Também eram solicitadas informações sobre os custos gerais do tratamento psiquiátrico e se há planejamento para que a intenção de implantar um centro psiquiátrico seja mantida.

    “O hospital Hélio Rotenberg encerrou o convênio com Curitiba em relação aos 143 leitos de atendimento psiquiátrico. Isso nos traz uma preocupação muito grande. Vimos ações da administração [em relação à UPA Pinheirinho] que agora entendemos o porquê. Devia ter relação com esse encerramento de convênio”, disse a vereadora Professora Josete.

    A vereadora disse que, na opinião dela, esse centro para atendimentos emergenciais, “não supre a necessidade de internamentos de média e longa duração”. “Temos dúvidas sobre qual seria de fato a função do centro, se os CAPs [Centros de Atenção Psicossocial] atendem esse tipo de situação”, continuou Professora Josete.

    Para a vereadora Noemia Rocha, a situação é preocupante, “pois quando tínhamos 239 leitos já havia deficit”. “A cidade de Curitiba precisa pensar no cuidado com a saúde mental. Por exemplo, o número das pessoas em situação de rua tem aumentado. E não são mais uma ou outra, são famílias inteiras na rua”, comentou. Chicarelli (DC) adiantou que o fechamento dos leitos “é por questões privadas”. “Vão mudar o ramo de atendimento”, disse.

  • 13/11/2018

    Deputado da base de Ratinho Junior quer lei para regular transição

    Deputado da base de Ratinho Junior quer lei para regular transição
    CMC receberá a coordenadora da Saúde Mental, Flávia Adachi, para explicar aos vereadores o atendimento à população (Foto: Sandro Nascimento / Pedro de Oliveira / Dálie Felberg / Noemi Frois)

    Depois dos últimos atritos entre o atual governo e o grupo do governador eleito Ratinho Junior (PSD), o deputado estadual Marcio Nunes (PSD) anunciou nesta semana que vai protocolar um projeto de lei para colocar regras na transição do governo paranaense. Hoje a transição depende de um decreto do governo, que impõe as regras no processo. O deputado propõe que a transição comece, impreterivelmente, cinco dias após a divulgação do resultado das urnas.

    Neste ano a governadora Cida Borghetti (PP) emitiu um decreto determinando o início do trabalho só no dia 3 de dezembro. Depois de críticas, e ao menos três reuniões, e um pedido formal de antecipação de Ratinho Junior, o processo foi adiantado para 19 de novembro.

  • 12/11/2018

    Adalberto Xisto é eleito presidente do TJPR. Veja quem mais foi escolhido para a cúpula

    Adalberto Xisto é eleito presidente do TJPR. Veja quem mais foi escolhido para a cúpula
    CMC receberá a coordenadora da Saúde Mental, Flávia Adachi, para explicar aos vereadores o atendimento à população (Foto: Câmara Municipal de Curitiba)

    O pleno do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) elegeu na tarde desta segunda (12) o nova diretoria, que vai comendar o judiciário a partir de janeiro de 2019 por dois anos. Os 120 desembargadores têm direito a voto, que é secreto, por cédula, mas 114 votaram no pleito.  O desembargador Adalberto Xisto Pereira foi eleito presidente. 

    No primeiro turno da eleiçao,  Adalberto Xisto Pereira obteve 52 votos, Lidia Maejima, 28 votos,Rogério Kanayama 25 e Fernando Bodziak  8. Houve um voto nulo. Xisto  ficou seis votos de ser eleito no primeiro turno. Como nenhum candidato teve mais de 50% dos votos, houve segundo turno com os dois mais votados, quando Xisto, então teve 74 votos e Lidia Maejima conseguiu 39 votos. Foi registrado um voto nulo. 

    Foram eleitos também: 1º Vice-presidente: Wellington Emanuel Coimbra de Moura,  2º Vice-presidente: José Laurindo de Souza Netto, Corregedor-geral: José Augusto Gomes Aniceto, Corregedor: Luiz César Nicolau,  Ouvidor-geral Ana Lúcia Lourenço, Ouvidor substituto, Maria Aparecida Blanco de Lima, Farão parte do Conselho da Magistratura: Francisco Pinto Rabello Filho, Antonio Loyola Vieira, Joeci Machado Camargo e Lilian Romero.

    O perfil

    O Desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira é Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), turma de 1988. Iniciou sua carreira em 1989, após aprovação em concurso público, como promotor de justiça. Ingressou na magistratura em 15 de junho de 1990, após nova aprovação em concurso público, sendo nomeado juiz substituto da Seção Judiciária de União da Vitória. Em 12 de abril de 1991 foi nomeado para o cargo de juiz de direito da comarca de Realeza, judicando, a seguir, nas comarcas de Siqueira Campos, Toledo, Ponta Grossa e Curitiba.

    Foi professor de Direito Processual Civil na Escola da Magistratura do Paraná (EMAP), da qual também foi diretor no Núcleo de Curitiba (gestão 2002/2003). Lecionou a mesma disciplina nas Faculdades de Direito da UNIPAR (campus Toledo) e da PUCPR (campus Curitiba).

    Exerceu, ainda, o cargo de Conselheiro da Escola de Servidores da Justiça Estadual (2007/2009). Foi juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (gestões 1997/1998 e 1999/2000) e da Presidência do TJPR (gestão 2003/2004).

    Foi promovido ao cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná em 22 de setembro de 2008, pelo critério de merecimento. Foi membro da Comissão de Regimento Interno do TJPR (gestões 2009/2010 e 2011/2012) e membro eleito do Conselho da Magistratura (gestão 2011/2012).

    No Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) exerceu, em 2016, por eleição do Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça, os cargos de Vice-Presidente e Corregedor Regional Eleitoral, e no ano de 2017, o de Presidente.

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