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Apertando os cintos

Ratinho Jr anuncia congelamento de salários do primeiro escalão do governo

Ratinho Jr: economia seria de R$ 600 mil mensais
Ratinho Jr: economia seria de R$ 600 mil mensais (Foto: Franklin de Freitas)

O governador Ratinho Júnior (PSD) anunciou hoje o congelamento dos salários dele próprio, do vice-governador Darci Piana e dos secretários de Estado como nova medida de economia de sua administração. Segundo Ratinho Jr, o reajuste de 16,8% que elevou os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil não será aplicado aos integrantes do primeiro escalão do Estado. De acordo com o governador, a economia com a medida será de R$ 600 mil mensais ou mais de R$ 7 milhões ao ano.

Os salários dos ministros do STF servem de teto salarial do funcionalismo público no País e também são parâmetro para definição dos salários do governador, vice e secretários. No caso do governador, o salário é equivalente aos dos ministros do Supremo. Já os dos secretários, atualmente, é de R$ 23.634,10, ou 70% do que recebe um ministro do STF.

O anúncio do congelamento foi feito hoje antes da segunda reunião do secretariado do novo governo no Palácio Iguaçu. “Estamos emitindo um decreto. Não vamos dar aumento ao secretariado, nem ao cargo de governador, vice-governador e aos demais cargos que teriam o direito, vamos dizer assim, com esse reajuste que foi feito para os ministros do Supremo de 16%. Vamos evitar ter um gasto de R$ 600 mil por mês que dá um acumulado de mais de R$ 7 milhões ao ano”, afirmou Ratinho Jr.

Os salários do servidores do Executivo estadual estão congelados há três anos. Segundo os sindicatos do funcionalismo, a categoria acumula perdas de cerca de 16% no período em relação à inflação. 

No escuro - O governador confirmou também hoje que sua equipe está com dificuldades para levantar a situação financeira do Estado, em razão do problema no Sistema Integrado de Finanças Públicas do Estado da Secretaria da Fazenda, herdado de sua antecessora, a ex-governadora Cida Borghetti (PP). Segundo Ratinho Jr a falta de acesso a esses dados impede que se confirme ou não a informação de Cida de que ela teria deixado R$ 400 milhões em caixa para a nova administração. “Isso está fazendo com que só 60% de toda a informação da Fazenda está dentro desse software. Então muitas das coisas acabam não tendo informação, data de vencimento de contas que tem que honrar, pagamento em duplicidade. Agora a nossa preocupação é poder fazer com que a gente possa alimentar esse software o mais rápido possível para que a gente não fique no escuro”, disse o governador, afirmando que a expectativa é resolver o problema até o final do mês.

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