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Retaliação

Após questionar verba de ressarcimento, deputado é excluído de grupo do Whatsapp de colegas

Marchese: “Vou falar sempre o que eu quiser. Ninguém vai me pautar aqui dentro. Eu cheguei aqui sem comprar votos. Não estou envolvido em delação premiada nenhuma"
Marchese: “Vou falar sempre o que eu quiser. Ninguém vai me pautar aqui dentro. Eu cheguei aqui sem comprar votos. Não estou envolvido em delação premiada nenhuma" (Foto: Orlando Kissner/Alep)

Alvo de inúmeras críticas dos colegas por seus questionamentos em relação ao projeto da Mesa Executiva da Assembleia Legislativa que muda as regras para o uso da verba de ressarcimento para gastos do mandato, o deputado Homero Marchese (PROS) contou na sessão de hoje da Casa que foi excluído do grupo do Whatsapp dos parlamentares, em retaliação às suas declarações públicas sobre o assunto. Marchese propôs uma série de mudanças no projeto, como a proibição do ressarcimento de gastos com alimentação em Curitiba ou na cidade onde os parlamentares residem. A proposta foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa na segunda-feira (04). Ele foi acusado pelos colegas de "jogar para a torcida" nas entrevistas que deu à imprensa sobre o tema. 

“É o fim da picada”, reagiu o parlamantar do PROS. “Vou falar sempre o que eu quiser. Ninguém vai me pautar aqui dentro. Eu cheguei aqui sem comprar votos. Não estou envolvido em delação premiada nenhuma. Ou nós vamos começar a falar a verdade ou nós vamos perder esse País”, rebateu Marchese, depois que o presidente da Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB), cobrou satisfações dele em plenário em razão das declarações à imprensa. 

Atualmente, cada um dos 54 deputados tem direito a R$ 31.470,00 mensais para gastos com telefone, alimentação, transporte, combustível, entre outras despesas. O pagamento é condicionado à apresentação de notas fiscais que comprovem esses gastos. Entre as mudanças propostas no projeto da direção da Assembleia está a possibilidade de pagamento de diárias para custear as despesas dos parlamentares em viagens sem a necessidade de apresentação de notas fiscais para a comprovação dos gastos, e a vinculação da verba à Unidade de Padrão Fiscal do Paraná (UPF/PR), com reajuste anual automático.

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