• 24/06/2018

    Em Maringá, Cida visita família de professora assassinada

    Em Maringá, Cida visita família de professora assassinada
    (Foto: Theddy Gonçalves / Plantão Maringá )

    Pré-candidata à reeleição, a governadora Cida Borghetti (PP), e seu marido, deputado federal Ricardo Barros (PP), visitaram ontem a casa da professora Maria Aparecida Carnelossi Pacífico, de 57 anos, morta com requintes de crueldade durante um roubo a residência no sábado em Maringá. Kaká, como era conhecida a professora, era esposa de José Carlos Pacífico, chefe de gabinete do vereador Homero Marchese (PROS).

    O secretário de Desenvolvimento Urbano, Silvio Barros (PP), ex-prefeito de Maringá, também esteve no local. A governadora disse que colocou toda cúpula das polícias civil e militar à disposição da família da professora Kaká.

    A professora foi assassinada dentro de casa, na Zona 5 de Maringá. A vítima estava dormindo quando teve a casa invadida por criminosos que além de roubar, almoçaram na residência após o crime. A polícia acredita que duas pessoas teriam participado do latrocínio (roubo seguido de morte). A professora era religiosa e sempre ajudava pessoas em situação de rua.

     

  • 24/06/2018

    Beto Richa anuncia vinda de Alckmin ao Paraná

    Beto Richa anuncia vinda de Alckmin ao Paraná
    (Foto: Theddy Gonçalves / Plantão Maringá )

    O ex-governador Beto Richa (PSDB), pré-candidato ao Senado, se mantém fiel ao presidenciável do PSDB, exgovernador de São Paulo Geraldo Alckmin.

    Enquanto o senador Aecio Neves (PSDB-MG) jantava com o presidente Michel Temer (MDB) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), em Brasília, para debater a substituição de Alckmin pelo ex-prefeito João Doria (PSDB-SP) na corrida presidencia, conforme noticiou o Estadão, Beto Richa, presidente do PSDB no Paraná, já divulgava a vinda de Alckmin ao Estado.

    O presidenciável tucano vem ao Paraná na próxima quinta-feira (28). “Nosso pré-candidato à presidência da República fará a apresentação do seu programa de governo para a área da agricultura. O encontro será na sede da Amop, em Cascavel. Espero vocês lá!”, anunciou Richa no Instagram.

     

  • 24/06/2018

    CPI da Lava Jato tem novos paranaenses 'arrependidos' de assinatura

    CPI da Lava Jato tem novos paranaenses 'arrependidos' de assinatura
    (Foto: Divulgação / PMDB)

    Mais três deputados paranaenses dizem ter retirado seu apoio à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lava Jato, que deve investigar irregularidades em delações premiadas da Operação Lava Jato. Depois de conseguir 190 assinaturas (nove de 30 deputados paranaenses), o suficiente para que o requerimento fosse aprovado, a repercussão negativa fez com que diversos deputados recuassem. Eles alegam que foram “enganados” pela Liderança do PT na Câmara, autora da proposta. (Leia a íntegra do requerimento)

    Do Paraná, além de Rubens Bueno (PPS) e Toninho Wandscheer (PROS), que já haviam declarado que tentariam retirar as assinaturas, agora Assis do Couto (PDT), Alfredo Kaefer (PP) e o ex-ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PP) também recuaram. Da bancada paranaense, ainda mantêm o apoio os deputados Ênio Verri (PT), Ricardo Barros (PP) e Zeca Dirceu (PT).

    No total, segundo contagem do site O Antagonista, houve 78 desistências. Apesar dos recuos, o regimento da Câmara não permite que as assinaturas sejam retiradas. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), é que pode instalar ou engavetar a CPI.

  • 24/06/2018

    Prazo para 'retirar do ar' apresentadores candidatos termina nesta semana

    Prazo para 'retirar do ar' apresentadores candidatos termina nesta semana
    (Foto: Portal da Cidade / Assis Chateaubriand)

    Os pré-candidatos que têm programas de rádio ou na TV devem “sair do ar” até o próximo dia 30 de junho. De acordo com o calendário eleitoral, a partir do dia 30 de fica vedado às emissoras de rádio e de televisão a transmissão de programa apresentado ou comentado por pré-candidato.

    Entre os pré-candidatos ao governo do Paraná, o deputado estadual Ratinho Junior (PSD) é o único que aprensenta um programa, o Microfone Aberto, na rádio Massa FM. Ratinho também é dono da emissora de TV Rede Massa, afiliada do SBT no Paraná, além do portal Massa News, e deve cuidar para não descumprir a legislação, que entre outras coisas também impede que candidaturas sejam enaltecidas em detrimento de outras. 

    Somente a Rádio Massa FM possui emissoras em Curitiba, Londrina, Blumenau, Maringá, Paranaguá, Foz do Iguaçu, Telêmaco Borba, Alta Paulista, Lages, Francisco Beltrão, Ouro Fino , Ponta Grossa, Florianópolis, Guarapuava e Assis Chateaubriand. Já a TV transmite para Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu.

    Dos 54 deputados estaduais, três outros também apresentam programas: Gilberto Ribeiro, na TV RIC Record; e Luiz Carlos Martins, na Rádio Banda B, e Cobra Repórter, na Rádio Cultura Rolândia. A regra não vale somente para os detentores de mandatos, mas para todos os pré-candidatos que têm programas no rádio e na TV.

    Veja o que diz a legislação eleitoral:

    Lei nº 9.504 de 30 de Setembro de 1997

    Estabelece normas para as eleições.

    Art. 45. Encerrado o prazo para a realização das convenções no ano das eleições, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e em seu noticiário: (Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015)

    I - transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;

    II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito;

    III - veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes;

    IV - dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação;

    V - veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;

    VI - divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em convenção, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com o nome do candidato ou com a variação nominal por ele adotada. Sendo o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proibida a sua divulgação, sob pena de cancelamento do respectivo registro.

    § 1o A partir de 30 de junho do ano da eleição, é vedado, ainda, às emissoras transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária, de imposição da multa prevista no

    § 2o e de cancelamento do registro da candidatura do beneficiário. (Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015)

    § 2º Sem prejuízo do disposto no parágrafo único do art. 55, a inobservância do disposto neste artigo sujeita a emissora ao pagamento de multa no valor de vinte mil a cem mil UFIR, duplicada em caso de reincidência.

    § 3º . (Revogado pela Lei nº 12.034, de 2009)

    § 4o Entende-se por trucagem todo e qualquer efeito realizado em áudio ou vídeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido político ou coligação, ou que desvirtuar a realidade e beneficiar ou prejudicar qualquer candidato, partido político ou coligação. (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)

    § 5o Entende-se por montagem toda e qualquer junção de registros de áudio ou vídeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido político ou coligação, ou que desvirtuar a realidade e beneficiar ou prejudicar qualquer candidato, partido político ou coligação. (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)

    § 6o É permitido ao partido político utilizar na propaganda eleitoral de seus candidatos em âmbito regional, inclusive no horário eleitoral gratuito, a imagem e a voz de candidato ou militante de partido político que integre a sua coligação em âmbito nacional. (Incluído pela Lei nº 12.034, de 2009)

  • 22/06/2018

    Panama Papers revela que família Rocha Loures guardou US$ 5,6 milhões na Suíça e repatriou em 2016

    Panama Papers revela que família Rocha Loures guardou US$ 5,6 milhões na Suíça e repatriou em 2016
    (Foto: Divulgação/MDB-PR e Helcio Nagamine/Fiesp – 2014)

    A família Rocha Loures manteve US$ 5,6 milhões em uma conta na Suíça no final de 2015. Reportagem do site Poder 360, dentro da série de jornalismo investigativo internacional Panamá Papers, mostra que o registro estava em nome da offshore Railhorn Properties, no banco Pictet, em Genebra. A conta foi aberta em 26 de maio de 2004.

    De acordo com a reportagem, a Railhorn era uma empresa de gaveta registrada nas Ilhas Virgens Britânicas. Foi criada em 20 de março de 2004. Tinha como beneficiário Rodrigo Costa da Rocha Loures e sua esposa, Vera Lilia Santos da Rocha Loures, pais do “deputado da mala”, Rodrigo Rocha Loures (MDB).

    Este último foi preso em junho de 2017, após revelações de empresários da JBS em acordo de delação premiada. Ele era assessor especial do presidente Michel Temer no Palácio do Planalto. Rodrigo Rocha Loures, o filho, foi filmado saindo de uma pizzaria em São Paulo com R$ 500 mil em uma mala entregue por 1 executivo da JBS relacionado. O Ministério Público Federal sustenta que o montante é fruto de propina.

    Rodrigo Costa da Rocha Loures, o pai, fez fortuna vendendo merenda escolar para órgãos públicos. Fundou em 1968 a Nutrimental, conhecida hoje pelas barras de cereais Nutry. A empresa faturou R$ 295,9 milhões em 2016. Ele foi por mais de 10 anos integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, órgão vinculado à Presidência da República. Atualmente é integrante do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

    Os US$ 5,6 milhões que estavam na Suíça constam em 1 balanço do banco Pictet de dezembro de 2015. Cezar Bitencourt, advogado da família Rocha Loures, disse ao Poder360 que os valores foram declarados à Receita Federal e repatriados em 2016.

    As revelações da reportagem fazem parte da continuidade das investigações da série Panama Papers. Os novos documentos vazados do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca mostram as consequências da série de reportagens de 2016.

    Os registros foram obtidos pelo mesmo jornal que recebeu o 1º vazamento, o Süddeutsche Zeitung, de Munique (Alemanha). Os documentos foram compartilhados com o ICIJ (International Consortium of Investigative Journalists).

    Leia a reportagem completa no Poder 360

  • 21/06/2018

    Desejo que o Brasil possa superar seus problemas, diz Mujica, após visita a Lula

    Desejo que o Brasil possa superar seus problemas, diz Mujica, após visita a Lula
    (Foto: Joka Madruga)

    O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, visitou hoje o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba, desde 7 de abril. Após o encontro, Mujica afirmou que Lula está bem, lendo muito e “preocupado com o destino futuro do Brasil e da América Latina”.

    O uruguaio disse manter uma relação de admiração com o ex-presidente brasileiro, por sua postura quando governo o País, em relação aos demais países da América Latina. “Quando Lula foi presidente deste País gigantesco, teve uma atitude de muita consideração com respeito aos países pequenos da América Latina”, afirmou. “O Brasil se comportou como uma espécie de irmão maior”, disse Mujica.

    O ex-presidente afirmou ainda que espera o Brasil possa superar o momento de crise. “O que mais me preocupa é que o povo brasileiro possa não perder sua alegria e não cair na confrontação. Desejo que o Brasil possa superar seus problemas”, comentou.

  • 21/06/2018

    Ratinho Jr quer que Copel e governo Cida suspendam reajuste de 15,99% na tarifa de energia

    Ratinho Jr quer que Copel e governo Cida suspendam reajuste de 15,99% na tarifa de energia
    (Foto: Sandro Nascimento/Alep)

    O deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) anunciou que pretende mobilizar as bancadas do PSD e do PSC e outros aliados para barrar o aumento médio de 15,99% das tarifas da energia elétrica que passa a valer a partir de domingo. Para o deputado, o aumento penaliza a sociedade e dificulta a atividade econômica no estado, diminuindo a geração de emprego e renda.

    A estratégia de Ratinho Jr é apresentar na sessão da Assembleia Legislativa da próxima segunda-feira (25), um requerimento solicitando à Copel e ao governo estadual a revisão do reajuste.

    O aumento passa a valer já neste domingo para 4,5 milhões de unidades consumidoras do Paraná. Consumidores residenciais e de comércios de pequeno porte terão reajustes de 15,3%. Os consumidores industriais e de estabelecimentos de grande porte terão elevados em 17,55%.

    Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Proteína Animal(ABPA), Ricardo Santin, esse reajuste vem em péssima hora. “A energia é o insumo básico para praticamente toda cadeia do setor produtivo e o aumento vai impactar no aumento dos custos e no produto final”. Ele explica que no caso dos frigoríficos o problema é ainda maior.

    “Os frigoríficos de médio porte gastam entre R$ 600 mil a R$ 800 mil por mês com energia. Imagine que 17,55% pode representar algo em torno de R$ 150 mil a mais na planilha de custos. E na produção intensiva de aves há a ainda a necessidade da ambiência, que nada mais é que a garantia de conforto térmico para maximização dos resultados. Nesta época de inverno, principalmente na região Sul onde está o Paraná, a demanda aumenta naturalmente, em função da predominância do frio”, destaca.

     

  • 21/06/2018

    Gleisi diz que sua absolvição foi "duro recado à indústria de delações"

    Gleisi diz que sua absolvição foi
    (Foto: Franklin Freitas / Bem Paraná )

    Em sua conversa com a imprensa após ser inocentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, espera que sua absolvição sirva de base para outros julgamentos que levam em consideração depoimentos de delatores. Para a senadora, a Operação Lava Jato criou uma “indústria de delações”, mas que a partir de agora perde força com o posicionamento do STF.

    “Parece óbvio, mas o que o Supremo disse foi que não pode haver condenação sem provas”, disse. “Foi um duro recado às indústrias das delações. As delações são importantes em um processo investigativo, inclusive, elas foram levadas a cabo por um projeto de lei do governo da presidenta Dilma. Eu era ministra da Casa Civil, e tratava das organizações criminosas. As delações são importantes para que se possa levantar indícios de situações que serão investigadas. Agora, jamais, jamais poderão substituir provas”, declarou.

    Gleisi disse que ainda pensa em uma maneira de pedir reparação pelos danos pessoais e políticos provocados pelo processo que durou quatro anos. “Tenho que pensar porque qualquer ação contra o Estado recai sobre o povo brasileiro”, disse.

    A senadora optou neste ano por não concorrer à reeleição em outubro. Segundo ela, um dos motivos que a levou a tomar a decisão foi justamente o desgaste público causado pela ação. “Não só disso, mas também levo em consideração. Eu tive durante quatro anos uma ação cotidiana de desconstrução da imagem, por agentes do Estado, que me acusavam, da Polícia Federal, do Ministério Público. As informações vazavam, viravam matérias. As matérias viravam verdade, já condenação”, conclui.

    “Os opositores utilizavam disso largamente para me atacar. Muito difícil porque eu não tinha o mesmo espaço para me defender. Por exemplo, sai uma matéria em jornal de TV, de horário nobre, como a Globo que tem grande audiência, a matéria de seis minutos de acusações, e no final, um parágrafo de uma nota de defesa”, critica.

    Segundo Gleisi, seu marido, ex-ministro Paulo Bernardo não deve voltar à vida pública. “Paulo já se aposentou, era funcionário de carreira do Banco do Brasil, não vai retornar à vida pública”, disse.

    Outras ações

    Gleisi ainda é alvo de duas ações. Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) e uma investigação na Polícia Federal (PF).

    O inquérito policial que apura um suposto esquema de corrupção no Ministério do Planejamento teve origem nas investigações da Operação Lava-Jato. O inquérito da PF é investiga se a empresa Consist repassou R$ 1 milhão a Gleisi e Paulo Bernardo para conseguir contratos com o Ministério do Planejamento . O dinheiro teria sido repassado pelo escritório de advocacia de Guilherme Gonçalves. Ainda não ocorreu denúncia relativa a esses fatos.

    Em outra investigação, já com denúncia do MPF na Lava Jato, envolve também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ex-ministros Antônio Palocci e Paulo Bernardo e o empresário Marcelo Odebrecht pelos crimes de corrupção (passiva e ativa) e lavagem de dinheiro. A ação é sobre uma doação de campanha “quando a Construtora Odebrecht prometeu ao então presidente Lula a doação de US$ 40 milhões em troca de decisões políticas que beneficiassem o grupo econômico”, diz a o MPF. Gleis é arrolada por ter supostamente se beneficiado com dinheiro na campanha ao governo do Paraná, em 2014. Gleisi afirma que as acusações “são falsas”, pois tentam “ligar decisões de 2010 a uma campanha eleitoral dela que ocorreu em 2014”. Ela nega todas as acusações. 

     

  • 20/06/2018

    STJ tira processo de Richa das mãos de Moro

    STJ tira processo de Richa das mãos de Moro
    (Foto: Franklin Freitas)

    A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira (20) acolher recurso do ex-governador Beto Richa (PSDB) e retirar o processo que trata das delações da Odebrecht das mãos do juiz federal Sérgio Moro, responsável por ações penais da Operação Lava Jato em Curitiba. O inquérito 1181 deve permanecer somente com a Justiça Eleitoral do Paraná. Em nota, Richa diz que a decisão "é perfeita e justa ao reconhecer a competência exclusiva".

    O processo trata de suposto caixa 2 nas três últimas campanhas eleitorais do tucano, em 2008, 2010 e 2014. Em abril, ao renunciar ao cargo de governador do Paraná para concorrer ao Senado, Beto Richa também perdeu o foro especial por prerrogativa de função e a investigação foi remetida pelo ministro Og Fernandes, do STJ, para a primeira instância. A determinação foi de que a ação ficasse a cargo do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal, e da Justiça Eleitoral. 

    No dia 10 de maio, Moro determinou a abertura do inquérito (veja o documento). A investigação, que está em sigilo, mira propina sobre um suposto favorecimento à Odebrecht, em 2014, para duplicação da rodovia PR 323.

    A defesa de Beto Richa contestou o fato de parte do inquérito ter ido parar na Justiça Federal sustentando que o caso deveria ser tratado apenas como suposto caixa 2, tema da Justiça Eleitoral. Agora, o recurso foi acolhido na sessão da Corte Especial do STJ nesta quarta-feira (20).

    Em nota, o ex-governador Beto Richa diz que os fatos serão esclarecidos. "A decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça é perfeita e justa ao reconhecer a competência exclusiva da Justiça Eleitoral, onde os fatos serão devidamente esclarecidos", diz a íntegra. 

    Outra ação

    Com a retirada do processo, não há mais ações contra Richa nas mãos de Moro. Na semana passada, pela primeira vez desde 2014, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava Jato, o juiz espontaneamente abriu mão por ofício de um processo derivado da investigação, sem que tenha sido imposição de cortes superiores. A ação da 48ª fase, chamada Operação Integração, que investiga supostas irregularidades em contratos de pedágio no Paraná, foi remetida ontem à 23a Vara Federal de Curitiba. O responsável pelo processo será o juiz federal Paulo Sergio Ribeiro.

    Sergio Moro justificou que a ação penal não tem como objeto contratos da Petrobras, foco da Lava Jato. Ele também indicou uma sobrecarga de trabalho da 13ª Vara, onde atua. “O número de casos é elevado, bem como a complexidade de cada um, gerando natural dificuldade para processamento em tempo razoável”, despachou o juiz.

    O ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná, Nelson Leal Júnior, teve seu acordo de colaboração premiada homologado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Ele foi preso na 48ª fase da Operação Lava Jato.

    Leal diz em seu acordo que operava um esquema de propina para Beto Richa. Ele afirma que era o responsável por repassar valores pagos por empresas concessionárias das rodovias para a cúpula do governo paranaense e alguns deputados estaduais.


     

  • 20/06/2018

    Osmar Dias critica aumento de 15% na conta de luz

    Em postura oposicionista clara, o ex-senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná, gravou vídeo, divulgado nesta quarta-feira (20) na internet, para criticar o aumento de 15,06% na conta de energia elétrica no Estado. Segundo o pedetista, o aumento é resultado de "falta de competência para governar". 

    O aumento na conta de luz para consumidores residenciais atendidos pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) passa a valer a partir de 24 de junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o aumento nessa terã-feira (19). A conta média ficará R$ 17 mais cara, passando para R$ 143. 

    A Copel garante que do total do aumento autorizado pela Aneel apenas 0,31% corresponde ao custo operacional da empresa. “Grande parte do aumento é consequência dos preços dos contratos de compra de energia, ajustados pela inflação e agravados pela falta de chuvas nos últimos anos. Além disso, o aumento do encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo gerido pelo governo federal, também pesou neste aumento”, diz nota da companhia.

     

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