Hospital de São José dos Pinhais inicia a vacinação de seus profissionais

A técnica Enfermagem Denise Morescki Cruz, 55 anos, que trabalha há 36 anos na área de Saúde, foi a primeira profissional do Hospital Novaclínica a receber a vacina desenvolvida em parceria com a Universidade Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. Denise, que atua na UTI e trabalha no Hospital há oito anos, ficou feliz com a primeira dose da vacina. “A emoção é muito grande. Estamos esperando por isso há muito tempo, desde que a pandemia começou já vimos muitas coisas tristes acontecerem, tantas pessoas que partiram”, diz. “Agora é só esperar a segunda dose, mas já ficamos mais tranquilos pra trabalhar.”

O médico cirurgião vascular Darlan Costa Júnior foi um dos vacinados na quarta, 27, primeiro dia de vacinação no hospital de São José dos Pinhais. Dr. Darlan foi um dos profissionais do hospital que foram infectados pelo coronavírus e teve a forma grave da doença. “Até o décimo dia de manifestação não sentia quase nada, mas comecei a apresentar febre, fiquei internado por 21 dias e fui pra UTI e por 14 dias precisei de respirador”, conta ele que já recebeu alta, mas ainda está em recuperação. “Faz um pouco mais de um mês que sai de internação mas faço duas vezes por dia fisioterapia”, relata. Para quem não está convicto da necessidade de tocar vacina, o médico explica que ainda é a única forma segura de se evitar a doença. “A gente nunca sabe como será a reação de cada um. Eu tive a forma grave e acabei pegando dentro de casa ao examinar a minha irmã. Então, você não está seguro nem dentro de casa. A vacina é super necessária, a gente não sabe como vai ser a reação de cada um”, ressalta.

O médico cardiologista Alysson Faidiga, outro profissional que recebeu a vacina nesta quarta, esclarece sobre a importância de tomar a primeira dose da vacina. “Com essa primeira fase, que engloba os profissionais da saúde, tende a diminuir o número de casos graves e também a transmissibilidade do vírus. Estávamos esperando essa primeira dose com muita ansiedade. A vacina é segura e importante, especialmente para casos graves, que é o que mais preocupa. Então, perca o medo”, orienta.

Contudo, apesar da vacinação, é preciso continuar a seguir o protocolo de higienização, como orienta diretor clínico do Hospital Novaclínica, Paulo Bozko, que também foi vacinado. “As medidas protetivas permanecem até que todos sejam vacinados, continua com a máscara, higiene das mãos, pois só haverá a segurança apenas após a vacinação em massa”.