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Câmara de Curitiba arquiva proposta para identificar carros oficiais

Câmara: vereadores adiaram votação por 35 sessões, jogando discussão para próxima legislatura
Câmara: vereadores adiaram votação por 35 sessões, jogando discussão para próxima legislatura (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

Depois de tramitar pelas comissões internas da Câmara de Curitiba e ser aprovado em 1º turno na semana passada sem qualquer questionamento, a maioria dos vereadores decidiu, hoje, adiar por 35 sessões a votação em 2º turno do projeto de lei que obrigava a identificação dos veículos oficiais do legislativo. O adiamento foi proposto pela vereadora Julieta Reis (DEM), que alegou que a alteração dependeria de aditamento no contrato atual. Segundo a autora da proposta, vereadora Professora Josete (PT), o adiamento, na prática, significa o arquivamento do projeto, já que ele só volta ao debate na próxima legislatura, sendo necessária sua reapresentação.

"Essas argumentações são equivocadas e que demonstram que os vereadores não leram o projeto. 1º) o PL prevê que a regra valeria a partir do próximo contrato de locação de veículos; 2º) o PL foi apresentado no ano passado, mas somente agora foi incluído na pauta de votações pela presidência", respondeu Josete.

A vereadora questionou os motivos da posição contrária à identificação dos veículos oficiais. “Adiar por 35 sessões esse debate é uma piada, ele passou pela Comissão de Legislação, foi apresentado um Substitutivo e na semana passada foi aprovado sem qualquer debate, sem ninguém levantar problemas. E se há dúvidas legais do problema, seria necessário adiar por 35 sesões, ou seja, jogando isso para a legislatura passada e, consequentemente, arquivando ele?”, questionou Josete.

Para Toninho da Farmácia (DEM), Colpani (PSB) e Bruno Pessuti (Pode) votar um projeto deste tipo durante o período eleitoral é inadequado. Eles questionaram o porquê da votação se dar agora, dizendo que o projeto deveria ter vindo antes à pauta, ao que a autora argumentou que foi apresentado em 2019. Para Pessuti, o problema é ser preciso regulamentar outros aspectos do uso dos veículos, como o pernoite dos carros, se deveria ser na Câmara, por exemplo. Já Pier Petruzziello (PTB), diante da votação, disse que “[esse] debate é pequeno, o projeto é medíocre e o momento é errado”.

“Já divergi de opiniões de colegas, isso é natural e faz parte do parlamento, mas nunca faltei com respeito com outros parlamentares. É lamentável que, por não terem argumentos plausíveis para o voto contra, alguns partam para o desrespeito com o trabalho de colegas”, respondeu Josete.

“Não consigo enxergá-lo como ridículo e medíocre”, retrucou Euler. “A gente gasta mais tempo discutindo nome de ruas. Eu acho estranho que não queiram essa transparência”, continuou.