• 21/06/2018

    Desejo que o Brasil possa superar seus problemas, diz Mujica, após visita a Lula

    Desejo que o Brasil possa superar seus problemas, diz Mujica, após visita a Lula
    (Foto: Joka Madruga)

    O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, visitou hoje o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba, desde 7 de abril. Após o encontro, Mujica afirmou que Lula está bem, lendo muito e “preocupado com o destino futuro do Brasil e da América Latina”.

    O uruguaio disse manter uma relação de admiração com o ex-presidente brasileiro, por sua postura quando governo o País, em relação aos demais países da América Latina. “Quando Lula foi presidente deste País gigantesco, teve uma atitude de muita consideração com respeito aos países pequenos da América Latina”, afirmou. “O Brasil se comportou como uma espécie de irmão maior”, disse Mujica.

    O ex-presidente afirmou ainda que espera o Brasil possa superar o momento de crise. “O que mais me preocupa é que o povo brasileiro possa não perder sua alegria e não cair na confrontação. Desejo que o Brasil possa superar seus problemas”, comentou.

  • 21/06/2018

    Ratinho Jr quer que Copel e governo Cida suspendam reajuste de 15,99% na tarifa de energia

    Ratinho Jr quer que Copel e governo Cida suspendam reajuste de 15,99% na tarifa de energia
    (Foto: Sandro Nascimento/Alep)

    O deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) anunciou que pretende mobilizar as bancadas do PSD e do PSC e outros aliados para barrar o aumento médio de 15,99% das tarifas da energia elétrica que passa a valer a partir de domingo. Para o deputado, o aumento penaliza a sociedade e dificulta a atividade econômica no estado, diminuindo a geração de emprego e renda.

    A estratégia de Ratinho Jr é apresentar na sessão da Assembleia Legislativa da próxima segunda-feira (25), um requerimento solicitando à Copel e ao governo estadual a revisão do reajuste.

    O aumento passa a valer já neste domingo para 4,5 milhões de unidades consumidoras do Paraná. Consumidores residenciais e de comércios de pequeno porte terão reajustes de 15,3%. Os consumidores industriais e de estabelecimentos de grande porte terão elevados em 17,55%.

    Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Proteína Animal(ABPA), Ricardo Santin, esse reajuste vem em péssima hora. “A energia é o insumo básico para praticamente toda cadeia do setor produtivo e o aumento vai impactar no aumento dos custos e no produto final”. Ele explica que no caso dos frigoríficos o problema é ainda maior.

    “Os frigoríficos de médio porte gastam entre R$ 600 mil a R$ 800 mil por mês com energia. Imagine que 17,55% pode representar algo em torno de R$ 150 mil a mais na planilha de custos. E na produção intensiva de aves há a ainda a necessidade da ambiência, que nada mais é que a garantia de conforto térmico para maximização dos resultados. Nesta época de inverno, principalmente na região Sul onde está o Paraná, a demanda aumenta naturalmente, em função da predominância do frio”, destaca.

     

  • 21/06/2018

    Gleisi diz que sua absolvição foi "duro recado à indústria de delações"

    Gleisi diz que sua absolvição foi
    (Foto: Franklin Freitas / Bem Paraná )

    Em sua conversa com a imprensa após ser inocentada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, espera que sua absolvição sirva de base para outros julgamentos que levam em consideração depoimentos de delatores. Para a senadora, a Operação Lava Jato criou uma “indústria de delações”, mas que a partir de agora perde força com o posicionamento do STF.

    “Parece óbvio, mas o que o Supremo disse foi que não pode haver condenação sem provas”, disse. “Foi um duro recado às indústrias das delações. As delações são importantes em um processo investigativo, inclusive, elas foram levadas a cabo por um projeto de lei do governo da presidenta Dilma. Eu era ministra da Casa Civil, e tratava das organizações criminosas. As delações são importantes para que se possa levantar indícios de situações que serão investigadas. Agora, jamais, jamais poderão substituir provas”, declarou.

    Gleisi disse que ainda pensa em uma maneira de pedir reparação pelos danos pessoais e políticos provocados pelo processo que durou quatro anos. “Tenho que pensar porque qualquer ação contra o Estado recai sobre o povo brasileiro”, disse.

    A senadora optou neste ano por não concorrer à reeleição em outubro. Segundo ela, um dos motivos que a levou a tomar a decisão foi justamente o desgaste público causado pela ação. “Não só disso, mas também levo em consideração. Eu tive durante quatro anos uma ação cotidiana de desconstrução da imagem, por agentes do Estado, que me acusavam, da Polícia Federal, do Ministério Público. As informações vazavam, viravam matérias. As matérias viravam verdade, já condenação”, conclui.

    “Os opositores utilizavam disso largamente para me atacar. Muito difícil porque eu não tinha o mesmo espaço para me defender. Por exemplo, sai uma matéria em jornal de TV, de horário nobre, como a Globo que tem grande audiência, a matéria de seis minutos de acusações, e no final, um parágrafo de uma nota de defesa”, critica.

    Segundo Gleisi, seu marido, ex-ministro Paulo Bernardo não deve voltar à vida pública. “Paulo já se aposentou, era funcionário de carreira do Banco do Brasil, não vai retornar à vida pública”, disse.

    Outras ações

    Gleisi ainda é alvo de duas ações. Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) e uma investigação na Polícia Federal (PF).

    O inquérito policial que apura um suposto esquema de corrupção no Ministério do Planejamento teve origem nas investigações da Operação Lava-Jato. O inquérito da PF é investiga se a empresa Consist repassou R$ 1 milhão a Gleisi e Paulo Bernardo para conseguir contratos com o Ministério do Planejamento . O dinheiro teria sido repassado pelo escritório de advocacia de Guilherme Gonçalves. Ainda não ocorreu denúncia relativa a esses fatos.

    Em outra investigação, já com denúncia do MPF na Lava Jato, envolve também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ex-ministros Antônio Palocci e Paulo Bernardo e o empresário Marcelo Odebrecht pelos crimes de corrupção (passiva e ativa) e lavagem de dinheiro. A ação é sobre uma doação de campanha “quando a Construtora Odebrecht prometeu ao então presidente Lula a doação de US$ 40 milhões em troca de decisões políticas que beneficiassem o grupo econômico”, diz a o MPF. Gleis é arrolada por ter supostamente se beneficiado com dinheiro na campanha ao governo do Paraná, em 2014. Gleisi afirma que as acusações “são falsas”, pois tentam “ligar decisões de 2010 a uma campanha eleitoral dela que ocorreu em 2014”. Ela nega todas as acusações. 

     

  • 20/06/2018

    STJ tira processo de Richa das mãos de Moro

    STJ tira processo de Richa das mãos de Moro
    (Foto: Franklin Freitas)

    A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira (20) acolher recurso do ex-governador Beto Richa (PSDB) e retirar o processo que trata das delações da Odebrecht das mãos do juiz federal Sérgio Moro, responsável por ações penais da Operação Lava Jato em Curitiba. O inquérito 1181 deve permanecer somente com a Justiça Eleitoral do Paraná. Em nota, Richa diz que a decisão "é perfeita e justa ao reconhecer a competência exclusiva".

    O processo trata de suposto caixa 2 nas três últimas campanhas eleitorais do tucano, em 2008, 2010 e 2014. Em abril, ao renunciar ao cargo de governador do Paraná para concorrer ao Senado, Beto Richa também perdeu o foro especial por prerrogativa de função e a investigação foi remetida pelo ministro Og Fernandes, do STJ, para a primeira instância. A determinação foi de que a ação ficasse a cargo do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal, e da Justiça Eleitoral. 

    No dia 10 de maio, Moro determinou a abertura do inquérito (veja o documento). A investigação, que está em sigilo, mira propina sobre um suposto favorecimento à Odebrecht, em 2014, para duplicação da rodovia PR 323.

    A defesa de Beto Richa contestou o fato de parte do inquérito ter ido parar na Justiça Federal sustentando que o caso deveria ser tratado apenas como suposto caixa 2, tema da Justiça Eleitoral. Agora, o recurso foi acolhido na sessão da Corte Especial do STJ nesta quarta-feira (20).

    Em nota, o ex-governador Beto Richa diz que os fatos serão esclarecidos. "A decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça é perfeita e justa ao reconhecer a competência exclusiva da Justiça Eleitoral, onde os fatos serão devidamente esclarecidos", diz a íntegra. 

    Outra ação

    Com a retirada do processo, não há mais ações contra Richa nas mãos de Moro. Na semana passada, pela primeira vez desde 2014, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava Jato, o juiz espontaneamente abriu mão por ofício de um processo derivado da investigação, sem que tenha sido imposição de cortes superiores. A ação da 48ª fase, chamada Operação Integração, que investiga supostas irregularidades em contratos de pedágio no Paraná, foi remetida ontem à 23a Vara Federal de Curitiba. O responsável pelo processo será o juiz federal Paulo Sergio Ribeiro.

    Sergio Moro justificou que a ação penal não tem como objeto contratos da Petrobras, foco da Lava Jato. Ele também indicou uma sobrecarga de trabalho da 13ª Vara, onde atua. “O número de casos é elevado, bem como a complexidade de cada um, gerando natural dificuldade para processamento em tempo razoável”, despachou o juiz.

    O ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná, Nelson Leal Júnior, teve seu acordo de colaboração premiada homologado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Ele foi preso na 48ª fase da Operação Lava Jato.

    Leal diz em seu acordo que operava um esquema de propina para Beto Richa. Ele afirma que era o responsável por repassar valores pagos por empresas concessionárias das rodovias para a cúpula do governo paranaense e alguns deputados estaduais.


     

  • 20/06/2018

    Osmar Dias critica aumento de 15% na conta de luz

    Em postura oposicionista clara, o ex-senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná, gravou vídeo, divulgado nesta quarta-feira (20) na internet, para criticar o aumento de 15,06% na conta de energia elétrica no Estado. Segundo o pedetista, o aumento é resultado de "falta de competência para governar". 

    O aumento na conta de luz para consumidores residenciais atendidos pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) passa a valer a partir de 24 de junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o aumento nessa terã-feira (19). A conta média ficará R$ 17 mais cara, passando para R$ 143. 

    A Copel garante que do total do aumento autorizado pela Aneel apenas 0,31% corresponde ao custo operacional da empresa. “Grande parte do aumento é consequência dos preços dos contratos de compra de energia, ajustados pela inflação e agravados pela falta de chuvas nos últimos anos. Além disso, o aumento do encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo gerido pelo governo federal, também pesou neste aumento”, diz nota da companhia.

     

  • 20/06/2018

    Metodologia da gestão privada vai ser aplicada na gestão pública, afirma Ratinho Junior

    Metodologia da gestão privada vai ser aplicada na gestão pública, afirma Ratinho Junior
    (Foto: Divulgação)

    Na manhã desta quarta-feira, o pré-candidato ao governo do Paraná, Ratinho Junior (PSD), conversou com funcionários e diretores da Eletrofrio, uma empresa paranaense e que está no mercado de refrigeração há mais de 70 anos. O deputado destacou a gestão da Eletrofrio, "uma empresa que está no mercado há mais de meio século precisa de um planejamento e gestão muito bem estruturados. Esse é um exemplo de adaptação da empresa por vários ciclos da economia e que hoje usa a tecnologia em sua linha de produção", disse Ratinho Junior.

    O trabalho de gestão privado deve ser implantado na gestão pública, segundo Ratinho Junior, " a controladoria, planejamento estratégico, auditorias periódicas, controle de gastos já é um procedimento que eu adoto nas minhas empresas e não vou medir esforços para aplicar na gestão pública", finalizou.

    A Eletrofrio começou suas operações em 1946 e se mantém no mercado até hoje. Gera mais de 1.300 empregos. "Esse é o Brasil que dá certo. Os empresários e os trabalhadores são o verdadeiros geradores de riquezas e quanto menos burocrático for o serviço público melhor para eles, concluiu Ratinho Junior.

    O deputado Ratinho Junior defende a criação de um fundo  para obras de infraestrutura no Paraná. O fundo, adianta Ratinho Junior, fará parte do programa “Avança Paraná” que prevê uma série de ações que dinamizem a economia e a produção em todas as regiões do Estado. “A criação deste fundo  será um dos eixos do programa Avança Paraná, que investirá em obras que vão dinamizar a infraestrutura do estado”, disse. O fundo é uma das propostas que integram o plano de governo que Ratinho Junior está debatendo com diversos setores e forças produtivas do Estado.

  • 20/06/2018

    Vereadores aprovam isenção da taxa de lixo para baixa renda

    Vereadores aprovam isenção da taxa de lixo para baixa renda
    (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC))

    Com 33 votos favoráveis, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou, hoje, projeto do prefeito Rafael Greca (PMN) que isenta pessoas de baixa renda da taxa da coleta de lixo (TCL), cobrança que em dezembro do ano passado foi desvinculada do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). A proposta, que tramita em regime de urgência, passou em primeiro turno e precisará ser confirmada pelos vereadores, na sessão da próxima segunda-feira.

    No ano passado, Greca propôs – dentro do pacote de ajuste fiscal – projeto que estabeleceu que imóveis com acabamento simples, de até 70 m² de área e valor venal máximo de R$ 140 mil teriam 50% de desconto na taxa de lixo. Agora, segundo o novo projeto, serão isentas as pessoas inscritas no cadastro único da Fundação de Ação Social (FAS) ou que se encontrem em situação de vulnerabilidade social, conforme regulamentação da prefeitura. A matéria também autoriza aos contribuintes que se enquadrarem nesses critérios a remissão (perdão) da taxa da coleta de lixo de 2018.

    O pedido para a isenção deverá ser feito anualmente. A prefeitura afirma que abrirá mão de uma receita de R$ 343.291,50 com a medida.

     

  • 20/06/2018

    "Alguém escreverá agora Gleisi inocente?", diz Gleisi absolvida

    (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

    Em nota enviada à imprensa, após ser absolvida pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, disse nesta quarta-feira (20) que os votas dos ministros contra sua condenação deixam claros que nenhum cidadão pode ser condenado com base apenas em delações premiadas. Segundo a senadora, o julgamento expôs "sucessivas violações praticadas em Curitiba, e endossadas pela PGR (Procuradoria Geral da República), que não poderiam ser aceitas à luz da lei e da justiça". Gleisi criticou a imprensa e disse que "nada vai apagar o sofrimento causado" a ela. 

    A maioria da 2ª turma do STF absolveu nessa terça-feira (19) a senadora paranaense pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR). 

    No julgamento da ação, Gleisi e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, foram acusados pela operação Lava Jato pelo suposto recebimento de R$ 1 milhão do esquema de corrupção na Petrobras. 

    Os ministros Luiz Edson Fachin, Celso de Mello e Dias Toffoli descartaram os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Para Fachin, relator do processo, não foi comprovado que a petista ofereceu contrapartida para receber o dinheiro. Celso de Mello acompanhou o relator pela absolvição de Paulo Bernardo e Ernesto Kugler Rodrigues. O decano também seguiu o entendimento de Fachin em relação à Gleisi Hoffmann, descartando o crime de corrupção passiva e substituindo-o pelo de caixa 2. Celso de Mello também absolveu os três do crime de lavagem de dinheiro.

    Já Dias Toffoli divergiu de Fachin e de Celso de Mello, que propuseram converter a conduta da corrupção passiva para falsidade ideológica eleitoral, o chamado caixa dois. Com o voto de Toffoli, formou-se maioria de votos para absolver Gleisi Hoffmann do crime de lavagem de dinheiro e para absolver Paulo Bernardo e Ernesto Kugler dos crimes de lavagem e corrupção. 

    Leia o texto de Gleisi na íntegra:

    "VITÓRIA DA VERDADE E DA DEMOCRACIA

    O julgamento de ontem na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal foi de enorme relevância para o restabelecimento do estado de direito no Brasil. Fui julgada e absolvida, por unanimidade, das falsas acusações que me imputaram. Mas foi principalmente um avanço em direção à normalidade democrática, frente à maquina de perseguição e arbítrio instalada desde 2014 na Vara Federal da Lava Jato.

    Creio que pela primeira vez, diante de um caso concreto, o STF se pronunciou colegiadamente contra a indústria das delações premiadas e contra os abusos do Ministério Público da Lava Jato. A denúncia ruiu perante os juízes porque não trazia prova de nada, apenas delações negociadas com presos condenados, em troca de perdão de seus crimes.

    No meu caso e do meu marido, Paulo Bernardo, eram delações contraditórias, que foram sendo modificadas no curso do processo para compor a narrativa perseguida pelos promotores. O julgamento expôs as sucessivas violações praticadas em Curitiba, e endossadas pela PGR, que não poderiam ser aceitas à luz da lei e da justiça.

    Dos cinco votos proferidos restou claro que ninguém, nenhum cidadão ou cidadã, pode ser condenado apenas com base em depoimentos (negociados sabe-se lá a que preço) que não sejam acompanhados de provas. Dessa forma, o direito prevaleceu sobre o arbítrio, a verdade sobre a mentira, quando íamos nos habituamos ao contrário.

    Durante quase quatro anos, desde outubro de 2014, a Rede Globo e os grandes jornais repetiram sistematicamente que eu era acusada de corrupção e lavagem de dinheiro, repetiram o enredo forjado pela Lava Jato. E nunca, até a véspera do julgamento, nunca informaram os argumentos concretos da minha defesa. Nem uma só palavra.

    É o mesmo método autoritário de julgamento midiático,  de acobertamento da injustiça, que levou à prisão ilegal e arbitrária do maior líder político e popular do Brasil, o ex-presidente Lula.  É o método que levou ao golpe do impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 2016.

    Ao longo desses quase quatro anos, meu nome deixou de ser Gleisi Helena Hoffmann. Passei a ser chamada de Gleisi Hoffmann, investigada na Lava Jato, Gleisi acusada, Gleisi indiciada, Gleisi denunciada, Gleisi ré. Alguém escreverá agora Gleisi inocente?

    Já disse que nada vai apagar o sofrimento causado a mim, a minha família, meus amigos e companheiros de luta. Nada vai reparar o dano causado a minha imagem pessoal e política. Mas a decisão de ontem me anima a continuar acreditando que, quando se julga com base no direito, na lei e nos autos, a verdade sempre vence.

    Agradeço a todos os que foram solidários ao longo desse processo: a imprensa independente, os juristas que se pronunciaram em artigos, líderes políticos de vários partidos e principalmente a militância do PT, que sempre me deu energias para seguir lutando de cabeça erguida.

    Há outras batalhas pela frente e vamos enfrentá-las, confiando que o Brasil vai retomar o estado de direito na plenitude. E vai retomar o caminho da democracia para acabar com o sofrimento do povo. 

    Gleisi Hoffmann, senadora e presidenta nacional do PT"

  • 20/06/2018

    Leprevost defende reajuste para todos os servidores

    Leprevost defende reajuste para todos os servidores
    (Foto: Divulgação)

    O deputado estadual Ney Leprevost se manifestou publicamente para defender o reajuste salarial para todos os servidores públicos do Paraná e não apenas para os dos poderes Legislativo e Judiciário. De acordo com o parlamentar, o Governo precisa cumprir a data base para todos os servidores. “É uma questão de respeito aos servidores e a população do Paraná, que precisa de serviços públicos de qualidade. Cortar mordomias e despesas supérfluas, valorizar os servidores de carreira, esta é a solução”, disse Ney.

    E complementou: “Os servidores não estão pedindo nenhum favor ao Governo. Estão reivindicando a reposição salarial para amenizar a defasagem destes anos sem reajuste”.

    De acordo com representantes dos servidores públicos estaduais que trabalham no Poder Executivo, a categoria não é contrária a data-base dos (as) trabalhadores (as) de outros poderes, mas de tratamento igual a todos os funcionários.

  • 20/06/2018

    Mujica vem a Curitiba para visitar acampamento pró-Lula

    Mujica vem a Curitiba para visitar acampamento pró-Lula
    (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

    O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, vem a Curitiba amanhã para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde 7 de abril na sede da Polícia Federal na Capital paranaense. A informação foi divulgada pelos organizadores do acampamento pró-Lula, que já recebeu, entre outras celebridades, o prêmio Nobel Adolfo Pérez Esquivel, o ator Danny Glover, a atriz Lucélia Santos e o frei Leonardo Boff.

    Na nota, os organizadores da vigília também contestam a decisão do juiz Jailton Juan Carlos Tontini, que no último dia 18, determinou a remoção das quatro tendas do acampamento com uso de força policial, as organizações que integram a Vigília Lula. "Nesta semana fizemos um esforço para adequar a estrutura da vigília, de maneira a atender as autoridades, mas mantendo nosso direito de denunciar a prisão política do ex-presidente Lula", alegam eles. "Com isso, reorganizamos o espaço, que permanece agora com apenas duas tendas no local. Exigimos das autoridades a manutenção da Vigília e o direito a permanecer com essa estrutura mínima para atender nosso principal contato com a sociedade, que é a solidariedade e recepção diária de doações", diz a nota. 

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