Legislativo

Conselho de Ética da Câmara vai investigar vereadores acusados de nepotismo

Câmara: sindicatos acusam vereadores de nepotismo cruzado
Câmara: sindicatos acusam vereadores de nepotismo cruzado (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

O corregedor da Câmara Municipal de Curitiba, vereador Mauro Ignácio (DEM), encaminhou à Mesa Diretora da Casa recomendação para a abertura de procedimento investigativo pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar sobre a denúncia de nepotismo cruzado contra os vereadores Serginho do Posto (DEM), Julieta Reis (DEM), Toninho da Farmácia (DEM) e Fabiane Rosa (PSD). A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (SISMUC) e o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (SISMMAC).

De acordo com os sindicatos, os quatro vereadores teriam conseguido que a nomeação de seus parentes fosse feita por aliados políticos. Segundo a denúncia, Serginho do Posto, que ocupava a presidência da Câmara, teve sua esposa Angelina Netska Balaguer e seu irmão Antonio Henrique Bueno Balague nomeados para funções gratificadas na prefeitura. Em troca, o vereador teria nomeado em seu gabinete Paulo Aguiar Palácios, marido da procuradora Geral do Município, Vanessa Volpi Palacios. Ainda de acordo com os sindicatos, a procuradora teria nomeado Caroline Priscila Plocharski Braga Cortes, nora da vereadora Julieta Reis, para um cargo em comissão na Procuradoria Geral do Município.

Já a vereadora Fabiane Rosa – que agora está afastada da função e em prisão domiciliar pela acusação de prática de “rachadinha” – obteve para sua irmã Marcia Cristina Cabral da Rosa uma função gratificada na Secretaria Municipal de Educação, afirmam as entidades.
O vereador Toninho da Farmácia teve sua filha Cheyane Domingues do Carmo nomeada para cargo em comissão na Secretaria Municipal de Saúde, afirma a denúncia.

A denúncia protocolada pelos Sindicatos reivindica a abertura de um processo junto ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal para ouvir as testemunhas, investigar as acusações e calcular o valor total gasto indevidamente com nomeação de familiares dos vereadores, além de avaliar a cassação dos acusados.

O vereador Serginho do Posto afirma que o irmão e a esposa são funcionários de carreira e já ocuparam funções gratificadas antes dele ser eleito. Sobre a contratação do procurador, afirma que ela foi técnica.

A vereadora Julieta Reis também diz que as contratações foram técnicas e nega irregularidades.

Em nota, a prefeitura afirmou que as nomeações “atendem a critérios técnicos e são feitas rigorosamente dentro da legislação vigente”.