• 19/06/2018

    Maioria do STF absolve Gleisi de corrupção e lavagem de dinheiro

    Maioria do STF absolve Gleisi de corrupção e lavagem de dinheiro
    (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

    A maioria da 2ª turma do Superior Tribunal Federal (STF) absolveu nesta terça-feira (19) a senadora paranaense e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR). Entretanto, ela ainda pode ser condenada por formação de caixa 2.

    No julgamento da ação, Gleisi e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, foram acusados pela operação Lava Jato pelo suposto recebimento de R$ 1 milhão do esquema de corrupção na Petrobras.

    Os ministros Luiz Edson Fachin, Celso de Mello e Dias Toffoli descartaram os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Para Fachin, relator do processo, não foi comprovado que a petista ofereceu contrapartida para receber o dinheiro.

    Celso de Mello acompanhou o relator pela absolvição de Paulo Bernardo e Ernesto Kugler Rodrigues. O decano também seguiu o entendimento de Fachin em relação à Gleisi Hoffmann, descartando o crime de corrupção passiva e substituindo-o pelo de caixa 2. Celso de Mello também absolveu os três do crime de lavagem de dinheiro.

    Já Dias Toffoli divergiu de Fachin e de Celso de Mello, que propuseram converter a conduta da corrupção passiva para falsidade ideológica eleitoral, o chamado caixa dois. Com o voto de Toffoli, formou-se maioria de votos para absolver Gleisi Hoffmann do crime de lavagem de dinheiro e para absolver Paulo Bernardo e Ernesto Kugler dos crimes de lavagem e corrupção. Ainda faltam votar na 2ª Turma do STF os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

    O caso

    Fachin considerou ter havido falsidade ideológica na prestação das contas de campanha de Gleisi e, por isso, votou pela absolvição de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kugler Rodrigues, também acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. O crime de caixa dois tem pena de até 5 anos de prisão, menor que a punição por corrupção, que pode chegar a 12 anos; e lavagem, que vai até 10 anos.

    Gleisi e Paulo Bernardo foram acusados de pedir e receber propina de R$ 1 milhão, supostamente desviado da Petrobras, para abastecer a campanha dela ao Senado em 2010. Em troca, segundo a PGR, teriam atuado para manter como manter Paulo Roberto como diretor de Abastecimento da Petrobras.

    Para o ministro, não ficou caracterizada uso da função parlamentar de Gleisi Hoffmann em favor de Paulo Roberto Costa, como sustentava a PGR, que seria a contrapartida pelo recebimento de R$ 1 milhão supostamente desviado da estatal. Em delação, o ex-diretor disse que providenciou o repasse de dinheiro para a campanha da senadora em 2010 por meio do doleiro Alberto Youssef.

    Em seu voto, Fachin reconheceu a existência de depoimentos “divergentes” entre os dois, em seus respectivos acordos de delação premiada. As contradições entre o ex-diretor e o doleiro foram uma das principais alegações da defesa para pedir a absolvição. Youssef disse que não conhecia Gleisi e Paulo Bernardo; Paulo Roberto, por sua vez, disse que não recebeu pedido do ex-ministro de dinheiro para a campanha da senadora. Fachin ressaltou, porém, que R$ 1 milhão foi efetivamente pago ao casal, segundo os dois delatores.

    “O conjunto probatório mostra-se seguro em confirmar o efetivo recebimento ao menos de uma das parcelas de dinheiro em espécie disponibilizadas por Paulo Roberto Costa à campanha de Gleisi Helena Hoffmann ao Senado em 2010, bem como a vinculação das condutas atribuídas aos denunciados”, disse o ministro.

    O ministro ainda detalhou circunstâncias dessa primeira entrega de dinheiro, feita por meio do empresário Ernesto Kugler Rodrigues, também acusado como emissário do casal. “Os colaboradores são firmes e uníssonos ao afirmar a destinação de R$ 1 milhão a campanha da senadora e são categóricos ao afirmar que quantia foi recebida por Ernesto”, afirmou.

  • 19/06/2018

    Equipe de Osmar Dias faz intensivo de reuniões para definir plano de governo

    Equipe de Osmar Dias faz intensivo de reuniões para definir plano de governo
    (Foto: Divulgação )

    O grupo técnico que trabalha na elaboração do projeto de governo do ex-senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao Palácio Iguaçu, tem se reunido nesta semana, em Curitiba, para apresentar ao pedetista detalhes das propostas captadas em todo o Estado.

    A equipe fará mais dois encontros nesta semana para debater pontos do projeto. "Quero apresentar um projeto que rompa com que está aí. Quero ser uma opção às pessoas que não concordam com o modelo de governo que há quase oito anos comanda o Paraná", afirma Osmar. 'Reuni equipe experiente para me ajudar a ter um projeto inovador o ao mesmo tempo factível."

    Na estrada

    Na próxima sexta-feira (22), Osmar Dias vai Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, onde se encontra com lideranças da região. No sábado (23), o pedetista participa de reuniões em Prudentópolis e Irati.

  • 19/06/2018

    Em reunião no Cajuru, Ratinho Jr foca propostas para segurança e combate ao crime

    Em reunião no Cajuru, Ratinho Jr foca propostas para segurança e combate ao crime
    (Foto: Divulgação )

    Em reunião com moradores do bairro do Cajuru, ontem à noite, em Curitiba, o deputado estadual e pré-candidato ao governo do Estado, Ratinho Júnior (PSD), destacou seus planos para melhorar a segurança pública e combater a criminalidade. Ele lembrou os dados do Atlas da Violência e que apontam a cidade de Almirante Tamandaré (região  metropolitana de Curitiba) como uma das dez cidades mais violentas do País entre as com mais de 100 mil habitantes. 

    “Sabemos que diferentes metodologias para medir os índices de violência são usadas. O Atlas utiliza os dados do Ministério da Saúde sobre a mortalidade, já a Secretaria de Segurança Pública do Paraná usa outros dados, mas o que importa mesmo é a sensação de segurança ofrerecida à população e hoje se perguntarmos para os parananenses, eles não se sentem seguros”, afirmou.

    Para Ratinho Jr o combate à violência se faz com a presença policial nas ruas e uso de tecnologia. “A inteligência aliada com o uso de tecnologia vai ser um instrumento facilitador dos agente de segurança para combater à violência, o contrabando e o tráfico de drogas e armas", defendeu. "Com o projeto Muralha, por exemplo, vamos deixar nossas fronteiras menos vulneráveis com nossos agentes trabalhando em conjunto com as Forças Armadas, já que a vigilância das fronteiras é atribuição do governo federal”, disse.

    Segundo o pré-candidato, o projeto "é um paredão tecnológico onde todo caminhão e carro será monitorado no seu trajeto de origem e destino". No caso de suspeita ou identificaçãoo de crime, a policíca poderá interceptá-lo.

    Outro projeto, chamado "Olho Vivo", consiste na instalação de centros de monitoramento regionais, seguijndo modelo já existente no centro integrado em Curitiba.

     

  • 19/06/2018

    Governadora promete decidir sobre reajuste até semana que vem

    Governadora promete decidir sobre reajuste até semana que vem
    (Foto: Divulgação ANPr)

    Em reunião no final da tarde de ontem no Palácio Iguaçu com representantes do Fórum das Entidades Sindicais (FES), a governadora Cida Borghetti (PP) pediu novo prazo até a próxima terça-feira (26) para concluir os estudos sobre a possibilidade de pagar o reajuste de 2,76% relativo à inflação dos últimos doze meses para os servidores públicos do Executivo – que estão com os salários congelados desde 2016. Na semana passada, Cida determinou que os técnicos da Secretaria da Fazenda apresentassem um relatório com o impacto da reposição nas contas do Estado. Inicialmente, a expectativa era de que esses números fossem apresentados já na segunda-feira, mas segundo a governadora, o relatório não foi concluído a tempo.

    Ao mesmo tempo, a Assembleia Legislativa – em um acordo entre as lideranças do governo e de oposição – adiou também para a próxima terça-feira, a votação de cinco projetos que prevêem o reajuste para os servidores do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e do próprio Legislativo. Os projetos chegaram a entrar em pauta no último dia 11, mas foram retirados diante da pressão dos servidores do Executivo e dos deputados para que a reposição seja estendida a todo o funcionalismo.

    A medida, segundo a governadora, assegura o tempo necessário para que os técnicos da Fazenda concluam os estudos. “Queremos ouvir todas as partes e buscar o entendimento”, alegou.

    Na quinta-feira, uma nova reunião vai dar continuidade no debate. O Fórum das Entidades Sindicais será recebido pelo secretário de Estado da Fazenda e técnicos da pasta.

    Além dos servidores, o governo sofre pressão de sua própria base. A bancada do PSD do deputado estadual e pré-candidato ao governo, Ratinho Júnior, se juntou à oposição e ao chamado "bloco independente" em também anunciou que só vota o reajuste para os demais poderes se ele for estendido a todos os servidores, incluindo os do Executivo. 

    Internamente, o governo chegou a cogitar enviar à Assembleia uma proposta de reajuste parcelado, ou menor do que o índice da inflação, de 2,76%, proposto pelos outros poderes. A alegação é mesma já adotada pelo governo Beto Richa (PSDB) para congelar os salários do funcionalismo: de que não haveria dinheiro para pagar o aumento e as promoções e progressões da categoria. Segundo essa versão, as promoções teriam um custo de R$ 250 milhões, e o reajuste de R$ 530 milhões, sendo que só haveria disponível no orçamento deste ano R$ 500 milhões. 

  • 19/06/2018

    Em vídeo, Gleisi diz ser alvo da Lava Jato por defender candidatura de Lula

    Em vídeo, Gleisi diz ser alvo da Lava Jato por defender candidatura de Lula
    (Foto: Divulgação ANPr)

     

    A senadora paranaense e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, divulgou hoje vídeo na qual afirma que as acusações do Ministério Público Federal na operação Lava Jato contra ela e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, que vão à julgamento nesta terça-feira, na 2ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF), são parte de um processo de perseguição contra o PT. Ela também atribuiu as denúncias à sua defesa da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

    Gleisi é acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por ter supostamente recebido R$ 1 milhão do esquema de corrupção operação pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, para sua campanha eleitoral ao Senado de 2010.

    "A cada dia fica mais claro que a acusação contra mim faz parte da tentativa da Lava Jato de atacar e criminalizar o Partido dos Trabalhadores", afirma ela no vídeo.

    “Eles disseram que um ex-diretor da Petrobras, um tal de Paulo Roberto Costa, que eu não conheço, doou R$ 1 milhão em troca de usar minha suposta função pública em favor de sua manutenção na empresa. Em 2010, antes de me eleger senadora, eu não tinha função pública. Fazia quatro anos que eu não exercia nenhum cargo em nenhuma esfera de governo. Era impossível que eu utilizasse tal cargo público se eu nem tinha cargo. E não conhecia Paulo Roberto Costa”, garante a senadora.

    "Hoje, eu sou alvo. E tenho certeza que é por se presidente do Partido dos Trabalhadores e por defender o presidente Lula e a sua candidatura pelo bem do Brasil", afirma. De acordo com a denúncia, foram feitos quatro pagamentos de R$ 250 mil em dinheiro vivo.

  • 19/06/2018

    STF julga ação penal contra Gleisi

    STF julga ação penal contra Gleisi
    (Foto: Divulgação ANPr)

    A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar há pouco ação penal proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. No início da sessão, o presidente do colegiado, Ricardo Lewandowski, disse que o julgamento deverá ser encerrado hoje. 

    No processo, os cinco ministros do colegiado vão decidir se condenam ou absolvem os acusados dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, na Operação Lava Jato. De acordo com a denúncia, Gleisi teria recebido R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010. O valor teria sido negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu. 

    No entendimento da PGR, o valor da suposta propina paga a Gleisi é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras, conforme citações feitas pelo doleiro Alberto Youssef, um dos delatores das investigações.

    Em documento encaminhado ao Supremo durante a fase de defesa, os advogados do casal afirmaram que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas”, em função de acordos de delação premiada.

    “A requerida [senadora] jamais praticou qualquer ato que pudesse ser caracterizado como ilícito, especialmente no bojo do pleito eleitoral ao Senado no ano de 2010, na medida em que todas as suas contas de campanha foram declaradas e integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral”, afirmou a defesa, na ocasião.

    A Segunda Turma é composta pelos ministros Edson Fachin, relator da ação, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli.

    Gleisi se defende em vídeo:

     

  • 19/06/2018

    Câmara afasta vereadora que apresentou atestado e viajou para o Rock in Rio

    Câmara afasta vereadora que apresentou atestado e viajou para o Rock in Rio
    (Foto: Divulgação )

    A vereadora Nanci Rafain Andreola (PDT), de Foz do Iguaçu, Oeste do Paraná, foi afastada do cargo nesta terça-feira (19) por quebra de decoro parlamentar. A resolução que prevê o afastamento foi aprovada por 14 votos em sessão na Câmara Municipal. 

    A punição foi indicada pelo Conselho de Ética, que investigou uma denúncia apontando que Nanci apresentou um atestado para justificar a falta na sessão realizada um dia antes de viajar para o Rock in Rio, em setembro de 2017, sem ter comparecido ao médico.

    Em depoimento encaminhado por e-mail em maio, o médico Maxsuel Fidélis da Pádua Almeida afirmou que o atestado atribuído à autoria dele e apresentado pela vereadora é falso. O médico disse não conhecer Nanci, que soube da notícia pelos jornais e que não reconhece o documento, de uma clínica em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “Não confirmo a emissão do atestado, e ainda menciono que a letra e a assinatura do atestado não é minha”, declarou Almeida.

    Durante o afastamento, a vereadora não receberá o salário referente ao tempo de suspensão do mandato.

    O relatório final elaborado pelo vereador João Miranda (PSD) foi lido na sessão do dia 6.

    O advogado da parlamentar, Gustavo Bonini Guedes, usou a tribuna da Câmara para ressaltar que a defesa iria acatar a decisão tomada pelo Conselho de Ética na apresentação do relatório. 

    “A defesa sempre trabalhou pela improcedência por conta da devolução do dinheiro da sessão. Mas não vamos pontuar isso. Estamos aqui para concordar com essa decisão. O conselho de ética atuou bem, ouviu testemunhas, colheu provas e fez uma decisão correta", disse o advogado. 

    O vereador Elizeu Liberato (PR), membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, frisou que a partir de agora nenhuma alteração será feita na decisão. “Nesse momento não se altera mais nada. Esse processo já veio a Plenário e não se muda mais. Qualquer aditamento será encaminhado ao corpo jurídico dessa casa", pontuou. 

     

  • 19/06/2018

    Câmara vai recorrer de suspensão da votação do Escola Sem Partido

    Câmara vai recorrer de suspensão da votação do Escola Sem Partido
    (Foto: Divulgação )

    O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Serginho do Posto (PSDB), confirmou, nesta terça-feira (19), que apenas aguarda ser notificado para ingressar, na Justiça Estadual, contra a liminar que impede o Legislativo de votar o projeto de lei que cria na cidade o programa Escola Sem Partido. De iniciativa dos parlamentares Ezequias Barros (PRP), Osias Moraes (PRB) e Thiago Ferro (PSDB), a proposta pretende afixar cartazes nas escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) com os deveres dos professores.

    “Adotaremos todas as medidas necessárias para que a Câmara tenha preservado seu pleno direito de promover leis para a cidade”, garantiu Serginho do Posto, sem entrar no mérito da proposição. Para o presidente do Legislativo, a medida frustra o “pleno funcionamento” da Câmara Municipal. A liminar impedindo a votação foi concedida na última sexta-feira (15), quando o juiz substituto Thiago Carvalho, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, analisou mandado de segurança apresentado por Goura (PDT), Marcos Vieira (PDT), Professor Euler (PSD) e Professora Josete (PT). O projeto Escola Sem Partido não estava na pauta de votações, nem havia previsão para a análise do plenário da Câmara Municipal.

    “Fere a democracia”
    A medida tomada pelos vereadores Goura, Vieira, Euler e Josete foi duramente criticada em plenário, nesta terça-feira (19), pelo vereador Pier Petruzziello (PTB). “Vocês disseram para a sociedade que o mandato de vossas excelências de nada serve. Pois é isso que ocorre quando você suspende o debate. É uma barbaridade um vereador procurar o Judiciário para impedir algo de tramitar”, disse o parlamentar, que é o líder do Executivo na Câmara Municipal. “A decisão [liminar] fere o princípio da democracia. Controle de constitucionalidade só vale para matéria aprovada”, acusou.

    Petruzziello não quis entrar no mérito do projeto Escola Sem Partido, dizendo que “provavelmente seja até contra”, mas considerando que se a Câmara agravar a decisão do juiz “vai ganhar”. Ele, que tem sido criticado pela oposição à Prefeitura de Curitiba por usar regimes de urgência para acelerar a tramitação de projetos do Executivo, comparou as duas situações. “A ação de vereadores para proibir que se discuta um projeto de lei é grave”, afirmou, “é pior que qualquer regime de urgência. É uma irresponsabilidade, eles reduziram a Câmara”. “São bons vereadores, mas lamento profundamente que tenham buscado o Judiciário”, lamentou Pier.

    Votação sem data
    O projeto Escola Sem Partido está apto a ser votado em plenário, pois concluiu seu trâmite pelas comissões temáticas no dia 2 de maio. Depois de passar três meses sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposição teve a constitucionalidade acatada, mas recebeu pareceres contrários das comissões de Educação e de Serviço Público. Como só a CCJ pode arquivar proposições, os pareceres de Educação e Serviço Público são apenas orientações para a votação em plenário. Manifestação contrária à iniciativa da Secretaria Municipal de Educação foi anexada à proposição.

    A intenção do projeto Escola Sem Partido, dizem Barros, Moraes e Ferro, é proibir que o professor se aproveite da “audiência cativa dos alunos” para “promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas ou partidárias”. A proposição também determina que o Poder Público “não se envolva na orientação sexual dos alunos”.

     

  • 18/06/2018

    Ações criminais tiram Gleisi e sete deputados paranaenses do 'Oscar da Política'

    Ações criminais tiram Gleisi e sete deputados paranaenses do 'Oscar da Política'
    (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

    Os senadores Alvaro Dias (PODE) e Roberto Requião (MDB), assim como 22 dos 30 paranaenses na Câmara Federal, integram a lista prévia de parlamentares aptos a receberem votos para o prêmio conhecido como o “Oscar da política brasileira”.

    Foi divulgada nesta segunda-feira (18) a lista preliminar dos deputados e senadores aptos a serem votados no Prêmio Congresso em Foco. Para estar na lista, os parlamentares precisam ter exercido mandato neste ano por ao menos 60 dias e não podem responder a acusações criminais. Foram excluídos da relação os congressistas denunciados pelo Ministério Público ou que sejam alvo de ações penais e inquéritos em andamento. 

    A lista final será divulgada no próximo dia 25. O processo de votação pela internet se dará entre 1º e 31 de julho. Os vencedores serão anunciados na cerimônia de premiação em 13 de agosto.

    Entre os paranaenses, não estão aptos a receber votos, por envolvimento em inquéritos, os deputados Alex Canziani (PTB), Alfredo Kaefer (PSL), Luiz Nishimory (PR), Nelson Meurer (PP), Osmar Bertoldi (DEM), Takayama (PSC) e Zeca Dirceu (PT), além da senadora Gleisi Hoffmann (PT).

    O deputado Dilceu Sperafico (PP) está fora da lista por estar licenciado da Câmara enquanto exerce função de secretário da Casa Civil do governo do Paraná. 

    Pela primeira vez serão levados em conta, além dos procedimentos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), investigações remetidas a instâncias inferiores em razão do novo entendimento sobre o foro privilegiado.

    Estão aptos para participar da disputa por prêmios 400 congressistas. São 41 senadores (50% dos integrantes do Senado) e 359 deputados (70% dos membros da Câmara).

    Conforme o regulamento, o parlamentar que não figurar na relação terá cinco dias, a contar de hoje, para solicitar a inclusão de seu nome. Para isso, deverá apresentar ao site documentação que comprove que não têm mais contas a prestar à Justiça e que exerceu o mandato pelo período mínimo pré-estabelecido.

    Já estão na lista os senadores Alvaro Dias e Roberto Requião e os deputados Aliel Machado (PSB), Assis do Couto (PDT), Christiane Yared (PR), Fernando Francischini (PSL), Diego Garcia (PODE), Edmar Arruda (PSD), Enio Verri (PT), Evandro Roman (PSD), Giacobo (PR), Hermes Parcianello (MDB), João Arruda (MDB), Leandre (PV), Leopoldo Meyer (PSB), Luciano Ducci (PSB), Luiz Carlos Haully (PSDB), Nelson Padovani (PSDB), Osmar Serraglio (PP), Reinhold Stephanes (PSD), Rubens Bueno (PPS), Sandro Alex (PSD), Sergio Souza (MDB) e Toninho Wandscheer (PROS).

    Pesquise por nome ou passe o cursor sobre as listas abaixo para ver a relação preliminar de todos parlamentares aptos ao Prêmio Congresso em Foco 2018:

     
     

     

  • 18/06/2018

    Preso, Lula estreia como comentarista da Copa do Mundo. Veja o programa

    Preso, Lula estreia como comentarista da Copa do Mundo. Veja o programa
    (Foto: Divulgação/ Roberto Stuckert)

    O ex-presidente Lula, estreou hoje (18) como comentarista da Copa do Mundo da Rússia. A atuação é para o programa do jornalista José Trajano na TVT, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Lula envia comentários para o programa por meio de cartas, direto da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Preso em uma sala equipada com uma televisão, o ex-presidente consegue assistir aos jogos da Copa.

    Com isso, ele escreve as impressões pessoais sobre os jogos e a produção do programa coloca uma legenda na tela com aspas. Um locutor lerá os comentários para os telespectadores. O programa “Papo com Zé Trajano” vai ao ar de segunda a sexta-feira, ao vivo, de 18h15 às 19h, na TVT e na rádio Brasil Atual.

    "O Brasil entrou em campo com o que tem de melhor. A Suíça também. Pelo histórico das seleções, o Brasil teria de vencer, afinal é a única seleção pentacampeã e, portanto, amplamente favorita. A Suíça também queria ganhar e tinha duas opções: jogar melhor ou não deixar o Brasil jogar. E foi o que fez", disse Lula. 

    "Também não deixou o Neymar jogar, fazendo faltas e faltas. Além disso, o Neymar tentava sem êxito carregar a bola, e não conseguiu". Para Lula, que é corintiano e entusiasta do futebol, o Brasil não foi bem. "Sinceramente, o fato é que não jogamos bem". Para o próximo jogo, contra a Costa Rica, o petista pediu que o Brasil não menospreze a Costa Rica: "Afinal, todos sabem que, um dia, o pequeno Davi venceu o gigante Golias".

    No fim, Lula elogiou Cristiano Ronaldo, de Portugal. "Duas coisas ficaram provadas na primeira semana da Copa: a Alemanha não é invencível e, entre os maiores craques, só o Cristiano Ronaldo fez por merecer. O resto é conversa pra mesa de bar", opinou o ex-presidente.

    Lula está preso em Curitiba desde o dia 7 de abril. Ele cumpre o início da pena de 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O petista foi condenado pelo juiz Sergio Moro por favorecimento à construtora OAS em contratos com a Petrobras. Em troca, receberia da empresa um tríplex no Guarujá, no litoral paulista.

     

     

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